Programa de formação voltado ao uso didático-pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no cotidiano escolar, articulado à distribuição dos equipamentos tecnológicos nas escolas e à oferta de conteúdos e recursos multimídia e digitais oferecidos pelo Portal do Professor, pela TV Escola e DVD Escola, pelo Domínio Público e pelo Banco Internacional de Objetos Educacionais33.
A proposta principal do curso de tecnologias em educação é propiciar aos formadores/multiplicadores dos programas ProInfo Integrado, TV Escola, Mídias na Educação, Formação pela Escola e Proinfantil e aos professores efetivos da rede pública de ensino e gestores escolares especialização, atualização e aprofundamento nos princípios da integração de mídias e a reconstrução da prática político-pedagógica.
A formação é realizada por meio dos cursos: Introdução à Educação Digital (40h), Tecnologias na Educação (100h), Elaboração de Projetos (40h) e Curso Especialização de Tecnologias em Educação (400h).
32 Informação no site: http://tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/o-programa.asp.
33 Informação no site: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&
O programa tem por objetivos:
• compreender o potencial pedagógico de recursos das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) no ensino e na aprendizagem em suas escolas;
• planejar estratégias de ensino e de aprendizagem, integrando recursos tecnológicos disponíveis e criando situações para a aprendizagem que levem os alunos à construção de conhecimento, ao trabalho colaborativo, à criatividade e resultem efetivamente num bom desempenho acadêmico.
• utilizar as TICs nas estratégias docentes, promovendo situações de ensino que focalizem a aprendizagem dos alunos e resultem numa melhoria efetiva de seu desempenho34.
Os objetivos trazem perspectivas para o desenvolvimento de uma postura crítico-reflexiva do processo ensino-aprendizagem, mediante a utilização das TICs, provocando mudanças na e sobre a prática docente, embora, ainda, existam resistências, o desafio é incorporar a sua utilização em sala de aula.
Nesse contexto,
[...].Não basta o(a) professor(a) querer mudar. É preciso alimentar a sua vontade de estar construindo algo novo, de estar compartilhando os momentos de dúvidas, questionamentos e incertezas, de estar encorajando o seu processo de reconstrução de uma nova prática. Uma prática reflexiva na qual a tecnologia possa ser utilizada a fim de reverter o processo educativo atual [...] (SANTOS; RADTKE, 2005, p. 332).
Com isso, percebemos que o ProInfo Integrado insere-se nas políticas de formação continuada a fim de que os professores compreendam a necessidade de trabalhar com a tecnologia em sala de aula, vinculada a
[...] fins e objetivos importantes para o processo de ensino e aprendizagem, no qual se organize um trabalho que seja realmente significativo para os alunos, em que ele possa vivenciar a efetiva funcionalidade do aprender e do uso dessa ferramenta nesse processo. Se continuarmos simplesmente introduzindo o uso do computador aleatoriamente, sem reflexão, sem preparo e sem escolhas bem orientadas, essa ferramenta será utilizada para informatizar o caos destrutivo da educação (SANTOS; RADTKE, 2005, p. 333).
Correa e Castro (2011, p. 14) aponta para a necessidade de “reconstrução de um sentido de participação no âmbito da política pública de tecnologia educacional, no caso, o Proinfo”. Essa participação promoveria o debate
34Informação no site: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13156
efetivo entre os envolvidos, de forma que pudessem negociar suas expectativas e apresentar suas reflexões. A autora aponta, para a
[...] política de tecnologia educacional (que) opera no Brasil a partir de uma lógica centralista e vertical: os professores acatam os multiplicadores, que acatam as coordenações estaduais do Proinfo, que acatam o MEC. [...] Essas relações podem ser reconstruídas a partir de uma nova lógica, onde a ideia de interação deixe de ser expressão de uma tecnologia pontual para se converter em um valor político geral (CORREA E CASTRO, 2011, p.14).
Os estudos de Molin (2010) demonstram que poucos professores faziam uso do computador na prática pedagógica e tinham expectativas quanto ao domínio técnico, poucos utilizavam como ferramenta de ensino e restrito ao laboratório de informática da escola. A autora aponta que os obstáculos ao uso do computador na prática pedagógica é devido:
[...] ao pouco domínio tecnológico; insuficiência de computadores para o trabalho com os alunos; dificuldades para conciliar o horário das aulas com o horário disponível do laboratório de informática; necessidade de formação tecnológica como parte de um processo contínuo e falta de um orientador em informática (MOLIN, 2010, p. 11).
Essas dificuldades permitem visualizarmos que estamos caminhando quanto ao uso das TICs, no entanto, os cursos pelo ProInfo Integrado têm buscado ampliar esse conhecimento. Afirmamos isso ancorado nos cursos promovidos pelo NTE35 que, se em um primeiro momento os cursos ministrados eram para o domínio instrumental da informática, hoje são para a utilização de suporte pedagógico contribuindo para modificar a prática pedagógica.
2.2.2 Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – SECADI
Além dos programas e ações já enumerados vinculados à Secretaria de Educação Básica, as políticas públicas do Governo Lula contemplam, ainda, os vinculados à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – SECADI. Vale ressaltar que cinco diretorias compõem o SECADI, das quais três trabalham com formação continuada de professores, sendo: Diretoria de
35 Cursos de formação continuada de professores que tenho participado como professora da Rede
Políticas de Educação Especial – DPEE, Diretoria de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-Raciais e Diretoria de Políticas de Educação em Direitos Humanos e Cidadania.