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Kognitive mønstre og rasjonaliseringer: Sakralisert materialisme versus

Os combustíveis fósseis usados para transformação da energia, visando satisfazer as necessidades energéticas a nível global, estão a provocar alterações climáticas perigosas no planeta. Além da transformação, também o transporte e o uso da energia causam impactes negativos no meio ambiente, (Projecto EnerBuilding, 2008).

As consequências do aquecimento global (desertificação, migrações das populações, erosão da costa marítima, perda da biodiversidade, entre outras) são assustadoras e podem tornar-se catastróficas, (Projecto EnerBuilding, 2008).

É muito importante que sejam tomadas cada vez mais medidas para que se consiga atingir um novo equilíbrio que esteja em harmonia com o ambiente e que respeite os direitos das gerações futuras, (Projecto EnerBuilding, 2008).

Durante a fase de exploração, geram-se emissões para a atmosfera e produzem-se resíduos, que contaminam os solos e as águas. O transporte e a distribuição da energia causam impacte no meio ambiente tanto pela presença das redes eléctricas ou oleodutos e gasodutos, como pelas chamadas marés negras, com consequências devastadoras para os ecossistemas da área afectada. O consumo energético a partir de energias fósseis implica a passagem por um processo de combustão, que emite CO2. As emissões de CO2 surgem de diversas formas, na combustão pela qual passam as energias

fósseis, nas centrais eléctricas para produzir electricidade e nas caldeiras ou motores de veículos. Na combustão além de se formar CO2, o gás que mais contribui para o efeito de estufa, formam-se outros

gases e partículas poluentes que prejudicam a saúde (ADENE, 2012c).

É importante salientar que, a produção de electricidade em centrais nucleares não emite CO2, mas cria

resíduos radioactivos de difícil e dispendioso tratamento (ADENE, 2012c).

Os consumidores de energia também produzem CO2, 5 toneladas por ano são originadas pelo uso do

veículo, pelo aquecimento e pelo consumo eléctrico (centrais térmicas onde se gera a electricidade), (ADENE, 2012c).

Segundo o WBCSD, os edifícios foram identificados como um dos cinco maiores utilizadores de energia, (WBCSD,2009).

Os edifícios causam um enorme impacte no meio ambiente, por terem um longo ciclo de vida. É fundamental que se adoptem medidas para travar o crescimento abrupto do consumo de energia, em face de os edifícios causarem um grande impacte no fenómeno da regressão das alterações climáticas através da utilização descontrolada da energética. Neste quadro uma das actuações mais imediatas possíveis de desenvolver é a implementação de soluções de construção sustentável.

Existem alternativas a este tipo de construção, para minimizar os impactos ambientais, bem como os recursos naturais e os consumos de energia e promover a qualidade de conforto no interior dos edifícios, para tal devem adoptar-se formulações e melhorias que visem alcançar a construção sustentável, (Amado, et al., 2007).

O processo de construção sustentável, ao longo de todo o seu ciclo de vida, visa aplicar os princípios do desenvolvimento sustentável, através da implementação de sistemas solares passivos, processos construtivos rigorosos e selecção de materiais renováveis e de uma avaliação eficiente e monitorização. Deste modo, a construção sustentável deve possuir um processo operatório que leva a uma aplicação efectiva das diferentes fases do ciclo de vida do edifício, desenvolvendo-se em quatro níveis de intervenção - Projeto, Construção, Uso e Manutenção - em que são desenvolvidas as medidas de sustentabilidade, (figura 2.9) (Amado, et al., 2007).

Figura 2.9 - Ciclo de vida do processo de construção sustentável, (Amado, 2011, adaptado).

O processo de construção sustentável assume como linhas de orientação: a incorporação e intervenção em todas as fases que integram o ciclo de vida de um edifício e a introdução de uma fase cíclica de monitorização constante que permite seguir e validar o processo de toda a construção, (Amado, et al., 2007).

Associados ao ciclo de vida dos edifícios estão elevados valores de consumo de energia, água, matérias-primas e produção de resíduos, entre outros. Os impactes ambientais causados por estes nos Estados Unidos da América, (Pinheiro, 2003), traduzem que a utilização de energia é o impacte com maior importância, seguido das emissões atmosféricas, o que comprova que a fase de utilização é a fase do ciclo de vida dos edifícios mais prejudicial ao meio ambiente, conforme a figura 1 do anexo II. As actividades associadas à construção de infra-estruturas e edifícios, bem como os seus efeitos ambientais, variam conforme as suas tipologias e ao longo da vida das construções, (Pinheiro, 2006). As construções e espaços envolventes visam responder às necessidades humanas. Relativamente aos sistemas sócio-económicos podem referir-se: incómodos nas populações e comunidades; possíveis riscos de saúde pública, na obra e para os utilizadores; necessidades suplementares de acessibilidades, de transportes e de alteração do tráfego local; pressão sobre as infra-estruturas e serviços urbanos; alteração das condições de segurança; mas também: geração de emprego, conforto, funcionalidade, riqueza e desenvolvimento, (Pinheiro, 2006).

Os impactes manifestam-se de diferentes modos nas variadas fases do ciclo de vida das construções (figura 2.10), desde a concepção à operação e desactivação (ou desconstrução). Nas fases de construção, operação e desactivação, são originados impactes mais ou menos directos nos recursos, nas emissões, nas cargas e nos ambientes construídos e de um modo mais indirecto nos ambientes naturais, (Pinheiro, 2006).

Figura 2.10 - Ciclo de vida das construções, (Pinheiro, 2006).

A criação de infraestruturas necessárias para que os edifícios satisfaçam as funções para que foram criados (residências, escritórios,…), envolve todo o ciclo da construção, apresentando maior expressão em termos construtivos, na fase de construção propriamente dita e na fase de demolição. Contudo, também os impactes associados a infraestruturas podem decorrer da presença e operação dos edifícios, (Pinheiro, 2006).

Normalmente, fase de construção está associada a períodos reduzidos, comparativamente com a fase de operação. A maior parte das infraestruturas e edifícios projectados na actualidade, têm um tempo de vida útil superior a 40 anos, e alguns já existentes podem ultrapassar ou já ultrapassaram os 100 anos. O que se significa que, as estruturas construídas têm impactes com efeitos muito duradouros, quer a nível dos consumos, das emissões e cargas poluentes, quer na acumulação dos materiais, cujos efeitos

ambientais importa considerar. Portanto, os efeitos ambientais das actividades construtivas decorrem não só do acto de construir como também da operação das estruturas construídas (incluindo a sua manutenção) e até da sua desactivação (cada vez mais referida como "desconstrução"), sendo os seus efeitos diferenciados em cada uma das fases consideradas (ver figura 2 do anexo II), (Pinheiro, 2006). Como representado na figura 2.11, a maior percentagem de utilização de energia ocorre durante a fase operacional do tempo de vida de um edifício, o que acontece devido aos consumos energéticos com a utilização de aparelhos de aquecimento, ventilação, aquecimento de águas e aparelhos eléctricos. A menor percentagem corresponde às operações de manutenção e renovação devido, em parte, à falta de preocupação com estes aspectos, (WBCSD, 2009).

Figura 2.11 - Utilização de energia, durante o ciclo de vida de um edifício, (WBCSD, 2009).