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3.3 Kosthold
Para poder escrever sobre a formação de professores para o uso das tecnologias digitais na educação, fez-se necessário escolher que área da Educação iria ser pesquisada. Desta forma, tinha-se em mente trabalhar com as Licenciaturas, especificamente na área de Letras, devido à minha formação na área. No entanto, com ajuda e apoio da orientadora chegou-se à delimitação do objeto de pesquisa optando pelas Licenciaturas na área da Pedagogia.
A decisão de pesquisar nesta área deveu-se, principalmente, à conclusão de que os cursos de Pedagogia têm um importante papel para o desenvolvimento de uma nova cultura profissional. Além disso, buscava-se fazer uma pesquisa mais abrangente, partindo de uma visão macro (em nível Brasil) para uma visão micro (os cursos de Pedagogia). Para tanto, no que se refere à formação de professores, por meio desta pesquisa serão analisadas as Licenciaturas de Pedagogia das Universidades Públicas Brasileiras.
O objetivo foi inicialmente o de analisar os Projetos Pedagógicos buscando identificar se existe ou não uma reflexão, discussão, disciplina ou temática relacionada à tecnologia. Nos Projetos onde esta discussão se apresenta, posteriormente, identificamos e analisamos quais eram as abordagens teóricas de formação pedagógica para uso das tecnologias digitais explicitadas nos projetos de tais cursos.
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Na tentativa de situar a pesquisa num contexto educacional mais abrangente, sentiu-se a necessidade de também analisar e identificar a concepção de tecnologia presente na LDBEN atual e nas Diretrizes para a Educação Básica e nas Diretrizes Nacionais do curso de Pedagogia. Pois é a partir destes documentos nacionais que os Projetos Pedagógicos são pensados.
Após a seleção do objeto de pesquisa, as Licenciaturas em Pedagogia, foi necessário delimitar quais instituições seriam analisadas e, principalmente, quais documentos. Desta forma, como citado anteriormente, foram selecionados os Projetos Pedagógicos das universidades públicas brasileiras, com o objetivo de poder ter uma visão nacional no que diz respeito à formação de professores e às tecnologias digitais.
O processo de obtenção dos documentos teve várias etapas. Inicialmente, foi realizado um levantamento das universidades públicas brasileiras que oferecem o curso de Licenciatura em Pedagogia. Para isso, foi realizada uma pesquisa detalhada na internet através dos sites do MEC42, dentre outros,43 para localizar as universidades públicas com estes cursos. Assim, foi feita a separação de universidades em dois grandes grupos44: as federais e as estaduais. O objetivo foi
ter uma ideia de quantas universidades federais e estaduais tinham Licenciatura em Pedagogia. Atualmente há, no Brasil, 42 Universidades Federais e 28 Estaduais que oferecem esta licenciatura, totalizando 70 Universidades Públicas.
Posteriormente, foram acessados os portais, ou seja, as páginas de cada uma das instituições, na tentativa de encontrar os Projetos Pedagógicos (PPs) disponibilizados online. Durante esta tarefa, percebeu-se que a maioria das Universidades só disponibiliza a matriz curricular e/ou as ementas, e não os PPs completos. Deste modo, foi necessário entrar em contato com cada uma duas instituições. Para isto, as Universidades foram organizadas por regiões conforme as tabelas, descritas das universidades por regiões45.
Após organizá-las por regiões, procurou-se, nos portais de cada instituição, o e-mail e, sempre que possível, o nome do coordenador do curso. Assim, foi enviada
42
Ver: MEC, Portal. Lista de Universidades. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12362&Itemid=566 Acessado: 23 de fevereiro de 2009.
43
Este site tem links das universidades públicas brasileiras por estados. http://www.cdcc.usp.br/ciencia/linkuni.html Acessado em 23 de fevereiro de 2009.
44
Ver anexo tabela 1 e 2.
45
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uma carta formal46 solicitando os PPs. Mas, novamente, não foi possível obter um
número considerável de PPs, já que nem todas as Universidades estavam com as informações atualizadas. Como consequência, muitos e-mail voltaram por serem inexistentes. Entrou-se em contato com elas mais uma vez, via telefone. Esta ferramenta foi a que mais sucesso teve, sendo que após falar com os representantes, foi possível obter mais PPs.
Finalmente, para a seleção dos Projetos Pedagógicos (PPs) foram usados diferentes critérios, tanto qualitativos (interpretativa ou argumentativamente controlados) como quantitativos (amostragem estaticamente controlada). A isto, Michel Thiollent chamaria de “amostras intencionais”. “Trata-se de um pequeno número de pessoas [documentos] que são escolhidos intencionalmente em função da relevância que eles representam em relação a um determinado assunto”. (2005, p.67). Desta forma, na questão quantitativa escolheu-se 30%, por considerar esta porcentagem rigorosa. Isto é, “A amostragem pode ser considerada rigorosa se a amostra for uma parte representativa do universo inicial. Neste caso, os resultados obtidos poderão ser generalizados ao todo”. (BARDIN, 1997, p. 97). A escolha deste número levou em consideração o tempo disponível do pesquisador como também, estatisticamente falando, a porcentagem mínima que representaria uma investigação macro. Por outro lado, na questão qualitativa, levou-se em consideração os seguintes critérios: ser o projeto atual da instituição, estar digitalizado e disponível para acesso no portal ou via e-mail. Desta forma, como mostra a tabela 3, foram recebidos no total os seguintes PPs:
Tabela 3 – Projetos Pedagógicos divididos por regiões
Regiões Universidades Públicas com cursos
de pedagogia Universidades Federais que enviaram PPs Universidades Estaduais que enviaram PPs Total de PPs recebidos por região Total % Adquiri do Federal Estadual Região Norte 7 4 4 1 5 45% Região Nordeste 11 9 4 3 7 35% Região Centro- Oeste 5 4 2 3 5 56% Região Sudeste 13 5 4 3 7 39% Região Sul 6 6 4 4 8 67% 46 Ver anexo 01.
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