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Bestandighet

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2.3 Material

2.3.2 Bestandighet

Na USP, 1990, e n c o n t r a m - s e d e s c r i t a s a s monografias c o r r e s p o n d e n t e s ao

d o s e a m e n t o do HC1.PRO, q u a n d o integrado em formas de comprimidos, xarope e

injectáveis.

Relativamente a o s comprimidos, a USP, 1990, propõe p a r a o d o s e a m e n t o de

HC1.PRO a d e t e r m i n a ç ã o d a a b s o r v â n c i a a 4 7 0 n m de soluções de a m o s t r a

p r e p a r a d a s em solução t a m p ã o de cloreto de paládio. P a r a a p r e p a r a ç ã o d e s t a

solução t a m p ã o , dissolveu-se cerca de 5 0 0 , 0 mg de PdCl2 em 5 mL de HC1, com a

a j u d a de a q u e c i m e n t o , em b a n h o de á g u a , a p ó s o q u a l se adicionou 2 0 0 , 0 mL de

á g u a q u e n t e , com agitação c o n s t a n t e . A solução obtida foi arrefecida e transferida

p a r a balão de 5 0 0 , 0 0 mL, t e n d o - s e completado o volume com á g u a . Transferiu-se

2 5 , 0 0 mL d e s t a solução p a r a u m balão de 5 0 0 , 0 0 mL, ao q u a l se adicionou 50,0 mL

de u m a solução de CI-bCOONa, com u m a c o n c e n t r a ç ã o igual a 1,0 mol L1, e 48,0 mL de u m a solução de HC1, com igual valor de c o n c e n t r a ç ã o . A solução t a m p ã o

p r e t e n d i d a e n c o n t r a v a - s e p r e p a r a d a u m a vez completado o volume do balão com

á g u a . P a r a a p r e p a r a ç ã o d a a m o s t r a , pulverizaram-se 20 c o m p r i m i d o s e p e s o u - s e

cerca de 0,039 g do pó obtido, equivalente a 6,25 mg de HC1.PRO. O pó foi m i s t u r a d o

com 2 0 , 0 mL de u m a solução de KC1 s a t u r a d a , 10,0 mL de NaOH (1,0 mol L1) e 10,0 mL de CH3OH, tendo-se transferido a m i s t u r a p a r a u m a a m p o l a de d e c a n t a ç ã o de

125 mL. Procedeu-se em seguida à extracção d a forma b a s e d a PRO com 3x20 mL de

n - h e p t a n o . Os extractos d a fase orgânica foram recolhidos e filtrados com Na2S04

a n i d r o . Procedeu-se n o v a m e n t e a u m a extracção ácida com 3x15 mL de HC1 (1,0x10"1 mol L1). Os extractos d a fase a q u o s a foram e n t ã o recolhidos em balão de 50,00 mL, t e n d o - s e completado o volume com u m a solução de HC1 ( 1 , 0 x 1 o1 mol L'1). A solução p a d r ã o foi p r e p a r a d a r i g o r o s a m e n t e por dissolução de cerca de 31 mg de HC1.PRO

em HC1 ( 1 , 0 x 1 o1 mol L1), até u m volume final de 50,00 mL. As l e i t u r a s espectrofotométricas foram e f e c t u a d a s n u m a m i s t u r a de 2 0 0 0 , 0 (.iL de solução

p a d r ã o ou de a m o s t r a , com 3 0 0 0 , 0 \ih de t a m p ã o de cloreto de paládio. O zero d a

a b s o r v â n c i a foi fixado p a r a u m a m i s t u r a de 2 0 0 0 , 0 |iL de solução de HC1 ( l . O x l O1 mol L1) com 3 0 0 0 , 0 \)L d a solução t a m p ã o .

P a r a o d o s e a m e n t o de HC1.PRO em xarope, m i s t u r a r a m - s e 2 5 , 0 0 mL de

a m o s t r a , q u a n t i d a d e c o r r e s p o n d e n t e a 24 mg de HC1.PRO, com 10,0 mL de NH4OH.

Procedeu-se em seguida à extracção d a PRO com 6x40 mL de CHC13. Os extractos

clorofórmicos foram recolhidos e lavados com 25,0 mL de HC1/H20 (1:9). E s t a fase

a q u o s a foi t a m b é m lavada com 25,0 mL de CHCI3, tendo-se j u n t a d o e s t a solução de

lavagem a o s extractos clorofórmicos anteriores. Levou-se a fase orgânica à s e c u r a ,

com a ajuda de um evaporador rotativo, e dissolveu-se o resíduo resultante com uma solução de H2SO4 (1:100) e aquecimento. Após arrefecimento, a solução obtida foi transferida para um balão de 500,00 mL, sendo o volume total preenchido com uma mesma solução de H2SO4. Concluiu-se a preparação da amostra após homogeneização e filtração da solução preparada, com rejeição da primeira metade do filtrado. A solução padrão foi obtida por dissolução de 5 mg de HC1.PRO em solução de H2S04 (1:100), num volume total de 100,00 mL. Para os padrões e

amostra preparados leram-se as absorvâncias a 298 nm, tendo-se usado como referência de absorvância nula a solução de H2S04 usada na preparação daquelas

soluções.

Para a preparação dos injectáveis, cuja determinação era efectuada por HPLC, diluiu-se em eluente 400,0 (.iL da solução injectável, contendo uma quantidade de HC1.PRO equivalente a 50 mg até um volume final de 50,00 mL. O eluente era constituído por uma mistura de 500,0 mL de uma solução aquosa de pentanosulfonato de sódio, com uma concentração igual a 2 g L1, com 500,0 mL de acetonitrilo e 5,0 mL de ácido acético glacial. Previamente à sua utilização, o eluente foi filtrado e desarejado. A solução padrão foi preparada pela dissolução de 0,01 g de HC1.PRO em eluente, até um volume final igual a 100,00 mL. Uma vez injectadas estas soluções, a detecção dos compostos eluidos do sistema cromatográfico foi efectuada por um espectrofotómetro sintonizado a 254 nm.

Considerando que, para as várias farmacopeias consultadas, o creme não se encontrava contemplado com uma monografia de doseamento, optou-se pela execução de um método semelhante ao utilizado nos Laboratórios Vitória® para o controle analítico daquele produto comercial. Para isso, misturaram-se cerca de 7,11 g de creme, contendo o equivalente a 0,14 g de PRO, em 350,0 mL de uma mistura de CHCI3/CH3OH (1:1). Recorreu-se nesta fase a um agitador magnético com o objectivo de facilitar a extracção da PRO, incorporada na formulação na sua forma base. Levou-se à secura a fase orgânica em evaporador rotativo e dissolveu-se o

resíduo obtido com uma solução de HC1 (1,0x101 mol L1). A solução padrão foi preparada por dissolução de 0,10 g de HC1.PRO para 100,00 mL de HC1 (1,0x1o1 mol Lf1) e posterior diluição de 4000,0 \xL desta a um volume final de 50,00 mL. As leituras espectrofotométricas foram efectuadas a 470 nm para uma mistura de 2000,0 (.iL de solução padrão ou de amostra, com 3000,0 JÍL da solução tampão de cloreto de paládio, igual àquela utilizada na preparação dos comprimidos. O valor zero de absorvância foi fixado para uma mistura preparada de igual modo, na qual se substituiu a solução padrão ou de amostra pela solução de HC1.

IV. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Com o objectivo de desenvolver eléctrodos selectivos de PRO com características adequadas à sua implementação no controle analítico de formulações farmacêuticas, procedeu-se inicialmente à construção de duas unidades de configuração convencional, distintas apenas pela constituição da membrana sensora. A avaliação das suas características de resposta, bem como a discussão dos resultados decorrentes dessa avaliação, constituíram a primeira fase deste trabalho.

IV. 3.1 CARACTERÍSTICAS DE FUNCIONAMENTO DOS ELÉCTRODOS CONVENCIONAIS

As características mais gerais de funcionamento dos eléctrodos selectivos de PRO foram avaliadas a partir da execução experimental consecutiva de traçados de calibração (secção II.6.1.1, p. 1121). Incluíram-se aqui os parâmetros das curvas de calibração, a repetibilidade do sinal analítico, o tempo de resposta e o tempo de vida das unidades potenciométricas.

A influência do pH, assim como a interferência de algumas espécies catiónicas em solução, esta última traduzida em coeficientes de selectividade potenciométrica, foram abordados individualmente.

IV. 3.1.1 PARÂMETROS DAS CURVAS DE CALIBRAÇÃO

As curvas de calibração foram obtidas a partir de soluções aquosas de HC1.PRO com valores de concentração compreendidos entre 4x106 e lxl O2 mol L"1 e seguindo

o procedimento indicado em II.6.1.1.1, p. 1125. Os valores médios dos parâmetros de calibração e a repetibilidade do sinal analítico foram calculados com base em oito ensaios e de acordo com a secção II.6.1.2, p. 1132. A mesma execução experimental contribuiu ainda para a avaliação do tempo de resposta das várias unidades construídas (secção II.6.2, p. 1135).

Numa fase inicial, os traçados de curva de calibração foram obtidos em soluções de ião principal sem a força iónica ajustada. Os valores médios dos parâmetros de calibração obtidos (tabela IV.6) permitiram definir o intervalo de concentrações mais adequado ao estudo das características de selectividade dos eléctrodos (IV.3.1.3). Os resultados destes ensaios indicaram características gerais de funcionamento similares para ambas as unidades.

Para a determinação dos parâmetros das curvas de calibração em soluções com a força iónica ajustada, o procedimento seguido foi análogo ao anterior, mas em soluções padrão que, com igual valor de concentração em HC1.PRO, apresentavam a força iónica ajustada a lxl O2 mol L1. Para isso, as soluções de ião principal foram

preparadas em solução aquosa de Na2S04, com uma concentração igual 3,3xl03 mol

Lr1. A escolha deste electrólito deveu-se à baixa interferência do catião sódio no

comportamento das várias unidades potenciométricas (tabela IV.9). Os valores médios dos parâmetros de calibração relativos a estas condições experimentais encontram-se indicados na tabela IV.7.

O ajuste da força iónica das soluções de medida não conduziu a diferenças assinaláveis entre o comportamento dos eléctrodos CPI e CP3, muito embora estas

u n i d a d e s se d i s t i n g u i s s e m pela p r e s e n ç a de solventes m e d i a d o r e s com

c a r a c t e r í s t i c a s de polaridade b e m d i s t i n t a s . Em c o m p a r a ç ã o com os r e s u l t a d o s

obtidos sem ajuste de força iónica, verificou-se que a m b o s os eléctrodos

a p r e s e n t a v a m u m a melhoria n a sensibilidade analítica.

tabela IV.6 Características gerais de funcionamento dos dois tipos de eléctrodos selectivos de PRO, obtidas em soluções aquosas sem qualquer ajuste de força iónica.

Tipo de eléctrodo características

C P I CP3

LD (mol L->) 2,1x10-5 2 , 6 x l 0 -5 LIRL (mol L-i) 4 , 0 x l 0 -s 4 , 0 x 1 0s Declive (mV década1) +50,6±0,3 +49,8±1,7

Repetibilidade (mV) ±0,5 ±0,6

t de r e s p o s t a (s) <40 <40

R2 >0,9993 >0,9991

tabela IV.7 Características gerais de funcionamento dos dois tipos de eléctrodos selectivos de PRO, obtidas em soluções aquosas de força iónica igual a l x l O2 mol L1.

Tipo de eléctrodo características C P I CP3 LD (mol L-i) 2 , 8 x l 0 -5 2,7x10-5 LIRL (mol LM 5,8x10-5 5,9x10-5 Declive (mV década >) +55,1±1,0 +54,3±0,3 Repetibilidade (mV) ±0,2 ±0,1 í d e r e s p o s t a (s) <20 <20 R2 > 0 , 9 9 9 8 >0,9996 IV 20

C o n s i d e r a n d o a aplicação analítica do t r a b a l h o desenvolvido julgou-se

i m p o r t a n t e caracterizar a s várias u n i d a d e s potenciométricas em soluções de ião

principal com valores de pH e de força iónica conhecidos. Para isso, recorreu-se a

u m a solução t a m p ã o de N a H2P 04/ N a 2 H P 0 4 cuja força iónica era igual a l x l O2 mol

L1 e o pH igual a 6,0 u n i d a d e s . Relativamente ao valor de pH, a escolha d e s t a solução foi b a s e a d a no e s t u d o d a influência deste p a r â m e t r o no potencial dos

eléctrodos, descrito em III.3.1.2. Nestas condições, registou-se u m ligeiro a u m e n t o do

declive, m u i t o e m b o r a e s t a característica a p a r e c e s s e a s s o c i a d a a u m ligeiro a u m e n t o

do LIRL (tabela IV.8). A repetibilidade do sinal fornecido pelas u n i d a d e s tipo CP3,

característica i m p o r t a n t e sob u m ponto de vista analítico, foi ligeiramente melhor do

que a q u e l a r e g i s t a d a p a r a a s u n i d a d e s tipo C P I .

tabela IV.8 Características gerais de funcionamento dos dois tipos de eléctrodos selectivos de PRO, obtidas em soluções aquosas com pH igual a 6,0 unidades e com força iónica igual a l x l O2 mol Lr1.

Tipo de eléctrodo características

C P I C P 3

LD (molL-i) 1,2x10-" 4,4x10-"

LIRL (mol L-i) 2,0x10-" 1,7x10-"

Declive (mV década1) +56,5±2,0 +56,4±0,7

Repetibilidade (mV) ±0,8 ±0,2

í d e r e s p o s t a (s) <40 <40

RP > 0 , 9 9 9 6 > 0 , 9 9 9 5

P e r a n t e condições de ensaio equivalentes, todos os eléctrodos c o n s t r u í d o s

a p r e s e n t a r a m t e m p o s de r e s p o s t a s e m e l h a n t e s , não se t e n d o registado valores

s u p e r i o r e s a 4 0 s e g u n d o s .

O t e m p o de vida d a s u n i d a d e s c o n s t r u í d a s , avaliado a partir d o s vários t r a ç a d o s

de c u r v a de calibração realizados (II.6.1.2, p. 1132), foi e s t i m a d o e m cerca de 6 e 7

m e s e s p a r a a s u n i d a d e s tipo CP3 e C P I , respectivamente.

IV. 3.1.2 EFEITO DO PH NO VALOR DE POTENCIAL DOS ELÉCTRODOS

A influência do pH n o s valores de potencial d o s eléctrodos selectivos de PRO foi

e s t u d a d a de acordo com os p r o c e d i m e n t o s descritos e m 116.3, p . 1137, em soluções

a q u o s a s com u m a força iónica a j u s t a d a a l x l O2 mol L1. Realizaram-se e n s a i o s p a r a valores de c o n c e n t r a ç ã o de HC1.PRO iguais a 1x10 3 mol L1 e l x l O4 mol L1, a m b o s incluídos n a zona de r e s p o s t a linear d o s eléctrodos. O valor de pH d a q u e l a s soluções

foi alterado q u e r pela adição de ácido sulfúrico c o n c e n t r a d o , q u e r pela adição de u m a

solução s a t u r a d a de NaOH. A escolha d e s t a ú l t i m a solução permitiu variar o pH d a

solução a e n s a i a r s e m q u e h o u v e s s e i n t r o d u ç ã o de iões e s t r a n h o s , d a d o q u e o catião

sódio se e n c o n t r a v a p r e s e n t e como espécie c o n s t i t u i n t e do electrólito a j u s t a d o r d a

força iónica.

Os d i a g r a m a s de Reilley t r a ç a d o s p a r a a solução de HC1.PRO de c o n c e n t r a ç ã o

igual a l , 0 x l O3 mol L1, i n d i c a r a m intervalos de pH c o m p r e e n d i d o s entre 4,1 e 7,8 e e n t r e 4,0 e 7,8 u n i d a d e s , p a r a os eléctrodos tipos CPI e C P 3 , r e s p e c t i v a m e n t e .

Naqueles intervalos o potencial d a solução de ião principal n ã o variou além de ±5

mV. R e p r e s e n t a - s e n a Figura IV.2 os d i a g r a m a s c o r r e s p o n d e n t e s .

Com o a u m e n t o do valor de pH além de 8 u n i d a d e s verificou-se u m a baixa

a c e n t u a d a no potencial d a célula de eléctrodo selectivo de PRO, relacionada

provavelmente com o d e s a p a r e c i m e n t o progressivo d a forma p r o t o n a d a d a PRO. Este

fenómeno foi aliás s u s t e n t a d o pelo valor de p K a tabelado p a r a o HC1.PRO, igual a 9,1

(Clarke's, 1986).

Figura IV.2 Diagramas de Reilley dos eléctrodos selectivos de PRO. Valores registados em soluções de força tónica igual a lxlO"2 mol L"1 e de concentração, em HC1.PRO igual a l x l O3 mol I/1.

O decréscimo d o s valores de pH além de 4 u n i d a d e s c o n d u z i u a c o m p o r t a m e n t o s

distintos p a r a os dois eléctrodos. Este registo e s t a r i a e n t ã o provavelmente

relacionado com a ocorrência s i m u l t â n e a de dois fenómenos: u m a interferência do

catião H+ e o outro u m a possível alteração química d a PRO. Assim, e n q u a n t o q u e a s u n i d a d e s CP3 sofreram p r e d o m i n a n t e m e n t e u m a interferência de H+, a s de tipo CPI revelaram s o b r e t u d o e s s a possível alteração química e, c o n s e q u e n t e m e n t e , o

decréscimo d a c o n c e n t r a ç ã o de ião principal em solução.

P a r a a solução de HC1.PRO com u m a c o n c e n t r a ç ã o de l , 0 x l O4 mol Lr1, valor próximo do LIRL d a s u n i d a d e s potenciométricas, verificou-se u m c o m p o r t a m e n t o

"anómalo" e n t r e a p r o x i m a d a m e n t e 4,0 e 5,5 u n i d a d e s de pH (Figura IV.3). Este

c o m p o r t a m e n t o , reproduzido por u m a variação positiva do potencial d a célula

potenciométrica, foi provavelmente o r e s u l t a d o por u m a interferência do catião H+. N e s t a s condições, a razão de c o n c e n t r a ç õ e s e n t r e o catião de PRO e o catião H+ era dez vezes inferior à q u e l a e n c o n t r a d a p a r a os m e s m o s valores de pH n a solução de

HC1.PRO m a i s c o n c e n t r a d a , justificando a s s i m q u e aquele registo "anómalo" t e n h a

ocorrido a p e n a s n e s t e ensaio.

^ " O ^ C K W ^ CP3

50 mV ^ ^ ~ T >

2 4 6 8 pH

Figura IV.3 Diagramas de Reilley dos eléctrodos selectivos de PRO. Valores registados em soluções de força iónica igual a lxlO2 mol L1 e de concentração, em HC1.PRO

igual a lxlO4 mol L_1.

IV. 3.1.3 DETERMINAÇÃO DE COEFICIENTES DE SELECTIVIDADE POTENCIOMÉTRICA

A influência de algumas espécies iónicas no comportamento dos eléctrodos selectivos de PRO foi avaliada pelo cálculo de coeficientes de selectividade potenciométrica, KA°'B ■ Para este estudo seleccionaram-se alguns catiões de carácter inorgânico vulgarmente presentes em formulações, designadamente sódio, potássio, lítio e amónio, e três espécies orgânicas com actividade anti-histamínica. Estas espécies foram a clorfeniramina, a difenidramina e a tripelenamina, anti- -histamínicos incluídos nos grupos designados por alquilaminas, etanolaminas e etilenodiaminas, respectivamente (Garrison, em Goodman and Gilmarís, 1992). Embora não associadas à PRO em produtos farmacêuticos, aquelas espécies orgânicas foram incluídas neste estudo com um objectivo meramente académico.

Para a determinação dos logaritmos de KPÂ'B recorreu-se ao método das soluções

separadas (II.6.4, p. 1139), tendo-se utilizado soluções com valores de concentração, em ião principal ou interferente, iguais a 1,0x10 4, 5,0x10 4, 1,0x10 3 e 5,0xl0'3 mol

L1, valores i n c l u í d o s n a z o n a de r e s p o s t a linear d o s eléctrodos selectivos de PRO. Os r e s u l t a d o s obtidos foram i n d i c a d o s n a t a b e l a IV.9.

tabela IV.9 Logaritmo dos coeficientes de selectividade potenciométrica (log KA, B ) para os eléctrodos selectivos de PRO, tipos CPI e CP3. Valores obtidos em soluções aquosas sem qualquer ajuste de força iónica.

, i , Concentração (mol b1) interferente CPI CP3 Sódio 1,0x10-4 5,0x10" 1,0x10-3 5,0x10-3 -1,34 ±0,08 -2,13 ±0,07 -2,52 ± 0,05 -3,37 ± 0,07 -1,03 ±0,03 -1,81 ±0,03 -2,23 ± 0,05 -3,12 ±0,06 Potássio l.OxIO-4 5,0x10-" l,0xl0-3 5,0x10-3 -1,17 ±0,03 -1,99 ±0,04 -2,38 ± 0,05 -3,20 ± 0,09 -0,99 ± 0,03 -1,764 ±0,04 -2,17 ±0,04 -2,97 ± 0,05 Lítio l.OxlO-4 5,0xl0-4 1,0x10-3 5,0x10-3 -1,20 ±0,09 -2,03 ± 0,09 -2,41 ±0,07 -3,12 ±0,06 -0,92 ± 0,02 -1,69 ±0,06 -2,08 ± 0,09 -2,89 ±0,15 Amónio 1,0x10-" 5,0x10" 1,0x10-3 5,0x10-3 -1,19 ±0,10 -1,83 ±0,09 -2,12 ±0,07 -2,68 ±0,10 -1,01 ±0,04 -1,77 ±0,04 -2,14 ±0,04 -2,87 ± 0,06 Clorfeniramina 1,0x10-" 5,0x10" 1,0x10-3 5,0x10-3 -0,03 ± 0,07 -0,38 ± 0,06 -0,56 ± 0,03 -0,71 ±0,02 -0,24 ± 0,08 -0,70 ± 0,09 -0,89 ± 0,08 -1,11 ±0,04 Difenidramina 1,0x10" 5,0x10" l.OxlO3 5,0x10-3 -0,31 ±0,10 -0,51 ± 0,08 -0,60 ± 0,09 -0,69 ± 0,09 -0,53 ± 0,05 -0,64 ± 0,04 -0,70 ± 0,03 -0,73 ±0,01 Tripelenamina 1,0x10" 5,0x10-" 1,0x10-3 5,0x10-3 +0,16 ±0,03 +0,25 ±0,01 +0,25 ±0,01 +0,24 ±0,01 -0,22 ±0,01 -0,26 ± 0,02 -0,25 ± 0,02 -0,24 ±0,01 IV 25

Um d o s catiões inorgânicos de m e n o r interferência no c o m p o r t a m e n t o d a s várias

u n i d a d e s foi o sódio, facto q u e levou à escolha de u m a solução a j u s t a d o r a de força

iónica c o n s t i t u í d a por N a2S 04 e de u m a solução de b a s e forte de NaOH p a r a

promover a variação positiva d o s valores de pH no e s t u d o deste p a r â m e t r o (III.3.1.2).

Ambos os eléctrodos c o n s t r u í d o s a p r e s e n t a r a m b o a s c a r a c t e r í s t i c a s de

selectividade n a p r e s e n ç a d a s várias espécies iónicas e s t u d a d a s . As u n i d a d e s que

forneceram os valores de logaritmos de KA% m a i s baixos foram a s de tipo C P I ,

q u a n d o n a p r e s e n ç a d a s espécies inorgânicas e n s a i a d a s , e a s de tipo CP3, q u a n d o n a

p r e s e n ç a d a s espécies o r g â n i c a s (Figura VI.4).

Assim, o solvente m e d i a d o r de m e n o r polaridade, o MCHS, p r e s e n t e n a

m e m b r a n a de tipo CP3, p a r e c e u conduzir à s u n i d a d e s m a i s selectivas n a p r e s e n ç a de

espécies orgânicas, e n q u a n t o q u e o solvente m a i s polar, o oNFOE, p r e s e n t e n a s

m e m b r a n a s tipo C P I , p a r e c e u conduzir à s u n i d a d e s m a i s selectivas face à p r e s e n ç a

de espécies i n o r g â n i c a s . Tripelenamina Clorfeniramina Difenidramina Amónio Potássio Lítio Sódio

Figura VI.4 Diagrama dos log Kp°tB dos eléctrodos selectivos de PRO, tipos CPI e CP3, de configuração convencional. Determinações efectuadas em soluções de concentração igual a lxlO"3 mol L'1.

CPI CP3

loeK,

Perante a semelhança entre as várias características registadas para ambas as unidades construídas, parecendo ambas adequadas à análise potenciométrica de formulações farmacêuticas, foi difícil a selecção de apenas uma das membranas. Contudo, visto que a aplicação dos eléctrodos se destinava a amostras cujo teor em espécies orgânicas se esperava ser elevado, optou-se pela selecção da membrana CP3 para a construção de detectores tubulares e sua incorporação em sistemas FIA.

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