A última revista Diálogo a ser analisada é a edição n. 58, cujo tema é O sagrado na pessoa e na sociedade. Além das ilustrações, a revista também traz um boxe com outras informações que não estão no artigo. Essa edição da Diálogo apresenta seis artigos e oito seções que complementam a proposta do tema geral, além de conto, dicas de leitura, resenha e sugestão de atividade.
O primeiro artigo215, O Sagrado e a religiosidade como jornada
psíquica, tem como articulista o doutor em filosofia Marcos Ferreira Santos. Abordagem: Fenomenológica. O autor propõe uma reflexão acerca da rela-
ção humana com o sagrado. Ele constata que no campo da psicologia as posições frente à questão religiosa são diversas, pois “trata-se de uma in- tensa e extensa jornada existencial e psíquica para uma possível pleni- tude”216. Eixo temático: Ethos, pelo caráter analítico-subjetivo do texto.
215 SANTOS, M. F., O Sagrado e a religiosidade como jornada psíquica. In: Diálogo –
Revista de Ensino Religioso, n. 58, p. 8-13.
O segundo artigo217, A transcendência humana e o sagrado, tem como articulista o doutorando em teologia Marlon Leandro Schock.
Abordagem: Fenomenológica. Segundo o autor, o ser humano traz consigo
a capacidade de transcender, pois “nós, seres humanos, mantemos uma ati- tude de perplexidade e esperanças simultâneas, abertos a toda realidade possível”218. O articulista também busca estabelecer algumas distinções
teóricas entre transcendência e sagrado. Eixo temático: Culturas e Tradi- ções Religiosas, por sua leitura acerca da transcendência.
O terceiro artigo219, Religião e Ciência: experimentações, tem
como articulista a doutora em sociologia Leila Marrach Bastos de Albuquer- que. Abordagem: Fenomenológica. O texto analisa a relação entre Ciência e Religião no contexto da modernidade. Segundo a autora, “tanto a Religião como a Ciência são interpretações do mundo, que orientam os modos de agir, sentir e pensar das pessoas coletivamente”220. Constata-se um
intercâmbio de linguagem e de “valores” entre Religião e Ciência. Eixo te-
mático: Culturas e Tradições Religiosas, por apontar o desenvolvimento di-
alógico entre Religião e Ciência.
O quarto artigo221, O Bricoleur sagrado contemporâneo, tem como articulista o mestre em sociologia Aislan Vieira de Melo. Abordagem:
Fenomenológica. O autor, ao analisar a questão do sagrado, afirma que “o
sistema religioso, mesmo não conservando o caráter hegemônico de antes, mantém forte influência na conduta do indivíduo”222. Este, ao transitar entre
as religiões, faz surgir uma expressão das práticas religiosas que o articulista chamou de bricoleur. O trânsito religioso faz com que as pessoas levem consigo alguns elementos da tradição anterior, e, ao mesmo tempo,
217
SCHOCK, M. L., A transcendência humana e o sagrado. In: Diálogo – Revista de Ensino Religioso, n. 58, p. 14-18.
218 Ibid., p. 16.
219 ALBUQUERQUE, L. M. B., Religião e Ciência: Experimentações. In: Diálogo
– Revista de Ensino Religioso, op. cit., p. 20-23.
220 Ibid., p. 20.
221 MELO, A. V., O Bricoleur sagrado contemporâneo. In: Diálogo – Revista de Ensino
Religioso, op. cit., p. 24-29.
agreguem a estes novas práticas. Eixo temático: Culturas e Tradições Religiosas, por sua análise acerca da prática religiosa atual.
O quinto artigo223, O sagrado como sentido transformador, tem como articulista o mestre em sociologia Cléber Seixas Guimarães. Aborda-
gem: Fenomenológica. O autor analisa um caso específico da Igreja do
Evangelho Quadrangular e suas transformações e adequações na socie- dade contemporânea. Segundo o articulista, a IEQ buscou agregar “elemen- tos mágicos que servem de pontes entre o indivíduo e seu Deus”224. O texto
também evidencia as relações entre a instituição religiosa e seus fieis, e a experiência religiosa que esta realiza em seus cultos. Eixo temático: Culturas e Tradições Religiosas, por sua análise de uma instituição especí- fica.
O sexto artigo225, O imaginário ribeirinho e a relação com o
sobrenatural, tem como articulista a doutora em linguística Nair Ferreira
Gurgel do Amaral. Abordagem: Fenomenológica. O texto analisa a crença nos mitos e lendas amazônicas que a população ribeirinha dessa região cul- tiva e transmite de uma geração a outra com certa “sacralidade”. A autora afirma que “mito e lenda retratam necessidades humanas de entender as coisas do universo e de superar o medo e a insegurança”226. Eixo temático:
Culturas e Tradições Religiosas, por sua análise cultural do contexto amazô- nico.
Em relação à seção Sua página, a edição n. 58, com o título Da
resistência à consciência, apresenta o trabalho realizado com os alunos de
uma escola municipal da cidade de Salvaterra, na Ilha de Marajó (PA). O relato da atividade evidencia a conscientização e o resgate da religiosidade afro-brasileira presente na Ilha de Marajó. Frente à temática geral da revista Diálogo, a experiência publicada destaca um elemento que não se eviden-
223 GUIMARÃES, C. S., O sagrado como sentido transformador. In: Diálogo
– Revista de Ensino Religioso, n. 58, p.30-35.
224 Ibid., p. 31.
225 AMARAL, N. F. G., O imaginário ribeirinho e a relação com o sobrenatural. In: Diálogo –
Revista de Ensino Religioso, op. cit., p. 36-41.
ciou nos artigos, isto é, a questão do sagrado na ótica da matriz afro-brasi- leira.
Falar do sagrado certamente não é um tema fácil, ainda mais num curto espaço de uma revista. Embora os temas tenham cercado a questão de forma tangencial, a revista consegue responder à temática da capa nos artigos acerca do imaginário ribeirinho, do bricoleur religioso da atualidade e na questão psíquica da religiosidade. Em relação aos eixos temáticos, sobressaíram o de Culturas e Tradições Religiosas, com cinco artigos e
Ethos com um artigo. Os demais eixos não foram abordados.
Neste capítulo, buscamos estabelecer um diálogo com os nossos críticos e retomamos alguns elementos mais importantes de seus argumentos, evidenciando neles o seu ponto de fragilidade. Para esse diálogo, tomamos como fundamento teórico as Ciências da Religião, que também se encontram na fundamentação epistemológica do Ensino Religioso.
Compreendemos que de modo geral, quando falamos de Ensino Religioso, não estamos nos referindo apenas a um modelo ou forma de de- senvolver o conteúdo dessa disciplina. Ao tratarmos da questão, é preciso considerar a discussão em sentido mais amplo, fora do domínio religioso, ou seja, a questão encontra-se no âmbito da educação, que tem uma realidade plural e diversa no Brasil, e é dentro desse domínio que ela deve ser com- preendida.
No sentido de demonstrar, contrariamente à opinião dos críticos estudados, que é possível a proposta de um modelo de Ensino Religioso na perspectiva das Ciências da Religião, analisamos a perspectiva e o conteúdo da revista Diálogo. Quando examinamos a revista, percebemos que suas abordagens tratam dos temas na perspectiva das diferentes áreas de conhecimento, tais como a Sociologia, a Antropologia, a Filosofia e a Teologia, entre outras. Tal característica confirma que a proposta dos
PCNER sistematiza os conteúdos do Ensino Religioso nos cinco eixos temáticos já mencionados.
Quando analisamos por amostragem alguns números da revista, percebemos dois tipos de abordagens: a fenomenológica e a religiosa. Mesmo que a nossa análise seja apenas uma amostragem, pois não analisamos todas as edições da revista, podemos concluir que textos com enfoque no Fenômeno Religioso são mais frequentes entre os artigos. Isso demonstra que a perspectiva de Ensino Religioso presente na revista se coaduna com o modelo das Ciências da Religião. Outro aspecto relevante é que, embora a quantidade dos artigos com abordagem acerca da religião seja menor, fica evidente que é possível apresentar as religiões sem proselitismo.
CONCLUSÃO
Quando tratamos do Ensino Religioso, percebemos que essa é uma discussão muito complexa, tanto pelas opiniões divergentes, quanto pelas diversas realidades educacionais existentes no Brasil e que não encontram nos órgãos oficiais e responsáveis pelo currículo escolar o aporte necessário para lidar com todas as questões que cercam essa disciplina.
Constatamos que a atual legislação acerca do Ensino Religioso não resolve o problema de sua aplicabilidade, bem como não lhe concede o mesmo status do qual gozam as demais disciplinas do currículo escolar. A formulação do Artigo 33, da LDB n. 9.475/97, dá margem para que se compreenda o Ensino Religioso como a presença da instituição religiosa no espaço escolar, quando afirma que os sistemas de ensino deverão ouvir uma entidade civil, constituída por diferentes denominações, a fim de definir os conteúdos do Ensino Religioso. Além disso, a LDB também deixa em aberto algumas questões, tais como: O que propor aos alunos que não optarem pelo Ensino Religioso? Qual é o conteúdo programático dessa disciplina? Por que a oferta de Ensino Religioso é obrigatória para a escola, porém, facultativa para o aluno? Não é contraditório que um componente da formação básica seja facultativo? Qual é a função de um componente curricular facultativo? Essas e outras questões pedem uma resposta, não só aos pesquisadores, mas, sobretudo, ao Estado, que é gestor oficial da educação no Brasil.
Percebemos que o terreno no qual o Ensino Religioso está assentado é bastante instável, acarretando dificuldades não só aos professores da disciplina, mas também por despertar críticas que muitas vezes atrapalham a solução dos problemas apontados. As críticas em toda e
qualquer situação são positivas, porém, no caso do Ensino Religioso, muitas vezes impedem de se avançar nas questões acerca do conteúdo e da base epistemológica e acabam por instigar disputas ideológicas.
Temos que concordar com os críticos quando afirmam que o Ensino Religioso entrou no currículo escolar mais por uma iniciativa das instituições religiosas, notadamente a Igreja Católica, porém, houve nesse ensino um desenvolvimento histórico que nos remete aos diferentes períodos da história de nosso país. Todavia, revisitaando o desenvolvimento do Ensino Religioso, constatamos que não podemos considerá-lo homogêneo, pois ele passou por diferentes concepções em relação aos seus conteúdos e à sua natureza. É interessante destacar que as mudanças por ele sofridas podem ser interpretadas como um reflexo das próprias mudanças socioculturais e político-religiosas ocorridas no Brasil nas últimas décadas.
No cenário religioso, passamos de um país eminentemente cató- lico a um Estado plural e diverso, no qual todos os cidadãos gozam de plena liberdade religiosa. Neste contexto, o modelo de Ensino Religioso que melhor responde a essa realidade certamente não é o modelo confessional, e tampouco o ecumênico, mas aquele cuja abordagem se faz à luz das Ciências da Religião, ou, como optam alguns pesquisadores, o modelo fe- nomenológico.
Cada modelo de Ensino Religioso teve e/ou tem sua validade, e corresponde a um determinado contexto socioeducacional, de modo que ao se analisar ou mesmo lançar criticas a alguns dos modelos, é necessário considerar seu contexto, a fim de se evitar leituras equivocadas e análises reducionistas. Analisando as críticas de Cury, Vaidergorn e Giumbelli, constatamos que há certo equívoco em seus argumentos, pois consideram somente o Ensino Religioso no modelo confessional e em nenhum momento de sua reflexão é mencionada a existência dos outros modelos.
Falta a esses críticos considerar a possibilidade de um Ensino Religioso não confessional, fundamentado em resultados das pesquisas científicas sobre a religião. Ao desconsiderá-las, eles também não se dão conta dos esforços realizados pelos pesquisadores em fazer do Ensino Religioso a transposição didática das Ciências da Religião.
Percebemos que a crítica ao modelo confessional se direciona não ao Ensino Religioso, mas à presença da doutrina católica ou cristã no ambiente escolar. De fato, em todo o caminho percorrido pelo Ensino Religioso na educação brasileira, não se pode negar que a atuação da Igreja Católica, representada pelo Grere, foi de suma importância para chegarmos ao que hoje compreendemos por Ensino Religioso. É preciso reconhecer que por muitos anos a Igreja Católica se constituiu numa voz forte a favor do Ensino Religioso; entretanto, ela não foi a única a defendê-lo. Muitas pessoas, professores e instituições, civis e religiosas, mobilizaram-se para que esse ensino entrasse na grade curricular.
Entre os outros articuladores do Ensino Religioso se encontra o Fonaper, e especificamente o seu empenho em formular e apresentar os PCNER. Com toda certeza essa iniciativa concedeu ao Ensino Religioso um novo status, que a legislação não foi capaz de lhe outorgar. Os PCNER buscaram oferecer uma proposta programática ao Ensino Religioso, entretanto, tal proposta não foi assumida pelo MEC como oficial, de modo que os PCNER não se constituíram em diretrizes permanecendo na categoria de uma alternativa. Embora seja considerada a proposta que melhor corresponda à legislação, coube aos estados e municípios o livre- arbítrio de aderir ou não à proposta do Fonaper.
Constatamos também que a caminhada a favor do Ensino Religioso como componente curricular se divide em duas grandes fases: a primeira, cujo objetivo era fazer com que se reconhecesse o Ensino Religioso como elemento integrante da formação do cidadão. E a segunda, na qual nos encontramos atualmente, que tem em vista o conteúdo e a
formação docente para o Ensino Religioso. É precisamente nesta etapa que nasce a revista Diálogo.
A Diálogo nasceu a partir do sonho daqueles 180 professores, que há 18 anos participaram do 10º Ener, em Fortaleza (CE), e que, ao final do encontro, manifestaram o desejo de ter uma revista de Ensino Religioso que os ajudasse em sua formação e comunicação entre eles. A revista, que tem contribuído com o Ensino Religioso há 17 anos, foi analisada em nossa pesquisa no período entre outubro de 1995 e agosto de 2010. Nesses 15 anos, sendo dez sob a direção de Luzia Senna, e cinco anos sob o comando de Maria Inês Carniato, a Diálogo apresentou abordagens acerca do Fenômeno Religioso, na perspectiva das diferentes áreas de conhecimento, bem como tratou das religiões como tal. Evidenciamos que cada uma das duas editoras, conforme as respostas das entrevistas, passaram por experiências diferentes durante as suas diretorias. Enquanto Luzia Sena, que recebeu o encargo de iniciar a revista, enfrentou problemas de ordem interna, estrutural e financeira, Maria Inês Carniato buscou tornar a revista mais pedagógica.
Percebemos que há continuidade entre uma editoria e outra no que diz respeito aos objetivos da revista. Embora, na entrevista, a segunda editora tenha afirmado que na primeira fase da revista as abordagens enfocavam mais as religiões, enquanto que em sua gestão o enfoque era a educação, em nossa análise tal afirmação não se comprova. Pelos artigos das seis edições analisadas neste trabalho, constatamos duas formas de abordagens, uma na perspectiva da religião ou religiosa, onde se tratava dos elementos de fé, como por exemplo, do judaísmo, cristianismo, budismo e religião afro-brasileira. E outra perspectiva com enfoque antropológico, histórico, social e pedagógico. As abordagens corroboram uma cosmovisão transreligiosa e com a educação do cidadão segundo o Ensino Religioso, no modelo das Ciências da Religião.
Em relação aos desafios que a Diálogo enfrentou e/ou ainda en- frentará, a fim de poder manter uma proposta de Ensino Religioso funda-
mentada na legislação e em princípios que valorizam a diversidade cultural e religiosa, existentes na sociedade e na educação brasileira, com toda certeza estes são muitos, porém apontamos os mais significativos que se apresentam para a Diálogo a partir do nosso estudo.
Um desafio, sem sombra de dúvida, é manter a qualidade textual nas curtas abordagens, ou seja, os artigos devem apresentar um conteúdo consistente, substancial, de fácil compreensão e possível aplicação em apenas quatro ou seis páginas da revista. Nem todos os textos que analisamos apresentam essas características, de modo que na mesma revista, por exemplo, na edição n. 49, encontramos textos mais elaborados e outros que, embora figurassem entre os artigos, não mereciam estar nessa categoria, como no caso dos artigos cinco e seis. O caráter das abordagens símile ao científico confere credibilidade ao conteúdo da revista.
Buscamos identificar nas chamadas de capa e nos artigos os ei- xos temáticos propostos pelos PCNER e constatamos que entre os cinco eixos os mais evidenciados são Ethos, Culturas e Tradições Religiosas e Teologia. A presença dos outros eixos é quase insignificante, de modo que o desafio se encontra em abordar temas acerca dos Ritos, dos Textos Sagra- dos (escritos e orais).
Em relação às perspectivas, no contexto atual, as discussões acerca do estatuto científico do Ensino Religioso escolar abrem para a revista, uma das únicas no mercado que têm no modelo das Ciências da Religião o seu fundamento, a possibilidade de incluir em seu perfil editorial essa base epistemológica. Pois, diante de uma possível volta da hegemonia católica sobre o Ensino Religioso, a partir do acordo entre o Brasil e o Vaticano, a Diálogo, ao apontar em seu perfil a sua base epistemológica, respalda-se de uma possível investida da Igreja Católica sobre as publicações da revista, que é de responsabilidade de uma instituição religiosa, dependente da Igreja Católica apenas em termos doutrinários, mas que a torna vulnerável.
Com relação ao caráter da revista, ao assumir como base teórica do Ensino Religioso presente em suas abordagens as Ciências da Religião, a Diálogo assume uma identidade clara e definida. A revista tem a sua identidade, porém, ela deve ser mais explicitada, a fim de não dar margem a uma aparente neutralidade. Não podemos nos esquecer de que temos diante de nós um veículo de comunicação, e, por detrás de todo o conteúdo publicado, há uma linha de pensamento ou uma filosofia explicitada. Desse modo, é bom para a revista que sejam as Ciências da Religião.
A Diálogo é uma revista voltada para a educação, especifica- mente ao Ensino Religioso, e essa é a grande perspectiva para o futuro da revista que desde as suas primeiras publicações buscou oferecer aos seus leitores-professores conteúdos que fossem suporte pedagógico, bem como subsídio formativo. Essa contribuição da revista se expressa na forma como os assuntos estão estruturados, ou seja, nos artigos e nas seções pedagógicas. Vale ressaltar que os assuntos tratados pela revista são perenes, de modo que o tema tratado em uma edição não perde a sua validade e o professor encontra na revista um subsídio de conteúdo du- radouro.
É interessante observar que a qualidade do conteúdo provém, so- bretudo, da formação acadêmica dos articulistas, que em sua maioria são pós-graduados e ligados a centros acadêmicos de diversas regiões do Bra- sil, bem como de diferentes áreas do conhecimento. Essa diversidade de professores e de regiões do País que escrevem na revista ratifica o motivo pelo qual a revista Diálogo foi criada, isto é, ser um meio de comunicação e de formação entre os professores de Ensino Religioso. E estes contribuem com a revista, seja por meio dos artigos, seja através dos relatos de experiências nas seções interativas.
A Diálogo é um periódico de professores para professores, pois os articulistas da revista também são docentes das diferentes áreas do co- nhecimento e que, em poucas páginas, oferecem um rico e denso conteúdo. Podemos afirmar que Ensino Religioso literalmente se faz com diálogo, e a
Diálogo faz do seu conteúdo um diálogo aberto no que diz respeito à diversi- dade cultural e religiosa existente em nosso país.
Por fim, percebemos que educação e religião, embora tenham objetivos diferentes, compartilham o mesmo “alvo”, que é o ser humano. Talvez seja esse o cerne da questão, e nos perguntamos: Quem é o indivíduo que queremos formar? E qual é a formação que queremos lhe oferecer? Fica para nós o desafio.
REFERÊNCIAS
ALBUQUERQUE, Leila Marrach Bastos de. Religião e Ciência: experimentações. In: Diálogo – Revista de Ensino Religioso, O sagrado na pessoa e na sociedade, ano XV, maio/jul., n. 58, p. 20-23, 2010.
ALMEIDA, Débora Vasti Colombani Bispo de. Ensino Religioso ou Ensino
sobre religiões? A concepção de Ensino Religioso escolar no Estado de São Paulo. 2006. 89 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião) – Faculdade de Ciências Sociais. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo (SP), 2006.
ALMEIDA, Fábio Portella Lopes de. Liberalismo político,
constitucionalismo e democracia: a questão do ensino religioso nas escolas públicas. 2006. 316 f. Dissertação (Mestrado em Direito) – Faculdade de Direito. Universidade de Brasília, Brasília (DF), 2006.
ALMEIDA, Morche Ricardo. Trama de saberes, religiosidade
afrodescendente e ensino religioso. In: Diálogo – Revista de Ensino
Religioso, História e cultura Afro-Brasileira na escola, ano XIII, outubro, n.
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AMARAL, Nair Ferreira Gurgel do. O imaginário ribeirinho e a relação com o sobrenatural. In: Diálogo – Revista de Ensino Religioso, O sagrado na