4. Vitenskapsteori og metode
5.1 Kartlegging av elever med EDS og HMS for bruk av iPad i undervisningen
Neste HTPC fizemos uma análise das ações propostas e realizadas pelas professoras em relação às modificações e adaptações elencadas no início do semestre. Para surpresa das professoras, elas mesmas pontuaram que muitas das estratégias que não foram previstas ocorreram naturalmente: os itens B (Assistência do professor comum), I (Modificação do espaço físico da sala de aula) e (J) Sinalização. Disse a elas que a possibilidade de usar essas estratégias só surgiu agora, por isso não tinham sido previstas e que se elas usaram foi porque sabiam que existiam. Assim estariam construindo um repertório de possibilidades a serem utilizadas na medida da necessidade. A professora Rosa disse que há necessidade de que as possibilidades de modificação na prática pedagógica venham em forma de um roteiro, compilado, para facilitar o preparo das aulas. No que diz respeito ao planejamento como um todo, pontuou a necessidade, também, que essas modificações e adaptações estejam previstas e presentes no plano de ensino da classe. Disse a ela que isso não resolveria, pois há uma infinidade de possibilidades e, se estivessem listadas na forma de um livro ou manual, certamente se a professora não encontrasse ali uma saída para sua dificuldade, colocar-se-ia na condição de impossibilitada de criar algo para resolver a situação posta. Além disso, disse, também, que há uma literatura na área e, embora ainda de difícil acesso, esta poderia dar um embasamento para sua prática. Fiquei de levar alguns textos na próxima semana sobre adaptações e estratégias de sala de aula. A professora Ana colocou que nessa semana, ao trabalhar a interpretação de um texto em português, foi capaz de passar a mensagem de pelo menos metade do texto e, quando não conseguiu mais se fazer entender, recorreu à professora da sala de recursos que a atendeu prontamente, realizando o papel de intérprete na sala de aula. Falei para ela que agiu corretamente. Há várias possibilidades de interagir colaborativamente com a professora da sala de recursos. A professora Regina relatou que ainda sente muita dificuldade em relação ao comportamento e disciplina do grupo na sala de aula, o que atrapalha a realização das atividades propostas. Discutimos aqui as possibilidades de ações que reverteriam essa dificuldade. Surgiram propostas como a confecção de regras de convivência, estipular um cartaz de pontos de recompensa para os alunos com bom comportamento, estabelecer relações de troca, etc. Regina disse que iria pensar nas sugestões das colegas. Rosa disse que não é necessário confeccionar material específico para o aluno surdo e que nesta semana está adaptando o alfabeto que fica sobre a lousa com os quatro tipos de letra, acrescentando o sinal da letra na forma do alfabeto digital. Disse a ela que está é uma forma de garantir o acesso do aluno ao currículo.
O relato desta reunião aponta a implementação de parte do programa proposto. O processo de avaliação das professoras de classe comum, referente às
estratégias planejadas e as que realmente foram implementadas, foi considerado um momento de extrema relevância. É o espaço próprio que as professoras têm para refletir sobre a prática pedagógica já realizada. A modificação da prática pedagógica ocorre acoplada a uma organização para que o espaço para reflexão promova essa possibilidade (PALOMINO e GONZÁLES, 2002).
Num processo de formação é relevante que o professor se aproprie de instrumentos que o conduzam à construção de um repertório de possibilidades de atuação. Quando as professoras da classe comum fizeram referência à utilização de estratégias que não foram previstas, é certo que já conheciam as estratégias, entretanto, não tiveram até então oportunidade, ou necessidade, de implementá-las. Entretanto, tinham um repertório de estratégias, o qual compõe o perfil do professor que se caracteriza por sua função em valorar e eleger entre a diversidade de alternativas pedagógicas, aquela que lhe pareça mais adequada à realidade da escola e da aula (MIRANDA, 2003).
A professora Rosa, em determinado momento da reunião, sugere que seria importante haver um tipo de livro, manual ou algo assim, no qual seria possível encontrar uma lista de estratégias. Esta colocação retoma a idéia do ensino tecnicista, na busca por manuais de ensino. Entretanto, a proposta aqui presente defende, sim, um enfoque instrumental, sem ser tecnicista, no qual é possível aumentar a capacidade para uma prática mais consciente, racional e autônoma mediante processos significativos, assentados numa recriação das possibilidades através da busca e da utilização prática de instrumentos didáticos como modelos de ensino, estratégias, técnicas específicas, etc. (FELDMAN, 2001).
A efetivação de uma das possibilidades de realização do ensino colaborativo está presente no relato da professora Ana. Quando ela solicita a presença da professora da sala de recursos e esta, por sua vez, atende de pronto.
A posição da professora Regina em expor suas dificuldades referentes ao comportamento de seus alunos em sala de aula, que vem prejudicando a implementação das atividades propostas, a sua decisão em ouvir as colaborações dos colegas, refletir e tomar uma decisão posterior vai ao encontro da idéia de que no ambiente escolar as
pesquisas realizadas podem se tornar oportunidades para auto-reflexão, análise crítica e transformação dos professores participantes (MAGALHÃES, 1994).
Em se tratando de acesso ao currículo, esta é uma questão relevante e que suscita discussões acirradas. As modificações nas estratégias de ensino podem e devem conduzir cada vez mais o aluno a ter acesso ao currículo. Ainda que com a questão terminológica não bem definida, Sá (2002) defende que o acesso ao currículo refere-se a recursos tais como adaptações do espaço físico, materiais, mobiliário, equipamentos e sistemas de comunicação alternativos. Quando a professora Rosa propõe a inclusão do alfabeto digital junto ao alfabeto que já estava presente na sala, propiciou ao aluno surdo um recurso de acesso ao currículo.