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9. ASSESSING THE THEORETICAL ARGUMENTS

9.4 C OMPARISON WITHIN CASES

9.4.1 Kontela and Tambaga

Por meio da análise da figura abaixo, é possível perceber a complexidade diante dos fatores primários, secundários e a categorização de cada um deles. Existe uma interação sinérgica e de retroalimentação, no qual a pesquisadora refere de forma descritiva que:

A mente e corpo, por meio da saúde, da doença e também do humor, influenciarão a curto e longo prazo, na dieta, ou seja, na escolha do consumo alimentar.

A genética, a fisiologia e posição social, por meio da fome, sede, saciedade, raça, idade, sexo, peso físico, influenciarão a curto e longo prazo, nas preferências e aversões alimentares.

A ocupação, por meio do local de trabalho, do lazer, das atividades físicas, influenciados pelo fator renda, considerado preditor do acesso ao alimento, que repercutirá na escolha alimentar.

Os alimentos mediante preço, imagem, aparência, sabor, valor nutricional e disponibilidade, influenciarão o fator mercado. O qual poderá causar impacto a curto e longo prazo na escolha dos alimentos.

A tecnologia presente nos utensílios de cozinha e no processamento industrial de alimentos norteará as escolhas dos alimentos. Tendo em vista praticidade oferecida por alguns alimentos em relação à forma de preparo, por exemplo: uma lasanha pronta e congelada, a principio, promove uma imagem de saúde, no entanto, para as idosas sindrômicas é considerado um alimento de risco, pois é fonte de gorduras saturadas, além de subsidiar a manutenção da inflamação e sustentar a síndrome metabólica.

A religião auxilia na formação de valores como crenças e tabus que influenciarão a exclusão de alimentos como, por exemplo, a religião Adventista. Esta não permite o consumo de caféinados ou carnes, pois são adeptos do vegetarianismo. Tal manifestação impacta na saúde do idoso. Assim como as restrições de alguns alimentos por determinado período (jejuns), feito por longo período, causarão reflexos na escolha alimentar a curto e longo prazo.

Já na escola desde a infância, com a merenda escolar, adquiri-se e transmitem-se conhecimentos nutricionais, os quais influenciarão os hábitos nutricionais, no qual é possível notar a procura por determinados alimentos em restaurantes, que poderão se estender ao longo da vida, fase de caráter formativo e de registro atemporal na lembrança que resgata-se ao envelhecer.

Um item de suma importância para a compreensão dos hábitos e costumes alimentares é a cultura. A experiência, a educação, a tradição, o conhecimento, a etiqueta à mesa, o histórico étnico e tabus, influenciarão as escolhas dos alimentos a curto e longo prazo.

Observa-se na sociedade que as normas, os valores, as necessidades e a cultura influenciarão os hábitos nutricionais, seja na procura de disponibilidade de alimentos em restaurantes, seja em hábitos de infância, os quais de forma ditadora poderá comprometer ou causar impactos a curto e longo prazo na escolha dos alimentos.

Uma família numerosa geralmente importa-se em fazer as refeições em conjunto. Logo exercerão influências tanto nos hábitos nutricionais, na disponibilidade de alimentos em restaurantes e nos hábitos de infância como nas receitas, causando impacto direto ou indireto a curto e longo prazo, nas escolhas dos alimentos, visto na figura 2.

Já o estrato e o grupo social, por meio de propagandas, tendências da moda, meio de comunicação, repercutirão segundo a figura 2, tanto nas receitas quanto nas escolhas dos alimentos. As condições geográficas e socioeconômicas, (localização, preparação, tempo e local de consumo), são fatores de escolhas dos alimentos a curto e longo prazo.

O meio ambiente influencia nas condições climáticas que são impactantes na escolha dos alimentos. Alimentos calóricos no inverno, por exemplo: chocolate quente e alimentos menos calóricos como saladas e frutas no verão são fatores que influenciam nas escolhas dos alimentos.

Diante do exposto, compreende-se que a associação de todas as variáveis primárias, secundárias e suas categorizações. Pode-se perceber que o hábito alimentar é um conjunto de comportamentos adquiridos ao longo da vida e modelados pela interação dos fatores citados, conforme segue figura 2.

FIGURA 2 - Fatores que causam impactos a curto ou longo prazo nas escolhas dos alimentos.

4.2 - O USO DA PIRÂMIDE DOS ALIMENTOS COMO GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO IDOSA.

A pirâmide alimentar foi adaptada para a população idosa. Esta desenvolvida com o objetivo de transformar e reunir os conhecimentos científicos sobre a ingestão alimentar em um instrumento. Este por sua vez facilita a seleção dos alimentos e determina o consumo de todos os grupos alimentares. Para tanto, foram utilizados alimentos habituais e tradicionais da população idosa.

Os alimentos foram dispostos na pirâmide alimentar em oito grupos, sendo distribuídos em: grupo dos carboidratos representado pela cor laranja, grupo dos legumes e verduras representado pela cor verde, grupo das frutas representado pela cor vermelha, grupo dos óleos representado pela cor amarela, grupo dos laticínios representados pela cor azul e o grupo das proteínas representadas pela cor roxa, grupo da água e o grupo da atividade física localizada na base da pirâmide. A quantidade a ser consumida de cada grupo alimentar varia de acordo com a necessidade individual por meio de uma prescrição dietética especifica, contemplando cada grupo destacado na pirâmide, associado à prática de atividade física diária, segundo a orientação do educador físico ou médico. Destaca-se também a importância da hidratação diária.

Compreende-se que uma alimentação saudável deva contemplar todos os grupos da pirâmide diariamente para a prevenção de doenças e a manutenção da saúde.

No presente estudo optou-se por utilizar à pirâmide abaixo por compreender que esta é um instrumento educacional ilustrado facilitador do entendimento prático sobre a distribuição dos alimentos no consumo diário, principalmente das idosas com síndrome metabólica que participam desta pesquisa.

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4.3- INFLUÊNCIAS COMPORTAMENTAIS

No processo do envelhecimento existe influências que podem alterar o comportamento alimentar da pessoa idosa, como por exemplo: as alterações fisiológicas, influências culturais como valores, mitos e crenças, a espiritualidade e a fé de que há alimentos proibidos dependendo do tipo de religião. Fatores psicológicos e emocionais corroboram com a preferência de determinados alimentos que possam favorecer sensação de alívio diante da dor, do nervoso, do estresse, da preocupação, da fadiga, da felicidade, da solidão e da depressão. Estes explicitam situações que justificam riscos nutricionais, no consumo de alimentos muitas vezes inadequados na rotina alimentar. Influência de vícios como etilismo e o tabagismo, compromete significativamente a absorção dos nutrientes, a qualidade e quantidade na ingestão alimentar. Representa-se assim um refúgio de distração e dispersão na regularidade alimentar, trazendo prejuízos à saúde.

É importante ressaltar fatores relacionados à falta de recursos financeiros e também as limitações físicas no preparo dos alimentos. Todos estes fatores supracitados repercutem no comportamento refletindo diretamente na preferência alimentar da pessoa idosa (RODRIGUES, 2000).

Dieta, saúde e doenças estão intimamente ligadas ao ciclo de geração e controle. Este entendimento se aplica em especial aos idosos, pois a ingestão de alimentos inadequados influenciam diretamente o desenvolvimento de patologias de morbidades agudas e crônicas. Há uma relação dialética entre doenças e alimentação. A doença afeta a ingestão e a ingestão alimentar inadequada segundo a sua composição nutricional compromete a resistência a doenças. Tendo em vista que uma alimentação saudável é fundamental, pois contribui na prevenção na terapêutica consequentemente na qualidade de vida (CHANDRA, et. al., 1991).

4.4 - COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL DOS ALIMENTOS:

A escala de preferência alimentar utilizada neste estudo contempla vários grupos de alimentos, dentre eles pode-se destacar: carnes, laticínios, por exemplo: leite, pão francês e o feijão. Diante do exposto será abordada a composição nutricional dos grupos citados facilitando o entendimento a seguir.

A carne é fonte máxima de proteína. Está contida na pirâmide dos idosos, sendo prioritário atentar-se a qualidade desta e também a forma de preparo ou cocção, pois é sabido que a escolha pertinente no tratamento da SM é de carne magra, sem gordura aparente, e a técnica de preparo adequada seria grelhada, assada ou cozida sem temperos artificiais em pó, pastas, líquidas, utilizando sempre alho, cebola e pouco sal.

TABELA 4 – composição nutricional de carne vermelha em 100g.

FONTE: www.dietWin.com.br, 2012.

Corte 100g Proteínas(g) saturada (g) Gordura Colesterol (mg) Coxão duro 31,65 9,43 96,15 Fraldinha 27,13 10,11 67,07 Coxão mole 33,76 9,58 97,38 Patinho 28,73 6,92 81,08 Vitela 20,60 1,43 70 Lagarto 29,03 5,72 69,07 Contra filé 24,99 21,19 82,95 Alcatra 30,38 8,01 88,95 Maminha 30,79 17,39 96,82 Picanha 28,90 15,10 95,99 Cupim 18,5 19,50 289

O pão francês está contido no grupo dos cereais. O consumo diário deste grupo alimentar está baseado no gasto energético de cada indivíduo. E no tratamento dietético da síndrome metabólica, sugere-se que as escolhas dos carboidratos do grupo dos cereais sejam de características integrais, para que não estimulem a liberação excessiva de insulina e favoreça o controle metabólico. Diminuem-se assim níveis de triglicérides e consequentemente a homeostase glicêmica, ou seja, normoglicêmica.

O pão francês foi considerado o pão de mais fácil acesso e baixo custo, comparado ao pão integral. Destaca-se na composição nutricional a quantidade preocupante de sódio 324mg em 01 unidade, atingindo 13,5% da recomendação de sódio para o hipertenso que corresponde a 3g de sal por dia sendo 2.400 mg de sódio/dia.

TABELA 5 – composição nutricional do pão francês 01 unidade.

Quantidade 50 gramas (01 unidade) Água (%) 14,25 Calorias (Kcal) 150 Proteína (g) 4,0 Carboidrato (g) 29,30 Fibra Alimentar (g) 1,15 Colesterol (mg) n/a Lipídios (g) 1,55 Ácido Graxo Saturado (g) 0,5 Ácido Graxo Mono insaturado (g) 0,4 Ácido Graxo Poli insaturado (g) 0,3 Cálcio (mg) 8 Fósforo (mg) 47,50 Ferro (mg) 0,5 Potássio (mg) 71 Sódio (mg) 324 Tiamina (mg) 0,0975 Riboflavina (mg) 0,335 Niacina (mg) 1,17 FONTE: www.dietWin.com.br, 2012.

O leite é uma bebida que está contida no grupo dos laticínios, torna-se dispensável, no tratamento da SM. Considera-se uma bebida hiperinsulinêmica, pois estimula de forma exagerada a secreção insulínica, contém alto teor de sódio, e contém caseína proteína de difícil digestão e está associado às alergias alimentares tardias, com grande repercussão nas vias respiratórias, devido à produção de muco, além de comprometer o funcionamento intestinal e a saúde do intestino.

TABELA 6 – composição nutricional do Leite integral 100 ml.

Quantidade 100 ml Água (%) 88 Calorias (Kcal) 150 Proteína (g) 8,0 Carboidratos(g) 11 Fibra Alimentar (g) N/A Colesterol (mg) 33 Lipídios (g) 8,0 Ácido Graxo Saturado (g) 5,1 Ácido Graxo Mono insaturado (g) 2,4 Ácido Graxo Poli insaturado (g) 0,3 Cálcio (mg) 302 Fósforo (mg 228 Ferro (mg) 0,1 Potássio (mg) 370 Sódio (mg) 120 Vitamina B1 (mg) 0,09 Vitamina b2 (mg) 0,4 Vitamina B6 (mg) * Vitamina B3 (mg) 0,2 Vitamina C (mg) 2 FONTE: www.dietWin.com.br, 2012.

O feijão pertence ao grupo das leguminosas. Este está contido no grupo dos feijões na pirâmide alimentar. Fonte de ferro entre outros nutrientes, juntamente com o grupo da carne auxiliam na contemplação de ferro, que para o idoso é de 27mg/dia. Deve-se levar em consideração a presença de ingestão de medicamentos, anti-hipertensivos, entre outros, comprometendo assim a absorção do ferro.

TABELA 7 – composição nutricional do feijão preto 100 g.

Composição do feijão (em 100 g)

Calorias 337 kcal Proteínas 22% Glicídios 60,8% Fibra Alimentar 4,3% Lipídeos 1,6% Cinzas 3,6% Cálcio 86 mg Fósforo 247 mg Ferro 7,6 mg Retinol (Vitamina A) 2 mg Vitamina B 1 0,54 mg Vitamina B 2 0,19 mg FONTE: www.dietWin.com.br, 2012.

CAPITULO 5 - COMPREENDENDO A SÍNDROME METABÓLICA NO