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Innovasjon og produktivitetsvekst 104

Os métodos de abordagem são os métodos que proporcionam as bases lógicas possuindo um caráter mais geral. Segundo Andrade (2001, p. 130-131) são “procedimentos gerais que norteiam o desenvolvimento das etapas fundamentais de uma pesquisa científica”.

Os métodos de abordagem mais frequentemente considerados são: o indutivo, o dedutivo, o hipotético-dedutivo e o dialético.

No que diz respeito ao método indutivo, parte-se do particular para o geral, segundo Lakatos e Marcone:

Indução é um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Portanto, o objetivo dos argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais se basearam. (Lakatos e Marcone, 2003, p. 86).

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No caso do método indutivo parte-se de premissas particulares por meio da observação da realidade, descobrindo a relação entre os fenómenos, de forma a inferir uma verdade geral.

Em oposição ao método indutivo tem-se o método dedutivo, que parte da generalização para uma questão mais particular. Neste caso, é possível chegar a uma certeza através da razão. Segundo Lakatos e Marcone (2003, p. 91), um exemplo do método dedutivo é:

Premissa geral: Todo o mamífero tem um coração. Premissa particular: Ora, todos os cães são mamíferos. Conclusão: Logo, todos os cães têm um coração.

Ao compararem o método indutivo com o método dedutivo concluem os autores que “os dois tipos de argumentos têm finalidades diversas – o dedutivo tem o propósito de explicar o conteúdo das premissas; o indutivo tem o desígnio de ampliar o alcance dos conhecimentos.” (Lakatos e Marcone, 2003, p. 95)

O método hipotético-dedutivo, segundo Lakatos e Marcone (2003, p. 106), “inicia-se pela percepção de uma lacuna nos conhecimentos, acerca da qual formula hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese.” Desta forma, a dedução do problema é realizada a partir das hipóteses formuladas.

O método dialético, segundo Lakatos e Marcone (2003, p. 106), “penetra o mundo dos fenômenos através de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno e da mudança dialética que ocorre na natureza e na sociedade.” Sendo a dialética a “arte de dialogar”, este método implica o diálogo e o questionamento sobre o assunto até chegar às conclusões.

Nesta pesquisa foi privilegiado o método indutivo, uma vez que se partiu da análise particular dos GA, ou seja, procedeu-se à observação dos fenómenos; posteriormente os dados foram tratados com vista à descoberta da relação entre eles e, finalmente, procedeu-se à generalização dos resultados obtidos permitindo tirar conclusões. Desta

forma, foram tidos em conta os três elementos ou etapas fundamentais de todo o processo de indução defendido por Lakatos e Marcone (2003, p. 87): (a) observação dos fenómenos; (b) descoberta da relação entre eles e (c) generalização da relação.

Foram também tidas em conta as três etapas que orientam o trabalho de indução, propostas por Lakatos e Marcone (2003, p. 88): (a) certificar-se de que é verdadeiramente essencial a relação que se pretende generalizar – evita confusão entre o acidental e o essencial; (b) assegurar-se de que sejam idênticos os fenómenos ou factos dos quais se pretende generalizar uma relação – evita aproximações entre fenómenos e factos diferentes, cuja semelhança é acidental e (c) não perder de vista o aspeto quantitativo dos factos ou fenómenos – impõe-se esta regra já que a ciência é primordialmente quantitativa, motivo pelo qual é possível um tratamento objetivo, matemático e estatístico.

Ainda a respeito do método indutivo adotado, como o trabalho envolveu o manuseamento de uma amostra, pois o volume de GA recebidos inviabilizava a análise de todos os documentos, também foi tido em conta o tamanho da amostra, de forma a garantir a força indutiva do argumento, acautelando assim a legitimidade da inferência, uma vez que Lakatos e Marcone (2003, p. 90) alertam que “(…) ocorre a falácia da amostra insuficiente quando a generalização indutiva é feita a partir de dados insuficientes para sustentar essa generalização”. Por outro lado, a seleção da amostra também foi realizada adotando uma recolha sistemática dos GA selecionados, evitando assim que a amostra fosse tendenciosa e garantindo a representatividade da mesma, pois Lakatos e Marcone (2003, p. 91) alertam que “a falácia da estatística tendenciosa ocorre quando uma generalização indutiva se baseia em uma amostra não representativa da população.”

Após a caracterização da pesquisa, passa-se à abordagem dos métodos de procedimentos usados com o objetivo de explicar concretamente o conjunto de etapas pela qual passará a investigação.

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II. Métodos e procedimentos

Pegando na definição de Silveira et alii (2010, p. 125)Méthodos (methá+odon) significa “caminhos para chegar a um fim”, já enunciada anteriormente. Essa é exatamente a interpretação em que se estriba o capítulo, concretamente explicar todo o conjunto de opções metodológicas realizadas para obter os resultados.

Assim sendo, seguidamente descrevem-se as opções metodológicas adotadas na recolha, tratamento e análise de dados, cuja esquematização se apresenta na próxima página.

136 2.1 Grounded Theory

De acordo com o estipulado nos vários protocolos de investigação, foi feita uma exaustiva pesquisa bibliográfica, no sentido de encontrar trabalhos ou teoria que pudesse conceder algum referencial teórico ao presente trabalho. Embora fosse possível encontrar produção científica em áreas similares, por exemplo: análise de revisão de literatura realizada a partir de bases de dados em texto integral; trabalhos de psicologia em torno da decisão, ou mesmo da economia focados na utilidade marginal, como é o caso de Tonetto et alli. (2006) e Kahneman (2011). No entanto, a pesquisa não permitiu identificar teoria ou artigos que se focassem especificamente nas duas questões centrais da pesquisa, a recordar: 1) justifica-se a leitura; 2) GA. Acresce que, para além da convicção no potencial e riqueza encerrados na questão de partida, não havia, como acontece bastas vezes, uma antevisão do lastro metodológico a adotar. Assim o ponto de partida sustentava-se num travejamento algo difuso em torno da análise textual.

Em consequência, a opção inicial de trabalho recaiu na grounded theory, que pareceu ser a mais indicada para um contexto indefinido e indeterminado, já que, segundo esta teoria, não se parte de um esquema conceptual validado ou de um corpo de hipóteses, mas propõe-se uma análise liberta de peitas e condicionalismos metodológicos, suscitando o investigador a "deixar-se conduzir até onde os documentos o levarem", no sentido de sistematizar tendências e padrões como se pretende com este estudo. Segundo Strauss e Corbin (1994) (cit. in Fonte, s.d., p. 2), “(…), trata-se de uma metodologia geral para desenvolver teoria, que está enraizada nos dados sistematicamente recolhidos e analisados. A teoria evolui durante a própria investigação e isso ocorre através da relação dinâmica e contínua entre análise e recolha de dados.”

Grounded Theory

A Grounded Theory foi inicialmente desenvolvida por Glaser e Strauss (1967), que com ela defendiam ser possível descobrir indutivamente teorias, partindo da análise sistemática dos dados, baseados na convicção que os resultados são obtidos pelo método da descoberta e que esses resultados são independentes do investigador. Do seu ponto de vista, os conceitos emergem dos dados, portanto não é necessário definir a priori um quadro conceptual que possa influenciar a teoria. O pesquisador deve concentrar-se no que está a acontecer e não no que deveria acontecer, segundo determinadas teorias.

A escolha desta teoria está ainda relacionada com o facto de se poderem combinar as técnicas qualitativas e quantitativas, tal como Strauss e Corbin (1990) sugerem.