Kapittel 3: Fremstillingen av nordmenn i Deutsche Polarzeitung etter Svolvær-
3.2 Sentrale emner
3.2.2 Kriminalitet, ulykker og et norsk behov for tysk beskyttelse og hjelp
Para acrescentar economias de escala e competição imperfeita no modelo original GTAPinGAMS necessita-se acrescentar um setor e um agente a mais no modelo para cada produto produzido em economia de escala. A lógica por trás de modelos de economias de escala e competição imperfeita é de que o markup sobre preços marginais irá determinar um nível de receita para um novo agente na economia, denominado oligopolista. A receita do oligopolista será alocada para a compra de uma mercadoria que representa o nível dos custos fixos. Tal mercadoria é produzida pelo novo setor no modelo que usa o nível de custo fixo como insumo para produzir a mercadoria adquirida pelo agente oligopolista (MARKUSEN e RUTHERFORD, 1995).
Tal forma de modelar economias de escala e competição imperfeita permite interpretar qualquer mudança no nível de preços do setor Yir como uma
mudança equivalente no custo médio da indústria, com conseqüências sobre o parâmetro de escala, markup e número de firmas. Ou seja, um aumento na produção de Yir leva a um decréscimo no custo médio, já que se considera uma
parcela de custo fixo no custo total. O decréscimo do custo médio na indústria permite que sejam realizados lucros pelos oligopolistas, considerando o nível de preço inicial. Essa possibilidade de realização de lucros atrai a entrada de novas firmas no mercado, com conseqüente aumento da concorrência e queda de preço. Se a produção por firma no mercado for maior, considerando que novas firmas entraram no mercado, economias de escala estarão sendo aproveitadas. Com o aumento da produção e queda no preço do produto da indústria, a elasticidade- preço da demanda deve aumentar na indústria. Com o aumento da elasticidade- preço da demanda, aumento do número de firmas e queda dos preços, o markup
deve diminuir. Dessa forma, um aumento na produção da indústria pode reduzir imperfeições no mercado se o nível de produção por firma for maior do que no equilíbrio inicial, com o aproveitamento de economias de escala na indústria como um todo e redução do preço em competição imperfeita.
A formulação de oligopólio de Cournot pode ser incorporada no modelo GTAPinGAMS através da modificação do modelo na formulação em MPSGE. Em termos algébricos, a incorporação de economias de escala e competição imperfeita implica algumas modificações no modelo básico e a inclusão de equações de condição de lucro zero, de equilíbrio entre oferta e demanda para o setor de produção responsável pela “produção de custos fixos” e de definição da renda para o agente representando os oligopolistas.
Considera-se que os custos fixos correspondam a uma fração dos custos totais, como uma parcela constante dos custos com fatores primários e insumos intermediários. Diferentes pressuposições podem ser assumidas quanto à composição dos custos fixos, como sendo advindos apenas dos gastos com o fator capital ou com gastos apenas de fatores primários. Não existe consenso entre os pesquisadores, sobre qual seja a melhor pressuposição a respeito da composição dos custos fixos. Ainda, não existem dados disponíveis a respeito da composição dos custos fixos em indústrias com economias de escala. ABAYASIRE-SILVA e HORRIDGE (1998) adotam a pressuposição de que parte dos insumos intermediária compõe os custos fixos e argumentam que, na falta de informações disponíveis sobre a composição dos custos fixos, tal pressuposição traria menores distorções nas mudanças nos preços dos fatores primários quando da simulação de cenários no modelo.
O modelo GTAPinGAMS utiliza o algoritmo MPSGE para processar a álgebra envolvida no modelo de equilíbrio geral. O MPSGE cria uma equação de condição de lucro zero para cada setor (produção, agregação de importações, consumo dos agentes, etc) do modelo, uma equação para equilíbrio entre oferta e demanda para cada mercadoria (índices de preços relacionados com os níveis de produção de cada setor) e uma equação de definição da renda para cada agente consumidor. Na formulação com economias de escala e competição imperfeita
torna-se, então, necessário acrescentar: um setor responsável pela transformação dos custos fixos em uma mercadoria a ser consumida pelo agente oligopolista, a mercadoria consumida e o agente oligopolista. Ainda, tornam-se necessárias equações de restrições que definam o markup ótimo como função da elasticidade-preço da demanda e do número de firmas para os bens produzidos com economias de escala e competição imperfeita. Vale ressaltar que tais alterações devem ser realizadas apenas para aqueles setores e mercadorias que operam com economias de escala e competição imperfeita.
A Figura 10 representa a estrutura do setor produtivo em economias de escala e a relação desse com o setor de custo fixo e o agente oligopolista. Como representado nesta figura, o setor produtivo agora utiliza uma menor proporção dos fatores primários e de insumos intermediários. Esta proporção é representada pelo parâmetro cmgir multiplicado pelas variáveis correspondentes à demanda de
fatores primários e à demanda intermediária. O novo setor no modelo, setor Nir,
utiliza uma proporção dos fatores primários e insumos intermediários, considerados custos fixos, e produz uma mercadoria, representada por Pcfir, que
é comprada pelo agente oligopolista, representado por ROir. O fator cfir
representa a proporção dos custos fixos aplicada aos fatores primários e insumos
Figura 10 - Estrutura do setor produtivo em economia de escala e competição imperfeita Yir AXir ADir cmg⋅AIir cmg⋅AFfir ROir Nir Markup cf⋅AFfir cf⋅AIir Pcfir
intermediários. A soma de cmgir e cfir deve ser igual a 1. O agente oligopolista
recebe como receita o markup, que é pago pelo setor Yir na forma semelhante a
um imposto.
Na situação de oligopólio de Cournot, o markup recebido pelo oligopolista deve ser igual ao valor pago pela mercadoria produzida a partir dos custos fixos. Isto significa que a renda líquida do oligopolista se iguala a zero, devido à pressuposição de livre entrada e saída de firmas no mercado.
A Figura 11 representa graficamente o comportamento do modelo para uma indústria qualquer. Para uma situação inicial de equilíbrio de mercado na pressuposição de economias de escala, oligopólio de Cournot e livre entrada e saída de firmas, tem-se que o custo médio (Cme0) determina o nível de preço na indústria (p0), que por sua vez determina o nível de produção (Y0) para o conjunto de firmas produzindo na indústria oligopolizada. Pode-se notar que a curva de custo médio, representada por uma linha pontilhada, determina níveis de custos menores à medida que a produção da indústria aumenta, aproximando- se da curva de custo marginal, porém sem tocá-la, pela existência dos custos fixos. A diferença entre o preço e o custo marginal determina o markup praticado por firma na indústria.
Supondo um aumento da demanda, que pode ser gerado por uma abertura comercial para a indústria doméstica exportadora, tem-se o deslocamento da curva da demanda para a direita (D1), que pode ser acompanhado de mudança na inclinação. O aumento da demanda permite a expansão da produção pelas firmas, com o aproveitamento de economias de escala, à medida que a curva de custo médio é percorrida para a direita. Na ausência de barreiras à entrada de novas firmas no mercado, a possibilidade de lucros positivos atrai novas firmas para a indústria, aumentando o nível dos custos fixos da indústria como um todo, representado na figura pelo deslocamento da curva de custo médio para a direita (Cme1). O novo equilíbrio de mercado será estabelecido quando o lucro total na indústria for reduzido a zero, o que determinará, no exemplo da Figura 11, um nível de preços menor
(p1) e um nível de produção maior (Y1), com um maior aproveitamento de economias de escala e redução do markup de preços sobre custos marginais.
Figura 11 - Comportamento do modelo com economias de escala e oligopólio de Cournot com livre entrada e saída de firmas