4. Results and discussion
4.2 Protest answers
4.4.4 Interval regressions with only positive values
Em operação desde 1998, a unidade de Recife está localizada na região nordeste do Brasil, no estado de Pernambuco. Esta unidade é uma das fábricas que fazem parte de um setor denominado América do Sul. A imagem 3-4 apresenta a distribuição das plantas na região.
Figura 3–4 – Localização das fábricas na América do Sul
Fonte: Intranet da empresa
A fábrica de Recife possui um quadro funcional de 236 funcionários distribuídos entre atividades voltadas para a área de produção e para as áreas de apoio. Possui uma unidade de fabricação que funciona em regime integral de operação, ou seja, vinte e quatro horas por dia e sete dias na semana.
Toda a gestão da fábrica de Recife se baseia em uma estrutura hierárquica distribuída por níveis. Essa hierarquia estabelece o padrão de autoridade e responsabilidade dos funcionários. Todo o quadro funcional da empresa está distribuído ao longo de três grandes níveis – Nível Estratégico, Nível Tático e Nível Operacional. A imagem 3-5 apresenta detalhadamente um organograma com a distribuição dos funcionários ao longo dos níveis organizacionais:
–5 – Níveis hierárquicos da empresa.
3.3 A COLETA DE DADOS
A coleta de dados foi realizada através de duas abordagens distintas, porém ambas foram direcionadas em obter as informações necessárias para o pleno atingimento tanto do objetivo geral quanto dos objetivos específicos do presente trabalho.
A estrutura metodológica de cada uma das abordagens foram bem diferentes entre si. Com isso, as seguintes seções visam apresentar todo o processo utilizadas em cada uma das abordagens.
3.3.1 PRIMEIRA ABORDAGEM DA COLETA DE DADOS
A presente seção tem por objetivo apresentar todo o processo utilizado para a aquisição dos dados na primeira abordagem da coleta de dados.
3.3.1.1 Organização do cenário
A fim de viabilizar todo o estudo realizado no cenário em questão e em particular o processo de coleta de dados, o pesquisador subdividiu a fábrica em áreas utilizando os seguintes critérios:
As áreas foram estabelecidas com base na estrutura organizacional utilizada pela empresa que está sendo estudada – a estrutura departamentalizada – com isso, cada departamento representa uma área;
As áreas que possuíssem o mesmo supervisor foram agrupadas, tornando–se uma única área;
Baseando–se nos critérios estabelecidos, foi definido um total de 07 áreas. As áreas são as seguintes:
Produção;
Manutenção,
Recursos Humanos (RH) e Saúde, Segurança e Meio Ambiente (EHS); Financeiro, Fiscal e Compras;
Planejamento e Controle da Produção (PCP), Expedição e Almoxarifado; Lean Enterprise (Lean) e Sistema de Gestão Integrada (SGI).
A tabela 3-2 apresenta a área, a quantidade de funcionários do nível tático (Supervisores) em cada área e a quantidade de colaboradores de nível operacional (Analistas, Assistentes, Técnicos e Operadores) de cada área.
Tabela 3–1 – Subdivisão da fábrica de tampas em áreas
NÚMERO
DA ÁREA DESCRIÇÃO DA ÁREA
QUANTIDADE DE SUPERVISORES QUANTIDADE DE COLABORADORES DE NÍVEL OPERACIONAL 1 Produção 4 174 2 Qualidade Assegurada 1 5 3 Manutenção 3 19 4 RH/EHS 1 6 5 Financeiro/Fiscal/Compras 1 9 6 PCP/Expedição/Almoxarifado 1 8 7 Lean/SGI 1 2
Fonte: Elaborado pelo autor.
3.3.1.2 Universo, amostras e critérios de amostragem
Por universo ou população, Richardson (1999) afirma que é um conjunto de elementos que possuem características comuns. Ou seja, é uma coleção de elementos que de certa forma apresentam alguma conexão entre si.
O universo definido na primeira abordagem da coleta de dados compreendeu o total de funcionários presentes na empresa estudada. A Tabela 3–2 apresenta a distribuição de funcionários através dos níveis hierárquicos e total de funcionários da empresa.
Tabela 3–2 – Distribuição de funcionários através dos níveis hierárquicos
DESCRIÇÃO DO NÍVEL HIERÁRQUICO FUNCIONÁRIOS DE NÍVEL ESTRATÉGICO FUNCIONÁRIOS DE NÍVEL TÁTICO FUNCIONÁRIOS DE NÍVEL OPERACIONAL FUNCIONÁRIOS NA EMPRESA Quantidades 1 12 223 236
Fonte: Elaborado pelo autor.
Para a obtenção das informações necessárias para a primeira abordagem da coleta de dados vinculados com os níveis hierárquicos estratégico e tático foi definida a utilização de um censo em função da quantidade de funcionários ser considerada pequena pelo pesquisador. Por censo Cooper e Schindler (2003) definem como sendo a contagem de todos os elementos de uma população.
Para a obtenção das informações necessárias para a primeira abordagem da coleta de dados vinculados com o nível operacional foi definida a utilização de amostras baseadas em critérios específicos de amostragem.
Para Lapponi (2005), amostra é um subconjunto de unidades elementares selecionadas de uma população. Lapponi (2005) ainda trás uma classificação para este conceito chamando de amostra representativa àquela que tem as mesmas características da população de onde foi retirada.
Por amostragem, Ferreira (2001) entende como sendo o processo de seleção de amostras para serem examinadas como representante de um todo. Já Soares (2001) afirma que Amostragem é o processo de escolha da amostra, é a parte inicial de qualquer estudo estatístico e consiste na escolha criteriosa dos elementos a serem submetidos ao estudo.
Cooper e Schindler (2003) defendem o uso de amostragem pelas seguintes razões: custo mais baixo, maior velocidade na coleta dos dados e disponibilidade de elementos na população.
A abordagem metodológica utilizada no processo de coleta de dados do nível hierárquico operacional foi a amostragem aleatória estratificada proporcional. Segundo Cooper e Schindler (2003):
A maior parte das populações pode ser segregada em diversas subpopulações mutuamente exclusivas, ou estratos. O processo pelo qual a amostra é restrita para incluir elementos de cada segmento é chamado amostragem aleatória estratificada. Cooper e Schindler (2003) ainda afirmam que em uma amostragem aleatória estratificada proporcional cada estrato é apropriadamente representado de forma que a amostra tirada desse estrato seja proporcional a parcela que o estrato representa na população total. Os mesmos autores reforçam o uso desse método por apresentar uma eficiência estatística alta, é mais fácil de fazer que os outros métodos de estratificação e fornece uma amostra com um auto–peso.
Os estratos usados foram baseados na segmentação por área feita pelo autor do trabalho descrito anteriormente no item 3.3.1.1.
Tabela 3–3 apresenta um resumo com os estratos definidos e os métodos de amostragem utilizados para cada nível hierárquico da empresa estudada:
Tabela 3–3 – Resumo dos estratos definidos e do método amostral utilizado ESTRATO QUANTIDADE DE FUNCIONÁRIOS NO NÍVEL ESTRATÉGICO QUANTIDADE DE FUNCIONÁRIOS NO NÍVEL TÁTICO QUANTIDADE DE FUNCIONÁRIOS NO NÍVEL OPERACIONAL Produção 1 4 174 Qualidade Assegurada 0 1 5 Manutenção 0 3 19 RH/EHS 0 1 6 Financeiro/Fiscal/Compras 0 1 9 PCP/Expedição/Almoxarifado 0 1 8 Lean/SGI 0 1 2 Total 1 12 223
Método de coleta de dados
utilizado Censo Censo
Amostragem probabilística estratificada proporcional Fonte: Elaborado pelo autor.
Cooper e Schindler (2003) afirma que se o tamanho da amostra exceder 5% da população, ele pode ser reduzida sem sacrificar a precisão. O critério definido pelo autor juntamente com a gerência da fábrica estudada foi que a proporção utilizada na amostragem realizada no nível operacional seria de 20%, o que está em acordo com as definições de Cooper e Schindler.
A Tabela 3–4 apresenta o tamanho da amostra utilizada para cada estrato para a obtenção dos dados do nível hierárquico operacional. Salienta–se que os cálculos realizados para cada estrato foram arredondados para o primeiro valor numérico inteiro imediatamente posterior ao resultado obtido.
Tabela 3–4 – Tamanho da amostra para cada estrato ESTRATO QUANTIDADE DE FUNCIONÁRIOS NO NÍVEL OPERACIONAL PROPORÇÃO TAMANHO DA AMOSTRA Produção 174 20% 35 Qualidade Assegurada 5 20% 2¹ Manutenção 19 20% 4 RH/EHS 6 20% 2 Financeiro/Fiscal/Compras 9 20% 2 PCP/Expedição/Almoxarifado 8 20% 2 Lean/SGI 2 20% 1² Total 223 – 48
Fonte: Elaborado pelo autor.
¹ Para o estrato Qualidade Assegurada a proporção de 20% definiria uma amostra de tamanho igual a apenas 1 funcionário, porém a fim de evitar um possível viés na avaliação da percepção desta área pelo nível operacional, foi definido pelo pesquisador um tamanho de amostra igual a 2 funcionários para esta área.
² Esta área só possui dois funcionários de nível operacional sendo um deles o pesquisador, com isso foi feita a avaliação da percepção deste nível hierárquico se baseando em apenas 1 funcionário.
A definição dos funcionários que participariam de cada uma das amostras de cada estrato foi feita com base em um processo aleatório. As diretrizes desse procedimento estão descritos seguintes etapas:
1. Foi obtida uma lista com o nome de todos os funcionários da fábrica;
2. Foram removidos da lista todos os funcionários afastados, em gozo de férias e em viagem externa;
4. Para cada um dos 7 estratos, cada nome de funcionário recebeu uma numeração composta de um número inteiro positivo, reforçando que cada este processo de atribuição de um número funcionou de forma independente entre os estratos; 5. Para cada estrato de forma separada, foi utilizado o software Microsoft Excel para
gerar números aleatórios entre o maior e o menor valor da numeração atribuídas aos nomes de funcionários em cada estrato, a quantidade de números aleatórios gerados foi exatamente aquele definida como tamanho da amostra para cada estrato.
6. Os nomes dos funcionários cujo número associado na etapa 4 coincidiu com os números aleatórios gerados através do processo descrito na etapa 6 foram selecionados para integrar as amostras de cada estrato.
3.3.1.3 Instrumento de pesquisa
Para a coleta de dados da primeira abordagem foi construído pelo autor um instrumento de pesquisa a fim de viabilizar a aquisição das informações necessárias para o cumprimento desta etapa do estudo. Marconi e Lakatos (2003) reforçam que a elaboração ou organização dos instrumentos de investigação não é fácil, necessita de tempo, mas é uma etapa importante no planejamento da pesquisa.
O instrumento de pesquisa construído é composto por dois tipos de perguntas. Segundo Cooper e Schindler (2003) uma área de decisão importante na elaboração das perguntas é o grau e a forma de estrutura imposta aos respondentes. Com base nesta afirmação, esta abordagem foi definida pelo autor de modo a obter o máximo de informação dos respondentes.
O quadro 3-2 apresenta as classificações dos tipos de perguntas selecionadas pelo autor segundo Cooper e Schindler (2003):
Quadro 3-2 – Classificação das perguntas do instrumento de pesquisa segundo Cooper e Schindler (2003)
CARACTERÍSTICA 1º TIPO DE PERGUNTA 2º TIPO DE PERGUNTA
Quanto à estratégia de
resposta Estruturada ou fechada Não estruturada ou aberta
Quanto ao tipo de resposta Resposta de classificação Resposta livre
Quanto ao tipo de dado gerado Ordinal Texto nominal
Quanto à escala de
mensuração Escala de Likert Sem uso de escalas
Fonte: Elaborado pelo autor.
O instrumento de pesquisa construído pelo autor foi intitulado de “Questionário para Avaliação”. O mesmo foi organizado da seguinte forma:
O instrumento de pesquisa foi concebido em forma de um questionário.
O questionário foi subdivido em 4 blocos de acordo com as 4 dimensões do Modelo Shingo.
Cada bloco está vinculado a uma dimensão específica e terá perguntas tanto do primeiro tipo quanto do segundo tipo (conforme classificação no quadro 3-2). Cada bloco do questionário segue uma estrutura de desdobramento que se inicia do
lado esquerdo do questionário e segue para o lado direito obedecendo a sequência: Princípios de Orientação seguido dos Princípios Suporte e logo após as perguntas. Cada pergunta está direta e individualmente vinculada com um Princípio Suporte e
todas as perguntas do bloco estão conectadas genericamente com todos os Princípios de Orientação.
As perguntas do primeiro tipo foram elaboradas com a escala de mensuração baseadas na escala de Likert. As possíveis respostas presentes na escala de mensuração de todas as perguntas deste tipo do questionário foram:
o “Não atende”, com a pontuação atribuída igual a 1.
o “Atende parcialmente”, com a pontuação atribuída igual a 2. o “Atende”, com a pontuação atribuída igual a 3.
o Não Aplicável”, com a pontuação atribuída igual a 0.
Todas as perguntas do primeiro tipo receberam uma numeração com o objetivo de facilitar a organização do questionário e viabilizar o tratamento dos dados das perguntas do segundo. A Figura 3–6 apresenta uma pergunta do primeiro tipo com todas as características descritas.
Figura 3–6 – Estrutura da pergunta do primeiro tipo
( ) Não atende ( ) Atende parcialmente ( ) Atende ( ) Não aplicável 5
Existe uma padronização das atividades dos colaboradores e os mesmos são treinados nestes procedimentos para garantir que todos os conhecem e os seguem.
Fonte: Elaborado pelo autor
Em cada bloco do questionário constam duas perguntas do segundo tipo com um espaço reservado para a resposta. A Figura 3–7 apresenta uma pergunta do segundo tipo com todas as características descritas.
Figura 3–7 – Estrutura da pergunta do segundo tipo
Quais as principais barreiras encontradas em sua área quanto à a implementação da Dimensão 1 do Modelo Shingo?
Fonte: Elaborado pelo autor
Com o objetivo de permitir um perfeito entendimento por parte dos respondentes da pesquisa quanto uma série de fatores tais como a origem da pesquisa, as motivações para a pesquisa, o objetivo, as orientações necessárias para o correto preenchimento do formulário e os meios de divulgação dos resultados alcançados, foram elaboradas três folhas cartas de orientação contendo todas as informações necessárias ao respondente da pesquisa. Cada folha foi
direcionada para um nível hierárquico diferente, uma vez que a abordagem para a coleta de dados foi diferenciada em função desse fator.
As três cartas de orientação foram desenvolvidas pelo pesquisador e podem ser encontradas no Apêndice C.
O instrumento de pesquisa desenvolvido encontra–se em sua totalidade no apêndice B. Segundo Cooper e Schindler (2003) o passo final para melhorar o resultado das pesquisas é o pré–teste. Richardson (1999) afirma que o uso do pré–teste tem por objetivo revisar e direcionar aspectos de toda a investigação.
Apesar de Cooper e Schindler (2003) também mencionar que o pré–teste pode não ser feito quando o pesquisador tenta reduzir o tempo do projeto, o instrumento de pesquisa utilizado para a coleta de dados da primeira etapa foi verificado.
Dentre as opções apresentadas por Cooper e Schindler (2003) para a realização do pré– teste, o presente autor da pesquisa optou pelo Pré–teste do pesquisador. A respeito desta alternativa de avaliação, os mesmos autores afirmam o seguinte:
Os pesquisadores geralmente testam informalmente nos estágios inicias e estruturam melhor os testes ao longo do tempo. Os colegas podem fazer o pré–teste em primeiro nível. As diferentes opiniões de cada um podem gerar diversas sugestões de melhoria. Normalmente, pelo menos dois ou três rascunhos podem ser efetivamente desenvolvidos com a participação de colegas pesquisadores no processo. (COOPER E SCHINDLER, 2003 p.296)
O pré–teste foi realizado através da avaliação de um outro pesquisador que é especialista na área na qual a pesquisa se desenvolveu. Foi usado o método de pré–teste colaborativo proposto por Cooper e Schindler (2003) uma vez que foi informado ao avaliador que se tratava de um estudo avaliativo do instrumento de pesquisa. O questionário foi disponibilizado para o outro pesquisador que o avaliou e o devolveu com uma série de observações que possibilitaram a melhoria do instrumento usado.
Essa abordagem de pré–teste foi selecionada em função de uma afirmação proposta por Marconi e Lakatos (2003) que defende que o pré–teste é sempre aplicado para uma amostra reduzida, cujo processo de seleção é idêntico ao previsto para a execução da pesquisa, mas os elementos entrevistados não poderão figurar na amostra final (para evitar “contaminação”). O cenário no qual o estudo foi realizado apresentou uma série de limitações para que a opção de
pré–teste do respondente proposta por Cooper e Schindler (2003) fosse utilizada. Tais limitações foram:
Há uma série de funções que possuem apenas um profissional dentro da estrutura hierárquica da organização (por exemplo gerente e supervisores) e se os mesmos fossem usados no pré–teste não poderiam constar na amostra final do estudo. Não há uma outra empresa no mercado com as mesma características da usada
para o estudo em que fosse possível aplicar o pré–teste do respondente.
A aplicação do pré–teste do respondente apenas para uma parte da estrutura hierárquica que possui mais funcionários (nível operacional) poderia gerar alguma espécie de viés na pesquisa uma vez que a comunicação entre os funcionários de que apenas este nível estava participando do pré–teste poderia gerar algum desconforto para os respondentes e omissão das reais respostas.
3.3.1.4 Coleta dos dados
A coleta de dados propriamente dita da primeira abordagem foi realizada através do uso do método survey com questionário auto–administrado. Foi usada a modalidade classificada por Cooper e Schindler (2003) como sendo por interceptação. O instrumento de pesquisa utilizado apresentava–se no formato tradicional impresso e o mesmo foi entregue aos respondentes em mãos pelo pesquisador.
A fim de ratificar a definição de questionário proposta por Marconi e Lakatos (2003) de que é instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador, o contato realizado entre o pesquisador e os respondentes limitou–se apenas na entrega do questionário e no esclarecimento que o material entregue era um questionário e que todas as orientações necessárias constava no mesmo.
O preenchimento do questionário por parte da amostra estabelecida ocorreu da seguinte forma:
O pesquisador preencheu um questionário para cada uma das 07 áreas da fábrica. O mesmo utilizou tanto sua experiência e conhecimento do Modelo Shingo quanto
à vivência em todas as áreas da fábrica para responder os itens que compõe o questionário. O pesquisador utilizou um dia para realizar esta atividade.
O gerente da fábrica preencheu um questionário para cada uma das 07 áreas com base na sua percepção em relação à adequação de cada área ao Modelo Shingo. O gerente da fábrica utilizou um dia para a realização desta atividade.
Cada um dos 12 supervisores responsáveis pelas 07 áreas recebeu um questionário e deveria responder o questionário com base na sua percepção em relação à adequação apenas da área sob sua responsabilidade ao Modelo Shingo. Em função do regime de trabalho baseado em turnos de revezamento dos supervisores de produção e da disponibilidade de agenda dos demais supervisores, a coleta das informações provenientes deste grupo durou 5 dias. Apenas um supervisor de produção não entregou o questionário respondido.
Os funcionários pertencentes ao nível operacional de cada área selecionados com base nos critérios de amostragem estabelecidos e descritos no item 3.3.1.2 do presente trabalho receberam um questionário e deveriam preencher o questionário com base na sua percepção em relação à adequação da área na qual os mesmos atuam ao Modelo Shingo. Em função do regime de trabalho baseado em turnos de revezamento dos funcionários que pertencem às áreas de produção, manutenção, qualidade e expedição, a coleta das informações provenientes deste grupo durou seis dias. De toda a amostra delineada para este nível hierárquico, apenas dois questionários da produção não foram entregues.
Todas as orientações necessárias para um correto preenchimento dos questionários constavam na carta de orientação presente nos questionários.
De todo o plano de amostragem estabelecido, um total de 96% foi cumprido, os demais 4% corresponde a questionários não entregues pelos respondentes. A tabela 3-5 apresenta um resumo com os totais de questionário entregues com base nos critérios de amostragem estabelecidos e o total devolvido para o pesquisador:
Tabela 3–5 – Totais de questionários entregues e devolvidos NÍVEL HIERÁRQUICO TOTAL DE QUESTIONÁRIOS ENTREGUES TOTAL DE QUESTIONÁRIOS DEVOLVIDOS PERCENTUAL DE DEVOLUÇÃO DE QUESTIONÁRIO Pesquisador 7 7 100% Estratégico 7 7 100% Tático 12 11 92% Operacional 48 46 96% Total 74 71 96%
Fonte: Elaborado pelo autor.
O questionário que não foi entregue pelo nível tático foi de um supervisor de produção e os dois não entregues do nível operacional também foram da produção. Essa pendências de entrega não comprometeram o trabalho pois no caso do supervisor de produção os outros três funcionários com o mesmo cargo entregaram os formulários e no caso do funcionários de nível operacional houve a entrega dos demais 33 questionários.
3.3.1.5 Tratamento dos dados
Esta seção tem por objetivo descrever todo o processo de tratamento que foi realizado com os dados obtidos a partir dos questionários auto–admisnistrados aplicados durante o survey realizado na primeira abordagem da coleta de dados.
O primeiro processo realizado com os dados obtidos consistiu na edição dos dados. Por edição dos dados Cooper e Schindler (2003) afirmam que esta etapa detecta erros e omissões, corrigindo–os quando possível, e certifica–se de que os dados atinjam padrões mínimos de