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Introducing Pumwani

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Mapping Pumwani

6. Introducing Pumwani

No estudo quantitativo, foram pesquisados 60 estabelecimentos, sendo 15 bares, 16 restaurantes, 4 shopping centers, 9 lanchonetes, 9 discotecas e 7 cafés/confeitarias, classificados em termos dos preços praticados, conforme distribuição na tabela 4. Entre os respondentes, constaram 25 proprietários (68% homens e 32% mulheres) e 35 gerentes (48,6% homens e 51,4% mulheres), dos quais 31,7% estão no local entre 2 e 3 anos e 30% trabalham no estabelecimento há mais de 7 anos.

A média de idade entre os proprietários é de 41 anos, sendo que 48% deles são casados e 40% solteiros; o grau de escolaridade predominante nessa população é o nível superior completo (48%). Já entre os gerentes a média de idade é de 35 anos, sendo que 45,7% são casados e 42,9% são solteiros; o segundo grau completo (51,4%) é o nível de instrução mais comum entre os pesquisados.

A renda média mensal familiar dos pesquisados ficou acima de 4 mil reais para 38,3% dos respondentes e entre R$ 2.500,00 e R$ 3.500,00 para 21,7% da amostra. Outros 21,7% dos participantes têm renda média abaixo de 2.500 reais e 18,3% concentram sua renda familiar entre R$ 3.501,00 e R$ 4.500,00.

Com relação ao hábito de fumar, 58,3% dos respondentes disseram que nunca foram fumantes, 31,7% fumam atualmente e 10% afirmaram ser ex-fumantes. Observando isoladamente cada segmento, a maior concentração de fumantes está entre os pesquisados das danceterias (55,6%) e lanchonetes (44,4%). Aqueles que informaram ser fumantes e/ou ex-fumantes também afirmaram que já fumaram 100 ou mais cigarros em toda sua vida.

Dos pesquisados que responderam que convivem com alguém que fuma no seu dia-a-dia, 95% apontaram os clientes que freqüentam o seu local de trabalho, 83,3% igualmente disseram que são os amigos e os outros funcionários no seu trabalho e 48,3% alegaram ser alguém da família.

TABELA 4 - PERFIL DOS ESTABELECIMENTOS NO ESTUDO QUANTITATIVO

CLASSIFICAÇÃO NÚMERO MÉDIO DE CIRCULAÇÃO SEGMENTO TOTAL $ $$ De pessoas Gênero BAR 15 8 7 17.100 Fem/masc RESTAURANTE 16 9 7 7.410 Fem/masc SHOPPING 4 2 2 459.000 Fem LANCHONETE 9 5 4 8.910 Fem/masc DISCOTECA 9 5 4 10.680 Fem/masc CAFÉ/CONFEITARIA 7 4 3 14.700 Masc

FONTE: Pesquisa de campo (2006).

NOTA: Bases-amostra (60) para Número de circulação e Predominância entre clientes, resposta única por item.

No geral, a média de pessoas que circulam pelos estabelecimentos pesquisados é de 86.300 por mês. Entretanto, o segmento shopping center é o que tem o maior número de freqüentadores, tendo também maior concentração de pessoas do sexo feminino. Os cafés/confeitarias concentram mais clientes do sexo masculino e os demais segmentos são proporcionalmente freqüentados por pessoas

de ambos os sexos. Em 60% das respostas, os pesquisados afirmaram que a clientela é composta igualmente de homens e mulheres (tabela 4).

Sobre a renda média dos clientes que freqüentam os estabelecimentos dessa amostra, observou-se que a variação de respostas é maior entre a faixa de R$ 1.000,00 e R$ 4.500,00. Entre os segmentos, os clientes dos restaurantes são os que têm maior poder aquisitivo, seguidos dos clientes dos shopping centers.

A maioria dos estabelecimentos funciona há mais de 7 anos, mas, entre os bares, um número expressivo de participantes (33,3%) afirmou que o estabelecimento existe há apenas entre 2 e 3 anos.

Em termos de horário de funcionamento, 46,7% dos estabelecimentos de todos os segmentos abrem durante o dia e à noite. Um total de 20% abre apenas à noite (com exceção dos shopping centers e dos cafés/confeitarias) e, entre estes, 50% são restaurantes. Outros 20% abrem à noite e de madrugada, sendo que 50% deles são bares e 50% são danceterias.

Perguntados sobre o número médio de funcionários diretamente contratados pelo estabelecimento, os respondentes indicaram uma média geral de 29 empregados, tendo os shopping centers maior número. Alguns estabelecimentos também têm outras lojas/franquias associadas ao seu negócio (36,7%). Evidentemente, os shopping centers são os que possuem maior número de lojas agregadas à mesma administração. A distribuição, nesses dois itens, variou conforme ilustrado na tabela 5.

TABELA 5 - NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS E LOJAS/FRANQUIAS POR SEGMENTO

TOTAL NÚMERO DE

FUNCIONÁRIOS

NÚMERO DE LOJAS/FRANQUIAS SEGMENTO

PESQUISADO (média) (média)

BAR 15 15 0 RESTAURANTE 16 22 5 SHOPPING 4 68 162 LANCHONETE 9 4 20 DISCOTECA 9 1 19 CAFÉ/CONFEITARIA 7 1 19

FONTE: Pesquisa de campo (2006).

Do total de participantes pesquisados, 56,7% não consideram o seu estabelecimento totalmente fechado, ao contrário de 43,3% dos participantes. Todos os shopping centers, 88,9% das danceterias e 50% dos restaurantes afirmaram que o seu ambiente é totalmente fechado, em contraposição aos bares (13,3%), lanchonetes (22,2%) e cafés/confeitarias (28,6%).

Em termos de facilitadores, 75% dos estabelecimentos disponibilizam cinzeiros nos locais onde as pessoas circulam. Isso ocorre em 93,3% dos bares, 87,5% dos restaurantes, 77,8% das lanchonetes, 88,9% das danceterias e 28,6% dos cafés/confeitarias.Um total de 40% deles tem placas indicando a proibição de fumar no local (em 13,3% dos bares, 43,8% dos restaurantes, 100% dos shopping centers, 77,8% das lanchonetes e 57,1% dos cafés/confeitarias). Apenas 28,3% deles têm área exclusiva para fumantes totalmente isolada, como é o caso de 50% dos restaurantes, 50% dos shopping centers, 66,7% das lanchonetes e 14,3% dos cafés/confeitarias). Na tabela 6, é possível verificar a distribuição das respostas por segmento.

TABELA 6 - FACILITADORES POR SEGMENTO

SEGMENTO (%) ÁREA FECHADA TEM CINZEIROS TEM PLACAS ÁREA PARA FUMANTES TOTAL PESQUISADO BAR 13,3 93,3 13,3 - 15 RESTAURANTE 50,0 87,5 43,8 50,0 16 SHOPPING 100,0 - 100,0 50,0 4 LANCHONETE 22,2 77,8 77,8 66,7 9 DISCOTECA 88,9 88,9 - - 9 CAFÉ/CONFEITARIA 28,6 28,6 57,1 14,3 7 TOTAL 43,3 75,0 40,0 28,3 60

FONTE: Pesquisa de campo (2006).

NOTA: Bases-amostra, resposta única por item.

Quando perguntados se conhecem a lei que proíbe fumar em ambientes fechados, 65% dos pesquisados responderam que sim. A maior concentração de respostas positivas está entre shopping centers (100%), seguido de lanchonetes (66,7%), restaurantes (75%), bares (60%), café/confeitaria (57,1%) e danceteria (44,4%). A maioria (82,1%) dos pesquisados informou que tomou conhecimento

sobre essa lei por meio de jornal, TV e revistas e apenas 23,1% recebeu informação sobre a lei por meio da Vigilância Sanitária.

No geral, 73,3% dos pesquisados afirmaram que não adotam a Lei Federal que proíbe fumar em ambientes fechados e 71,7% disseram que também não adotam nenhuma norma própria. Entre aqueles que alegaram conhecer essa lei (39 pesquisados), apenas 12,8% deles disseram que a seguem e que vêm fazendo isso há mais ou menos 5 anos. Apenas 1,4% disseram que também adotam uma norma interna para controle do tabagismo em seu ambiente e fazem isso a mais de 7 anos.

Unanimemente, proprietários e gerentes de bares afirmaram que não adotam a Lei Federal, mas 20% deles disseram que adotam outra norma interna. No segmento discoteca, todos os pesquisados afirmaram que a Lei Federal não é seguida no estabelecimento e que não existe uma norma própria para controle do tabagismo. A distribuição das respostas variou de acordo com o que está ilustrado na tabela 7. Do total de pesquisados dos cafés/confeitarias (57,1%) que conhecem a lei, 85,7% deles disseram que o estabelecimento não adota a lei. Mas 71,4% fazem uso de outra norma interna.

TABELA 7 - CONHECIMENTO E ADOÇÃO DA LEI POR SEGMENTO

CONHECE A

LEI ADOTA A LEI

ADOTA OUTRA NORMA SEGMENTO (%)

SIM NÃO SIM NÃO SIM NÃO

TOTAL PESUISADO BAR 60,0 40,0 - 100,0 20,0 80,0 15 RESTAURANTE 75,0 25,0 37,5 56,3 25,0 68,8 16 SHOPPING 100,0 - 100,0 - 25,0 75,0 4 LANCHONETE 66,7 33,3 44,4 55,6 33,3 66,7 9 DISCOTECA 44,4 55,6 - 100,0 - 100,0 9 CAFÉ/CONFEITARIA 57,1 42,9 14,3 85,7 71,4 28,6 7 TOTAL 65,0 35,0 25,0 73,3 26,7 71,7 60

FONTE: Pesquisa de campo (2006).

NOTAS: Bases-amostra, resposta única por item. No segmento restaurante, para os itens “Adota a lei” e “Adota outra norma própria”, não conferem 100%, pois 6,3% dos entrevistados desse segmento não responderam essas questões.

Foi possível verificar que, entre os 29 pesquisados que afirmaram adotar a lei e/ou alguma outra norma interna, 51,7% deles comunicam essa decisão aos seus funcionários e 55,2% também informam seus clientes sobre a restrição de fumar no

ambiente. Essa comunicação é principalmente feita verbalmente (62,1%) e por meio de placas de sinalização (51,7%). Poucos são os que utilizam quadro de avisos e carta oficial como veículos para esse caso. Na constatação dos pesquisados, o impacto dessa comunicação leva 33,3% dos funcionários e 25% dos clientes a seguirem a lei/norma enquanto estão dentro do estabelecimento.

De acordo com os respondentes, em 72,4% dos estabelecimentos (sendo em 100% das lanchonetes, 77,8% dos restaurantes, 75% dos shopping centers, 66,7% dos bares e 33,3% dos cafés/confeitarias) que passaram a controlar o tabagismo em seus ambientes a clientela não diminuiu e, ao contrário, para 11,1% dos restaurantes e 25% dos shopping centers, a clientela chegou a aumentar. A diminuição da clientela foi percebida por poucos restaurantes e cafés/confeitarias, tendo diminuído em torno de 7%. Um dos pesquisados informou que nunca foi permitido fumar em seu estabelecimento e que, portanto, não houve alteração da freqüência de clientes em função de ser ou não permitido fumar no local. Dois pesquisados não responderam a essa pergunta.

Questionados sobre a existência de qualquer ação para reforçar a lei/norma própria dentro do estabelecimento, apenas 11,7% dos pesquisados responderam que sim, sendo em 50% dos shopping centers, 14,3% dos cafés/confeitarias, 13,3% dos bares e 12,5% dos restaurantes. Entre bares e cafés/confeitarias, o veículo mais utilizado para isso é a comunicação verbal, seja por meio de reunião e/ou conversando com a pessoa. Já entre os restaurantes, os veículos mais comuns são as placas e/ou cartazes dispostos no ambiente. Entre os shopping centers, a lei/norma é reforçada pela divulgação no rádio interno e/ou regimento interno.

No que se refere ao tipo de segmento em que os pesquisados acreditam que deveria ser permitido fumar, bares, restaurantes e shoppings foram os mais indicados. No geral, 75% deles indicaram bares (dos quais 100% eram pesquisados de lanchonetes, 88,9% das danceterias, 85,7% dos cafés/confeitarias e 73,3% dos bares). Um total de 68,3% dos pesquisados acreditam que deveria ser permitido fumar em restaurantes (sendo 100% dos pesquisados das lanchonetes, 88,9% das danceterias, 75% dos shoppings e 73,3% dos bares). Os shoppings são a preferência

de 51,7% dos pesquisados, dos quais 77,8% são respondentes de lanchonetes, 73,3% de bares e 50% de restaurantes.

A tabela 8, a seguir, demonstra a distribuição das respostas de acordo com os segmentos. E também mostra que os pesquisados de shoppings e os representantes dos cafés/confeitarias foram os únicos que não indicaram, de maneira alguma, seu próprio segmento como opção.

TABELA 8 - ESTABELECIMENTOS ONDE DEVERIA SER PERMITIDO FUMAR POR SEGMENTO

Segmento dos estabelecimentos

SEGMENTO (%)

Total Bar Restau-

rante Shopping center Lancho- nete Dance- teria Café/ Confeitaria BAR 75,0 73,3 62,5 25,0 100,0 88,9 85,7 RESTAURANTE 68,3 73,3 50,0 75,0 100,0 88,9 28,6 SHOPPING 51,7 73,3 50,0 - 77,8 44,4 14,3 LANCHONETE 25,0 40,0 12,5 - 44,4 33,3 - DISCOTECA 21,7 6,7 25,0 25,0 44,4 22,2 14,3 CAFÉ/CONFEITARIA 18,3 - 37,5 25,0 33,3 11,1 - NÃO RESPONDEU 1,7 - 6,3 - - - - TOTAL PESQUISADO 60 15 16 4 9 9 7

FONTE: Pesquisa de campo (2006). NOTA: Bases-amostra, resposta múltipla.

4.4. ANÁLISE DOS DADOS ESTATÍSTICOS

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