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4. Merknader til de enkelte kapitler

4.28 Kap. 765 Psykisk helse og rus og vold

Através da análise de conteúdo das notícias dos dois períodos aqui em análise (16 de maio a 29 de maio de 2011 e 15 de agosto a 28 de agosto de 2011) podemos retirar algumas conclusões que pretendemos confrontar com a visão das chefias sobre a política editorial que determina o produto informativo da secção ‘Porto’ do JN. Para isso, entrevistámos Jorge Fiel, subdiretor do JN, e Pedro Ivo Carvalho, diretor-adjunto, responsável pelo noticiário regional - Secção Porto e Norte/Sul (ver anexo 8).

A ideia é perceber se os resultados aqui obtidos vão ao encontro do projeto editorial, de modo a que possamos responder à nossa questão de partida: “Até que ponto a Política editorial tem implicações no tratamento noticioso das notícias?”. A entrevista ao responsável pelo noticiário regional foi aplicada no dia 19 de julho de 2012, enquanto a entrevista ao subdiretor foi realizada no dia 13 de setembro de 2012.

2.1) As considerações do subdiretor

Como pudemos verificar pela análise dos resultados obtidos na análise das notícias, a política editorial do JN tem implicações no produto que é oferecido aos seus leitores, nomeadamente nos assuntos publicados, nos locais de cobertura, nos valores- notícia valorizados, nas fontes consultadas e no discurso jornalístico. Como explica Jorge Fiel, subdiretor, a primeira alteração da nova direção foi a publicação de uma só edição para o país. Antes, o JN tinha três edições – Norte, País e Porto. “Esta direção acabou com isso porque achou que nós em Lisboa não vamos competir com o noticiário local, em Lisboa vamos vender às pessoas que são de Trás-os-Montes, de Aveiro, que estão lá emigradas, que têm cá família, raízes, que querem saber não o que passa no

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Seixal, porque lá compram o Correio da Manhã, mas querem saber uma coisa diferente, que nós podemos dar, que é o noticiário da sua terra”, explica. No entender da nova direção, com uma só edição, o JN chega mais longe.

O facto de ser um jornal publicado no Porto – aspeto que Jorge Fiel considera ser o fator diferenciador mais importante do diário – permite olhar para o país a partir do Porto, assumindo-se como um jornal dessa região. “A nossa agenda e a nossa principal preocupação deve ser com os leitores que na sua esmagadora maioria estão sediados na região Norte, de maneira que a nossa principal preocupação é noticiar a proximidade, noticiar preferencialmente o que acontece na região em que nós estamos inseridos e, em certa medida, ser também a voz dessa região, dos seus protagonistas políticos, sociais, culturais, empresariais”, desconstrói Jorge Fiel.

Neste sentido, o objetivo desta direção consiste em distinguir-se das anteriores, mas também dos quatro jornais diários generalistas publicados em Lisboa – Correio da Manhã, Jornal I, Público e Diário de Notícias, procurando ser o mais útil e próximo dos seus leitores. “Tudo o que nós fazemos tem que ser a pensar os leitores e nunca perder de vista que o que fazemos é para eles e não para nós”, sustenta o subdiretor. Daí que esta direção assumiu que a orientação da nova política editorial seria a ligação à região Norte do país.

Tendo em conta esta linha de atuação, Jorge Fiel concorda que podemos ver o JN como um jornal local e popular, afirmando mesmo que ser local e popular é bom. “Quanto mais próximo estivermos da vivência e das preocupações dos nossos leitores melhor. Ontem rebentou uma conduta de água na marginal, nós estamos preocupados com isso porque os nossos leitores também estão, visto que são pessoas que passam aqui e precisam de saber disso”, exemplifica. De acordo com o subdiretor, fica no horizonte adotar uma componente time out, “no sentido de ser um jornal que não só reporta o que acontece na região como questões de segurança e casos do dia, mas também o modo como as cidades vivem, os problemas que têm e a maneira como as pessoas se divertem e fazem a sua vida”.

Assim sendo, tudo quanto é relevante e acontece na cidade é noticiado. Segundo Jorge Fiel, as consequências dos acontecimentos para os cidadãos ditam muitas vezes o seu agendamento, isto porque são situações do dia-a-dia de que as pessoas necessitam de ter conhecimento. “Nós temos que contar o que aconteceu e dar-lhes informação sobre o que se passa, porque ainda não foi resolvido e porque aconteceu”, especifica. O profissional dá o exemplo de um acidente que entope a Via de Cintura Interna (VCI)

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durante quatro horas em comparação com um toque de carros numa rua secundária, ganhando espaço no JN o primeiro em virtude das consequências que traz para os cidadãos. Contudo, não deixa também de reconhecer que um acidente sem vítimas é pouco importante, a menos que envolva o presidente da Câmara ou o Hulk, jogador do F. C. Porto. “Aí já ganha outra proporção”, refere.

Quando questionado sobre os valores elevados de assuntos de Política local recolhidos na nossa análise, este defende que os valores variam muito das épocas, destacando o período de autárquicas como ainda mais forte. Vê sim expressão nos assuntos relacionados com os cidadãos (indo ao encontro dos nossos dados), que ganharam expressão após a mudança de direção.

Jorge Fiel reconhece que no negócio do jornalismo predomina a tese de que os jornais têm de servir o melhor possível os seus leitores. A questão está em saber o que realmente vai ao encontro dos seus interesses. De acordo com o sub-diretor, na hora de definir os assuntos de agenda são escolhidos os assuntos relacionados com as vidas dos cidadãos. “Parto do princípio que uma pessoa que usa a VCI e fica engarrafado quatro horas quer saber o porquê, que no dia seguinte nós expliquemos o porquê. Isto são coisas que, pelo princípio, achamos que são do interesse dos leitores e se é do seu interesse temos que dar porque são eles que são os nossos clientes”, concretiza. E é segundo esta lógica que pode ser entendida a presença do entretenimento no JN, a diminuição de receitas e do número de leitores. Para o profissional, o entretenimento sempre esteve presente no jornalismo. “As pessoas têm o tempo de trabalhar, de descansar e depois o tempo de se divertirem e o jornal tem que acompanhar todas as fases dessa vida das pessoas. Tem que dar não só notícias mais duras, mas também notícias mais leves. Todos os jornais fazem isso”, defende.

Quanto ao noticiário local, este está dividido em Porto e Norte/Sul, havendo habitualmente quatro a cinco páginas para cada caderno, o que na opinião de Jorge Fiel está “razoavelmente equilibrado”. “Temos uma boa rede de correspondentes que sente o pulsar da região e que o comunica. Se tivéssemos mais espaço eramos capazes de dar as coisas melhor, assim somos obrigados a editar melhor, a dar tantas coisas em menos espaço. Mas não me parece dramático”, explica. As cidades mais próximas acabam por ser as que conseguem mais espaço no jornal, comprovando que o valor-notícia da proximidade é o mais valorizado pelo JN. Valorizar a proximidade é “ser diferente em relação aos outros jornais”, defende Jorge Fiel.

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Quanto ao uso de fontes de informação, a dependência por organismos ligados ao poder é, muitas vezes, obrigatória. No caso de um assunto relacionado com a Câmara de Matosinhos, os jornalistas têm de contactar a Câmara que é uma fonte de poder. Mas para o subdiretor, a quantidade de fontes multiplicaram-se com a existência de redes sociais e a participação dos cidadãos. “Há uma certa capacidade dos jornais e, em particular, do JN de ser a voz dos problemas dos cidadãos da região. Deste ponto de vista acho que é satisfatória a capacidade do jornal em ser o porta-voz das comunidades e estar atento àquilo que elas dizem e nos comunicam”, esclarece, reconhecendo que os cidadãos são cada vez mais entendidos como fontes credíveis e com mais espaço no JN, como também verificámos na nossa análise.

2.2) O responsável pelo noticiário regional

Pedro Ivo Carvalho, responsável pelo noticiário regional, também considera que as diferenças são notórias quanto à política editorial da nova direção. “Esta direção assumiu que queria fazer vingar mais as características de um jornal sediado no Porto, que privilegia os valores do Norte, que se identifica mais com os problemas das gentes do Norte, mas um jornal que não tem vistas curtas apesar de tudo e que não deixa de dar um noticiário de todo o país”, explica. Daí que o responsável pelo noticiário regional do jornal considere que faz todo o sentido falar num jornalismo local e numa proximidade à região Norte do país, no que diz respeito à Secção ‘Porto’, vocação esta que já vem das anteriores direções e que faz parte da história de um jornal com mais de cem anos de existência, mas que ganha mais relevo com a nova chefia: “Julgo que a matriz do jornal, aquilo que o define nunca se perdeu e aquilo que o melhor define é, de facto, a proximidade, as notícias que são próximas das pessoas, que influencia o seu dia-a-dia”.

A proximidade consegue-se pela adoção de uma visão terrena daquilo que afeta os leitores enquanto cidadãos, aliada à rede de correspondentes que faz chegar à redação informação local. “Há o objetivo de fazer um jornalismo próximo das pessoas, um jornalismo com rosto, que é um jornalismo mais difícil, porque é um jornalismo de confrontação, de denúncia, mas pessoalmente é um jornalismo que me dá mais gozo”, acrescenta Pedro Ivo Carvalho.

Tendo em conta este objetivo, é compreensível que a agenda da secção não viva muito do oficial. A maioria dos serviços de agenda é da iniciativa dos jornalistas. “Privilegiamos muito o que é a nossa informação, quer seja por iniciativa própria de visualização de problemas, seja por informação que nos chega por meio dos leitores”,

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refere o responsável, salientando a fraca dependência em relação à agência Lusa. Quando confrontado com os valores elevados de assuntos sobre Política local, Pedro Ivo Carvalho refere que há acontecimentos oficiais que são incontornáveis e, por isso, alvo de cobertura por parte do jornal, como por exemplo visitas de autarcas ou conferências de imprensa. O próximo ano será recheado em notícias sobre política local com as eleições autárquicas, prevê o editor-chefe da secção, considerando que “o JN vai estar na linha da frente”, dedicando muito espaço a esta temática.

Sobre a tendência crescente para destacar assuntos relacionados com os cidadãos após a mudança de direção, Pedro Ivo Carvalho está convencido do interesse dos leitores pelos assuntos marcados pela proximidade: “Aquilo que nos interessa é aquilo que nos afeta, que tem maior potencial de nos interessar enquanto leitores. O jornal está formatado para fazer esse jornalismo de proximidade, portanto não creio que o deixemos de fazer nos próximos tempos, porque está no nosso ADN”. De acordo com o diretor-adjunto, o valor-notícia da proximidade é, de facto, um dos valores mais valorizados pelo JN, como também podemos comprovar pela análise de notícias, entendida como uma das regras básicas do jornalismo.

Pedro Ivo Carvalho explica o procedimento a ter na abordagem dos assuntos: “Aquilo que está mais próximo diz-nos mais do que aquilo que está a 1500Km de distância. Mas depois há assuntos de proximidade que têm uma transversalidade muito grande. Tem que se ter esse equilíbrio em conta, privilegiando as coisas que são próximas da área em que o jornal tem uma maior implementação – Norte e Grande Porto sobretudo, e depois as coisas que sendo de proximidade, mas não sendo tão focadas nessa área, têm leitura em todo o lado”. Atendendo ao aumento considerável do valor-notícia do entretenimento após a mudança de direção, o editor da secção ‘Porto’ refere que a dinâmica atual do jornal vai num outro sentido, mas admite que “o entretenimento é uma das coisas que os jornais sempre tiveram, é inescapável”.

Com a extinção das três edições após a mudança de direção, o JN apenas apresenta uma edição geral para todo o país. Se antes cada edição tinha oito páginas para dedicar a cada região, agora essas páginas são divididas por todo o país. De acordo com Pedro Ivo Carvalho, o Grande Porto é a grande preocupação que abre o noticiário regional. Dos locais mais cobertos, o editor tem consciência que Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos são os três concelhos mais fortes, o que vai de acordo com os nossos resultados. E isto tem uma explicação simples: “são os concelhos que têm maior população aqui na região em torno do Porto”. Maia é o concelho que se junta aos mais

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retratados no jornal, “porque sempre foram os principais concelhos da chamada coroa do Grande Porto”, refere. A subida da Maia e descida de Matosinhos após a mudança de direção não era conhecida pelo editor da secção ‘Porto’, adiantando que poderá ter sido circunstancial.

Valongo e Gondomar são os concelhos que se seguem, para além da grande expressão dos locais com correspondentes: Trofa/ Santo Tirso, Vila do Conde/Póvoa, Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Oliveira de Azeméis. Pedro Ivo Carvalho admite não ter conhecimento de dados que demonstrem esta expressão dos concelhos cobertos por correspondentes, mas refere que “tendo um correspondente que só trabalha aquilo de dia e de noite, que alimenta fontes, que só se dedica àquele espaço territorial é natural que tenha uma capacidade de produção mais elevada”. Os jornalistas da redação fazem cobertura em todos os concelhos, não havendo aqui um nível de especialização: “o ideal era ter uma pessoa entregue a cada município, a bater aquilo de ‘fio a pavio’, mas é impossível”.

Quanto à possível influência das fontes, mais concretamente dos assessores de Câmara, o editor não reconhece uma relação de causa-efeito, entendendo que existem uns assessores mais competentes que outros, que conseguem “vender melhor” uns assuntos do que outros. “Sucede que há assessores que ouves mais que outros, porque são assessores de câmaras importantes e que merecem maior consideração por isso”, explica.

As fontes consultadas variam muito pelo tipo de assuntos a noticiar. Pedro Ivo Carvalho salienta que “a dependência da secção em relação a tudo o que seja fontes externas, fontes oficiais e fontes de informação é menor, porque dependemos quase exclusivamente de nós, das nossas ideias, dos nossos trabalhos, da nossa capacidade de antecipar coisas de agenda”. Apesar do elevado número de fontes oficiais consultadas revelado pelos nossos dados, o editor considera que as fontes oficiais não são essenciais para o trabalho da secção, podendo muitos dos artigos ser construídos consultando apenas os cidadãos: “Se nós não consultássemos fontes oficiais, o nosso noticiário continuaria a ser feito, como sem a agência Lusa”. Contudo, Pedro Ivo Carvalho reconhece a necessidade de consultar fontes oficiais em assuntos de elevada importância.

Quanto ao fraco recurso a fontes especializadas, este facto pode ser entendido pela heterogeneidade do jornalismo local. Na secção ‘Porto’ não há uma necessidade

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tão grande de recorrer a fontes especializadas como em secções como a Sociedade ou a Economia. “Acaba por ser um jornal dentro de um outro jornal”, remata.

2.3) Nota conclusiva

Após darmos conta da visão das chefias sobre o produto informativo, podemos dizer que as suas respostas vão ao encontro dos nossos resultados. De facto, a preocupação em noticiar a proximidade é um elemento diferenciador do JN, que faz dele a voz do Norte e dos seus protagonistas. Tanto o subdiretor como o responsável pelo noticiário regional estão conscientes de que faz todo o sentido noticiar os assuntos dos locais mais próximos dos seus leitores, admitindo que estes são cada vez mais vozes presentes nas páginas do diário, sem negar a forte presença das fontes oficiais.

Partindo das declarações destes profissionais, é possível afirmar que a nova direção tem implicações no tratamento noticioso, decorrente da sua intenção de vingar as características de um jornal sediado no Porto. Tal influência é verificável na análise nos nossos dados, que dão conta da alteração de certos aspetos quanto ao tratamento das notícias, tais como a valorização da proximidade, a crescente presença dos cidadãos do Porto como fontes de informação credíveis, o aumento do tom informal mais próximo dos leitores.

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Conclusões

Partindo da nossa questão de partida: “Até que ponto a política editorial tem implicações no tratamento noticioso das notícias?”, ou seja, “Até que ponto a mudança de Direção determina a forma como os assuntos do ‘Porto’ são retratados no Jornal de Notícias?”, podemos dizer que, com base na análise dos resultados, a política editorial tem implicações no tratamento noticioso dos assuntos publicados no Jornal de Notícias. De facto, através dos indicadores aqui em análise - Género jornalístico, Espaço das notícias, Fotografia, Assunto/tema, Local de cobertura, Valores-notícia, Fontes de informação e Tom de discurso - verificámos que a política editorial tem influência nas escolhas inerentes ao tratamento dos assuntos da secção ‘Porto’, havendo algumas alterações no tratamento noticioso antes e após a mudança de direção.

Assim, podemos dizer que os dados vão ao encontro do previsto pela nossa hipótese central: “Supomos que há relação entre a política editorial e o tratamento

noticioso, de tal forma que alterações na política editorial produzem mudanças no tratamento noticioso”. Como sustenta Fernando Correia (2000: 133), a produção de

notícias deve ser encarada como um reflexo dos constrangimentos organizacionais, realçando a força da política editorial na definição daquilo que é considerado notícia. No mesmo seguimento, Wolf defende que faz notícia o que é considerado pertinente pela linha editorial (2009: 189), determinando “desde a utilização das fontes até à selecção dos acontecimentos e às modalidades de confecção” (Gabarino, 1982: 12 cit. por Wolf, 2009: 189).

Neste sentido, é compreensível que o modo como as notícias são publicadas seja resultado das opções das chefias. O género jornalístico utilizado, o espaço concedido a esse assunto, bem como o recurso a fotografias. De facto, como podemos verificar através da nossa análise, é uma opção do JN apostar na notícia como género jornalístico mais informativo, geralmente com uma dimensão até meia página e quase sempre acompanhada por fotografia. Tais indicadores podem ser indiciadores da preocupação do diário em fornecer o máximo de informação possível, procurando ser um importante meio de formação de opinião dos seus leitores. De facto, como refere Fontcuberta (1999:52), o produto jornalístico reflete o que é valorizado pelo órgão de comunicação, sendo indicadores da sua importância a extensão dos títulos, o recurso a fotografias e o

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espaço dos artigos. E todos estes aspetos são resultado das escolhas dos jornalistas, em função da linha editorial do meio de comunicação.

De igual modo, também constatámos que a temática é variável conforme a política editorial do JN, havendo uma mudança nos assuntos publicados após a mudança de direção. No período de 16 a 29 de maio de 2011, verificámos que a temática Acidentes predomina com 47 notícias, o que representa 31% da totalidade dos artigos; seguida pela Política local, Manifestações culturais e Questões locais. Já após a mudança de direção predomina a temática da Política local em 26% dos artigos, acentuando-se uma maior tendência em retratar assuntos mais próximos dos cidadãos. Neste período, constata-se uma diminuição dos assuntos de índole negativa, mais característicos da anterior direção. Tais dados permitem-nos dizer que a política local continua a ser um dos temas mais abordados pelo jornal, o que vai ao encontro do que defendem vários autores. Tal é também reconhecido pelo editor da secção, Pedro Ivo Carvalho, que afirma que há assuntos de política local que são incontornáveis, daí a sua forte expressão no jornal.

Contudo, podemos verificar que os assuntos relacionados com o lado social são a grande aposta do jornal com a alteração da política editorial. É objetivo desta direção oferecer um jornal “que privilegia os valores do Norte, que se identifica mais com os