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Bakgrunnsverker: Robert Putnams "Bowling Alone" og Richard G

2 S OSIAL KAPITAL OG HELSE

2.3 Bakgrunnsverker: Robert Putnams "Bowling Alone" og Richard G

Nesta pesquisa, serão utilizadas duas estratégias distintas para a coleta de dados: a primeira, para o ambiente interno, e a segunda, para o ambiente externo, empresas clientes. A diferenciação quanto à forma utilizada para a coleta de dados ocorre em função da maior facilidade existente para a coleta de informações no ambiente interno e o período previsto para a execução e conclusão da pesquisa.

Segundo Mattar (1999), os critérios para decidir sobre a utilização do instrumento de coleta de dados são muitos, como por exemplo: o tipo de pesquisa (exploratória ou conclusiva), o tipo de respondente (análise do nível educacional ou social), o assunto da pesquisa, a disponibilidade dos meios para administrar a pesquisa, incluindo o acesso ao público pesquisado e o tipo de análise e interpretação pretendidas.

No caso desta pesquisa, qualitativa exploratória, o nível educacional dos respondentes profissionais da empresa fornecedora e de empresas clientes, é bastante elevado; além de haver grande disponibilidade de meios e fácil acesso a boa parte do público pesquisado.

As evidências para um estudo de caso, segundo Yin (2005, p. 109), podem vir de seis fontes distintas: documentos, registros em arquivo, entrevistas, observação direta, observação participante e artefatos físicos. Complementa que, além da atenção que se dá a essas fontes em particular, alguns princípios predominantes são importantes para o trabalho de coleta de dados na realização dos estudos de caso, incluindo o uso de:

(i) várias fontes de evidências (evidências provenientes de duas ou mais fontes, mas que convergem em relação ao mesmo conjunto de fatos ou descobertas);

(ii) um banco de dados para o estudo de caso (uma reunião formal de evidências distintas a partir do relatório final do estudo de caso);

(iii) um encadeamento de evidências (ligações explícitas entre as questões feitas, os dados coletados e as conclusões a que se chegou).

Para o caso desta pesquisa, serão utilizados: observação participante, registros em arquivo, informações documentais e entrevistas, buscando sempre várias fontes de evidências e realizando seu encadeamento.

Segundo Yin (2005), a observação participante é uma modalidade especial de observação na qual o autor da pesquisa não é apenas um observador passivo. Em vez disso, pode assumir uma variedade de funções dentro de um estudo de caso e pode, de fato, participar de eventos que estão sendo estudados.

No caso desta pesquisa, essa forma de coleta de dados é facilitada pelo fato do autor ter sido colaborador da empresa, objeto do estudo, durante todo o período analisado, participando da sua gestão e de diversas decisões relacionadas com a implementação interna do e-learning e sua comercialização.

Yin (2005) complementa que a observação participante proporciona certas oportunidades incomuns à coleta de dados em um estudo de caso. A mais interessante é a habilidade do pesquisador de conseguir permissão para participar de eventos ou de grupos que, de outro modo, seriam inacessíveis à investigação científica.

Outra oportunidade muito interessante, apontada pelo autor, é a capacidade de perceber a realidade do ponto de vista de alguém de “dentro” do estudo de caso, e não de um ponto de vista externo. Muitas pessoas argumentam que essa perspectiva é de valor inestimável quando se produz um retrato “acurado” do fenômeno do estudo de caso.

Serva e Júnior (1995, p. 69) afirmam que a observação participante se refere a uma situação de pesquisa na qual observador e observado se encontram numa relação face a face. Nesse contexto, o processo de coleta de dados se dá no próprio ambiente

natural de vida dos observados, que passam a ser vistos não mais como objeto de pesquisa, mas como sujeitos que interagem em um dado projeto de estudos.

Outra vantagem, segundo Gil (1999), é que, na observação, os fatos são percebidos diretamente pelo pesquisador, sem qualquer intermediação, o que representa um dos seus principais diferenciais.

Por outro lado, Yin (op. cit.) ressalta que a observação participante também pode trazer problemas, principalmente pelos possíveis vieses produzidos, pelo fato do pesquisador fazer parte do contexto que está sendo analisado. Merriam (1998) aponta que o fato da percepção humana ser altamente subjetiva e seletiva faz que a observação participante sofra críticas.

Outra fonte importante para o estudo de caso são os registros em arquivo. Yin (2005) assevera que muitas vezes assumem a forma de registros em computador, podendo incluir: registro de serviços, registros organizacionais, mapas e gráficos, lista de nomes e de itens importantes, dados oriundos de levantamentos e registros pessoais.

No caso das informações documentais, analisa que, exceto para os estudos sobre sociedades ágrafas, é provável que sejam relevantes a todos outros tipos de estudo de caso. Exemplifica com algumas de suas formas, tais como: relatórios de avaliação, minutas de reunião, outros relatórios escritos de eventos em geral, entre outras.

Gil (1999) observa que as informações documentais também constituem importante fonte de dados, podendo evitar a perda de tempo no trabalho de campo. Godoy (1995) declara que a análise documental pode ser utilizada em complementação a outras técnicas como observação e entrevistas, validando e aprofundando a análise de dados. Ressalta, no entanto, que o pesquisador deve ter cautela na análise dos documentos, pois muito deles não foram produzidos para uma investigação social, podendo comprometer a análise e suas conclusões.

Rubin & Rubin (1995) apud Yin (2005, p. 116) afirmam que uma das mais importantes fontes de informações para um estudo de caso são as entrevistas e salienta que, embora alguns possam ficar surpresos com essa observação, por causa da associação usual que se faz entre as entrevistas e o método do levantamento de dados, as entrevistas também são fontes essenciais de informação para o estudo de caso. Acrescenta que, apesar de poder seguir uma linha consistente de investigação, é bem provável que seu fluxo real de questões nas entrevistas de estudo de caso seja fluido ao invés de rígido.

Gil (1999) define entrevista como técnica em que o investigador se apresenta diante do investigado e lhe formula perguntas, sendo uma forma de diálogo assimétrico, em que uma parte busca coletar dados e a outra se apresentar como fonte de informação.

Triviños (1987) apresenta três variações de entrevista no processo de coleta de dados: estruturadas (fechadas), semi-estruturadas ou livres (abertas).

Na entrevista estruturada, o entrevistado responde às perguntas previamente formuladas pelo entrevistador. Na semi-estruturada apresenta perguntas norteadoras a fim de guiar as informações dos entrevistados conforme os objetivos da pesquisa. Na entrevista livre não são realizadas perguntas, apenas indagações do tipo: “fale-me sobre”, “qual a sua opinião”, “o que considera”, deixando o entrevistado à vontade para expor suas idéias.

O autor indica que, na pesquisa qualitativa, a entrevista semi-estruturada deve ser a preferida, por possibilitar ao entrevistado liberdade e espontaneidade, enriquecendo a investigação. A partir de perguntas norteadoras resultantes do embasamento teórico e das informações já coletadas, o pesquisador inicia a entrevista com questionamentos básicos que interessam à pesquisa, permitindo ao informante toda a liberdade de construção do seu pensamento e compartilhamento das suas experiências.

No caso desta pesquisa, seguindo a recomendação de Triviños (op. cit.), as entrevistas adotaram o formato semi-estruturado, partindo de roteiros formulados baseados no problema da pesquisa e das informações já coletadas pelo pesquisador a respeito do fenômeno estudado. Os roteiros das entrevistas estão apresentados nos Apêndices 2 e 3.