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7  Andre fase i datainnsamlingen ‐ Oppsummering av workshopene

7.3  Workshop dag 2: NAV – intern samhandling

7.3.5  Kompetanseutvikling og faglig støtte

O pensamento praxialista de David Elliott (1995) defende que “musicar, ouvir e criar dependem do saber musical”. Saber fazer música ou saber como ouvir música não é uma competência exclusiva dos que têm talento. O desenvolvimento da criatividade musical depende

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“dos genes, das nossas capacidades inatas da consciência, e de uma forma adquirida de conhecimento chamado saber musical (…) o saber musical não é qualquer coisa que algumas pessoas têm e outras não. Todas as pessoas têm poderes conscientes necessários para fazer música e ouvir música, de forma competente” (citado por Costa, 2010, p. 93). Por outras palavras, todas as crianças merecem a oportunidade de desenvolver o saber musical, contribuindo para o crescimento, conhecimento e prazer na realização.

A primeira etapa do saber musical da Filosofia Praxial de Elliott é a prática da reflexão musical composta por cinco saberes: audição, composição, improvisação, arranjo e direção. Este autor defende a adoção de um currículo prático, que ajude e oriente os professores no processo de ensino aprendizagem “o educador musical profissional estará bem preparado para resolver problemas musicais e educacionais em ação, porque possui as duas formas complementares de perícia: o saber musical e o saber ensinar”. Por outras palavras, contruir um currículo prático de educação musical, implica um foco reflexivo por parte dos professores em todo o processo de ensino aprendizagem, “a produção de um currículo prático coloca os professores como praticantes reflexivos no centro do desenvolvimento do currículo” (Costa, 2010, p. 95). Segundo o autor, muitos profissionais no Ocidente têm a convicção de que fazer música é só para alunos talentosos, ignorando as evidências de que esse ato advém de processos cognitivos. Também Howard Gardner (1987) partilha desta visão: “decidir rotular a música como uma manifestação de talento, em vez de uma inteligência ou uma forma de conhecimento, é um assunto de convicções culturais e de valores, não de compreensão”. Elliott fundamenta a sua filosofia com base em quatro fundamentos centrais da música, com objetivos e valores a atingir, tendo por base teorias da psicologia do desenvolvimento: (1) objetivos, (2) auto crescimento, (3) autoconhecimento e (4) forma de pensamento. Os objetivos e os demais valores são acessíveis e aplicados a todos os alunos de forma progressiva e cumulativa de acordo com as experiências musicais adquiridas, contribuindo muito provavelmente para o desenvolvimento de autoestima e identidade dos alunos. O conhecimento mais importante é o saber musical, princípio basilar na educação musical. Todo o saber musical em Elliott anda de mãos com o contexto, ou seja, o saber musical difere de prática para prática e de contexto para contexto. O conhecimento formal da música deve estar em constante sintonia com o ato de fazer música e a utilização de uma linguagem não verbal deve ser uma premissa. Para Elliott, os programas de educação musical partilham os mesmos objetivos e todos devem fornecer as mesmas condições: (1) Desafios musicais genuínos e (2) O saber musical para realizar esses desafios. O professor deve ensinar os alunos a desenvolverem o saber musical

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no futuro. Ao fazer isso, o professor potenciará no aluno não só o saber musical e a criatividade no presente, como o crescimento da compreensão musical no futuro “resolução progressiva de problemas musicais, da descoberta desses problemas e da redução desses problemas musicais” (Costa, 2010, p. 97).

A segunda etapa da filosofia praxial de Elliott, consiste na preparação e planificação de um currículo musical, no qual o autor sugere sete pontos de decisão:

1. Decidir as diversas formas de fazer música que os alunos seguirão.

2. Decidir as práticas musicais e os desafios musicais a serem ensinados e aprendidos em relação às decisões tomadas no primeiro ponto e no ponto que se segue.

3. Decidir as componentes do saber musical que os estudantes precisarão para ir de encontro aos desafios musicais.

4. Decidir os objetivos de ensino aprendizagem em relação às decisões tomadas. 5. Refletir sobre as possíveis estratégias de ensino aprendizagem em relação às decisões tomadas.

6. Refletir sobre sequências alternativas que possam ser necessárias para atingir os objetivos propostos.

7. Decidir como avaliar o saber musical.

Para a realização de um currículo prático, Elliott apresenta quatro razões:

1. Os sete pontos permitem que os professores não se esqueçam dos objetivos fundamentais da educação musical, que são o autodesenvolvimento, o autoconhecimento e o prazer musical.

2. Refletir de forma prática e sistemática, preparando e planeando o trabalho diariamente.

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3. Os sete pontos de decisão servem para lembrar aos professores que pode ser necessário avançar ou retroceder nas decisões no processo de ensino aprendizagem. 4. Essa ordem é aberta e flexível, os professores podem acrescentar ou combinar pontos

de decisão.

O currículo musical deve ser organizado tendo em consideração, a forma como os vários agentes envolvidos no processo de ensino aprendizagem, pensam sobre todos os tipos de música. Pode-se planear através de cinco formas de fazer música: atuar, improvisar, compor, fazer arranjos ou dirigir. O professor poderá focar-se em primeiro lugar, no fazer música através da atuação e sempre que entender poderá passar para a improvisação. Poderá ensinar a compor, a fazer arranjos e também a dirigir.

A terceira etapa do currículo é ensinar e aprender música, através de práticas musicais que levem o aluno a fazer música ativamente, levando-os a questionar o porquê, como, quando e o onde usar o saber musical, transformando o ato num processo de aculturação, tal como acontece numa aula de classe de conjunto vocal.

Em suma, Elliott defende que um currículo com programas unificados, restringe os alunos a um repertório limitado e pouco desafiador, limitando os alunos à aprendizagem de uma ou duas práticas ocidentais.