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Den enkelte hypotese

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Os PGVs do tipo Escolas Públicas, que serão analisados na pesquisa, correspondem às escolas de nível fundamental e médio, tanto da Rede Federal, Estadual como Municipal, totalizando 100 unidades escolares.

As escolas públicas estão presentes em quarenta e seis das sessenta e quatro áreas (bairros) pesquisados. Portanto, em apenas dezoito bairros não são encontrados esse tipo de empreendimento; sendo eles9: Alto Umuarama; Chácaras Tubalina; Daniel Fonseca; Dona

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Dentre esses dezoito bairros, treze deles não apresentam nenhum dos tipos de PGV analisados nesse trabalho (Alto Umuarama; Chácaras Tubalina; Dona Zulmira; Jardim Europa; Jardim Holanda; Jardim Inconfidência; Mansões Aeroporto; Morada do Sol; Morada dos Pássaros; Nova Uberlândia; Panorama; Residencial Gramado; São José) e cinco deles apresentam outros tipos de empreendimentos inseridos em suas áreas: Daniel Fonseca (Hospital); Jardim Karaíba (Universidade); Morada da Colina (2 Universidades); Umuarama (2 Hospitais e 1 Universidade) e Vigilato Perreira (2 Comércio/Serviços).

Zulmira; Jardim Europa; Jardim Holanda; Jardim Inconfidência; Jardim Karaíba; Mansões Aeroporto; Morada da Colina; Morada do Sol; Morada dos Pássaros; Nova Uberlândia; Panorama; Residencial Gramado; São José; Umuarama e Vigilato Pereira.

6.3.1.1. Coeficiente de Correlação de Pearson

A partir da análise estatística de correlação entre PGVs – Escolas públicas e acidentes de trânsito, UPS, feridos leves e feridos graves, chegou-se a conclusão de que existem correlações moderadas e positivas, variando o coeficiente de correlação entre 0,45 a 0,75, entre essas variáveis, como mostra a Tabela 19.

Tabela 19 - Cálculo de correlação de Pearson para PGV: escolas públicas, 2011

Variáveis 2006 2007 2008 Total Interpretação

Acidente 0,45 0,46 0,47 0,46 Correlação Moderada

UPS 0,54 0,52 0,54 0,53 Correlação Moderada

Feridos Leves 0,61 0,56 0,57 0,58 Correlação Moderada

Feridos Graves 0,57 0,61 0,75 0,72 Correlação Moderada e Forte

Fonte: SETTRAN (2010); UBERLÂNDIA (2006).

Destaque para a análise realizada entre as escolas e o número de feridos graves, pois no ano de 2008, assim como na somatória dos anos, a correlação existente entre as duas variáveis passa a ser classificada como forte, ao contrario dos anos de 2006 e 2007 em que essa correlação é moderada (Tabela 19).

Outra observação importante que deve ser feita em relação às escolas públicas e acidentalidade viária, refere-se aos números de atropelamentos ocorridos nos bairros integrados. Quando se analisa estatisticamente a relação entre a localização das escolas públicas com a quantidade de atropelamentos por bairros, observa-se que existe uma correlação moderada positiva entre as variáveis, que pode contribuir na forte correlação entre feridos graves e escola, pois acidentes envolvendo pedestres, geralmente, resultam em severidades maiores que acidentes que não envolvam pedestres. (Tabela 20).

Tabela 20 - Cálculo de correlação de Pearson para PGV: escolas públicas e atropelamentos de pedestres, 2011

PGV - Escolas Públicas e Atropelamentos de Pedestre

2006 2007 2008 Total Interpretação

0,48 0,43 0,51 0,49 Correlação Moderada

6.3.1.2. Análise por mapas temáticos

A Figura 21 mostra a distribuição espacial dos PGVs - escolas públicas com os acidentes de trânsito nos bairros integrados, no período de 2006 a 2008. Verifica-se uma concentração significativa desse tipo de empreendimento nas áreas de maior ocorrência de acidentes de trânsito.

Um fator que chama a atenção e que merece ser mencionado é o fato que nos bairros analisados onde não se tem a presença de nenhum dos PGV, foi registrada uma quantidade inferior a 170 acidentes no triênio pesquisado, demonstrando, ainda que de forma superficial, uma correlação significativa entre acidentes e PGVs.

Nos bairros que contém outros PGVs elencados na pesquisa, mas que não são do tipo escolas púbicas, como é o caso do Jardim Karaíba, Daniel Fonseca, Morada da Colina, Vigilato Pereira e Umuarama, foram registrados 273, 305, 404, 494 e 708 acidentes no período de 2006 a 2008. Isto aponta sérios indícios de correlação entre esses empreendimentos escolares e acidentes de trânsito em Uberlândia.

Figura 21 - Uberlândia (MG): distribuição espacial das escolas públicas e acidentes de trânsito, 2006 a 2008

Outro fator que ajuda a compreender a relação entre escolas públicas e acidentalidade viária é a análise dos bairros que apresentam os maiores números de acidentes de trânsito, (Anexo B), com a quantidade de unidades escolares em cada bairro, destaque para os bairros Brasil (6 unidades); Osvaldo Rezende (5 Unidades); Presidente Roosevelt, Nossa Senhora Aparecida (4 unidades) e Santa Mônica e Martins (3 Unidades).

Analisando os valores de UPS pela espacialização dos PGVs - Escolas Públicas observa-se, assim como na análise por acidentes, que existe certa proximidade entre os maiores valores de UPS e a presença de empreendimentos escolares públicos (nível fundamental e médio), como mostra a figura 22.

Os bairros que apresentam os maiores valores de UPS (Anexo C) apresentam em suas respectivas áreas mais de uma unidade escolar pública. Com exceção do bairro Umuarama, que apesar de não existir nenhuma escola pública, de nível fundamental e médio, apresenta outros PGVs importantes, como campus da UFU, o Hospital de Clínicas, Hospital do Câncer e um Terminal de Integração física do transporte coletivo por ônibus – Terminal José Rodrigues da Cunha.

Figura 22 - Uberlândia (MG): distribuição espacial das escolas públicas e UPS, 2006 a 2008 Fonte: SETTRAN (2010); UBERLÂNDIA (2006).

Nos bairros que não recebem nenhum PGV dos tipos pesquisados nesse trabalho, os valores de UPS não ultrapassam as 900. Os bairros Umuarama; Daniel Fonseca; Jardim Karaíba; Morada da Colina; Vigilato Pereira registraram, ao longo dos três anos analisados, 2.520,1. 415, 1.064, 1.355 e 1.781 UPS, respectivamente.

Em relação aos números de feridos leves e a localização dos PGVs do tipo escolas públicas, de 2006 a 2008, encontra-se uma tendência forte de correlação entre essas duas variáveis (Figura 23). Tal cenário pode ser atribuído ao trânsito mais intenso de pedestres (alunos) nas áreas de influencia das escolas. Nas escolas de ensino fundamental e médio (públicas) grande parte de seus alunos chega até a escola de ônibus ou por modo a pé.

É interessante analisar, de forma conjunta a análise por feridos leves com a espacialização das escolas públicas, a relação entre os atropelamentos de pedestres e a localização desses PGVs. Verifica-se que onde existe uma ou mais instituição de ensino pública (fundamental e médio) é representativa a ocorrência de acidentes com feridos leves, como pode ser observado na Figura 24.

Figura 23 - Uberlândia (MG): distribuição espacial das escolas públicas e feridos leves, 2006 a 2008

Figura 24 - Uberlândia (MG): distribuição espacial das escolas públicas e atropelamentos, 2006 a 2008

Fonte: SETTRAN (2010); UBERLÂNDIA (2006).

Assim como na observação feita para o total de acidentes e UPS, os bairros que apresentam maior quantidade de feridos leves são aqueles que apresentam mais de uma unidade escolar. Os bairros que apresentam as maiores quantidades de feridos leves, de 2006 a 2008 são: Centro: 938; Santa Mônica: 792; N.S. Aparecida: 685; Osvaldo Resende: 447; Martins: 440; Tibery: 440 e Saraiva: 426.

Nos bairros que não possuem nenhuma unidade escolar, a quantidade de feridos leves não ultrapassa 95. Os bairros Jardim Karaíba, Morada da Colina, Daniel Fonseca e Vigilato Pereira registraram, ao longo dos três anos, entre 95 e 164 feridos leves, vítimas de acidentes de trânsito. O bairro Umuarama registrou 247 feridos leves em sua área.

Observando-se a distribuição dos feridos graves e das escolas públicas (Figura 24) verifica-se, assim como no caso dos feridos leves, uma forte correlação entre a localização do empreendimento com a gravidade dos acidentes.

Figura 25 - Uberlândia (MG): distribuição espacial das escolas públicas e feridos graves, 2006 a 2008

Fonte: SETTRAN (2010); UBERLÂNDIA (2006).

A Tabela 21 demonstra uma relação dos bairros que apresentaram mais de 25 feridos graves, no período pesquisado, e a quantidade de unidades escolares públicas nesses bairros, o que permite identificar a presença de pelo menos um PGV do tipo escola pública.

Tabela 21 - Uberlândia (MG): quantidade de escolas públicas nos bairros com mais de 25 feridos graves, 2006 a 2008

Bairros Escolas Bairros Escolas

Santa Mônica 3 São Jorge 4

Centro 2 Tibery 2

N.Sra. Aparecida 4 Jaraguá 1

Osvaldo Rezende 5 Marta Helena 3

Jardim Brasília 2 Laranjeiras 3

Martins 3 Brasil 6

Planalto 3 Presid.Roosevelt 4

Tocantins 3 Luizote 3

Jardim Canaã 3 Jardim das Palmeiras 2

Os bairros que não apresentam em suas áreas nenhuma escola pública registraram no máximo 15 feridos graves em suas respectivas áreas. A exceção é o bairro Chácaras Tubalina que, embora não contenha em sua área nenhum PGV abordado na pesquisa, contabilizou, nos anos de 2006 a 2008, 21 feridos graves.

Logo, quando se observa a distribuição espacial dos empreendimentos do tipo escolas públicas de nível fundamental e médio, associando com os feridos leves, graves e os atropelamentos nos bairros integrados, verifica-se uma correlação significativa entre essas variáveis.

Tal cenário pode ser atribuído pelos intensos e diários deslocamentos que originam e que se destinam a esses PGVs. Esses deslocamentos são em sua maioria feitos por meio de transportes públicos e pelo modo a pé, o que pode representar aumento na gravidade dos acidentes no entorno das escolas.

In document Etterforskning under lupen (sider 75-87)