• No results found

Installation methods

2  THEORY

2.1.1  Installation methods

Arborização – É fundamental considerarmos a necessidade de um manejo constante e adequado, sendo ele elaborado e posto em prática em curto e médio prazo, com a utilização de árvores nativas ou não, pensando-se numa melhor arborização das ruas. Este manejo envolve etapas de plantio, condução das mudas, podas e extrações necessárias. Para que seja implementado um sistema municipal que dê conta de toda essa demanda de serviços, é necessário considerar a necessidade de uma legislação municipal específica, medidas administrativas voltadas a estruturar o setor competente (Secretaria Ambiental) para executar os trabalhos, considerando, fundamentalmente, mão-de-obra qualificada e equipamentos apropriados.

Áreas verdes – Seria interessante realizar um projeto de arborização mais intenso, tornando a temperatura da praça amena, produzindo um espaço mais agradável para a construção de um parque gratuito para as crianças. Poderia ser construído um mini anfiteatro para apresentações culturais, dessa forma atrairia uma quantidade significativa de pessoas e serviria de incentivo para os comerciantes locais.

Comunicação pública – Em curto prazo, reformar os telefones públicos e promover políticas de conscientização e utilização correta dos telefones públicos, na tentativa de promover o uso responsável do equipamento urbano, sendo possível a

87 | P á g i n a aplicação de multas caso contrário. Em médio prazo, redistribuição de novos telefones públicos.

Espaços públicos – Uma reforma é necessária para ambas as praças, desenvolvendo projetos de áreas verdes, de iluminação pública, evitando áreas escuras e fornecendo visibilidade em todo o seu entorno. Para a segurança delas pode- se implantar um sistema de rondas ostensivas, o que já resolveria muitos problemas como o vandalismo de alguns indivíduos. O projeto deverá conter espaços de bem estar e convívio com: bancos, parquinho infantil, espaço de ginástica para idosos, quadras esportivas, arenas para apresentações, anfiteatros etc., além da reforma dos quiosques.

Mobilidade urbana – Transporte público: distribuídos por zonas da cidade, dessa forma, serão pelos menos cinco unidades que passarão pelas cinco zonas da cidade e terão horários definidos para a circulação constante, ou ainda, distribuídos de forma circular, dessa forma, passarão também pelas cinco zonas da cidade, contribuindo para a locomoção dos moradores, porém, esse modelo não adota os horários de passagem em cada bairro. Calçadas, pavimentação e estacionamentos: sugerimos que sejam adotados tipos de pavimentação que proporcionem boa permeabilidade, baixa velocidade de veículos, pouco escoamento superficial e baixa irradiação de calor. Para o limite de marcação entre as calçadas e ruas deve haver a construção de meio fio. O mobiliário urbano, como lixeiras, iluminação pública e sinalização vertical deve estar localizado na faixa de serviços das calçadas, de maneira que permita a sua utilização com conforto e segurança por todos, inclusive para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Poluição – Ambiental: para recolher o lixo a coleta seletiva é realizada por meio da Associação de Catadores (ASCAMARCA). A coleta consiste no recolhimento de resíduos recicláveis e outros poluentes de difícil decomposição, como o lixo eletrônico. A coleta é feita duas vezes na semana. Uma solução seria o aumento desses dias da coleta. Outra forma de tratar o lixo é criar aterros sanitários, que diminuem o contato urbano com o lixo. Cabe a Prefeitura Municipal a responsabilidade de aumentar os dias de coleta e a criação do aterro sanitário. Atmosférica: a melhoria das áreas verdes pela Prefeitura Municipal de Caicó seria de grande importância também para a minimização dos gases liberados pelos veículos; Sonora: Uma solução em curto prazo seriam rondas da CIPAM (Companhia Independente de Proteção Ambiental) sendo um órgão responsável pela proteção do patrimônio ambiental do Estado. Dessa forma, além da melhoria dos índices de violência urbana também melhoraria os níveis de ruído e perturbações do sossego alheio ocasionado pelos bares no bairro.

Saneamento – A CAERN (Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte) deverá fornecer além de água tratada também o tratamento de esgotos. Em curto prazo poderão tampar os bueiros a céu aberto e redirecionar o esgoto a um centro de tratamento.

88 | P á g i n a Situação fundiária – O governo municipal juntamente com a justiça deveria fazer mutirões judiciários para regularizar a situação de tantos processos que estão parados.

Vazios urbanos – O terreno que está localizado o prédio onde funcionava o IBAMA é muito grande e de ótima localização. O Governo Federal poderia construir vários prédios para abrigar inúmeras instituições públicas de Caicó que funcionam em imóveis alugados a preços absurdos. Facilitaria a vida de muitas pessoas que poderia resolver seus problemas em um só local e o dinheiro que é destinado para locação dos imóveis poderia ser utilizado para outros fins. Vale salientar que esta medida atrairia outros serviços para o bairro, ofertando empregos para população local.

Violência urbana – O mapeamento do crime: pode auxiliar o combate à violência urbana nas mais diversas instâncias como a realocação estratégica dos policiais militares: já que essa atividade pode ser feita em curto prazo tendo em vista a disponibilidade do contingente policial militar. A médio prazo, a criação de concurso para guardas municipais pela Prefeitura Municipal de Caicó. A longo prazo, a criação de programas educacionais com ensino integral (dois turnos) para crianças e adolescentes ou cursos profissionalizantes com estágios remunerados: para jovens até 22 anos (custeados pelo Governo Federal). Nesse contexto educacional, pensamos em priorizar a educação já que notamos a ausência de políticas públicas para jovens e adolescentes.

CONCLUSÕES

É necessário retratar que seria eficaz a cobrança e a ajuda da população em contato com o gestor municipal e estadual, formando uma gestão urbana eficaz e capaz de minimizar os desgastes e problemas urbanos e de se beneficiar das melhorias que essa parceria traria para cada município, deixando assim de ter o planejamento urbano como ideologia, e sim, como feito. Para uma cidade ser organizada e passar a cumprir sua real função é importante observar a estrutura urbana. As cidades vêm crescendo de forma assustadora, onde tudo é transformado de forma veloz, a cidade moderna mudou de cara de função.

89 | P á g i n a

90 | P á g i n a Imagem 1 – Loteamentos no bairro Paraíba

Imagem 2 – Arborização no bairro Paraíba

91 | P á g i n a

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Lei nº 10.257, de 10 de julho 2001. Estatuto da Cidade e Legislação

Correlata. – 2. ed., atual. Brasília: Senado Federal, Subsecretaria de Edições Técnicas,

2002.

BRASIL. Constituição (1998). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, Senado, 1998.

CONFIDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNICÍPIOS – CNM. Desenvolvimento Urbano: Gestão Territorial Responsável / Confederação Nacional dos Municípios. Brasília: CNM, 2008. 84 p. Vol. 10.

MACHADO, Eduardo Gomes. Planejamento urbano, democracia e participação

popular. Fortaleza, Departamento de ciências sociais, 2010.

ROSSI, Aldo. A arquitetura da cidade. Tradução Eduardo Brandão – São Paulo: Martins Fontes, 1995. – (Coleção a). Título original: L’architettura dela città.

SANTOS Jr., Orlando Alves do., MONTANDON, Daniel Todtmann. Os planos diretores municipais pós-estatuto da cidade: balanço crítico e perspectivas.

Rio de Janeiro: Letra Capital: Observatório das Cidades: IPPVR/UFRJ, 2011.

SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. 5ª ed. 2. Reimpr – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009, p. 105 – 107.

SOUZA, Marcelo Lopes de, RODRIGUES, Glauco Bruce. Planejamento urbano e

ativismos sociais. São Paulo, Editora UNESP, 2004, p. 15 – 81.

VILLAÇA, Flávio. Perspectivas do planejamento urbano no Brasil de hoje. Campo Grande, 2000, p. 1 – 16.

92 | P á g i n a

GT1 ESTUDOS URBANOS E REGIONAIS

Jomara Dantas Pessoa Mestranda do PPGe-UFRN Email: [email protected]

Rita de Cássia da Conceição Gomes Professora do DGE/PPGe-UFRN Email: [email protected],

RESUM O

Nas últimas décadas, presencia-se nas pequenas cidades norte-rio-grandenses a formação e expansão de redes associativistas comerciais como uma nova estrutura organizacional do pequeno comércio varejista. Considerando essa nova e importante mudança no cenário urbano e econômico dessas cidades, advindas, sobretudo com o processo de globalização, o presente trabalho busca entender a dinâmica sócioespacial das redes associativistas de supermercados enquanto estratégia de reprodução capitalista no âmbito das pequenas cidades norte-rio-grandenses. Para tanto, demonstrar-se-á como o pequeno comércio que atua nas pequenas cidades do Rio Grande do Norte renovaram suas estratégias para garantir sua permanência no espaço e competir territorial e financeiramente com as grandes redes comerciais.

Palavras-chave: redes associativistas de supermercados; comércio; pequenas

93 | P á g i n a

INTRODUÇÃO

As relações entre o comércio e a cidade são vistas através da história como vinculadas a um mesmo processo de constituição da cidade. O comércio no mundo moderno é entendido como uma função econômica na qual as mercadorias são trocadas. Nesse sentido, trata-se de uma atividade que se constituiu numa peça fundamental para o nascimento de cidades e estas, por sua vez, permitiram o desenvolvimento das diversas formas comerciais no âmbito da produção do seu espaço.

Diante disso, torna-se importante entender o comércio, enquanto atividade essencialmente urbana e que apresenta uma característica bastante específica, que diz respeito a sua capacidade de transformar tanto a função, quanto o significado das cidades, sejam elas grandes, médias ou pequenas.

Nessa perspectiva, para a compreensão dos novos conteúdos que a atividade comercial adquiriu, sobretudo nas duas últimas décadas, é importante atentar para as transformações ocorridas no comércio tradicional, como também para o surgimento das modernas formas de comércio e dos novos formatos organizacionais do comércio como a constituição de redes associativistas.

O contexto após a segunda guerra mundial é definidor de grandes transformações no âmbito da economia, caracterizada por uma divisão mundial capitalista do trabalho, cuja base é o desenvolvimento das forças produtivas em escala mundial e que é conduzida principalmente pelas grandes corporações transnacionais. Associado a isso, observa-se um processo de expansão e concentração de capital que denota e expressam o real.

O processo de globalização em curso alterou profundamente as relações políticas, econômicas e culturais entre os territórios, provocando mudanças significativas nas atividades comerciais. De modo que as constantes transformações na produção, principalmente, quanto ao sistema produtivo visando à incorporação de novas tecnologias fizeram com que o comércio, enquanto parte da produção da sociedade, também passasse por mudanças.

Nas análises de Harvey (1992) sobre as características atuais do processo de globalização, este autor considera que os grandes grupos empresariais encontram-se em meio a uma série de dados novos, tal como o uso de tecnologias de informação próprias do meio-técnico-científico-informacional, que impõe transformações nítidas no processo de produção das grandes empresas, traduzidas nas formas organizacionais.

Neste contexto, o comércio passa por profundas transformações, o que permite alguns estudiosos da temática falar em uma revolução do comércio varejista, ou distribuição, considerando-se as novas funções de varejista e atacadista. Essas transformações podem ser apreendidas através do aparecimento de novas formas comerciais como os supermercados, os hipermercados e shopping centers; pelas mudanças nas técnicas de vendas, com a disseminação do autosserviço (self-service);

94 | P á g i n a com a utilização das novas tecnologias e reestruturação das operações de logística com a informatização da armazenagem e gestão de stocks; e as alterações na estrutura empresarial, com o processo de concentração, configurada pelo aumento das superfícies comerciais e pelas alianças estratégicas (joint ventures) e a internacionalização da atividade comercial.

Todavia, apesar das mudanças experimentadas pela atividade comercial, sobretudo nos últimos trinta anos, sejam comsurgimento das modernas formas de comércio, sejam as mudanças nas técnicas de vendas, na sua localização ou no seu formato organizacional, há coexistência destas com as tradicionais, revelando transformações sócioespaciais.

Esse cenário favorece a emergência de novas tessituras no âmbito do pequeno comércio independente. O comércio independente, como o nome indica, diz respeito a uma entidade autônoma cuja atividade implica relações não formalizadas. Esta classificação compreende tanto os varejistas quanto os atacadistas, qualquer que seja o estatuto jurídico da empresa (familiar, sociedade ou cooperativa), onde se observa forte coincidência entre empresa e o estabelecimento e em geral, utilizam baixo nível de recursos tecnológicos. Este formato de organização do comércio é representativo do comércio tradicional, caracterizado por pequenas empresas e com presença majoritária no cenário mundial. Todavia, apresenta limitação de recursos e de poder de negociação com os fornecedores.

O pequeno comércio independente passa a experimentar amplas e profundas mudanças, pautando-se nos formatos organizacionais das modernas formas comerciais, como a formação de novos arranjos empresariais entre os diversos estabelecimentos comerciais, subsidiados pelos modelos de arranjos do setor produtivo de países como Itália, Dinamarca e Estados Unidos.

Sobre essas mudanças, Fernandes et al (2000, p.14) afirma que:

[...] muitos pequenos retalhistas, que em função de alguns atributos poderemos classificar de tradicionais, perante os desafios colocados pela concorrência da grande distribuição, as mudanças sociais e tecnológicas e os novos estilos de vida dos consumidores, têm investido fortemente na sua modernização, adoptado estratégias de gestão inovadoras, rompendo assim com o modo tradicional de estar no comércio.

Destarte, observa-se que o comércio independente, no que diz respeito a sua forma e funções, vêm passando por mudanças inerentes ao processo de modernização, com a adoção de novas técnicas de vendas como o autosserviço e novos formatos organizacionais, como por exemplo, a formação de redes associativistas comerciais.

De acordo com os espaços, a atividade comercial expandiu-se e foi incorporando as mudanças nas relações estabelecidas. O espaço urbano, por ser também o espaço do comércio e do consumo, transforma-se e reorganiza-se em função da atividade comercial.

95 | P á g i n a Diante disso, a análise da dinâmica urbana de pequenas cidades também deve apontar para os impactos decorrentes da globalização, considerando que cada centro, por menor que seja, participa, ainda que não exclusivamente, de um ou mais circuitos espaciais de produção, conforme discorre Santos (1988), produzindo, distribuindo bens, serviços e informações que crescentemente, circulam por intermédio da efetividade, ação de corporações globais e também por intermédio da rede financeira articulada globalmente.

Para Gomes (2012) algumas das dinâmicas de inserções das pequenas cidades norte-rio-grandenses podem ser apreendidas por meio das mudanças substanciais que tem ocorrido nas atividades de comércio e serviços, motivadas pelas politicas públicas de conteúdo social, cujos rebatimentos têm sido de forma concreta no território e na reprodução social, colocando-se em destaque a mudança nos hábitos de consumo, que demarcam formas específicas de participação desses espaços no processo hegemônico de reprodução da economia, expresso pela globalização.

No âmbito desse processo, tem se verificado,nos últimos anos, formação e a expansão de redes associativistas de supermercados, que passaram a fazer parte da dinâmica territorial de pequenas cidades norte-rio-grandenses. Essas redes, que consistem numa estratégia de reprodução do comércio local, propiciam mudanças significativas no âmbito da atividade comercial nestas cidades.

Neste sentido, o pequeno comércio independente começou a se articular por meio do associativismo e da formação de redes de cooperação, como forma de tornar- se igualmente competitivo e agregar as vantagens que as grandes empresas apresentam, em funções como logísticas de aquisições, produção, distribuição e marketing.

Considerando essa nova e importante mudança no cenário urbano e econômico de pequenas cidades norte-rio-grandenses, objetiva-se neste trabalho entender o processo de formação e dinâmica sócioespacial das redes associativistas de supermercados enquanto estratégia de reprodução capitalista em pequenas cidades do Rio Grande do Norte, emergente da disseminação no território brasileiro de um novo formato organizacional do comércio varejista.

M ETODOLOGIA

Nesta análise espacial o nosso enfoque teórico prioriza o comércio como um elemento constituinte do urbano cuja compreensão, permite-nos a apreensão das novas dinâmicas sócioespaciais das pequenas cidades em face do processo de globalização e que ensejou transformações no âmbito de suas formas comerciais. Visando uma análise teórico-conceitual da temática em tela, foram revisados trabalhos publicados e livros, que discutem e versam acerca dessa temática em diferentes contextos, tais como: Salgueiro (1996), Cleps (2005), Santos (1994; 1996), Castells (1999), Harvey (1992), Gomes (2010; 2012), entre outros.

De modo a compreender o processo de constituição e, para, além disso, entender a dinâmica das relações estabelecidas entre as redes associativistas de

96 | P á g i n a comércio e pequenas cidades foram aplicadas entrevistas com os agentes diretamente envolvidos com as redes comerciais no âmbito das pequenas cidades norte-rio- grandenses, como o gestor das Centrais e Redes de Negócios do SEBRAE/RN4, os presidentes das redes associativistas e alguns comerciantes associados a estas redes. Além disso, foram realizados levantamentos estatísticos mediante pesquisa documental nas publicações especializadas, tais como: Rankings Anuais da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS); Jornais: Tribuna do Norte, Folha de São Paulo; O Mapeamento das Centrais e redes de negócios do SEBRAE nacional; Revistas: Revista SuperHiper (vários anos); Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios (vários anos); além dos sites das principais empresas estudadas. Os dados obtidos na aplicação das entrevistas e nos levantamentos estatísticos foram tabulados e serviram de base para a elaboração das análises apresentadas neste trabalho.

RESULTADOS

O atual contexto demonstra a mundialização efetiva do capital na economia, o que tem feito com que importantes redes estrangeiras dos diversos segmentos do comércio varejista, invistam no Brasil, implantando aqui suas lojas ou fazendo planos para isso, fato que dificulta e, muitas vezes, inviabiliza a sobrevivência das pequenas empresas.

A década de 1990 foi definidora de grandes mudanças no âmbito do comércio varejista brasileiro, tendo sido caracterizado, dentre outros aspectos, pela expansão das redes de hipermercados e pela internacionalização do capital inerente às importantes aquisições e alianças estratégicas que ocorreram em vários setores econômicos.

O processo de internacionalização do comércio varejista brasileiro fez-se diretamente, por novas implantações (por exemplo, as realizadas pelo Carrefour e pela Wal-Mart), por aquisições (a exemplo das efetuadas pelo Grupo Sonae), ou ainda por associações com capitais locais (como Casino e Royal Ahold). Este contexto imprimiu uma maior velocidade no processo de concentração do capital comercial.

Essa expansão geográfica das grandes empresas comerciais (de diferentes grandezas e origens) e sua consequente concentração prejudicou diretamente os pequenos comerciantes já que estes dificilmente conseguiam competir com os preços baixos e incorporar as tecnologias adotadas tal como nas grandes redes.

Diante deste cenário, os pequenos supermercados adotaram novas estratégias que possibilitassem a sua manutenção e crescimento em um mercado cada vez mais competitivo. Uma solução adotada foi associar-se em grupos, mantendo suas identidades societárias ancoradas sob uma única marca de fantasia (bandeira). Esse novo formato organizacional do comércio, baseado na formação de “redes

4 Será utilizada essa expressão “SEBRAE/RN” quando nos referirmos à sua agência localizada no Estado do RN; já “SEBRAE”,

97 | P á g i n a associativistas de supermercados”, visa à permanência e o fortalecimento dos pequenos comerciantes no mercado e tem se disseminado por todo o país.

De acordo com Yemal (2008), no Brasil esse processo teve como referência os modelos já implementados pelos países Europeus, apoiados nas políticas de diferenciação de preços para grandes volumes de compra, os pequenos comerciantes independentes começaram a se articular formando associações, com o objetivo inicial de obter benefícios decorrentes das compras de larga escala e um maior poder de barganha junto aos seus fornecedores.

Essas associações consistem na tentativa de baratear a compra de mercadorias, a circulação e o marketing, reproduzindo o capital dos supermercados, para manter a competição com as redes de maior porte. Os supermercados que se unem em redes de associativismo buscam, principalmente, a padronização das lojas, com o objetivo de eliminar alguns custos. Essa padronização pode atingir o layout das lojas, o uniforme dos funcionários, as sacolas, os pacotes, as tabelas de preços, os cartazes e as promoções.

As redes associativistas de supermercados, enquanto um novo formato organizacional dos pequenos supermercados nos diversos estados brasileiros, também tem adquirido expressão no Rio Grande do Norte, principalmente, a partir dos fins da década de 1990, tendo nesse momento restringindo-se a região metropolitana de Natal, como primeira experiência de associativismo comercial no Rio Grande do Norte no segmento de supermercados, em 1997, com a formação da associação “RN Super Central de Compras” com sede na cidade Natal/RN e com lojas associadas localizadas em 12 (doze) cidades do RN, concentradas, sobretudo, na região metropolitana de Natal, e/ou na área de influência dessa cidade, conforme se observa na figura 01.

98 | P á g i n a Fonte: Pesquisa de campo, 2014.

A associação “RN Super Central de Compras”, composta por 17 (dezessete)