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10. EN POLITIKK FOR VEKSTKRAFTIGE REGIONER

10.2 Komiteens merknader

Os gases medicinais são gases ou mistura de gases, liquefeitos ou não, destinados a entrar em contacto direto com o organismo humano e que desenvolvam uma atividade apropriada a um medicamento, designadamente pela sua utilização em terapias de inalação, anestesia, diagnóstico in vivo ou para conservar ou transportar órgãos, tecidos ou células destinados a transplantes [11].

Na ULSG é utilizado oxigénio líquido, oxigénio gasoso (X50, X7, X3), protóxido de azoto em rampa, dióxido de carbono (CO2), mistura de gases, azoto líquido, árgon (Ar) e hélio (He).

O O2 é usado em muitos SC do hospital mas sobretudo na Pneumologia e tem como objetivo o tratamento de deficiências a nível de O2. O CO2 é usado no bloco operatório (BO) e no laboratório de microbiologia, o protóxido de azoto é usada no BO, o azoto líquido é usado na dermatologia e o Ar e He são usados na cirurgia de ambulatório e urologia.

As garrafas de O2 gasoso são pedidas pelos serviços do HSM, pelos Centros de Saúde e pelo HNSA através do programa ALERT, sendo validados pelo farmacêutico responsável no HSM. Quanto ao O2 líquido, é verificado diariamente e quando atinge um nível crítico, é necessário efetuar uma encomenda ao fornecedor. O fornecedor desloca-se ao HSM e abastece o depósito. Após a entrega destes produtos, o farmacêutico responsável por esta área verifica se o gás obedece a todos os critérios de qualidade e segurança.

7. Farmacotecnia

A farmacotecnia (pharmakon: medicamento; techné: arte) é por definição, “a arte do medicamento”. Atualmente designada por Tecnologia Farmacêutica é a ciência que estuda a formulação e preparação de medicamentos seguros e eficazes [14].

Atualmente, cada vez menos se produzem medicamentos nos hospitais. As preparações que se fazem destinam-se essencialmente a:

 Doentes individuais e específicos (fórmulas pediátricas);  Reembalagem de doses unitárias sólidas;

 Preparações assépticas (soluções e diluições de desinfetantes);  Preparações estéreis ou citotóxicas individualizadas [3].

Segundo o Decreto-Lei n.º 95/2004, de 22 de abril, que regula a prescrição e preparação de manipulados, o farmacêutico ao preparar um medicamento deve assegurar-se da qualidade da preparação, verificar a segurança do medicamento, no que diz respeito às doses da(s) substância(s) ativa(s) e verificar a existência de interações que ponham em causa a ação do medicamento ou a segurança do doente [15].

A preparação de um manipulado é um ato de exceção, só podendo realizar-se se não existir no mercado especialidade farmacêutica com igual dosagem ou apresentada sob a forma farmacêutica pretendida e apenas nos seguintes casos:

 Medicamentos manipulados destinados a aplicação cutânea;

 Medicamentos manipulados preparados com vista à adequação de uma dose destinada a uso pediátrico;

 Medicamentos manipulados destinados a grupos de doentes em que as condições de administração ou de farmacocinética se encontrem alteradas [15].

7.1. Preparação de formas farmacêuticas não estéreis

No que concerne as formas farmacêuticas não estéreis, assume particular importância a necessidade de preparação de medicamentos em pequena escala num grupo particular de doentes, a pediatria. A pediatria representa um grupo de doentes com diferenças fisiológicas durante o seu desenvolvimento que invalidam a extrapolação da investigação científica, realizada, maioritariamente, em ensaios clínicos na população adulta [14].

A preparação de “papéis medicamentosos” por pulverização das formas sólidas orais comercializadas, bem como a preparação de formulações líquidas orais extemporâneas são alguns dos desafios enfrentados pelos farmacêuticos hospitalares. A inexistência de formulações validadas e descritas nos livros oficiais, a dificuldade de aquisição de matérias- primas adequadas, o controlo de qualidade exigido, as questões técnicas e científicas de resolução imediata, a garantia de qualidade apropriada, constituem alguns dos fatores que

levam a considerar a preparação de formas farmacêuticas extemporâneas como uma das atividades de mais elevado risco da profissão farmacêutica [14].

O farmacêutico valida a prescrição médica e de seguida procede-se à preparação do manipulado, verificando que tem na sau presença todo o material necessário e que se encontra devidamente equipado. Após a preparação do manipulado este é devidamente rotulado com a identificação do hospital, a forma farmacêutica, o principio ativo, a data de preparação e o prazo de validade.

Antes de seguirem para os serviços ou para o setor de ambulatório, todos os manipulados são validados pelo farmacêutico que verifica não só as características organoléticas do manipulado mas também o cumprimento dos procedimentos de preparação estabelecidos.

Durante o estágio preparei manipulados como xarope comum, xarope de trimetoprim e papéis de nitrofurantoína.

7.2. Preparação de formas farmacêuticas estéreis

A preparação de formas farmacêuticas estéreis apresenta vários problemas de estabilidade e esterilidade associados à preparação e manipulação de grupos específicos de medicamentos, nomeadamente os medicamentos antineoplásicos, radiofármacos, misturas para nutrição parentérica, colírios e medicamentos biológicos. A sua manipulação, em ambientes controlados, obrigatoriamente sob supervisão farmacêutica, tem com o objetivo a minimização dos riscos potenciais de contaminação microbiológica, de partículas, de contaminação por pirogénios e erros de preparação, a garantia da proteção do meio ambiente e simultaneamente a redução de custos [14].

O atingir destes objetivos depende muito de destreza, do treino e da atitude do pessoal envolvido neste tipo de operações. A garantia de qualidade assume grande importância neste campo e as operações devem seguir rigorosamente métodos de preparação e procedimentos cuidadosamente estabelecidos e validados.

A otimização de recursos técnicos e profissionais obtidas pela centralização da preparação destes medicamentos implicou que, nas últimas décadas, fossem efetuados nos serviços farmacêuticos hospitalares investimentos nas instalações e equipamentos, bem como na formação e especialização dos farmacêuticos nesta área [14].

O fabrico de preparações estéreis deve ser feito em áreas limpas, em que a entrada de pessoal e dos materiais é feita por antecâmaras. As áreas limpas devem ser mantidas num estado de limpeza convencionado e alimentadas com ar devidamente filtrado, como vem descrito na Portaria n.º 42/92 de 23 de Janeiro. As operações para a preparação dos componentes, preparação do produto, enchimento e esterilização têm de ser feitas em áreas limpas e separadas [3,16].

7.3. Purificação da água para preparação de manipulados

Os SF do HSM possuem um purificador de água. A água purificada deve possuir um registo da hora e data em que foi produzida e é aconselhável que a água seja preparada imediatamente antes da sua utilização, minimizando o risco de ser contaminada.

7.4. Reembalagem e Rotulagem

A reembalagem e rotulagem de medicamentos em unidose devem ser efetuada de maneira a assegurar a segurança e qualidade do medicamento.

A reembalagem e rotulagem devem permitir aos SF disporem do medicamento, na dose prescrita, de forma individualizada (dose unitária – dose de medicamento que não necessita de mais manipulações para ser administrada aos doentes), permitindo assim, reduzir o tempo de enfermagem dedicado à preparação da medicação a administrar, reduzir os riscos de contaminação do medicamento, reduzir os erros de administração e uma melhor racionalização económica [3].

No HSM a reembalagem é realizada na sala de reembalagem, equipada com um aparelho automatizado, que permite reembalar formas farmacêuticas sólidas. As formas farmacêuticas sólidas são retiradas dos blisters ou frascos onde estão embaladas e são colocadas nos orifícios do aparelho para serem reembaladas. Os medicamentos reembalados têm um prazo de validade máximo de 6 meses, desde que a sua validade seja superior a esta. A rotulagem serve para garantir a identificação do medicamento reembalado. O rótulo deve conter obrigatoriamente o nome por DCI e a sua composição, quantidade da preparação, expressa em volume, peso ou contagem, a dosagem, o prazo de validade e o número de lote. Também pode constar o nome comercial, o lote de reembalagem e código de barras [5].

Através deste procedimento conjunto de reembalagem e rotulagem protege-se o medicamento dos agentes ambientais e assegura-se que o medicamento possa ser utilizado com segurança, rapidez e comodidade [3].