2. Spedkalvens immunsystem og råmelkens betydning, og metoder for å måle
2.2. Metoder for å måle IgG-konsentrasjon i råmelk og blodserum
2.2.1. Kjemiske analyser
La estratificación social de (r) en los grandes almacenes de Nueva Yorky
(LABOV, [1972], 1983) trata da pronúncia do /r/ em posição de coda no inglês falado na cidade de Nova York, trabalho de caráter variacionista realizado pelo autor em três grandes lojas: Saks, Macys e S. Klein. Alguns pontos foram essenciais para diferenciá-las entre si e
14 Esses artigos têm como títulos originais The social motivacion of a sound change e The social
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estratificá-las socialmente, como a sua localização, a política de publicidade, os preços das mercadorias, a arquitetura da loja, a distribuição das seções dentro delas e a questão salarial como outro dado que pontua a estratificação social.
Labov revela que o procedimento utilizado para uma sistematização do estudo foi precedido de uma ampla série de investigações preliminares que compreendeu setenta entrevistas individuais em lugares públicos. Esses estudos proporcionaram uma definição melhor das principais variáveis fonológicas que deveriam ser estudadas, entre elas a presença ou ausência da consoante “r” em posição pós-vocálica.
Desse modo, esta variável concreta se revelou como um mecanismo extraordinário de medida de estratificação social ou estatística, pois as entrevistas preliminares pareciam possibilitar um teste empírico que conduzia a duas noções gerais, diante dos dados: a) que a variável linguística /r/ é um diferenciador social em todos os níveis de fala de Nova York; b) que os fenômenos de fala de caráter fugaz e anônimo podem ser utilizados como base para um estudo sistemático da linguagem.
Abordar a distribuição social da linguagem em Nova York sem considerar a estrutura da estratificação social que configura a vida da cidade é impossível, porque o próprio curso normal de atividades da sociedade produz, “naturalmente”, as diferenças sistemáticas de acordo com a hierarquia social.
Assim, para confirmar essas diferenças sociais sistemáticas, resultantes de uma estratificação social, Labov investiga essa variedade na fala dos empregados das três grandes lojas de departamentos de Manhattan, socialmente classificadas como pertencentes às classes alta, média e baixa. Com essa seleção, poderia esperar que os clientes também fossem socialmente estratificados.
O método aplicado para este estudo de fala casual e anônima nas três grandes lojas foi relativamente simples. O entrevistador passava-se por um cliente e perguntava a qualquer empregado da loja sem que este desconfiasse do objetivo: Excuse me, where are
the woman’s shoes?, com o intento de ouvir e anotar a pronúncia da variável dependente /r/, nas palavras fourth floor. Muitas vezes, Labov simulava incompreensão nas respostas dos informantes, conduzindo-os a responder num estilo mais enfático. A variável dependente observada era constituída pelas variantes produção e apagamento do /r/. Essa metodologia de trabalho resultou em 68 entrevistas na Saks, 125 na Macy’s e 71 na Klein,
perfazendo um total de 264 sujeitos entrevistados em 6 horas, supondo que as vendedoras tendam a fazer uso da variante de prestígio dessas lojas.
O resultado deste trabalho mostrou uma estratificação clara e consciente do /r/ nas três lojas, pois os informantes da Saks apresentaram o maior número de ocorrências de /r/, seguidos da Macy’s e, por último, da Klein. Esse resultado, para Labov, confirma a hipótese do prestígio emprestado, caracterizada na fala dos informantes da Saks, loja destinada a uma clientela de classe socialmente privilegiada.
Além da clara estratificação das lojas, outros fatores permitiram também explicar a pauta regular de pronúncia do /r/, que são as variáveis independentes, como a etnia predominante em uma loja em detrimento da outra. Havia muito mais empregados negros na Klein do que na Macy’s, e mais na Macy’s do que na Saks. Essa variável revelou que a presença de muitos negros contribui para o menor emprego do /r/ do que os informantes brancos. Os negros da Klein apresentavam uma tendência consideravelmente maior para a supressão do /r/. Outra variável também considerável que pontua a regularidade do /r/ é a função exercida por cada empregado: o gerente está acima do vendedor, portanto tende a apresentar pronúncia padrão. A idade dos informantes foi estimada em intervalos de cinco anos, dado considerável, apenas, para efeito de comparação simples entre os grupos.
La motivacion social de uu cambio fonético (LABOV, [1972], 1983) é o resultado da sua dissertação de mestrado sobre um processo de mudança fonética na base dos ditongos [ay] e [aw] na pronúncia dos falantes na comunidade linguística da Ilha de Martha’s Vineyard, em Massachusetts (EUA). Segundo Labov, de acordo com a história dos ditongos centralizados, o primeiro elemento do ditongo /ay/ era uma vogal semicentral em inglês dos séculos XVI e XVII, fato constatado através da reconstituição do veio histórico da ilha. Daí a origem da centralização, na Ilha, ser atribuída aos primeiros colonizadores ingleses.
Para verificar a sua hipótese, Labov analisou uma amostra constituída de 69 informantes, sendo 40 informantes da parte superior da Ilha (pescadores) e 29 informantes da parte inferior (fazendeiros).
A metodologia utilizada para a coleta da variável dependente foi baseada em três tipos de entrevistas: um questionário lexical que continha os referidos ditongos, perguntas relativas a juízo de valor e uma leitura de palavras para fins de medidas espectográficas.
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Labov, diante dos dados, aponta as possíveis explicações do aumento da centralização, defendendo a tese de que o estudo detalhado de configuração da mudança fonética está relacionado às forças sociais. Essas agem com maior profundidade na vida dos habitantes da ilha, pois os dados mostram que a alta centralização de [ay] e [aw] está estritamente correlacionada com expressões de forte resistência a incursões dos veranistas. Os exemplos considerados para esta constatação foram o do grupo de ingleses descendentes de antigas famílias, mostrando que a centralização alcança o ponto máximo no nível de idade entre 30 e 45 anos e que a centralização de [aw] alcança ou supera a de [ay] neste nível.
O significado social da centralização, a julgar pelo contexto em que esta ocorre, tem uma orientação positiva em relação à Martha’s Vineyard, pois um exame completo de cada entrevista permitiu situar cada informante em três categorias: positiva (expressa de forma definitiva sentimentos positivos a respeito de Martha’s Vineyard), neutra (não expressa sentimentos negativos nem positivos a respeito) e negativa (manifesta desejo de viver em outro local).
Apesar de o autor ressaltar que o estudo em foco apresenta limitações, pela baixa relevância da variável selecionada e escassez da população, os resultados confirmam que a correlação das pautas sociais com o modelo de distribuição de uma variável linguística é fundamental na análise da variação.
Em 1969, Labov realiza outro estudo, intitulado Contraction, deletion and
inherent variability of the English Copula. O estudo surgiu a partir de uma hipótese baseada em dados escolares que tinham como força comprovar que o baixo rendimento escolar das crianças negras americanas em idade escolar era resultante da sua competência linguística. Profissionais de outras áreas, como psicólogos, passam a defender a ideia de que os negros utilizavam uma língua não-padrão que lhes impedia a formulação de um raciocínio lógico, cujo veredicto foi a verbal deprivation, o que determinava a hipótese do
déficit verbal. A solução, então, proposta para a verbal deprivation apresentada por essas crianças é que o ensino deveria ser voltado para uma educação escolar compensatória, ou seja, o ensino do inglês padrão (SE). Essa postura foi condenada por antropólogos e linguistas, que passaram a defender a ideia de que o problema não está na criança, mas na imposição de um ensino legalizado por um racismo institucionalizado pela sociedade americana, na segunda metade do século XX.
Assim, diante desse quadro, Labov se propõe a atestar que a presença ou apagamento da cópula, no BEV, na fala dos negros norte-americanos, não inviabiliza a formulação de um pensamento lógico, no ato da expressão linguística, nem tampouco é fator preponderante no insucesso escolar das crianças nas escolas americanas.
O estudo do Black English Vernacular (BEV) resulta de uma estratégica metodologia de pesquisa in locus para a análise da estrutura da língua inglesa. Essa pesquisa se propõe a investigar o aparecimento e a ausência da Cópula no vernáculo, localizando a origem dessa variação.
Utilizando-se do modelo teórico-metodológico, que tem por meta analisar e sistematizar a variação existente na fala de uma comunidade linguística, Labov, neste estudo, se propõe, diante dos dados coletados, separar, quantificar e testar as implicações dos efeitos de fatores condicionadores que interferem na opção de uma variável linguística em detrimento da outra.
Primeiramente, então, identifica a variável linguística dentro dos dados coletados, determinando o seu âmbito de aplicação, para verificar o que estes revelam. Os dados coletados conduzem o autor a duas hipóteses: a cópula não existe no BEV ou a cópula existe, mas é apagada. O sistema sedimenta o problema por acatar construções como: He crazy ~ He is crazy ~ He’ crazy. O princípio básico da discussão é, então, identificar o ambiente de contração no inglês padrão (SE).
O trabalho de Labov revela, através dos dados coletados, que a cópula existe no Black English Vernacular (BEV), mas em alguns contextos sofre apagamento em função de fatores condicionantes resultantes do próprio sistema linguístico utilizado pelos negros do Harlem.
O estudo da variação é necessariamente quantitativo e a análise quantitativa envolve dados estatísticos, tabulação de dados de fala coletados, em diversos grupos de falantes de diferentes faixas etárias e etnia: os T-Birds (10-12 anos), Cobras (12-17 anos), Jets (16-18 anos), Oscar Brothers (16-18 anos), Adults (20-70 anos) e Inwood (10 –17 anos) apontam percentagens diferentes em ambientes de uso do IS com pronomes sujeitos e outros nomes que funcionam como sujeitos estando em ful form, contracted and deleted
forms, nos seis grupos analisados. Surpreendentemente, os dados revelam que tanto os adolescentes brancos como os negros realizam a contração no mesmo ambiente. Portanto, a
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diferença no padrão de fala entre as duas etnias não inviabiliza a compreensão de qualquer ato linguístico.