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Introduksjon til prosjektet

In document Barstadvika Offshorekai (sider 15-0)

A i m p l e m e n t a ç ã o d o s s i s t e m a s FIA com eléctrodos selectivos à forma iónica de

u m fámaco n o controlo d a q u a l i d a d e de formulações f a r m a c ê u t i c a s r e p o r t a - s e

s o b r e t u d o à quantificação desse composto, q u a n d o veiculado n a s m a i s diversas

formas f a r m a c ê u t i c a s (tabela 1.9).

A q u a l i d a d e dos r e s u l t a d o s d a s a n á l i s e s potenciométricas é avaliada por

c o m p a r a ç ã o com u m método i n d e p e n d e n t e , concluído-se, n a generalidade dos

t r a b a l h o s , a exactidão dos r e s u l t a d o s potenciométricos.

tabela 1.9 D e t e r m i n a ç ã o do teor de fármacos em formulações f a r m a c ê u t i c a s com ISEs i n c o r p o r a d o s em s i s t e m a s FIA.

Fármaco Forma

Farmacêutica Tratamento de amostra Método

Referência Bibliográfica

Aspirina®

Comprimidos Pulverização

+ hidrólise alcalina Curva de calibração Lima et al, 1990/A

Aspirina® Comprimidos Pulverização + NaOH + 100 °C, 30 min + neutralização + solução tampão

Curva de calibração Rover et ai., 1998

Atropina Comprimidos

Pulverização

+ dissolução em acetato de magnésio

Curva de calibração Hongbo et ai, 1993

Ciclonamina

Comprimidos Pulverização

+ dissolução em tampão Curva de calibração Método da Adição

Padrão

Hassan et ai., 1997

Ciclonamina

Ampolas + diluição em tampão

Curva de calibração Método da Adição Padrão Hassan et ai., 1997 Cloroquina Comprimidos Pulverização

+ dissolução era tampão

+ filtração Curva de calibração Hassan et al., 1991

Cloroquina

Injectáveis + diluição em tampão

Curva de calibração Hassan et al., 1991

Codeina

Comprimidos Pulverização

+ dissolução em tampão

Curva de calibração Elnemma et ai, 1997/A

Codeina

Xarope + diluição em tampão

Curva de calibração Elnemma et ai, 1997/A

Diflusinal Comprimidos

Pulverização + NaOH

+ agitação e ultrasons + centrifugação

Curva de calibração Solich et ai, 1995

Escopolamina Injectáveis + diluição em acetato de

magnésio Curva de calibração Hongbo et ai., 1993

Fenobarbiturato

Comprimidos Pulverização

+ dissolução em tampão

Curva de calibração Lima et ai, 1992

Fenobarbiturato

Injectáveis

Curva de calibração Lima et ai, 1992

Pilocarpina "soluções" Curva de calibração Elnemma et ai., 1994

Procaína Injectáveis Curva de calibração Hamada et ai., 1993

Ranitidina Comprimidos Pulverização + dissolução em água + filtração + solução tampão Curva de calibração Método da Adição Padrão

Hassan et al, 1996/A

Ranitidina

Ampolas + diluição em tampão

Curva de calibração Método da Adição

Padrão

Hassan et al, 1996/A

Salicilato Comprimidos Pulverização

+ dissolução em água Curva de calibração Lima et ai, 1990/A

Vitamina Bi

Ampolas + diluição em água

Curva de calibração Lima et ai, 1991

Vitamina Bi

Comprimidos

Pulverização

+ dissolução em água + filtração

Curva de calibração Lima et ai, 1991

Vitamina Be Cápsulas + dissolução em água

Curva de calibração Lima et ai, 1991

O trabalho estabelecido por Solich et ai, 1995, refere também a aplicação dos sistemas FIA com detecção potenciométrica a outros parâmetros envolvidos no controlo da qualidade de formulações, particularmente o ensaio de dissolução de formas sólidas e o de uniformidade de teor de substância activa.

Neste trabalho, o ensaio de dissolução de comprimidos de diflusinal é realizado seguindo as especificações da monografia da USP correspondente, e recorrendo a uma adaptação do sistema utilizado no doseamento daquele fármaco (tabela 1.6). Para isso, o conteúdo do vaso de dissolução (900 mL) é colocado em circulação através do canal da amostra. Durante um período de 35 minutos, são injectados, repetidamente, em intervalos de 2,5 minutos, 85 |^L do meio de dissolução. O perfil de dissolução resultante apresentava por isso 14 leituras, incluindo os valores de concentração nos primeiros estágios de dissolução, obtidas com apenas 1,2 mL do meio de dissolução e sem qualquer envolvimento de um operador, desde o início deste ensaio.

Para a caracterização da uniformidade do teor de fármaco em formulações farmacêuticas, Solich et ai, 1995, descreve o doseamento, em triplicado, do conteúdo de diflusinal presente em cada um dos 10 comprimidos ensaiados, em apenas 40 minutos. A única questão nesta determinação relaciona-se com o longo período de tempo envolvido no tratamento dos comprimidos em análise.

O trabalho descrito por Solich et ai, 1995, demonstra então que a aplicabilidade ISEs incorporados em sistemas FIA para o controlo da qualidade de formulações farmacêuticas pode ser alargada a outros parâmetros, que não apenas o doseamento do fármaco veiculado nas amostras, confirmando mais uma vez as vantagens decorrentes desta metodologia analítica.

1.5 OBJECTIVOS

Os bons resultados decorrentes da aplicação de ISEs à determinação de fármacos veiculados em formulações farmacêuticas estão efectivamente confirmados, revelando-se uma alternativa vantajosa aos procedimentos vulgarmente propostos nas farmacopeias, sobretudo no que se refere a obviar os pré-tratamentos de amostra, encurtando assim o tempo despendido em cada análise. Consequentemente, os custos envolvidos nas análises de rotina são minorados e a qualidade dos resultados fornecidos é, em certas ocasiões, também aperfeiçoada.

A aplicação dos ISEs nesta área analítica pode ainda ser melhorada quando se procede à incorporação daqueles detectores em sistemas FIA, sobretudo quando se selecciona uma configuração adequada. Neste aspecto, destacam-se claramente as unidades de configuração tubular e sem solução de referência interna, não apenas no que se refere à sua estabilidade mecânica e facilidade de manuseamento, mas especialmente pela sua longevidade e pela frequência analítica fornecida pelos sistemas FIA onde se encontram inseridos. As montagens resultantes caracterizam- -se pela sua simplicidade, a sua versatilidade e o seu um baixo custo, podendo ainda originar melhorias nas características de funcionamento dos ISEs.

A situação actual da bibliografia indica contudo que esta área permanece sem uma abordagem concreta e particular por parte dos investigadores, situação que deriva não apenas do tardio aparecimento de ISEs de fácil construção e com configuração adequada à sua inserção em sistemas de fluxo, mas também da dificuldade inerente à preparação de uma membrana sensora que origine unidades potenciométricas com boas características de funcionamento.

A dificuldade na preparação de detectores com boa resposta analítica reside também na escolha ponderada dos vários constituintes da membrana sensora, incluindo-se aqui o contra-ião, para a formação do complexo de par-iónico, e a sua

incorporação numa matriz adequada, quer no que diz respeito ao solvente mediador plastificante, quer no que diz respeito ao polímero imobilizador. Contudo, essa escolha não é de um modo geral simples, já que dados fornecidos por iões de tamanho e estrutura equivalentes podem ser claramente distintos, mesmo quando esses resultados são obtidos em condições experimentais idênticas (Raluca et ai,

1997). Assim, embora a escolha dos constituintes para a preparação da membrana selectiva possa ser planeada, a selecção da membrana mais adequada decorre sobretudo dos resultados experimentais fornecidos pelos sistemas estabelecidos.

Neste contexto, a presente dissertação tem por objectivo desenvolver novas unidades potenciométricas que, com boas características de funcionamento, sejam selectivas a fármacos e permitam a análise rápida e simples das várias formas farmacêuticas em que se encontram veiculados, recorrendo para isso a sistemas FIA.

In document Barstadvika Offshorekai (sider 15-0)