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juli 2017 av kommunal- og moderniseringsminister Jan Tore Sanner

Spørsmål nr 1367 til skriftlig besvarelse - Lavere gjennomsnittlig årsverksvekst i kommunal pleie og omsorgssektoren 2006-2013 – Fra

Besvart 6. juli 2017 av kommunal- og moderniseringsminister Jan Tore Sanner

Destaca-se antes de tudo o mais que a acessibilidade da população estudada se baseia quase essencialmente no uso de transporte e no percorrer de distâncias consideráveis. Esta constatação é coadjuvada pelo facto da aldeia estudada não dispor de qualquer serviço de abastecimento que não seja um estabelecimento de café onde se pode comprar gás em botija. Para serviços base como alimentação, saúde, educação ou mesmo uma caixa multibanco as pessoas da aldeia têm que se deslocar no mínimo quatro quilómetros. Pelo que desde logo podemos afirmar que há uma relação direta entre as duas variáveis: uma elevada acessibilidade corresponde a um alto nível de mobilidade.

Os padrões de acessibilidade foram recenseados mediante o questionamento de uma lista de serviços sobre os quais se perguntava o local e a periodicidade com que os agregados acediam aos mesmos. Uma análise das respostas permitiu agrupar os agregados de acordo com o seu padrão de mobilidade. Identificámos 3 tipos: um perfil de mobilidade em que o acesso ao transporte particular/próprio é escasso ou nulo, havendo por vezes o acesso ao transporte particular de outrem (a “boleia” com familiares e vizinhos e vizinhas), sendo o modo de transporte mais frequente na aldeia andar a pé. Algumas destas pessoas referem só se sentir bem em casa. Correspondem a um perfil envelhecido (com 65 ou mais anos) e sem carta de condução ou posse de carro, também sem escolaridade ou a saber ler e escrever sem diploma. Os locais de acesso a bens e serviços destas pessoas são, geralmente, os mesmos dos perfis com mais mobilidade – não se verifica associação positiva entre este perfil e o acesso privilegiado mais próximas – o que se altera é a frequência do acesso e a diversidade de locais frequentados, ambos meios restritos.

Ilustra-se este perfil com um caso exemplificativo. Este caso refere-se a um senhor reformado, cujas deslocações são pouco frequentes. Como se pode observar pela figura 5, o indivíduo efetua deslocações quinzenais (para Caria e Peraboa) e anuais (ao Hospital da Covilhã). As suas deslocações quinzenais a Peraboa acontecem por motivos de saúde, ou seja, para ir ao Centro de Saúde, enquanto as deslocações a Caria são para comprar bens alimentares. De mês a mês o indivíduo desloca-se a Caria para aviar as receitas na Farmácia. As deslocações anuais são até ao Hospital Pêro da Covilhã. Muitos agregados possuem horta/terreno e cultivam-no diariamente, neste caso, a horta/terreno é ao lado de casa. No

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total semanal, o indivíduo refere fazer apenas em média 1km de deslocações, visto que há semanas em que não sai da aldeia.

Figura 8 - Caracterização de mobilidade, frequência de deslocações. Fonte: (Google, 1998), elaboração própria.

Os grupos das pessoas com baixa e média mobilidade e acessibilidade caracterizam-se por conter uma maior diversidade de idades, situações perante a profissão e rendimentos. Contudo, encontram entre si mais afinidades ao nível da escolaridade e dos recursos, tendencialmente baixos, de mobilidade.

Exemplificamos com um caso de baixa mobilidade de um casal idoso, proprietários de um motociclo cujas deslocações se realizam semanalmente a Belmonte e mensalmente a outras localidade como a Covilhã, Caria, Vale Formoso, etc., como podemos observar na figura 9. As deslocações semanais do casal são para frequentar o minimercado, as deslocações mensais são para frequentar o Centro de Saúde (Vale Formoso), para ir ao hipermercado (Covilhã) e à Farmácia (Caria). No total semanal, o casal refere fazer em média 30 Km de deslocações.

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Figura 9 - Caracterização de mobilidade, frequência de deslocações. Fonte: (Google, 1998), elaboração própria.

Optámos por apresentar graficamente dois casos de elevada mobilidade porque se revelaram mais profícuos em diversidade. Ainda assim, apresentam elementos comuns como seja a faixa etária mais jovem, escolaridade mais elevada e profissões mais diferenciadas, concentrando-se neste grupo trabalhadores e trabalhadoras do setor terciário qualificado e as pessoas que efetuam atividades de lazer.

O terceiro caso elucida um agregado familiar, composto por 4 pessoas, com frequentes deslocações para diversas localidades. Como podemos observar pela figura 10, as deslocações do agregado a Peraboa são diárias, devido à escola dos filhos. As deslocações semanais ocorrem para Belmonte, para frequentar atividades de lazer, bem como para ir ao supermercado e, também, para a Covilhã, para ir ao hipermercado. No total semanal, o agregado familiar refere fazer cerca de 300 km de deslocações.

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Figura 10 - Caracterização de mobilidade, frequência de deslocações. Fonte: (Google, 1998), elaboração própria.

O quarto caso apresenta um agregado familiar, composto por 5 pessoas com deslocações frequentes. Diariamente o agregado familiar desloca-se ao Tortosendo e a Peraboa por causa da escola dos filhos e das filhas e sobrinho, semanalmente frequenta atividades de lazer em Belmonte e vai ao hipermercado ou supermercado na Covilhã. Quinzenalmente as deslocações a Castelo Branco são por conta de idas ao shopping, enquanto as deslocações trimestrais são efetuadas por lazer. O respondente efetua teletrabalho em casa mas sendo representante de uma empresa internacional em Portugal, efetua mensalmente viagens ao estrangeiro, o que exponencia o seu índice de mobilidade. No total médio semanal, o agregado familiar calcula fazer uma média de 1150 km de deslocações.

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Figura 11 -Caracterização de mobilidade, frequência de deslocações. Fonte: (Google, 1998), elaboração própria.

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