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Krig som mulig kilde til fremveksten av Mayasivilisasjonen

Esta parte da apresentação dos dados trata não somente das posições institucionais, mas, das posições individuais dos vários sujeitos agentes no decorrer do projeto e a movimentação dos sujeitos relativa aos outros sujeitos e aos assuntos que eram tratados.

A figura a seguir descreve graficamente o fluxo, a intensidade e o direcionamento das proposições de relação, entre os sujeitos agentes envolvidos.

Figura 12 – Fluxo e intensidade de comunicação entre os componentes da equipe (dados da pesquisa)

Os sujeitos “fornecedorI”: EV tratou especificamente com os outros dois sujeitos em posição elevada como a sua: o demandante do produto – FE na empresa “cliente” e PA gerente geral da empresa que contratou o “fornecedorII”. Os assuntos com o “cliente” foram muito específicos: os termos de exclusividade do contrato, pressão para proceder ao depósito de pagamento das parcelas em atraso, demanda de reunião para avaliação das versões do produto. Com PA os assuntos tratavam do desenvolvimento do programa, dos problemas de pagamento e reuniões para avaliação das versões antes de encaminhar para o “cliente”; ele também autorizava ou brecava determinadas alterações como o nome do programa e a disposição de algumas funcionalidades.

Sujeitos “fornecedorII”: PA é o sujeito que mais se movimenta discursivamente: Contratos de trabalho (parte administrativa – custos, prazo), definição de funções (quem vai fazer o quê), definição da interface, informação e encaminhamento de alterações no programa, esclarecimento de alguns aspectos pontuais levantados sobre a estruturação do programa e execução de decisões técnicas encaminhadas pelo “fornecedorI”. Na função de suporte, AL contribui com os interesses internos à equipe de origem. VA e CR, cujas responsabilidades com relação aos outros são

FornecedorI Cliente VA PA CR AL EV LE RO FE JU RA DA FornecedorII

Maior freqüência de diálogos Diálogos esporádicos

mais claramente definidas na “nova equipe”, tratam diretamente com os sujeitos relacionados ao seu trabalho. A comunicação de VA com EV, que ocupa uma posição alta na equipe, foi restrita ao envio das versões do programa a serem analisadas.

Os sujeitos “cliente”: FE é o sujeito que contratou os serviços para o desenvolvimento do programa em nome do “cliente”, entretanto ele necessita do suporte do setor jurídico para o contrato e do setor de compras para a formalização do processo de compra (pedido, nota de compra). Ele necessita ainda fornecer dados específicos da empresa para o desenvolvimento do produto, mas que se localizam em outro setor, e para tal necessita do suporte do setor de tecnologia da informação.

De acordo com as atividades efetivamente desenvolvidas, definiram-se os seguintes cargos e respectivas atribuições ou, mais precisamente, a partir dos cargos, as seguintes posições:

Cargo Conceitualização Gestor – gerente

do projeto

Responsável pelas decisões administrativas (contrato, engajamento de alguém para resolver um problema específico, ritmo de trabalho e prioridades com relação à empresa; relações exteriores à sua própria empresa).

Chefe do projeto Responsável pelas decisões técnicas (de concepção e de desenvolvimento) de grande importância; define o ritmo de trabalho e as prioridades com relação ao projeto especificamente.

Projetista Concebe o produto Desenvolvedor Desenvolve o projeto Responsável

técnico pelo projeto

Poder de decisão menor que o de chefe de projeto; ele pode decidir sobre as questões mais simples de desenvolvimento e de concepção, tem grande conhecimento sobre o produto.

Analista de sistemas

Faz as traduções de linguagem; implementação dos programas.

Analista de contrato

Determina os termos do contrato Analista de

compras

Aprova pedidos, encaminha processos de pagamento. Figura 13 – Distribuição dos cargos e respectivas atribuições (dados da pesquisa)

Considerando essa nova conformação entre os membros da equipe como se fosse uma nova organização, cabe ainda descrever cada um dos estatutos, enquanto indivíduos:

FornecedorI

Posição de origem Posição no projeto EV Professor: concepção e

desenvolvimento do produto

Gerente geral / gerente do projeto / projetista / chefe de projeto

DA Estudante de doutorado: implementação do programa

Responsável técnico pelo projeto FornecedorII

PA Gerente geral / gerente de produção Gerente de produção/ gerente financeiro / chefe do projeto VA Chefe de projeto / implementação

técnica

Analista de sistemas CR Implementação técnica Analista de sistemas AL Gerente geral / gerente financeiro Suporte técnico HO Analista de sistemas Analista de sistemas

Cliente FE Engenheiro de armazenagem e

secagem

Usuário – analista do produto JU Engenheiro setor Suporte técnico

LE Gerente tecnologia de informação Usuário – analista do produto RA Analista de contrato Analista de contrato

RO Analista de compras

Figura 14 – Posições dos sujeitos agentes em suas empresas de origem e no projeto (dados da pesquisa)

O volume de sujeitos envolvidos no projeto que são ligados ao “cliente” é maior que o número somado dos sujeitos que constituem os fornecedores. A maneira como se organizam as atividades em sua empresa de origem é compartimentalizada em vários setores específicos e cada um deles tem suas atribuições claramente descritas.

Já no caso dos fornecedores, o volume de pessoas envolvidas no projeto é muito menor. Por exemplo, eles não possuem sujeitos representantes dos setores jurídico e de compras em seu staff. O gerente geral é o responsável pelas negociações, pelo

contrato e pela aquisição de algum material que possa se fazer necessário. Assim, desde o início assumem vários posicionamentos, dependendo da situação a ser resolvida. Pode-se ver pela figura 14 que algumas posições são ocupadas por sujeitos distintos, da mesma forma que um único sujeito pode vir a ocupar várias posições distintas umas das outras. Essa simultaneidade de posições já está presente, portanto, desde a origem do projeto.

O “fornecedorII” habitualmente trabalha de forma participativa tanto dentro de sua empresa quanto com seus clientes. A empresa mantém reuniões semanais com todo seu pessoal, de forma a dar ciência do andamento dos projetos que cada um está conduzindo, tirar dúvidas, estabelecer as prioridades de trabalho para a semana. Com relação às empresas, o projeto geralmente contempla acompanhamento das atividades cotidianas nas próprias empresas clientes, das atividades de trabalho, reuniões com o pessoal envolvido no projeto, de forma que seja possível formar um quadro da situação; contempla ainda as fases de testes com o produto para a avaliação de adequação pelo cliente até a finalização do produto. Neste projeto, entretanto, não foi possível à empresa “fornecedorII” manter esta forma de organização das atividades.

(Acomp. Ativid. 11) (...) Mas é porque já tá tudo pronto. Já tá tudo estruturado. É a DA já fez o programa. Eu só vou ligar a fórmula dela na interface nova que eu fiz.

(...) Lá no... o banco de dados é muito perfeito. A primeira versão deste programa fazia seis milhões de cálculos. Agora com a aplicação da internet tá demorando uma média de 15 minutos mais ou menos. A gente coloca um processamento pesado e a gente uma vez só. (...)

O “fornecedorII” está, neste caso, submisso simultaneamente às regras anteriormente definidas pelo “fornecedorI” e pelo “cliente” para este contrato – visto que não participou das negociações; e às “maneiras” organizacionais destas duas instituições. O “fornecedorII” está, portanto, em um ambiente onde seu espaço de ação é extremamente limitado e carece de autonomia para a execução de suas atividades.