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Chapter 3. Research Method

3.4 The interview guide

resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

202

Análise 383. Comparação do número de ciclos por égua, de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

202

Análise 384. Comparação do número de inseminações por ciclo de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

202

Análise 385. Comparação do volume de sêmen por dose inseminante de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

202

Análise 386. Comparação do volume de diluidor por dose inseminante de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

202

Análise 387. Comparação da concentração espermática por dose inseminante de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

202

Análise 388. Comparação do tempo da colheita do sêmen à diluição nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

203

Análise 389. Comparação do tempo da colheita do sêmen ao resfriamento em contêiner especial, após a diluição nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

203

Análise 390. Comparação do tempo da colheita do sêmen à abertura do contêiner, referentes ao jumento 4

203

Análise 391. Comparação do tempo da colheita do sêmen à inseminação de éguas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

203

Análise 392. Comparação do número de inseminações por ciclo positivo de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

203

Análise 393. Comparação do número de inseminações por ciclo negativo de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

203

Análise 394. Comparação do número de ciclos por égua gestante, de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

203

Análise 395. Comparação da eficiência de prenhez de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 4

203

7.2.g.1. Análises Estatísticas Referentes ao Experimento II 204

7.2.25.1. Análises estatísticas referentes à tabela 4.33 204

Análise 396. Comparação das taxas de concepção, ao primeiro ciclo, de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

204

Análise 397. Comparação das taxas de concepção por ciclo de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

204

Análise 398. Comparação da taxa de concepção total de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

205

7.2.g.2. Análises Estatísticas Referentes ao Experimento II 205

7.2.25.2. Análises estatísticas referentes à tabela 4.33 205

Análise 399. Comparação do número de ciclos por égua, de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

205

Análise 400. Comparação da idade das éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

205

Análise 401. Comparação do número de inseminações por ciclo de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

205

com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

Análise 403. Comparação do volume de diluidor por dose inseminante de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

205

Análise 404. Comparação da concentração espermática por dose inseminante de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

205

Análise 405. Comparação do tempo da colheita do sêmen à diluição nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

206

Análise 406. Comparação do tempo da colheita do sêmen ao resfriamento em contêiner especial, após a diluição nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

206

Análise 407. Comparação do tempo da colheita do sêmen à abertura do contêiner, referentes ao jumento 5

206

Análise 408. Comparação do tempo da colheita do sêmen à inseminação de éguas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

206

Análise 409. Comparação do número de inseminações por ciclo positivo de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

206

Análise 410. Comparação do número de inseminações por ciclo negativo de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

206

Análise 411. Comparação do número de ciclos por égua gestante, de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

206

Análise 412. Comparação da eficiência de prenhez de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado nos diluidores LPDG ou GGO, referentes ao jumento 5

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RESUMO

Realizaram-se dois experimentos na Fazenda do Váu, município de Lagoa Dourada – MG, durante o período de outubro de 2007 a março de 2008, representando a estação fisiológica de reprodução da espécie eqüina nesta região. Estes estudos tiveram como objetivos a) testar o efeito de dois diferentes diluidores, à base de leite em pó desnatado-glicose (TI) ou glicina-gema de ovo (TII), sobre a fertilidade de éguas inseminadas com sêmen asinino a fresco diluído (Experimento I), ou diluído e resfriado a 5°C, por 12 horas de armazenamento, em contêiner modelo “Celle” modificado (Experimento II); b) observar a resposta de diferentes reprodutores asininos, sobre a fertilidade de éguas inseminadas; c) verificar a possível viabilidade da incorporação de um manejo reprodutivo, fixando-se as inseminações em três dias da semana e d) avaliar o efeito da idade, categoria reprodutiva, intervalo IA/ovulação e do número de inseminações sobre a fertilidade de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado. Para tanto, no Experimento I e no Experimento II foram utilizadas 67 e 141 éguas, respectivamente, sem raça definida, distribuídas uniformemente em dois tratamentos (TI e TII). Como doadores de sêmen foram utilizados cinco jumentos da raça Pêga. Após a coleta, o sêmen foi diluído em dois diferentes diluidores e utilizado para as inseminações até no máximo 30 minutos após coleta, ou após 12 horas de armazenamento, para os Experimentos I e II, respectivamente. As éguas foram inseminadas às terças, quintas e sábados, após ter sido constatado um folículo com 3,0-3,5 cm de diâmetro em um dos ovários, até a ovulação. Para o diagnóstico de gestação, palpações trans-retais e rufiações de retorno foram realizadas a partir do 15° dia pós-ovulação, sendo complementadas pelo uso de ultra-sonografia, realizada a cada 14 dias. As taxas de concepção/ciclo foram de 57,89 e 36,21% para o jumento 1; de 35,71 e 43,75% para o jumento 3; de 56,25 e 46,30% para o jumento 4 e de 71,43 e 74,47% para o jumento 5, nos Experimentos I e II, respectivamente, de forma que o jumento 5 apresentou fertilidade superior (p<0,05) à dos outros, quando se utilizou sêmen resfriado. O diluidor utilizado não influenciou (p>0,05) as taxas de concepção de éguas inseminadas com sêmen a fresco diluído ou diluído e resfriado. Os jumentos foram diferentes entre si, em relação às características seminais e à fertilidade de éguas, demonstrando-se grande variação individual entre os mesmos. O sêmen asinino, armazenado por 12 horas em contêiner modelo “Celle” modificado, manteve seu poder fecundante por até 60 horas, no sistema genital de éguas. A idade, a categoria reprodutiva, o intervalo IA/ovulação e o número de inseminações não tiveram efeito (P>0,05) sobre a fertilidade.

ABSTRACT

Comparison of two dilutors on mares fertility inseminated with fresh or cooled jackass semen

The objectives of this study were evaluate a) two diluters: skim milk-glucose (TI) and egg yolk-glicin (TII) on mares’ fertility inseminated with diluted jackass fresh semen (EI), or diluted and cooled at 5o

C, for 12 hours (EII); b) the fertility of different Pêga jackassess; c) the incorporating of a reproductive management, arranger for artificial insemination (AI) three times per week and d) the variables: Interval AI/ovulation, the number of inseminations, mare reproductive status and effect of age on mares’ fertility in EII. 67 and 141 mares were used in EI and EII, respectively, without a breed definition, being uniformly distributed in two groups (TI and TII). Semen was collected from five sexually mature jackasses (J1, J2, J3, J4 e J5). After being collected, the semen was diluted in TI and TII and used until 30 minutes after being collected (EI), or after being cooled (EII). The mares were inseminated every Tuesday, Thursday and Saturday, since they have one follicle of 3.0 to 3.5 cm of diameter until the ovulation. The pregnancy was detected using rectal palpation, a regular use of teasers and ultra- sonography made on a regular interval of 14 days. The conception/cycle rates were 57.89 and 36.21% for J1; 35.71 and 43.75% for J3; 56.25 and 46.30% for J4 and 71.43 and 74.47% for J5, in EI and EII, respectively. There was superiority (p<0.05) of J5 in EII. The diluters did not affect (p>0.05) the conception rate obtained by mares inseminated in EI or in EII. The jackasses used were different about seminal characteristics and mares’ fertility. The cooled semen kept functional for 60 hours, inside the mares’ genital tracts. The variables studied did not affect (p>0.05) the fertility. It was concluded that the proposed reproductive management is feasible due to the fertility results.

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1. INTRODUÇÃO

Os asininos e seus híbridos, produzidos por meio do cruzamento com éguas, são animais rústicos, de extrema importância como animais de trabalho, adaptados às regiões de climas áridos e semi-áridos.

Asininos e muares podem ser utilizados em diversas funções, principalmente, como animais de carga e de tração, devido à sua resistência e maior eficiência, em relação ao uso de bois e búfalos (Dijkman, 1992). Além disso, são ótimos animais de montaria, possuindo cascos apropriados para o deslocamento em locais acidentados (Varshney e Gupta, 1994).

No entanto, houve redução da população desses animais, advinda da mecanização agrícola e abate indiscriminado em matadouros para exportação de carne equídea. Dessa maneira, em muitos países tem ocorrido o aumento do interesse na área de reprodução desses animais, seja para preservar raças em extinção (Serres et al., 2002), ou pelo reaquecimento da economia, com aumento da valorização de asininos e muares de marcha, em exposições. Mais recentemente, os muares no Brasil têm sido utilizados em diferentes modalidades esportivas, incluindo a prova de laço, notadamente quando provenientes de cruzamentos com éguas da raça Quarto-de-Milha.

Existem poucos trabalhos específicos sobre o sêmen de asininos, em sua maioria envolvendo o estudo das características seminais (Nishikawa e Waide, 1951; Kreuchauf, 1984; Morais, 1989; Costa et al., 1991; Ferreira, 1993; Leite, 1994; Gastal et al., 1997), o comportamento sexual (Gastal, 1991; Henry, 1991; Morais et al., 1993) e o resfriamento do sêmen (Nishikawa, 1959; Mann et al., 1963; Kreuchauf, 1984; Beker, 1997; Mello et al., 2000; Cottorello et al., 2002; Rota et al., 2008). Isso se deve, em parte, ao fato de que os jumentos pertencem ao mesmo grupo taxonômico que os cavalos sendo, assim, considerados similares e tratados de forma equivalente em relação à fisiologia reprodutiva. No entanto, apesar do sêmen de asininos

demonstrar similaridade ao de equinos, em vários aspectos, existem peculiaridades de cada espécie (Nishikawa, 1959).

Alguns trabalhos têm proposto diluidores para o sêmen de asininos, incluindo os à base de leite ou gema de ovo, a maioria dos quais envolvendo a manutenção de características seminais no sêmen resfriado a 4-6°C, por diferentes períodos de tempo (Berliner, 1942; Nishikawa, 1959; Mann et al., 1963).

Há que se enfatizar, entretanto, os trabalhos conduzidos no Brasil por Palhares (1986), Silva (1988), Ferreira (1993) e Leite (1994), que deram real contribuição ao estudo da fertilidade de éguas ou jumentas inseminadas com sêmen asinino, a fresco diluído ou diluído, resfriado e estocado por diferentes períodos de tempo.

Sendo assim, com o aumento da demanda por esses animais, torna-se necessário intensificar as pesquisas sobre a fertilidade “in vivo”, que proporcionem a incorporação de tecnologias específicas e adaptadas para asininos, envolvendo técnicas de inseminação, de diluição, de resfriamento e/ou transporte do sêmen, bem como de congelamento. Além disso, há que se testar a individualidade dos reprodutores, nessa espécie.

Dentro desse contexto, tornaram-se objetivos do presente trabalho:

a) Testar o efeito de dois diferentes diluidores, à base de leite em pó desnatado-glicose ou glicina- gema de ovo, sobre a fertilidade de éguas inseminadas com sêmen asinino a fresco diluído ou diluído e resfriado a 5°C, por 12 horas de armazenamento, em contêiner modelo “Celle” modificado; b) observar a resposta de diferentes reprodutores asininos, sobre a fertilidade de éguas inseminadas; c) verificar a possível viabilidade da incorporação de um manejo reprodutivo, fixando-se as inseminações em três dias da semana e d) avaliar o efeito do intervalo IA/ovulação, do número de inseminações, da categoria reprodutiva e da idade sobre a fertilidade de éguas inseminadas com sêmen diluído e resfriado.

2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Fatores que Influenciam a Viabilidade e/ou a Fertilidade do Sêmen Eqüídeo Resfriado 2.1.1. Particularidades do Sêmen de Garanhões e de Jumentos

Têm sido observadas algumas semelhanças quanto às características seminais de jumentos da raça Pêga e garanhões no que diz respeito ao pH, osmolaridade e outros constituintes, acreditando- se, assim, que os métodos de criopreservação poderiam ser os mesmos, para ambas as espécies, embora a comprovação desta proposta fique na dependência de estudos complementares (Morais et al., 1994).

Existem poucos trabalhos específicos sobre o sêmen de asininos. Esta escassez de literatura deve-se, em parte, ao fato dos jumentos pertencerem ao mesmo grupo taxonômico que os cavalos, sendo assim considerados similares em relação à fisiologia reprodutiva. Os estudos têm dado ênfase aos resultados encontrados para garanhões, comparando-os aos resultados dos reprodutores asininos. Entretanto, parece claro que, apesar do sêmen de asininos apresentar alguma similaridade, em vários aspectos, ao de garanhões, existem várias peculiaridades que não deveriam ser desprezadas. Uma dessas diferenças foi observada ao se promover desafios térmicos e osmóticos às células espermáticas de eqüídeos. Os espermatozóides de asininos demonstraram menor resistência em baixas (-16ºC) e altas (57ºC) temperaturas, assim como foram mais sensíveis às mudanças osmóticas, em relação aos de garanhões. Foi demonstrado que a queda brusca de temperatura causou danos mais severos ao sêmen de asininos do que ao de equinos. Isso demonstra que uma atenção especial deve ser tomada em relação ao sêmen de asininos, principalmente no que se refere ao armazenamento espermático (Nishikawa, 1959).

A seguir, Mann et al. (1963) também observaram várias características comuns no sêmen de eqüídeos, embora o sêmen de jumentos e de garanhões diferisse em relação à taxa de metabolismo aeróbico e sobrevivência “in vitro”. Discordando de Nishikawa (1959), esses autores observaram maior resistência dos espermatozóides de jumentos ao resfriamento e, ainda, que substratos exógenos aumentaram a

captação de oxigênio pelos espermatozóides dos asininos, de forma superior ao que se observou para os espermatozóides de equinos. A respiração da célula espermática eqüina declinou de forma muito mais rápida, em relação à dos asininos. Assim, aos oito dias de armazenamento do sêmen, os espermatozóides equinos mostraram pequena captação de oxigênio, enquanto os dos asininos continuaram a exibir alta atividade respiratória, durante todo o período de mensuração.

Além disso, de acordo com Cottorello et al. (2003), pode haver um fator de resistência espermática à preservação, inerente à espécie, sendo o sêmen asinino mais resistente às variações de pH ou deficiência de energia do meio. Assim, tem sido observado, com frequência em diferentes estudos, uma notável diferença de longevidade espermática entre o sêmen equino e asinino preservado a 5ºC, com superioridade para o último. Variações na constituição fosfolipídica da membrana plasmática de diferentes espécies pode ser um dos fatores que contribuem para a variação na resistência à preservação da atividade espermática em baixas temperaturas.

2.1.2. Influência do Plasma Seminal

Diversos estudos observaram que o plasma seminal do garanhão não oferece condições ideais para a conservação da viabilidade espermática por período prolongado de tempo (Silva Filho et al., 1994a).

Em equinos, a retirada do plasma seminal para tentar conter seus efeitos nocivos sobre as células espermáticas tem sido realizada, através de três procedimentos, com a utilização da colheita fracionada (Tischner et al., 1974), a centrifugação do sêmen com eliminação total ou parcial do plasma seminal, com ressuspensão dos espermatozóides em diluidor apropriado (Padilla e Foote, 1991; Jasko et al., 1992; Brinsko et al., 2000a; Moore et al., 2005) e a utilização de uma taxa de diluição ideal, capaz de diminuir os efeitos tóxicos de substâncias do plasma seminal e de subprodutos do metabolismo (Palmer, 1984; Jasko et al., 1991). A retirada do plasma seminal, nos diversos estudos, foi benéfica à preservação do sêmen equino em baixas temperaturas. No entanto, parece haver uma diferença entre

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