• No results found

2   KVINNEKOMITEENS MERKNADER TIL NORSK LOVGIVNINGS

2.4   Komiteens merknader til norsk likestillingslovgivnings kjønnsnøytrale form

Os dados dessas medidas e dos questionários foram tabulados numa planilha EXCEL e migrados para o software SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) e, com o auxílio desta ferramenta, foram feitas as correlações de Pearson (r) e Spearman ( ), também houve teste t. Coloca-se que a significância da correlação foi de 0,01.

Em relação ao questionário, foi testada a confiabilidade e realizada às correlações entre as perguntas e desta com os níveis de pressão sonora e tempo de reverberação. Os dados dos questionários também foram tabulados numa planilha EXCEL e migrados para o software SPSS. Houve a realização também de testes estatísticos e de confiabilidade estimada por meio do parâmetro alfa de Cronbach.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 CONDIÇÕES DE CONFORTO ACÚSTICO:

Considerando todos os níveis e locais pesquisados, sala dos professores e aula, corredores e quadra esporte, os valores ficaram entre 54 a aproximadamente 80 dB(A). As salas de aula ocupadas e a parte externa da escola foram as mais ruidosas de acordo com as medidas, entretanto, as observações mostraram que a presença de alunos e professores é mais significativa para o aumento de ruído no interior da escola do que o número de automóveis. Assim verificou-se que a maioria dos locais pesquisados apresentaram números discordantes frente ao da legislação e de alguns trabalhos da literatura.

E em certos momentos, durante o funcionamento normal das escolas, os picos de ruído passaram dos 80 dB(A), nas salas de aula, esses chegaram em alguns momentos a ultrapassar os 90 dB(A). Observou-se conversas paralelas e alguns gritos por parte de alunos e dos professores para serem ouvidos.

A tabela-12 mostra os resultados das medições do nível equivalente de pressão sonora (Leq). Esses níveis foram encontrados em ambientes localizados no interior e exterior das escolas e estão representados pelas médias logarítmicas.

Tabela-12: Nível equivalente de pressão sonora no interior da escola em dB(A)

Escola Ruído

externo desocupada Sala de aula Sala de aula ocupada professores Sala dos Corredor

EC 01 76,5 58,8 69,1 67,4 71,8

EC 10 69,3 54,3 72,0 69,8 66,8

EC 11 75,7 57,8 74,5 64,7 74,3

EC 17 67,0 55,4 77,2 71,4 73,5

EC 50 57,3 58,8 79,7 67,9 70,2

Na avaliação do ruído externo constatou-se que os níveis encontrados nas escolas ficaram acima dos 50 dB(A), nível estabelecido pela legislação, nas escolas 1 e 11 esses superaram os 70 dB(A). Considerando-se a norma da ABNT 10.152/1987 e a lei 4.092/2008 do DF, os níveis encontrados no exterior das escolas estão em desacordo, resultando em diferenças que ficaram acima de 7 dB(A), ou seja, é preocupante principalmente em escolas, onde algumas salas de aula são separadas do tráfego de veículos por apenas um muro construído com tijolos de alvenaria.

Verifica-se assim que o intenso fluxo de veículo e a proximidade com áreas comerciais contribuem para que as escolas 1 e 11 apresentassem os maiores níveis pressão sonora externo, acima dos 75 dB(A). A escola 50, entretanto, que está localizada em área residencial e com pouco fluxo de veículo, apresentou os menores níveis, mas ainda acima dos 50 dB(A). Destaca-se ainda que a escola 11 pelo fato de estar situada entre três vias e com fluxo de veículos leves e pesados ao longo do dia foi a mais ruidosa.

Comparando com a literatura, Shield e Dockrell (2004) concluíram, em sua pesquisa, que os níveis de ruídos externos ficaram em torno de 57 dB(A) causados principalmente pelos carros, também verificaram que em locais situados no interior da escola, esses níveis se aproximaram dos 70 dB(A) influenciado principalmente pelas atividades desenvolvidas com os alunos.

Assim constatou-se, que o ruído externo pode causar interferência no trabalho desenvolvido pelos professores, mas não é o principal, já que os ruídos internos são maiores e mais influentes. Conclui-se então que as fontes de ruído externo que contribui para o aumento do barulho no interior das escolas são oriundas do tráfego de veículos e pode interferir no andamento das aulas.

Ao analisar ainda as fontes emissoras de ruídos externos, verifica-se que veículos são uma das principais. Nas proximidades de quatro escolas o fluxo de ônibus, carros e motos foi intenso, principalmente no horário das 8h às 9h e das 17h às 18h. Durante a quantificação e a qualificação do tráfego, os picos variaram de 60 a aproximadamente 90 dB(A). Destaque-se, segundo as observações, que a área comercial próxima a quatro escolas pode ter contribuído para o nível de barulho externo ficar elevado.

De acordo com as observações, foram poucos os professores perceptíveis ao ruído advindo do exterior da escola, pode-se assim supor que barulho emitido no interior da escola evita que a maioria desses profissionais perceba o ruído externo.

Nesse cenário, conclui-se também que aprendizagem das crianças é prejudicada, pois essas são mais sensíveis a perda de concentração quando comparados a outros níveis de ensino, essa colocação é corroborada com o trabalho de Kempen et al. (2010).

Em relação aos veículos, responsáveis pela emissão do ruído externo e que trafegam próximos as escolas, constatou-se uma variação de veículos leves como

motos a pesados. A tabela-13 mostra a quantificação e qualificação desses veículos. Lembrando que essa contagem ocorreu ao longo das medidas que duraram 10 minutos.

Tabela-13: Quantificação e qualificação de veículos

Escola Veículos leves Intermediário Veículos pesados Motos Total

01 206 6 22 19 253

10 196 4 29 17 246

11 260 27 30 25 342

17 100 5 2 10 117

50 8 1 0 0 9

O fluxo de veículos foi intenso em vias próximas a três escolas. Durante as contagens e observações constatou-se que nessas vias o número de ônibus e caminhões foi elevado. Na escola 50, não houve tráfego de veículos pesados e o número de carros foi baixo, vale ressaltar que diferente das outras escolas essa se localiza próxima a muitas residências e um pouco mais distante de comércios.

Os níveis de pressão sonora externos descritos, na Tabela 8, como também, a quantificação e qualificação dos veículos apresentados na Tabela 9 mostram que os maiores níveis ocorrem em escolas próximas a vias onde o fluxo é alto. Considerando-se as observações e medidas, os ônibus e caminhões foram os responsáveis por picos em torno dos 90 dB(A).

Importante relatar, ainda segundo as observações, que próximo a três escolas transitaram também veículos de propaganda e com som automotivo. O ruído emitido por esses alto-falantes foi percebido no interior dessas instituições.

De acordo com a literatura e os resultados da pesquisa, o fluxo de veículos são uma das principais fontes de ruído. Zannin et al. (2002) constataram que os veículos são causadores de incômodo. Fernandes (2006 apud BARBOSA, 2009) relata que os veículos, aviões e os estabelecimentos próximos às escolas são normalmente geradores de ruído. Na pesquisa, as observações e medidas, porém, mostram que o trânsito e as outras fontes próximas às intuições de ensino são responsáveis pelo ruído externo, mas não é fator preponderante de perturbação para maioria dos professores.

No trabalho de Golmohammadi et al. (2010) os espaços com alunos apresentaram níveis acima de 70 dB(A), nas mesmas salas com alunos quietos os níveis caíram para 39 dB(A), nesse cenário conclui-se que fontes da própria escola são causadoras dos ruídos, que interferem no trabalho em sala de aula, como

também, nos bairros vizinhos. Os resultados desse trabalho, na maioria das salas de aula, mostram que os níveis são maiores do que os encontrados pelos autores citados acima. As observações mostram que existem níveis excessivos quando há alunos presentes em um determinado ambiente o que traz adversidade ao processo de ensino e aprendizagem.

Nessa mesma abordagem Eniz (2004) encontrou resultados, em escolas do DF semelhantes aos do presente trabalho, ou seja, acima dos estabelecidos pela legislação. Conclui-se que existem escolas no DF que estão com níveis excessivos o que prejudicam o processo de ensino.

Em relação ao trabalho de Oiticica e Gomes (2004) os espaços pesquisados no interior da escola, como a sala dos professores, parecem estar dentro do ideal, mas a maioria dos corredores, salas de aula e a parte externa podem contribuir para prejuízos no trabalho e saúde dos docentes, pois nessas situações causam estresse e perda auditiva.

Ainda, de acordo com os resultados apresentados, na maioria dos casos os

professores estão em ambientes com ruídos acima dos estipulados pela legislação vigente, como já relatado, assim esses profissionais podem ter sua saúde e trabalho prejudicados, pois os efeitos em suas condições físicas e psicológicas podem gerar problemas, entretanto, em condições contrárias as citadas acima podem favorecer um desempenho satisfatório decorrente da qualidade de vida e do bem-estar (BARBOSA,2009; DAVILA, ROSANE, VANDA, 2010;MACHADO, et al., 2011).

O ruído interno foi mensurado em três ambientes: salas de aula ocupada e desocupada, sala dos professores e corredores. Comparando esses três ambientes a sala de aula foi o local que apresentou os maiores níveis de pressão sonora, onde em quatro das cinco escolas o resultados ficaram acima dos 70 dB(A). Os níveis de ruído encontrado nos corredores também ficaram acima de 70 dB(A), sendo que as principais fontes foram as conversas de alunos, vindas de salas de aulas adjacentes e do tráfego de veículos.

A análise dos dados, referentes às salas desocupadas, onde ocorreram as medidas de ruído de fundo, constatou-se que os níveis de pressão sonora ficaram acima dos 50 e abaixo de 60 dB(A). Comparando com os níveis de pressão sonora, advindos da parte externa, a EC 50 apresentou níveis semelhantes nesses dois

ambientes, o que mostra a baixa interferência do fluxo de veículos no interior dessa instituição de ensino.

Confrontado os resultados das salas desocupadas com a norma NBR 10.152/1987, que estabelece limites de 40 a 50 dB(A), todas as escolas apresentaram valores superiores aos limites estabelecidos nessa norma onde as diferenças ficaram acima dos 9,0 dB(A).

Em comparação com OMS, segundo Karabiber et al. (2003) apud Ferreira (2006), os níveis das salas pesquisadas variaram de 19 a 23 dB(A) acima do ideal. Assim, conclui-se que o trabalho dos professores pode estar sendo prejudicado acarretando queda no desempenho profissional e na qualidade de vida.

Ainda em relação às salas de aula desocupadas, ou seja, sem alunos, os níveis encontrados em três instituições de ensino apresentaram resultados acima dos apresentados pelos autores Shield e Dockrell (2004). Conclui-se que os espaços adjacentes a sala de aula contribuiem para o aumento do barulho no interior das salas de aula.

As observações realizadas durante as medidas mostraram, que na maior parte do tempo, muitas turmas constituídas por alunos mais novos foram mais agitadas se comparadas com os de idades mais avançadas, e que durante as aulas os níveis de ruído advindos dos corredores, da parte externa da escola e de outros espaços, localizados em seu interior, acabam contribuindo para o aumento do ruído de fundo nas salas de aula.

Nesse sentido, parece que as principais fontes de ruído de fundo localizam-se no interior da escola e são emitidas durante o andamento das aulas. Esse cenário também foi descrito por Jaroszewski, Zeigelboim,Lacerda (2007) , eles relataram que a maioria dos professores e alunos perceberam o ruído de fundo em decorrência de outros espaços situados no lado de dentro da escola, constataram também que as causas são a interferência na comunicação em sala. Por isso, os mesmo autores propuseram um Programa de Educação Ambiental voltado para questão do ruído nas instituições de ensino por eles avaliadas.

Ao investigar as salas de aula constatou-se que os níveis de ruído de quatro das cinco escolas superaram os 70 dB(A). De acordo com as observações feitas ao longo da pesquisa, esses níveis são alcançados, principalmente, em função da conversa paralela, indisciplina e vontade dos alunos em responderem as perguntas

feitas pelos professores durante as aulas, ainda se constatou, nessa mesma abordagem, que as turmas dos alunos mais novos são mais inquietas.

Comparando esses resultados com a pesquisa de Klodzinski et al. (2005) é possível supor que em salas de aula, onde o nível de ruído é maior que 70 dB(A), as crianças percebem o incômodo, esses mesmos autores constataram que entre fatores como a iluminação, conforto das carteiras, lotação, ventilação e barulho, encontrados em sala, o último citado foi o ponto negativo mais perceptível pelos alunos.

Conclui-se então que o desafio dos professores, mesmo em locais adversos é trabalhar com os alunos os efeitos do barulho em sua saúde e na aprendizagem, entretanto, esses parecem não ter consciência, talvez pela pouca idade. Isso pode dificultar a implantação de um programa de educação com intuito de reduzir os níveis de ruído nas escolas.

Considerando o trabalho de Kempen et al. (2010), Barbosa (2009) e Klodzinski et al.(2005) os níveis de pressão sonora encontrados nas escolas pesquisadas estão acima dos estabelecidos pela legislação e OMS, ou seja, os alunos podem não compreender o que os professores explicam o que é prejudicial para o processo de ensino e aprendizagem. Isso dificulta o trabalho dos docentes.

Nesse contexto, os professores trabalham em condições inadequadas o que gera prejuízos a sua qualidade de vida e ao seu ambiente de trabalho. A OMS relata que para se ter um conforto auditivo adequado, sem riscos de danos físicos e psíquicos, os níveis não podem ultrapassar os 70 dB(A) (NUDELMANN et

al.,1997;MEDEIROS,1999; CODO, SORATTO, MENEZES , 2004; FIORINI

,FIORINI; ELAINE, 2009; FREITAS e PASSOS, 2010).

Observou-se que a sala dos professores é um local importante para o trabalho dos docentes. Nestas são realizadas leituras de textos, montagem de provas, preparação de aulas, reuniões e discussões de conteúdos. Os níveis de ruídos encontrados nesses ambientes foram superiores ao limite estabelecido pela OMS de 60 dB(A) em duas escolas os valores ficaram em torno de 70 dB(A).

Na sala dos professores, esses profissionais estão expostos a níveis que podem prejudicar sua saúde e a qualidade do trabalho. De acordo com Martins et al. (2007) o nível de pressão sonora tolerável para os docentes está entre 40 e 70 dB(A).

O último local a ser analisado foram os corredores. A maioria apresentou resultados próximos a 70 dB(A), apenas em uma escola os níveis ficaram abaixo desse valor. As observações mostraram que os corredores são adjacentes as salas de aula, ou seja, os resultados representados na Tabela-7 podem ser decorrentes, principalmente, das atividades que ocorrem durante as aulas.

Analisando todos os níveis de pressão sonora e espaços internos pesquisados da escola, com as crianças presentes, e ainda, confrontado com alguns trabalhos da literatura, observa-se que esses ambientes, apresentam valores acima de 65 e chegando a 82 dB(A). Conclui-se então que os professores estão expostos ao ruído excessivo quando transitam ou permanecem em seu ambiente de trabalho (MARTINS et al., 2007; RIBEIRO et al.,2010; SHIELD e DOCKRELL, 2004).

Os resultados da média dos tempos de reverberação medidos e o desvio padrão das medidas estão apresentados na Tabela 14.

Apenas uma escola apresentou salas com valores em torno de 0,6s, na maioria encontraram-se resultados acima de 0,8s. A média das três frequências mostrou também que a mesma escola teve o tempo abaixo de 0,6s.

Tabela-14: Tempo de reverberação (s) e o desvio padrão das medidas

Escolas 500Hz 1kHz 2kHz Média EC 01 0,93 (0,05) 1,06 (0,08) 0,95 (0,07) 0,98 EC 10 0,58 (0,05) 0,56 (0,04) 0,52 (0,05) 0,55 EC 11 0,87 (0,06) 0,95 (0,04) 0,82 (0,03) 0,88 EC 17 1,20 (0,12) 1,20 (0,09) 1,05 (0,08) 1,15 EC 50 0,85 (0,05) 0,87 (0,07) 0,90 (0,07) 0,87

Confrontado os resultados com o decreto 20.769/1999 do DF a maioria das salas de aula apresentou o tempo de reverberação acima do estabelecido nesse decreto. As salas que estão com resultados iguais ou próximos aos da legislação pertencem a uma única escola. Nesse cenário, as salas de aula podem prejudicar a inteligilibilidade da fala o que prejudica o processo de comunicação nesses ambientes.

Considerando ainda os limites estabelecidos pela OMS, de acordo Karabiber

et al. (2003) apud Ferreira (2006), e pelo decreto 20.769/1999 do DF, constatou-se

que muitas salas não apresentam condições adequadas para o desempenho profissional dos professores, pois os tempos de reverberação mostram que esses ambientes estão agravando os níveis de pressão sonora emitidos pelos alunos da própria sala ou os advindos de locais adjacentes.

Eniz (2004) encontrou tempos de reverberação que variaram de 0,6 a 2,2 s onde das dez escolas pesquisadas apenas uma, que é da rede pública, apresentou resultados compatíveis com a legislação vigente. Nesse trabalho os tempos de reverberação variaram de 0,47 a 1,32.

Em relação ainda ao desempenho profissional dos professores, o ruído de fundo e o tempo de reverberação em excesso, podem prejudicar o aprendizado das crianças (KNECHT et al., 2002). Esse cenário pode tornar o trabalho desses profissionais mais complexos e estressantes.

As salas de aula pesquisadas por Alarcão, Fafaiol, Bento (2010), em sua maioria também apresentaram o ruído de fundo e o tempo de reverberação acima dos estabelecidos pelas normas, indicando que estes locais são inadequados para o desempenho das atividades docentes e que os mesmos autores relataram que nesses ambientes a comunicação oral e o nível de concentração são prejudicados.

A Tabela-15 mostra o volume da sala de aula encontrado em cada escola. Lembrando que essas medidas foram feitas em três salas de cada instituição de ensino pesquisada e estão representadas em m³ (metros cúbicos).

Tabela-15: Tamanho da Sala de aula

Escola Dimensões das salas/ m³

EC 01 101

EC 10 122

EC 11 117

EC 17 128

EC 50 117

As salas de aula apresentaram volumes acima de 100 m³, em duas escolas passou dos 120 m³. A Escola 10 foi à única que apresentou salas de aula com tempos de reverberação abaixo de seis décimos de segundo de acordo com o decreto 20.769/1999.

O cruzamento dos dados no software SPSS, correlações, mostrou que houve correlações Spearman com nível de significância de 0,01 entre os espaços da escola, ou seja, de alguma forma o ruído causado em um espaço acaba afetando outro. O resultado das correlações entre os locais pesquisados, de acordo com os níveis de decibéis, está representado na tabela-16.

Tabela-16: Correlações entre as mensurações dos locais

Local na escola Correlação

Parte Externa Sala de Aula 0,3

Sala dos professores Sala de Aula 0,4

Sala de Aula Sala desocupada 0,6

Corredor Sala de Aula 0,7

Parte Externa Sala desocupada 0,9

Corredor Parte Externa 0,9

Corredor Sala desocupada 1,0

Os dados acima apontam para correlações significativas. As medições realizadas nas salas de aula sem a presença de alunos mostrou que o barulho emitido nos corredores e na parte externa da escola interfere negativamente nas condições de conforto acústico dessas salas. O ruído advindo da parte externa da escola também interfere no barulho dos corredores.

Considerando as salas de aula vazias, constata-se que os barulhos dos corredores impactam negativamente no trabalho dos professores durante as aulas e, também, que o ruído emitido em salas de aula vizinhas contribui para o aumento do ruído de fundo de modo moderado. Ainda nessa mesma abordagem, os dois locais onde esses profissionais passam a maior parte do tempo apresentaram correlações moderadas, sala de aula e dos professores. Supõe-se que isso pode estar ocorrendo devido aos docentes ficarem nesses mesmos espaços utilizando a sua voz para se comunicar com alunos e seus colegas de trabalho, o que pode contribuir para relação de ruído entre esses dois locais.

4.2 NÍVEL DE INTENSIDADE VOCAL DOS PROFESSORES:

A amostra foi constituída na sua totalidade por professoras. Durante as medidas ocorreram explicação de conteúdo e a leitura de textos. Participaram dessa parte do trabalho, trinta e um profissionais que formaram uma amostra envolvendo todas as séries. O processo de escolha para participar dessa amostra, ocorreu durante a aplicação do questionário, levou-se em conta a disponibilidade dos professores e o trabalho com aulas expositivas.

A Tabela-17 mostra a porcentagem desses professores em relação ao total de docentes nas escolas. O total de docentes participantes representa aproximadamente 20% da amostra total.

Tabela-17: Docentes por escola Escola % EC 01 22,2 EC 10 26,0 EC 11 29,6 EC 17 22,2 EC 50 14,8

A maioria das escolas teve de 20% a aproximadamente 30% dos professores pesquisados, somente uma apresentou a amostra abaixo de 15%. A Figura-1 mostra os níveis de intensidade da voz encontrados em de cada um dos docentes representados através da média logarítmica.

Figura-1: Nível de intensidade da voz do professor

A Figura-1 mostra que o nível de voz de aproximadamente 94% dos professores ficou acima de 70,0 dB(A), nenhum ficou abaixo de 60,0 dB(A), destaque-se que em 19% dos pesquisados a intensidade ultrapassou os 80 dB(A).

Diante dos valores expostos é possível quantificar a voz dos professores pesquisados. Lembrando que, a literatura classifica como alta a voz que alcança os