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4. Resultater

4.4. Overføring av IgG fra råmelk til kalvens blodserum

5.1.1. Datamaterialet

O dialeto capixaba apresenta uma característica incomum em relação aos demais que compõem a sua região, produz a realização da vogal média pretônica em três alturas: média fechada, média aberta e alta. Com essa caracterização linguística, o dialeto parece constituir uma área de transição entre os dialetos do norte e do sul do Brasil.

2.3.4.1 As vogais médias pretônicas na fala culta de Nova Venécia – ES (CÉLIA, 2004)

Em sua dissertação de mestrado, Célia (2004) busca descrever a variação linguística, envolvendo as vogais médias pretônicas /e o/, que podem realizar-se ora como [ , ora como [ ou ainda como [ , na variedade culta da fala de Nova Venécia – Espírito Santo.

Célia (2004) analisa 2.950 ocorrências de vogais médias pretônicas, sendo 1.714 contextos de /e/ e 1.236 de /o/, considerando oito fatores linguísticos (nasalidade, tipo de tônica, distância, pretônica seguinte, atonicidade, consoante precedente e seguinte, estrutura silábica). Os dados foram coletados a partir de entrevistas com 09 falantes do

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sexo feminino24, portadores de nível superior e divididos em três faixas etárias (25-35 anos; 36-55 anos e +56 anos).

Submetidos ao programa estatístico GOLDVARB 2001, os resultados da análise estatística permitiram à autora as seguintes conclusões:

— as vogais médias pretônicas podem variar entre realizações médias fechadas [ , elevadas [ ou médias abertas [ , e tal variação se dá por um processo de assimilação do traço de altura da vogal da sílaba seguinte, independentemente de sua tonicidade;

— o alteamento das vogais médias pretônicas, assim como nos demais dialetos, tem como principal fator favorecedor a presença de uma vogal alta na sílaba seguinte;

— a estrutura da sílaba em que se encontra a vogal pretônica também é um fator relevante para o alteamento. As sílabas abertas CV favorecem o alteamento e as sílabas travadas CVC o inibem;

— a atonicidade da vogal pretônica é outro fator relevante. As vogais átonas permanentes são o ambiente favorecedor da aplicação da regra de elevação tanto de /e/ quanto de /o/;

— as consoantes que favorecem a elevação de /e/ são a palatal e a bilabial precedentes e a velar seguinte. Já para /o/, mostraram-se favorecedoras a palatal e a velar precedente, além da labiodental seguinte;

— o abaixamento das médias segue os mesmos padrões da elevação e tem como principal favorecedor a presença de uma vogal baixa na sílaba seguinte;

— a consoante labiodental favorece o abaixamento de /e/ em posição precedente, enquanto a alveolar e a bilabial o fazem quando em posição seguinte à pretônica. O abaixamento de /o é favorecido pelas consoantes seguintes alveolar, palatal e labiodental.

24 Segundo Alves, a uniformização da variável sexo deve-se ao fato do número reduzido de informante para a

pesquisa e que, conforme trabalhos já realizados, esse fator não apresenta diferenças muito relevantes entre os gêneros masculino e feminino (1999, p. 46).

Das conclusões de Célia (2004), vale ressaltar as observações sobre o abaixamento na fala do capixaba, pois, segundo a autora, não é tão escasso quanto no Rio de Janeiro, mas também não é tão frequente quanto na Bahia. Neste ponto, é oportuno reproduzir os percentuais: 16% para [ e 23% para [ , com o interessante dado de que a média posterior parece ser mais susceptível de variação do que a anterior. Por essa razão, para autora, o Espírito Santo parece ser uma região de transição, no que diz respeito à realização das vogais médias em posição pretônica.

2.3.5 A pretônica em Brasília – DF

Em Brasília, os estudos sobre as pretônicas focalizam o comportamento variacional dessa vogal, considerando uma análise binária de elevação e abaixamento. A regra de alçamento, por ser bastante produtiva e aplicar-se indiscriminadamente a todos os dialetos do português brasileiro, mostra resultados de aplicação que se assemelham aos demais encontrados em outras regiões no que respeita aos fatores linguísticos e sociais. Por outro lado, atribui-se ao fenômeno de abaixamento a quantidade de migrantes nordestinos na região do Distrito Federal.

2.3.5.1 A variação das vogais pretônicas no português de Brasília: um fenômeno neogramático ou de difusão lexical? (BORTONI; GOMES; MALVAR, 1992)

Bortoni, Gomes e Malvar (1992) analisam a variação das vogais médias pretônicas, no dialeto de Brasília, sob a perspectiva de discutir se essa variação resulta de um fenômeno neogramático ou de implementação lexical25. Para tanto, partem do mesmo ponto interrogativo de Oliveira (1991), segundo o qual a Harmonia é um processo de difusão em pauta.

Segundo a análise das autoras, em relação à vogal média [e], os resultados indicam como ambientes favorecedores de elevação desta vogal: a) vogais altas orais e nasais na sílaba seguinte; b) posição inicial absoluta; c) presença de consoante velar, /S/ e

25 Para o modelo neogramático, o processo de mudança é foneticamente gradual e lexicalmente abrupto. Já o

modelo difusiocionista que tem como unidade básica a palavra, o processo se dá abruptamente nos sons; mas de forma gradual no léxico.

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hiato; d) contexto de sílaba átona permanente. Para o abaixamento desta vogal, por sua vez, foram detectados os seguintes ambientes favorecedores: a) consoantes alveolares, velares e labiais; b) travamento silábico por /R/.

Quanto aos resultados encontrados para a média [o], as autoras afirmam como ambientes favorecedores de elevação: a) todas as vogais, exceto [o,õ,a,ã,e]; b) consoantes palatais, velares e labiais; c) vogais em sílabas átonas permanentes. Para o abaixamento desta vogal, os ambientes descritos são: a) [i, e] e as vogais baixas; b) consoantes alveolares e velares; c) sílaba átona eventual.

Os fatores não-estruturais foram mais significativos para o abaixamento, pois se observou que as mulheres apresentam uma probabilidade ligeiramente superior à dos homens. Outro fator favorecedor do abaixamento foi a classe social, pois a classe média baixa constituída por migrantes nordestinos parece estar incorporando a variante aberta, enquanto os da classe média alta a usam pouco.

Quanto à questão inicial, as autoras que se sentem inclinadas a advogar em favor dos neogramáticos com base na Harmonia Vocálica afirmam que os dados de Brasília não são suficientes para apontar qual modelo explicaria melhor a variação da pretônica.