1 H VA ER SOSIAL KAPITAL ?
1.5 Kritikk av sosial kapital-begrepet
Tomando como base os objetivos da pesquisa, estudar diversas questões a respeito dos fatores críticos para a implementação do e-learning nas empresas, e o fato de tratar-se de um assunto relativamente novo e ainda não profundamente explorado, foi definido que sua natureza será qualitativa exploratória.
Richardson (1999), ao estabelecer a diferença entre o método de pesquisa quantitativo e o qualitativo, afirma que no primeiro se utilizam ferramentas estatísticas como base do processo de análise de um problema, enquanto, no segundo, o pesquisador deseja obter melhor entendimento do comportamento de diversos fatores e elementos que influem sobre determinado fenômeno, que é justamente a proposta desta pesquisa.
Martins (2006) diferencia as duas formas de pesquisa, ressaltando que a avaliação qualitativa é caracterizada pela descrição, compreensão e interpretação de fatos e fenômenos, enquanto na avaliação quantitativa predominam mensurações.
Para Malhotra (2001, p. 155), a pesquisa qualitativa proporciona melhor visão e compreensão do contexto do problema. Godoy (1995) analisa que esse é um método sem rigores estruturais, prezando pela flexibilidade e servindo à exploração de novos enfoques pelo uso da criatividade e imaginação científica.
Uma outra forma de classificar pesquisas é apresentada por Mattar (1999). De acordo com o autor, é necessário considerar duas variáveis: (i) o objetivo e o grau em que a pesquisa está consolidada e (ii) a natureza do relacionamento entre as variáveis estudadas, resultando nas seguintes categorias: pesquisa exploratória, pesquisa conclusiva descritiva e pesquisa conclusiva causal.
Segundo Gil (1999), a pesquisa exploratória deve ser realizada quando o tema escolhido é pouco explorado e visa a proporcionar uma perspectiva aproximada sobre determinado aspecto ou fato. As pesquisas exploratórias são desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo, acerca de determinado fato.
Uma descrição de aplicação similar é apresentada por Mattar (1999, p. 80), ao afirmar que a pesquisa exploratória procura prover o pesquisador de maior conhecimento sobre o tema ou problema de pesquisa em perspectiva. Por isso, é apropriada para os primeiros estágios de investigação, quando a familiaridade, o conhecimento e a compreensão do fenômeno por parte do investigador são, geralmente, insuficientes ou inexistentes.
Gil (op. cit.) também ressalta que este tipo de pesquisa é utilizado quando o tema escolhido é pouco explorado e se torna difícil formular hipóteses precisas e operacionalizáveis sobre ele. Vergara (2000) complementa essa idéia, lembrando que a pesquisa exploratória não comporta hipóteses, apenas questionamentos e não tem intenção de resolver imediatamente um problema, mas apenas defini-lo e caracterizá- lo.
No caso deste estudo, foi decidido realizar uma pesquisa exploratória, pois ainda são notórias as dificuldades que muitas empresas enfrentam no processo de implementação do e-learning.
Apesar dos critérios para a utilização da pesquisa qualitativa serem comuns, nem todas são realizadas da mesma forma. Dependendo da proposta do estudo, existem diversos métodos que podem ser adotados. Creswell (1994, p. 11) selecionou
quatros formatos mais freqüentemente encontrados em pesquisas humanas e sociais de caráter científico:
(i) etnografia: tipo de pesquisa no qual o pesquisador estuda um grupo cultural intacto durante um período de tempo prolongado e baseia- se principalmente em observações;
(ii) grounded theory: tipo de pesquisa no qual o pesquisador tenta
construir uma teoria mediante múltiplos estágios de coleta de dados, refinando e inter-relacionando as categorias e informações;
(iii) estudos fenomenológicos: tipo de pesquisa no qual as experiências humanas são examinadas por meio da associação das experiências do pesquisador com as descrições detalhadas de pessoas que estão sendo estudadas;
(iv) método do estudo de caso: tipo de pesquisa no qual o pesquisador explora uma simples entidade ou fenômeno (o caso) delimitado pelo tempo e atividade, utilizando-se grande variedade de técnicas de coletas de dados.
Nesta pesquisa, foi escolhido o método do estudo de caso em função da sua adequação ao problema proposto e da facilidade de acesso às informações para sua realização.
Segundo Schramm (1971) apud Yin (2005), a essência de um estudo de caso é tentar esclarecer uma decisão ou um conjunto de decisões, ou seja, o motivo pela qual foram tomadas, como foram implementadas e com quais resultados.
Para Campomar (1991), a ênfase do estudo de caso deve ser a descrição e o entendimento dos fatores de cada situação específica. Coloca ainda que a análise intensiva de um caso pode trazer descobertas de relações que não seriam encontradas de outra forma.
Yin (2005, p. 36) afirma que o estudo de caso, como outras estratégias de pesquisa, representa uma maneira de investigar um tópico empírico seguido de um conjunto de procedimentos pré-especificados.
O Quadro 11 apresenta as principais razões para a adoção do método de estudo de caso segundo Benbasat, Goldstein e Mead (1987), justificando por que esse método está sendo adotado para esta pesquisa.
Quadro 11 - As principais razões que justificam um estudo de caso para esta pesquisa. Razões para utilizar o estudo de caso. Justificativa para esta pesquisa.
O autor possui experiência sobre o assunto estudado.
O autor possui conhecimentos prévios a respeito de:
e-learning e implantação de projetos corporativos de
treinamento e desenvolvimento nas empresas. O foco é um fenômeno contemporâneo
dentro do contexto de vida real.
A implementação e utilização do e-learning nos programas de treinamento e desenvolvimento das empresas é um fenômeno recente. Muitas empresas ainda se encontram em estágios bem preliminares de implementação.
O autor tem pouco ou nenhum controle sobre os eventos.
Apesar do autor trabalhar na empresa foco do estudo, seu controle sobre o desdobramento das ações é pequeno. Limita-se à definição de estratégias gerais e ações relacionadas com a comercialização e a prestação do serviço pela empresa fornecedora das soluções de treinamento, não controlando o ambiente e o contexto nos quais as empresas estão aplicando o
e-learning.
Fonte: Representação proposta pelo autor baseado em Benbasat, Goldstein e Mead (1987).
Martins (2006, p. 11) afirma que, como estratégia de pesquisa, um estudo de caso, independentemente de qualquer tipologia, orientará a busca de explicações e interpretações convincentes para situações que envolvam fenômenos sociais complexos, e a construção de uma teoria explicativa do caso que faculte condições para se fazerem inferências analíticas sobre preposições constatadas no estudo e outros conhecimentos encontrados.