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Messengers of peace

6 THE ROLE OF RELIGION

6.3 RELIGIOUS LEADERS

6.3.3 Messengers of peace

No momento de levantar pontos-chave o professor suscita, ajuda a reorganizar, e privilegia o processo de aprender (SOMMERMAN, 2005), nessa perspectiva, cabe ao aluno participar ativamente na construção do conhecimento,

A construção tem que ser deles, porque a responsabilidade é deles de implementarem aquilo e fazer aquilo dar certo para conseguir fazer o diferencial. (P2)

Nesse fragmento, fica evidente que os professores, ao falarem dos seus papéis e do que esperam de seus alunos, destacaram essa condição do aluno como agente e o professor como facilitador do processo de aprendizagem.

Tem um pedaço do aluno que é a responsabilidade com este conteúdo e com esta prática, ser ativo nisso, buscar, se interessar em não ficar esperando. (P4)

Para identificar quais variáveis ou pontos-chave precisam de intervenção é necessário que o aluno analise, interprete, levante hipóteses e buscas de suposições, essas são algumas das operações de pensamento requeridas.

Verificamos que os professores entrevistados desenvolvem em suas aulas atividades grupais e apresentam como estratégia o uso de discussões de temas: “a

gente discute primeiro um tema. A gente começa a conversar, a gente faz uma roda e conversa mesmo.” (P7)

A freqüência de uso é indicada como sempre ou quase sempre utilizada por cinco dos professores, correspondendo ao que encontramos também nas entrevistas (Anexo G).

Castanho (2001, p. 93), ao falar sobre a discussão, define a origem da palavra mostrando que seu significado é sacudir, abalar, incomodar. “Seu papel no ensino é exatamente esse: dado um ponto de vista [...] submetê-lo a um esmiuçamento tal que sejam analisadas todas as implicações ali contidas".

Entendida dessa maneira, a discussão é bastante indicada para desenvolver a análise de diferentes posições e fazer um levantamento de hipóteses. Essa estratégia pode ser desenvolvida entre a sala toda ou em pequenos grupos.

À medida que as questões foram criando complexidade, o próprio grupo foi debatendo a pergunta. Aí foram aparecendo posições, foram aparecendo situações das quais eles falavam: - Olha, isto é um aspecto difícil, um aspecto do qual eu não sei! (P6)

Geralmente a gente já começa discutindo o assunto. Isso eu faço bastante: quais foram os pontos mais importantes? Isso eu tenho feito, o que eu costumo fazer atualmente é às vezes dar mais de um texto e dividir, subdividir a classe em subgrupos, que trazem o texto lido para a discussão. A gente discute o texto a partir do que eles (alunos) trouxeram para a classe e ai a gente começa a discussão (P5)

Percebemos que a identificação das variáveis ou pontos-chave do problema a ser solucionado é realizada essencialmente pelos alunos que, em discussões em

sala e em pequenos grupos ou com o grupo todo, devem chegar a sínteses das propostas feitas na etapa anterior.

Segundo Ruiz-Moreno (2004), é uma estratégia que propicia um clima emocional favorável para a interação do grupo de trabalho favorecendo as inter- relações professor-aluno e aluno-aluno. Sendo, portanto, uma estratégia que se caracteriza pela forma de cooperação intelectual, à medida que diferentes pontos de vista são colocados e debatidos.

A mesma autora destaca que a discussão nos pequenos grupos estimula o interesse pelo tema e a busca ativa de conhecimentos, o que possibilita a aprendizagem significativa. Ao professor cabe a tarefa de orientar as discussões a partir de diferentes perspectivas, “estimulando a recuperação dos conhecimentos prévios dos alunos, a troca espontânea de idéias e a formulação de objetivos de aprendizagem” (Ibid, 2004, p.92).

Eu gosto muito de fazer esta aula e os alunos também gostam deste tipo de aula de discussão. Eu já percebi que os alunos gostam de falar, de discutir. Então a partir de uma reflexão pessoal, da leitura do texto eles apresentam e discutem. Neste semestre, teve uma aula que a gente discutiu sobre a questão do trabalho na terceira idade, foi muito rica a discussão, muito rica. O que eu lembro é que a aula terminou às dez horas da noite e ninguém saía da sala de aula. Este foi um indicativo para mim de que a aula estava muito interessante. (P4)

O momento da discussão, porém, não deve ser aquele no qual o professor entrega a solução para a questão, mas que faz o aluno refletir sobre suas escolhas, tornando-se um meio de aproximação com a realidade.

“Esta metodologia determina uma postura muito diferente, eu acho que ela é complexa, por requer do professor uma capacidade de manter o estímulo no aluno, de lidar com a frustração quando o aluno não traz” (P6)

Outro elemento importante refere-se à necessidade de se manter uma postura afetiva com os alunos, sobre esse assunto. Pettengill et (2003) diz que o aluno é uma pessoa que se encontra em processo de desenvolvimento e que precisa ser auxiliado nesse período da sua formação. As autoras também defendem

que cuidando do aluno, esse cuidado se reflete naquilo que será despendido, no futuro, ao paciente

O aluno está num processo de descobertas e precisa necessariamente desenvolver competências e habilidade pra ele poder desenvolver estes papéis. Então muitas vezes, o aluno copia o papel, e experimenta uma nova possibilidade. E neste desenvolvimento ele tem uma necessidade de ter alguém como referência.[...] Eu acho que o professor ele ainda é uma referência (P6).

A discussão deve ser uma lição criadora e, para isso, é necessário ter informações, buscá-las por meio da pesquisa e da descoberta de possibilidades, sempre considerando a necessidade de os alunos tomarem as decisões

A gente pode até discutir o que você [aluno] vai fazer, ou como você vai fazer, de que forma você está pensando em fazer. Se isto é uma forma ética, uma forma possível, se é uma forma que está ferindo princípios, mas o enfrentamento é você que vai resolver. (P6)

Dentre as capacidades desenvolvidas com a técnica da discussão está a independência intelectual e a liderança. Algumas regras metodológicas para a discussão são também apontadas: fazer análise objetiva, apreender o conjunto das conexões internas, captar as transições e contradições, não deixar de lado o processo de aprofundamento do conhecimento, trabalhar o pensamento de tal forma que ele venha a transformar-se e se supere (CASTANHO, 2001).

De modo geral, os dados demonstram que há uma preocupação em despertar o grupo, incitar a preocupação na busca de informações, desenvolver a capacidade de trabalho em equipe, confrontar a realidade e desenvolver: conhecimentos, habilidades e atitudes desses alunos.

Essa incitação pode ser provocada também pela estratégia da solução de

problemas, indicado por seis professores como sendo quase sempre ou sempre

Um dado interessante é que essa estratégia foi citada por seis professores como quase sempre ou sempre usada, porém apenas três deles, durante a entrevista, mencionaram utilizá-la.

Um deles destaca a solução de problemas como enfrentamento de situação difícil,

“Eu utilizo a Solução de problemas como uma estratégia no enfretamento de situações difíceis, então a questão do enfrentamento é que está muito vinculada à solução de problemas” (P6)

Conceitualmente, solução de problemas “é enfrentamento de uma situação nova, exigindo pensamento reflexivo, crítico e criativo a partir dos dados expressos na descrição do problema”. (ANASTASIOU, 2004b, p 86).

Quando a gente coloca um problema e pede para o aluno refletir como ele resolveria isso, como é que a gente poderia estar abordando essa questão, ele reflete. Ele vai dando parâmetros de qual nível de conhecimento ele tem a respeito daquele tema e isso vai me dando parâmetros para estar formulando o conteúdo que eu vou estar trazendo para complementar. (P4) Esse método se distingue do estudo de caso pelo fato de sua dinâmica prever a orientação do professor aos alunos durante o levantamento das hipóteses e na análise dos dados (Ibid).

Sobre esse aspecto, o conteúdo expresso pelos professores, durante a entrevista, mostra-se coerente com a descrição da estratégia, mesmo que os professores admitam usá-la sem se preocuparem em saber conceituá-las:

você está colocando coisas que eu pratico, mas não tinha a mínima noção que estava praticando. Eu não conceituo, eu nunca conceituei nenhuma destas práticas pedagógicas. (P4)

A solução de problemas traz também um componente final de generalização buscando a aplicação das soluções encontradas em casos similares (ANASTASIOU, 2004).

Eu uso solução de problemas para mostrar que a gente pode chegar a algum lugar, que a gente tem estratégias, que é possível ter soluções se não a gente não seria terapeuta. (P5)

O professor participa da construção dessas soluções e dos levantamentos das hipóteses e, nesse sentido, essa estratégia tem sido utilizada de modo coerente ao se pretender o levantamento das hipóteses visando à formação profissional de Terapeuta Ocupacional.

Eu tenho uma preocupação muito grande em formar terapeutas, não em formar gerontólogos. (P1)

Ao indicar a literatura, meu objetivo é que eles consigam se identificar com os terapeutas não só do Brasil, mas com os terapeutas do mundo. (P2)

Em nossa área profissional acho que isto já é bem claro, não se formam terapeutas obviamente, só informando. (P5)