• No results found

4. Sosiale identiteter og selvkategoriseringer

4.4 Kategorisering i sosial interaksjon

Os ensaios laboratoriais foram realizados com culturas monoespecíficas de I. galbana em fase de crescimento exponencial (x105 células / ml) em aquários rectangulares de plexiglass transparente (refª 1137-20, Cole Parmer) com capacidade de 30 litros. Os ensaios foram realizados com três aquários em simultâneo, constituindo assim três replicados.

O material dos aquários (plexiglass transparente) praticamente não absorve as radiações UV-B, UV-A e PAR, filtrando apenas 8% da radiação com comprimento de onda compreendido entre 280 e 700 nm (Häder & Häder, 1990; Cullen & Neale, 1994).

O método de produção utilizado segue o das culturas em volume limitado, ou seja, batch. O processo de crescimento utilizado consiste no auxotrófico, uma vez que o meio foi enriquecido com nutrientes e vitaminas. Para o enriquecimento foi utilizado o meio f/2 (Bougis, 1974).

a água salgada de origem natural. A água utilizada foi filtrada e esterilizada num esterilizador de água salgada MINIREX (refª Min 1000 – ¾, REX).

Em todos os aquários o arejamento foi mantido constante, de forma a permitir atingir maiores densidades celulares e maior rapidez no crescimento (Stein, 1988). O arejamento constante permite ainda manter a cultura, de certa forma, homogeneizada, uma vez que provoca a circulação da água no interior do aquário. Desta forma, promove-se a recirculação das células, minimizando o efeito de sombreamento parcial da cultura, ou seja, permitindo que a cultura seja igualmente exposta à radiação. O volume ocupado pela cultura de algas em cada aquário foi de 15 litros, o que correspondeu a uma coluna de água com cerca de 10 cm de altura.

Durante os ensaios foram colhidas amostras diárias (20 ml) em cada aquário para contagem do número de células e determinação dos teores pigmentares. Diariamente, foram controlados, em cada aquário, a temperatura (≈20 °C), a salinidade (≈35 ppt), o pH (7,8 – 8,2) e a percentagem de saturação de oxigénio (>70%) (Burgt et al., 1980).

Os ensaios foram realizados em condições de luminosidade artificial. Foram efectuadas sete séries de ensaios, referentes a sete tratamentos distintos. Um dos ensaios referiu-se à exposição à radiação PAR, que constituiu o controlo experimental. A radiação PAR foi medida com um radiómetro Modelo LI-COR Underwater Radiation Sensors, Type SA e foi simulada por duas lâmpadas fluorescentes de 25W cada (SUN-GLO e FLORA-GLO, Hagen). A energia emitida por estas lâmpadas soma 55 µmol m-2 s-1, valor pertencente à

gama utilizada por vários autores em estudos de crescimento de fitoplâncton em condições de luz artificial constante (Lesser et al., 1994; Beardall et al., 1997; Lange & Lürling,

2003; Phoenix et al., 2006) e dentro do intervalo necessário (50 a 500 µmol m-2 s-1) para

promover a actividade fotossintética máxima (Ibelings & Maberly, 1998; Litchman, 2000; Litchman et al., 2004). A radiação PAR promove a reparação dos danos causados pela radiação UV, motivo pelo qual a irradiação foi mantida constante, em ciclos diários de iluminação e escuro, variando apenas as doses de radiação UV-B (Cullen et al., 1992; Cullen & Neale, 1994; Mora et al., 2000).

Nos tratamentos seguintes foram adicionadas irradiâncias UV-B crescentes, identificadas no presente trabalho por UVB1, UVB2, UVB3, UVB4 e UVB5, correspondendo, respectivamente, às irradiâncias 30, 100, 200, 300 e 500 µW cm-2. A irradiância UV-B

simulada em cada tratamento foi baseada nos valores de irradiância UV-B observados na Ria Formosa e nas médias estimadas para cada profundidade, ou seja, no perfil de atenuação na coluna de água. O tratamento UVB1 corresponde à irradiância de 30 µW cm-2, valor médio estimado para 0,5 m de profundidade da coluna de água da Ria

Formosa (segundo capítulo). Repare-se que a Ria sofre periodicamente o regime de marés, havendo formação de piscinas naturais na baixa-mar, denotando-se uma redução substancial na altura da coluna de água, que por vezes, não ultrapassa 0,5 m de profundidade. Desta forma, torna-se importante simular irradiâncias superiores às encontradas nesta profundidade, o que consubstancia a simulação das irradiâncias referidas (100, 200, 300, e 500 µW cm-2, dos tratamentos UVB2, UVB3, UVB4 e UVB5,

respectivamente).

A radiação UV-B foi emitida por lâmpadas fluorescentes de 40W (TL, Phillips), que não simulam o espectro natural da luz (Kirk, 1983; Ekelund, 1994; Nielsen et al., 1995). Como

encontra acesa. As medições da irradiância UV-B (µW cm-2) foram controladas com um

radiómetro Modelo MACAM UV-103X, com sensor SD 105B cos, com correcção do cosseno, sendo o pico de leitura correspondente a 313 ± 2 nm e a amplitude da banda para cada lado do espectro de 29 ± 2 nm.

As lâmpadas foram posicionadas a cerca de 1 metro de distância dos aquários e, por cima destes, foram colocados filtros de tri-acetato de celulose (refª A04SPO, MSJ), como representado na Figura 3.1.

Figura 3.1– Esquema representativo dos ensaios efectuados em laboratório com Isochrysis galbana. Legenda: 1 – Duas lâmpadas de PAR; 2 – Cinco lâmpadas que emitem radiação

UV-B e 3 – Filtros de acetato de celulose.

Os filtros serviram para filtrar a radiação de pequeno comprimento de onda emitida pelas lâmpadas, que não se encontra na natureza (UV-C, 100 a 280 nm) (Cullen & Neale, 1994) e foram substituídos a cada 72 horas de utilização (Ekelund, 1994; Nielsen et al., 1995), dado que as propriedades dos filtros variam e podem alterar-se com a exposição à radiação (Karentz et al., 1990).

Dado que cada lâmpada de UV-B é responsável pela emissão de 100 µW cm-2, foi também

necessário utilizar um filtro especial – Mylar (refª K04CP04700, MSJ) para filtrar a própria radiação UV-B, de forma a se obter a irradiação de 30 µW cm-2 (tratamento UVB1).

Numa tentativa de simular o espectro da luz natural em condições artificiais de laboratório, o ciclo de luz diário simulado consistiu no fotoperíodo de 16h luz : 8h escuro, à semelhança do utilizado em estudos análogos (Mora et al., 2000; Lange & Lürling, 2003). Após as primeiras 5h de iluminação de PAR iniciou-se a irradiação de UV-B, que teve uma duração de 5h / dia. Após este período, continuou a ser emitida a radiação PAR até completar as 16h de luz que simulam o período de insolação diário (ver representação esquemática na Figura 3.2). Desta forma, é simulado o período a meio do dia em que a irradiância UV-B é mais intensa (Ostrander, 1996). É necessário referir ainda que ao longo destes ensaios a temperatura foi mantida constante a 20 °C.

Figura 3.2 – Representação esquemática da sequência, em horas de exposição da cultura de Isochrysis galbana, ao tratamento diário com a radiação PAR (a verde), PAR e UVB (a

verde e roxo) e ausência de iluminação - escuro (a preto).

Visando ainda avaliar o efeito no crescimento de I. galbana exposta à mesma irradiância UV-B (500 µW cm-2), considerada elevada, durante um menor período de exposição (1

hora), testou-se um tratamento adicional, designado por UVB6. Neste caso, o tratamento corresponde a uma dose de 18 KJ m-2 d-1, a qual coincide com a dose testada no tratamento

5h 5h 6h 8h

PAR

PAR

+

UVB PAR Escuro

5h 5h 6h 8h

PAR

PAR

+

UV-B, provenientes de irradiâncias diferentes. A irradiância do tratamento UVB2 é 100 µW cm-2. As irradiâncias UV-B testadas, referidas anteriormente, correspondem às doses

de irradiância apresentadas na Tabela 3.1.

O estudo do crescimento teve a duração de 7 dias (Nielsen & Ekelund, 1993). Para contagem do número de células foram colhidos cerca de 20 ml de amostra, como já referido, e para a determinação dos teores pigmentares foram colhidos 50 ml de amostra em cada aquário.

Tabela 3.1 – Exposição de Isochrysis galbana a intensidade constante de PAR (55 µmol m-2 s-1) e irradiâncias crescentes de radiação UV-B (µW cm-2), correspondentes a

diferentes doses de exposição diária (KJ m-2 d-1).

Tratamentos PAR

(µmol m-2 s-1) (µW cmUV-B -2) (KJ mUVB-2BE d-1)

Duração da exposição diária (horas) PAR UV-B Controlo (PAR) 55 0 0 16 0 UVB1 55 30 5,4 16 5 UVB2 55 100 18 16 5 UVB3 55 200 36 16 5 UVB4 55 300 54 16 5 UVB5 55 500 90 16 5 UVB6 55 500 18 16 1