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In document Etterforskning under lupen (sider 67-71)

Após serem selecionadas as variáveis que compõe a pesquisa, foram feitos levantamentos respectivos a cada variável. Em seguida, foram realizados tratamentos dos dados e sua adequação para obtenção dos resultados e conclusões. A seguir, nos itens 4.1.3.1 ao 4.1.3.3, serão detalhadas as análises realizadas.

4.2.1. Acidentes de trânsito

Os dados dos acidentes de trânsito ocorridos na cidade de Uberlândia, de 2006 a 2008, foram disponibilizados para a pesquisa na forma de banco de dados, permitindo, assim, análises mais completas sobre cada acidente ocorrido. É importante destacar que as informações sobre acidentalidade viária da cidade, fornecidas pela SETTRAN, tem como principal fonte os Boletins de Ocorrências, confeccionados pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e pelos agentes municipais do trânsito.

O primeiro tratamento dado a esse banco de dados, em formato Excel, foi a separação dos acidentes de trânsito pertencentes aos bairros integrados (objeto de estudo), sendo excluídos aqueles ocorridos nos demais bairros (bairros não integrados).

Em seguida, foi feita uma análise e posterior correção para verificar possíveis inconsistências ocorridas no momento de confecção do banco de dados, tais como: a) nomes de bairros escritos com grafias diferentes, ou seja, o nome do mesmo bairro escrito de formas diferentes; b) exclusão dos dados de acidentalidade viária fora da área de estudo, ou seja, os bairros integrados e c) devido ao fato do banco de dados não estar configurado com a nomenclatura correta dos bairros integrados, ou seja, em alguns casos observa-se o nome antigo do bairro, sendo realizado ajustes para suprimir essas falhas.

Após esse ajuste, foi possível extrair as informações utilizadas na pesquisa: quantidade de acidentes de trânsito por cada bairro integrado, severidade dos acidentes (feridos leves e graves), UPS, tipos de acidentes e tipos de veículos envolvidos, no período compreendido de 2006 a 2008.

Na seqüência, os dados sobre a acidentalidade viária foram exportados do formato Excel para o programa Access (formato DBF) e em seguida transferido para um ambiente de SIG, o TransCAD, onde foi possível a realização de análises e relações espaciais, por meio de mapas temáticos, entre os dados de acidentes e a área de cada bairro integrado.

4.2.2. Uso e ocupação do solo

Os dados referentes ao uso e ocupação do solo foram disponibilizados em uma planilha em formato DBF contendo os tipos de usos do solo e área construída por lotes da cidade de Uberlândia/MG. Cada lote apresenta um número de registro específico e uma classificação feita pela Prefeitura Municipal de Uberlândia (PMU) quanto ao seu respectivo tipo de uso.

Os tipos de usos encontrados na cidade, de acordo com classificação da PMU, são: 0 - Não Informado; 1 - Vago; 2 - Comercial; 3 - Residencial; 4 - Industrial; 5 - Serviços; 6 - Templos; 7 - Especiais.

Para esta pesquisa foi realizado um novo agrupamento e classificação para os usos do solo. Os lotes classificados pela PMU como não informados, industrial e especial foram agrupados em uma nova categoria: 4 – outros. Os lotes classificados como serviços e templos foram agrupados ao de comércio, compondo a classe 3 – Comércio/serviços e templos. Dessa forma, a classificação final utilizada foi a seguinte: 1 – Vago; 2 – Residencial; 3 – Comércio/Serviços e Templos e 4 – Outros. Isto se deve à necessidade de reduzir a quantidade de possibilidades e facilitar a análise.

Em seguida foi realizada a interpretação e análise desses dados de uso do solo de duas maneiras: (a) quantidade de tipos de uso do solo por lotes, ou seja, o total de lotes que apresentam determinados tipos de uso e (b) pela área construída por determinado tipo de uso e ocupação, ou seja, quanto em área cada uso apresenta nas unidades de bairros integrados. Essas análises permitiram a identificação e participação de cada tipo de uso por bairro e também o tipo de uso predominante.

4.2.3. Polos Geradores de Viagem (PGV)

Partindo-se da classificação do Plano Diretor de Uberlândia (PMU, 2006), no capítulo destinado à mobilidade, os PGVs são classificados pela Prefeitura de duas formas: (i) de acordo com a área construída em faixas: abaixo de 500 m²; de 500 a 1.000 m²; de 1.000 a 5.000 m², acima de 5.000 m² e em futuros empreendimentos; (ii) de acordo com a atividade desenvolvida, sendo do tipo: serviços, saúde, lazer, institucionais, indústrias, igrejas, futuros empreendimentos, eventuais, educação superior, colégios particulares, cultura e comércio.

Dentre esses empreendimentos contidos no Plano Diretor (PD) foram selecionados alguns grupos para serem analisados na pesquisa, sendo eles os PGV do tipo: Saúde: Hospitais Particulares, Hospital Público, Unidades de Atendimento Integrado (UAIs); Escolas Públicas (Ensino Fundamental e Médio): Municipais, Estaduais e Federais; Educação Superior (Pública e Privada); Comércio/Serviços: Hipermercado (Carrefour), Rede de Supermercados do grupo Bretas, Atacadista Makro, Shopping Centers, Rodoviária e Aeroporto; Institucionais: Prefeitura Municipal, Câmara Municipal e Fórum; Área construída (exceto os futuros empreendimentos).

Foi realizada uma conferência e posterior atualização dos dados contidos no Plano Diretor, sobre esses empreendimentos selecionados, ou seja, verificou-se se o Plano continha todos os PGV de cada tipo de atividade mencionado no documento, essa verificação foi feita através de consultas ao catálogo de endereços e também por pesquisas, na secretaria de educação e no site da PMU.

É importante destacar que o critério de escolha dessas variáveis se deu por três motivos: (i) por serem empreendimentos contemplados no Plano Diretor; (ii) por se localizarem em diversos pontos (bairros) da cidade e (iii) por serem passiveis de serem contabilizados na sua totalidade e não apenas os mais importantes de cada tipo.

As escolas públicas, embora não sejam consideradas como PGV pela PMU, foram escolhidas para compor as análises da pesquisa, acreditando que a sua distribuição e atuação pode corroborar para a ocorrência e gravidade dos acidentes de trânsito.

4.2.4. Dados Populacionais

O contingente populacional nos bairros integrados, no período compreendido entre 2006 e 2008, foi obtido na PMU. As análises desses dados foram realizadas com o auxilio de ferramentas estatísticas do Excel (cálculo do coeficiente de Pearson e taxa de acidentes por

população) procurando assim, verificar a existência de uma possível correlação com a acidentalidade viária.

4.3. Análise dos dados: ferramentas

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