7. ASSESSMENT OF SUBSTANTIAL DEMOCRATIZATION IN THREE LOCAL
7.3 C ONDITIONING FACTORS FOR ACTORS ’ CAPACITY
A amostra populacional do estudo, conforme retrata o gráfico I, revela
representação em mulheres em idade reprodutiva (<39 anos)
correspondendo a 35.47% do total da população e os idosos (>60 anos)
respondendo a 28% da amostra populacional, sendo essa distribuição
semelhante a observada no Censo 2010 da População Brasileira entre
mulheres de área urbana, o que revela uma amostragem aparentemente
representativa da população brasileira(IBGE, 2010).
Figura 5: Distribuição por faixa etária : População Brasileira 2010 vs. Casuística (%)
0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 16,00 18,00 20,00 10 a 19 20‐29 30‐39 40‐49 50‐59 60‐69 70‐79 80‐89 90‐99
Distribuição por faixa etária
Pop. Brasileira 2010 vs Casuística (%)
IBGE Censo 2010 CasuísticaA idade dos indivíduos observados (N=29.996) variou de 10 a 99 anos,
apresentando média de 48 ± 17,6 anos, valor elevado em relação aos dados
do Censo 2010, que revelou uma idade média da população feminina
brasileira de 32.9 anos(IBGE, 2010). Tal diferença pode ser explicada pelo
fato de que não foram incluídos dados de indivíduos com menos de 10 anos,
fazendo assim a subtração de fração considerável da população,
sobrestimando a idade média. Ainda assim, em virtude da alta rotatividade do
pessoal militar no tocante a transferências e remanejamentos entre
organizações militares ao longo do país, associado ao elevado número
amostral, é possível estimar com relativa fidedignidade os índices médios
nacionais de prevalência de anemia, entre outros dados, em mulheres no
Brasil(WHO, 2008). Contudo, a extrapolação dos dados para a população
geral Brasileira, não deve ser realizada, em virtude da ausência de extremos
de pobreza na amostra, extremos esses normalmente afetados por faltas
nutricionais que impactam diretamente a prevalência de anemia. Também,
dada as características fisiológicas da população feminina, os dados aqui
observados não se refletem na população masculina, não obstante, ainda se
deve considerar o peso do tamanho amostral na determinação do perfil da
anemia nessa subpopulação de mulheres no processo de envelhecer.
A determinação da prevalência da anemia nessa amostra de mulheres
brasileiras, ainda que de número amostral significativamente elevado frente a
estudos similares, apresenta suas limitações características, uma vez que
ainda que a causa primária possa se tratar de concentrações séricas
inadequadas de ferro, seja por deficiência no processo de absorção, seja por
quadro anêmico secundário, sendo essas normalmente relacionadas a
doenças regionais, como malária e infecções parasitárias, assim como
problemas congênitos como hemoglobinopatias ou diversos como deficiência
nutricional. Portanto, além da avaliação da simples prevalência da anemia da
população estudada, o presente instrumento se dedicou a extrair o máximo
possível de informações, ainda que limitado pela ausência de dados
adicionais do indivíduo de exames de seguimento para diagnóstico diferencial
de anemias, como ensaios para determinação de concentração sérica de
vitamina B12, folato entre outros(AGARWAL; PRCHAL, 2008; AHLUWALIA
et al., 1995; BALDWIN, 1988; DALY, 1989; GARDNER, 1987; GILSANZ et
al., 1996; MANSOURI; LIPSCHITZ, 1992). Dadas as características distintas
no que diz respeito as causas da anemia em diferentes faixas etárias, os
dados apresentam-se estratificados em função de década de vida, excluindo-
se indivíduos com idade abaixo de 10 anos, conforme pode ser observado na
Tabela 5 – Prevalência de Anemia na Amostra
Faixa Etária N Prevalência
10-19 51 6,5% 20-29 223 5,8% 30-39 319 6,4% 40-49 502 10,1% 50-59 352 7,2% 60-69 283 7,0% 70-79 241 9,9% 80-89 148 18,1% 90-99 111 44,0% Prevalência Total 8,26%
Os grupos de maior importância nos estudos sejam, normalmente, os
configurados em crianças em fase pré-escolar, grupo esse eliminado dos
estudos dada a falta de especialidade do HMAB em trabalhar esses
indivíduos, e as mulheres em fase reprodutiva, de acordo com a OMS, ainda
há poucos dados nacionais significativos na prevalência da anemia, em
especial, em virtude do fato da complexidade da determinação de ferro sérico
para atribuição efetiva da causa da anemia, bem como posteriores
diagnósticos diferenciais. Não obstante, as políticas nacionais de diversos
países ainda ignoram as causas secundárias de anemia, sendo que essas
apresentam o potencial de funcionar como um marcador para o
desenvolvimento social da região(MODELL; DARLISON, 2008; WHO, 2008).
A Análise pura da caracterização da anemia frente somente a redução
anemia ferropriva, sendo está comumente responsável por explicar 50% das
ocorrências. Ainda assim, a análise simples desse índice e sua utilização
como marcador de anemia ferropriva sofre interferência da redução do nível
médio de Hb em populações com alta frequência de hemoglobinopatias, além
claro da influência cultural na ingesta de compostos ricos em fitato ou
compostos fenólicos, que conhecidamente diminuem a biodisponibilidade do
ferro. Ainda assim, de acordo com a OMS, a prevalência de anemia na
população pode ser um indicativo da significância do problema de saúde
pública, conforme classificado abaixo(MODELL; DARLISON, 2008; WHO,
2008).
Tabela 6 - Classificação de Risco de Saúde Pública por prevalência de anemia
Prevalência de Anemia (%) Categoria de significância
< 5,0
Não representa problemas de Saúde Pública
5,0 - 19,9 Problema Médio de Saúde Pública
20,0 - 39,9 Problema Moderado de Saúde Pública
>40 Problema Severo de Saúde Pública
Fonte: WHO, Worldwide Prevalence of Anemia 1993-2005
De acordo com os valores preconizados pela OMS, a presente
amostra encontra-se confortavelmente localizada no limite inferior da
categoria de problema médio de saúde, excetuando-se a população entre 90
e 99 anos de idade, que se enquadra no problema severo de saúde pública.
Ainda assim, com a contribuição do grupo de problema severo, a média
amostral é de 8.26%, sendo muito mais próxima da ausência de problema de
saúde pública do que na elevação da classificação para problema Moderado.
próximos a população de 40 a 49 anos e uma rampa de elevação da
prevalência com o avançar da faixa etária a partir dos 50-59. Tais resultados
podem sugerir uma ocorrência mais frequente de anemia, possivelmente
ferropriva de acordo com o critério da OMS, contudo, alguns fatores devem
ser considerados antes de fazer essa extrapolação, especialmente no que diz
respeito a consenso da necessidade de observar a concentração de ferritina
reduzir-se abaixo de 12 mg/L para caracterização da anemia ferropriva.
Primeiramente, a anemia ferropriva explica, em média, 50% dos casos de
anemia. Em se tratando de mulheres em fase reprodutiva, temos a ocorrência
mais frequente de anemia, especialmente em se tratando de indivíduos
grávidas. Ciente da limitação do presente estudo em não dispor de ensaios
de seguimento para diagnóstico diferencial de anemia ferropriva, passaremos
a considerar o parâmetro da OMS, onde reduções do limite inferior de Hb
serão classificadas com anemia ferropriva, nesse estágio inicial de análise. A
limitação dessa premissa reside no fato que com a senescência, a presença
de comorbidades, especialmente as ligadas a função renal, podem afetar a
concentração sanguínea de Hb, sem ter relação com a concentração de
ferro, o que parece ser mais frequente do que a elevação de
aproximadamente 400% na média de prevalência de anemia nas faixas em
idade avançada(MODELL; DARLISON, 2008; WHO, 2008).
A fim de criar ferramentas que ampliem a capacidade preditiva da
classificação das anemias sem lançar mão de ensaios complementares para
diagnósticos diferenciais, buscamos a classificação diferencial dos desvios da
normalidade em 10 casos hematológicos baseados nos índices
Grupo II e Grupo III, em função da análise dos índices hematimétricos e
possibilidade de inferência de diagnóstico com base única exclusivamente
nesses ensaios, independente de ensaios secundários de seguimento ou de
diagnóstico diferencial. Ness escopo, foram obtidos os seguintes
dados(BERGIN, 1985; BESSMAN et al., 1983; CHEN; WU, 1998; FIALON
Tabela 7 - Prevalência de anemias e porcentagens absoluta e relativa entre os casos
hematológicos por faixa etária.
N
Anemia (%)
AFP
(%) AFPr APS(%) APSr
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