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KAPITTEL 1 INTRODUKSJON OG FORSKNINGSSPØRSMÅL

8. AVSLUTNING

8.5 K ONKLUSJON : D ET NORSKE MERITOKRATIET ?

No Brasil a publicidade se deu de várias formas, porém, para atender aos objetivos deste trabalho, será enfocada a comercial. Essa começou quando D. João VI decreta a abertura dos portos, em 1808, e libera a

importação de qualquer mercadoria transportada por navios portugueses ou estrangeiros em paz com a Coroa Portuguesa.

Segundo Graf (2003), com essa liberação foi permitido ao império moldar o comportamento social e cultural da população que habitava o Brasil. Nesse momento o comércio se movimentou muito porque foi colocado no mercado dinheiro de papel em substituição às moedas, tornando-se rapidamente popular.

Nesse contexto também surgiu o primeiro jornal, a Gazeta do Rio de Janeiro, marco inicial da imprensa brasileira. O referido jornal começou a circular em 10 de setembro de 1808 e era editado e impresso no Brasil, mas seus leitores não eram os brasileiros e sim os portugueses que residiam no país, principalmente motivados pela fuga da comitiva real para terras brasileiras. Suas principais notícias eram os fatos acontecidos na Europa. (OGILVY, 2008).

Figura 1 - Jornal Gazeta do Rio de Janeiro

Fonte:: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:GazetadoRiodeJaneiro1808.png

Os primeiros anúncios divulgados pelo jornal Gazeta do Rio de Janeiro foram publicados na edição nº 2, em 17 de setembro de 1808, redigidos pelo

Frei Tibúrcio da Rocha. O primeiro tinha como anunciante o próprio jornal e informava que o preço das assinaturas iria dobrar. O segundo anúncio era uma oferta imobiliária, que a senhora Ana Joaquina apresentava para venda um conjunto de casas, em frente à Santa Rita. Esse, por sua vez, chama mais atenção do leitor por ter um título com a tipologia em letras maiúsculas.

Figura 2: O primeiro anúncio disponível

Fonte: http://www.almanaquedacomunicacao.com.br/o-primeiro-anuncio-do-brasil Os primeiros anúncios, também nomeados como reclames, tinham estrutura simples formada por textos curtos sem ilustração e alguns até sem títulos. Estavam relacionados a vendas de escravos e de imóveis, divulgação de data de leilões e ofertas de serviços de profissionais liberais. Graf (2003) diz que a linguagem utilizada reproduzia a fala cotidiana e a dos vendedores ambulantes.

Com a Independência do Brasil, em 1822, novos jornais foram lançados no país, como por exemplo, o Diário de Pernambuco, em 1825 - atualmente o meio de comunicação mais antigo em circulação no país. O jornal introduziu novas formas de apresentação dos anúncios. Eles eram separados por assunto como: Fugidas e Apreensões de Escravos; Amas de Leite; Compras e Vendas; Leilões e Viagens. Essa técnica lembra em parte, os classificados.

Com essa expansão dos meios de comunicação houve um aumento do número de anúncios publicitários publicados. Neste período alguns textos publicitários eram feitos em forma de poesia, caracterizando o começo de uma estratégia publicitária para fixar a mensagem divulgada. Casimiro de Abreu foi o primeiro a escrever versos publicitários e assiná-los e em seguida outros poetas também se dedicaram aos anúncios, como Olavo Bilac, que fez o

anúncio: Bacalhau feito na brasa/Com cebola de Linhães/Tudo isto tem na

casa. Na casa dos Guimarães.

Ainda no século XIX a publicidade começou a usar ilustrações nos anúncios que, inicialmente, eram compostos apenas de textos. As peças publicitárias nasciam da junção de várias técnicas, uma vez que “da literatura e do jornalismo a publicidade importou o texto; do desenho e da pintura, trouxe as ilustrações.” (MARCONDES, 2002, p. 16), conforme mostra a figura 03:

Figura 3 – Anúncio de 1875 com as primeiras ilustrações Fonte: 100 ANOS DE PROPAGANDA, 1980

No início do século XX, começaram a aparecer no Brasil as revistas, e com elas têm início inovações nos anúncios com o uso de duas cores, além de

ilustrações mais aprimoradas. Na imagem abaixo um anúncio da Revista Fon- Fon com ilustração e um diálogo entre as personagens.

Figura 4 – Anúncio da Revista.

Fonte: 100 ANOS DE PROPAGANDA (1980, p. 42)

A Eclética foi a primeira agência de publicidade no Brasil, inaugurada em 1913, em São Paulo. Nesta fase as propagandas estrangeiras estavam bem mais aprimoradas, o que fazia com que as agências nacionais importassem algumas ideias, mesmo que elas não tivessem muito a ver com a cultura brasileira na época. Ainda assim, o apelo estadunidense servia para a divulgação dos produtos.

Em 1929 chegou ao Brasil a J.Walter Thompson, primeira agência de propaganda de origem estadunidense, que trouxe a publicidade com fotos nos anúncios brasileiros. Para Pyr: “A propaganda incorpora os avanços e as conquistas da sociedade e os coloca a serviço da comunicação comercial. A evolução das técnicas e dos recursos da fotografia produz um impacto enorme na sociedade.” (2002, p. 24).

A política foi outro fator que ajudou a desenvolver a publicidade no Brasil. Na campanha para sucessão presidencial de Washington Luís, em

1929, a agência Pettinati executou a campanha do candidato Júlio Prestes, produzindo cartazes com design moderno, influenciada pela semana de Arte Moderna16 de 1922. Já os anúncios de Getúlio Vargas e João Pessoa tinham um estilo de propaganda mais tradicional.

Na década de 1930 começa a surgir um novo meio de comunicação: o rádio, trazendo uma grande inovação para o Brasil e para a propaganda. Com a chegada do rádio a publicidade começou a desenvolver seus sons, vozes e músicas. Nasceram assim os spots17 e os jingles18. Em 1939 a agência Standard montou um estúdio de gravação destas peças publicitárias para rádio, profissionalizando ainda mais esse tipo de divulgação.

Outra iniciativa foi a revista Propaganda, que começou a circular em 1937, em São Paulo, com tiragem de três mil exemplares, sendo o primeiro veículo de comunicação que tratava de assuntos ligados à publicidade e propaganda. Era dirigida por Jorge Mathias e foi editada até 1939.

Mas foi em 23 de fevereiro de 1949 que os proprietários das maiores agências de propaganda do Brasil assinaram um convênio determinando normas de práticas da publicidade no país, que previa a fundação de uma associação de agências, que aconteceu em 1º de agosto do mesmo ano, com a criação da Associação Brasileira de Agências de Propaganda (ABAP).

Do surgimento do primeiro jornal até a metade do século XX, a publicidade brasileira passou por transformações para sua melhoria graças ao surgimento dos novos meios de comunicação e da modernização dos equipamentos. Também se percebeu que para um aprimoramento das técnicas os publicitários buscavam inspiração em muitas outras áreas como a poesia, as artes plásticas e a fotografia. E em 1950 surge a televisão, trazendo mais mudanças.