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Hvordan sikre næringslivet

Del V Anbefalinger

9.3 Hvordan sikre næringslivet

Passando agora à análise das respostas dos reclusos que admitem usar determinados meios de injecção no último mês (Figura 4.20), conclui-se que cerca de metade afirmam só utilizar agulhas novas, 10% declaram só se injectarem com agulhas usadas e 26,2% alternam entre o uso de agulhas novas e usadas nos seus consumos injectáveis. Existem ainda 16% dos reclusos que declaram utilizar nos seus consumos

138 Estes valores devem ser lidos da seguinte maneira: “Do conjunto dos que declaram ter consumido

drogas antes da prisão (1322 indivíduos) e que responderam a esta questão (839), declaram consumos injectáveis antes da prisão 53,5% no grupo dos 16 aos 25 anos, descendo os valores de consumos injectáveis na prisão para 24,6% neste mesmo grupo etário”. Este mesmo raciocínio deve ser repetido para os grupos etários seguintes. Os valores utilizados para este cruzamento são: base=1322; casos válidos “antes da prisão”: 16-25 anos=170; 26-35 anos=405; 36-45 anos=225; 46-55 anos=34; 56 e + anos=5; casos válidos “na prisão”: 16-25 anos=171; 26-35 anos=404; 36-45 anos=224; 46-55 anos=35; 56 e + anos=5.

injectáveis de drogas no último mês, outros meios de injecção que não agulhas (ou seringas).

Figura 4.20

Agulhas utilizadas mais habitualmente no último mês (%)139

16

26,2

48,4

9,4

Só agulhas novas Só agulhas usadas Às vezes agulhas novas e outras vezes usadas Outros meios

Para aferir sobre a partilha de agulhas no interior dos estabelecimentos prisionais, perguntou-se aos inquiridos se no último mês o tinham feito (Figura 4.21). Foram cerca de ¼ (24,2%) os reclusos que admitiram ter partilhado agulhas com outras pessoas no último mês no interior da prisão.

Figura 4.21

Declarações de partilha de agulhas com outras pessoas no último mês (%)140

24,2

75,8

Sim Não

Mas se cerca de ¼ declarou ter comportamentos de risco, tais como, a partilha de agulhas nos seus consumos injectáveis do último mês, 39% afirmou ter usado sempre desinfectantes para limpar as agulhas. Mesmo assim, 44,4% admite nunca o ter feito e 16,6% declara que só às vezes utilizou desinfectantes para limpar as agulhas (Figura 4.22). O total de reclusos que afirmaram nunca ou só às vezes utilizarem desinfectante (147 indivíduos) no conjunto dos que admitiram ter partilhado agulhas no último mês

139 Utiliza-se como base para as perguntas relativas ao uso e à partilha de agulhas o número de reclusos

que declarou ter-se injectado pelo menos uma vez na vida (550 indivíduos). Base=550; Casos Válidos=244.

constituem um grupo onde existem comportamentos potenciais de risco de transmissão de doenças infecto-contagiosas como o HIV, a SIDA e as hepatites.

Figura 4.22

Declarações de uso de desinfectante (lixívia ou outro) para limpar as agulhas (%)141

44,4

39,0

16,6

Sempre Ás vezes Nunca

Para perceber melhor estas práticas de risco nos consumos injectáveis cruzou-se as declarações relativas à partilha de agulhas com as respostas sobre o uso de desinfectantes, indicando os resultados uma situação de menor gravidade do que aquela que em princípio podia pensar-se. Deste modo, observa-se na Figura 4.23 que dentro do grupo dos que declararam ter partilhado agulhas no último mês, 57,8% afirmam ter usado sempre desinfectante para limpá-las. Este panorama embora menos grave do que à partida se poderia supor, continua a revelar indicadores preocupantes se se tiver em consideração que cerca de 20% dos reclusos admitem nunca ter qualquer cuidado para diminuir os comportamentos de risco nos consumos intravenosos e ainda 23,4% afirmam fazê-lo apenas às vezes no conjunto dos que declararam ter partilhado seringas no último mês.

141 Base=550; Casos Válidos=241.

Figura 4.23

Partilha de agulhas e uso de desinfectantes nos consumos injectáveis de drogas no último mês (%)142

5 7 ,8 3 2 ,0 2 3 ,4 1 3 ,4 1 8 ,8 5 4 ,7 0 2 0 4 0 6 0 8 0 U s a ra m s e m p re d e s in fe c ta n te U s a ra m à s ve ze s d e s in fe c ta n te N u n c a u s a ra m d e s in fe c ta n te P a rtilh a ra m a g u lh a s N ã o p a rtilh a ra m a g u lh a s

Para melhor compreender a componente das práticas de risco na população reclusa, tentou-se averiguar como se distribuíam as declarações de consumo de drogas ao longo da vida, no grupo dos inquiridos que declararam ser seropositivos, e como se comportavam relativamente ao uso de preservativos e à partilha de agulhas.

Como se pode observar no gráfico seguinte (Figura 4.24) no total dos reclusos que declararam ser seropositivos 91% já consumiram drogas ao longo da vida. A associação entre seropositividade e consumo de drogas revela-se assim extremamente forte, sabendo-se ainda quanto aos modos de consumo que é a via injectável a que mais se relaciona com a transmissão de doenças. Ora, em meio prisional, as condições de consumo envolvem muitas vezes situações que podem ser propiciadoras de comportamentos de risco.

Figura 4.24

Declarações de consumos de drogas alguma vez na vida no total dos inquiridos seropositivos (%)143

9,0

91,0

Nunca consumiu drogas Já consumiu drogas

142 Base=550; Casos Válidos “partilharam”=64; casos válidos “não partilharam”=172. 143 Base=1322; Casos Válidos=223.

Analisando assim a prática de partilha de agulhas pelos inquiridos que se declararam como seropositivos pode constatar-se, como a Figura 4.25 ilustra, que cerca de 80% desses não o fizeram no último mês. Este valor é um indicador positivo de comportamentos de alguma precaução no que respeita à transmissão desta doença infecto-contagiosa.

Figura 4.25

Partilha de agulhas no último mês no total dos inquiridos seropositivos (%)144

22,2

77,8

Partilharam agulhas Não partilharam agulhas

Embora, no que toca à partilha de agulhas pareçam existir precauções para a não transmissão do HIV, lembre-se que no que se refere às relações sexuais existe uma maior permissividade que aumenta o risco de transmissão e contágio já que eram quase metade os seropositivos que declararam nunca usarem preservativo.

Atente-se agora nas declarações relativas às saídas dos consumos de drogas nas prisões, através da recorrência a programas de tratamentos diversos disponibilizados pelos estabelecimentos prisionais, algumas das vezes, em articulação com outros serviços de prevenção e tratamento da toxicodependência.