Midway Evaluation of Centres for Research-based Innovation (SFI) Terms of Reference
Appendix 1 Research Council of Norway
5. International cooperation
às necessidades dos alunos e, esporadicamente, visita as escolas da rede prestando apoio aos profissionais. Quando enfrenta problemas que não dizem respeito à sua área de formação, recorre aos outros técnicos da escola. Nas avaliações de triagem, investiga a posição da
família em relação ao encaminhamento para a educação especial e pondera com a equipe técnica se este é mesmo o serviço mais indicado para o aluno. Estas ações caracterizam uma prática inclusivista e multidisciplinar. Em relação aos alunos da escolaridade, oferece aos seus familiares e professores serviços de apoio, orientação ou intervenções que, pela descrição, não possuem nenhum intuito inclusivista.
Focal.: Para Beatriz, o caráter de atendimento da instituição vem sofrendo mudanças e necessitando de readaptações para atender à nova clientela que está permanecendo na escola. Os alunos em condições de serem incluídos na rede comum de ensino estão sendo encaminhados e a escola, mais criteriosa no processo de avaliação, procura receber somente aqueles que possuem casos mais graves por conseqüência de alguma deficiência ou casos de condutas típicas.
Agora não, agora é mais a deficiência mesmo... o aluno com a deficiência mais grave, a gente está tentando ficar mais com essa clientela mesmo. [...] Com deficiências mais graves, várias síndromes... mais é deficiência múltipla e mental aqui ...
...
Porque aqueles com distúrbio de conduta e dificuldade de aprendizagem não vêm para cá mais, já vão direto para lá.
As propostas aventadas para o setor de psicologia incluem o suporte aos profissionais da rede para subsidiá-los com orientações a respeito das questões pedagógicas, ou com informações sobre os quadros de deficiência, ou das síndromes que os alunos encaminhados pelo ensino especial possuem. Este suporte pode acontecer a partir de uma solicitação direta de algum profissional da rede comum ou, de forma indireta, por meio das orientações que o setor faz aos profissionais do serviço itinerante ou da sala de recurso e que são repassadas aos profissionais da rede.
Então, seria mais nessa parte de estar orientando, de estar ajudando, é... no sentido de... explicar um pouco mesmo a respeito da deficiência, de como que a gente pode estar ajudando para desenvolver essa aprendizagem... trabalhando mais nessa área de orientação. Acho que seria melhor para o psicólogo dentro dessa nova visão.... de centro. E eles procuram mesmo, eles ligam aqui... pedem para vir aqui para a gente conversar... porque eles estão recebendo e não estão... estão assustados ainda com o que eles estão recebendo... então, eles vêm ... a gente orienta.
...
A gente está fazendo um trabalho bem em conjunto mesmo com a escola comum aqui na sala de recurso, e os que vêm pedindo alguma informação... para fazer algum estudo de caso, a gente atende também. Então seria mais nesse sentido desse apoio para às escolas.
Para os familiares, alunos e professores da escolarização, permanece o acompanhamento, o atendimento e as orientações de acordo com a demanda de cada sujeito. O trabalho com os professores envolve reuniões periódicas, realizadas em equipe, para orientações sobre o trabalho pedagógico, discussão de casos, auxílio na elaboração de relatórios, ou esclarecimentos sobre a condução do trabalho para atender o princípio inclusivo.
[NA ESCOLA] Seria o do apoio também, de orientação ao professor aqui e às famílias.
É... a gente sempre faz reunião pedagógica, mas a equipe toda participa. [...] Geralmente uma vez por mês, ou de dois em dois meses... não passa muito disso não. [...] Então você vê que uns [PROFESSORES] tem interesse e é em todos os sentidos mesmo, você vê o interesse maior de ajudar o aluno, de estar desenvolvendo um trabalho com o aluno. Outros, a gente que tem que estar o tempo inteiro inserindo [...]. O outro, o tempo inteiro está aqui mostrando, procurando e cobrando, e perguntando, e pedindo livro, pedindo orientação e... vê aquele interesse mesmo. Esses estão muito na sala para... mostrando o trabalho, às vezes a gente não tem a informação para dar alí agora, mas pesquisa e leva...
Segundo a entrevistada, o maior entrave que a escola vem enfrentando para a inclusão dos alunos é a aceitação dos pais. Para minimizar este problema, após a seleção dos alunos em condições de serem encaminhados para o ensino comum, a equipe reúne os pais destes alunos para propor o desligamento da escola, orientar e apoiar o processo de inclusão.
Nós estamos tendo uma dificuldade muito grande com a inclusão [...]. [...] os pais estão com muito medo de estar indo [...], mas a gente tenta.
...
E fica aquela coisa... É o direito, também, do pai de estar optando, não dá para a gente obrigar.
Mas a gente tenta conversar com os pais, fala que se eles quiseram a gente vai junto na escola, que vai ter o itinerante [...].
Considerando as informações fornecidas pelo entrevistado na resposta à questão desencadeadora, os dados atuais contrariam a interpretação feita anteriormente apontando que as ações desta profissional estariam parcialmente voltadas para a perspectiva inclusiva, pois esta finalidade não era cumprida quando se tratava das atividades dirigidas para familiares, alunos e professores da escolarização. Porém, ao considerar o conjunto de informações apresentadas, seu conteúdo nos mostra que, correspondendo às necessidades da escola, as atividades desta profissional parecem voltadas para a perspectiva inclusiva em todos os setores que atua, começando no processo de triagem do aluno, passando pelos acompanhamentos e orientações que são feitos aos serviços que a escola oferece (escolaridade, itinerância e sala recuso), pelo trabalho realizado com os pais para aceitar o desligamento da escola especial e o encaminhamento para o ensino comum, e finalizando, com o suporte que é dado aos profissionais da rede.
5. Eli
Q.1: A prática inclusivista do entrevistado se restringe aos procedimentos realizados