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- INNLEDENDE BESTEMMELSER Kapittel 1 - Anvendelsesområde

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Atentando à toxicidade inerente a alguns produtos citotóxicos ou biológicos, aos possíveis riscos de saúde envolvidos na manipulação incorreta destes, tanto para o manipulador como para os demais, não descuidando também o possível impacto ambiental em causa, é de extrema importância a exclusiva manipulação destes medicamentos por parte de pessoal com formação prévia adequada [19]. A centralização nos SFH dos processos de preparação ou reconstituição de medicamentos citotóxicos, recorrendo a pessoal especializado e aplicando as boas práticas de fabrico (no que toca a instalações, equipamentos, material de trabalho e registos), permite uma redução dos erros, acidentes e riscos envolvidos com este tipo de produtos [7, 19].

Para a preparação dos citotóxicos e biológicos os SFH do CHCB dispõe de uma outra sala de preparação limpa, na mesma divisão onde se encontra a sala de preparação de NP e preparações estéreis. Estas apresentam inúmeras semelhanças entre si, nomeadamente no que toca ao formato físico da sala (para facilitar a sua limpeza), a presença de uma pré-sala e de um tranfer como entradas/saídas da câmara e a cadeira e os contentores dentro desta, mas existem algumas diferenças. Visto se tratarem de substâncias extremamente tóxicas, as proteções equipadas na pre-sala são bastante mais impermeáveis e resistentes, sendo esta também mantida a pressão positiva. O material que atravessa o transfer é preferencialmente

contendo citotóxicos, sendo também pulverizado com etanol a 70%. A sala de preparação, ao invés de mantida a pressão positiva à semelhança da outra, esta é mantida a pressão negativa (<0 mmH2O), garantindo desta forma que partículas tóxicas existentes sejam mantidas dentro

da câmara [2, 3]. Isto torna-se possível através de uma exsuflação superior à insuflação imposta na sala, ambas através de filtros HEPA. A câmara de fluxo de ar laminar vertical - classe IIB presente justifica-se para tanto proteção do operador como do preparado a realizar. À semelhança com a outra câmara, utiliza-se também técnica assética na preparação de citotóxicos, com duas particularidades: evita-se ao máximo a utilização de agulhas ou pressões positivas dentro dos frascos, evitando a dispersão de partículas tóxicas, recorrendo a sistemas luer-lock, spikes com compensação automática de pressão, seringas sempre com volume superior ao pretendido e compressas esterilizadas para cobrir as ampolas durante o seu manuseio; e todo o material que contata com estes fármacos, incluindo os possíveis remanescentes, é colocado em bioboxes que posteriormente são enviadas para inceneração a 1100ºC. Todos os remanescentes guardados são registados com a data e o operador, bem como com a validade que apresentam.

De forma semelhante com a preparação de NP, a preparação de citotóxicos realiza-se mediante receita médica obrigatória com protocolos internacionais previamente definidos, ao que no dia que o doente necessite realizar tratamento, este dirige-se ao HDI, e deste contatam os SF avisando se o doente se encontra clinicamente capaz de reali zar o tratamento ou não, minimizando assim desperdícios. A prescrição é então avaliada e validada pelo farmacêutico [4]. De forma a possibilitar uma rápida avaliação da medicação do doente, os SF possuem os perfis farmacoterapêuticos dos doentes, ondes se encontra registada o nome e o número do processo do doente, a idade, peso, superfície corporal, diagnóstico e protocolo prescrito, sendo sempre atualizado ao longo de novos tratamentos [4]. Assim, é impressa a ficha de preparação do citotóxico em duplicado (uma acompanha a medicação para os SC, a outra inclui-se no seguimento farmacoterapêutico) contendo as informações previamente apresentadas e as indicações do dia e do ciclo e da medicação prescrita, com respetivas vias de administração, tempo, ordem e solvente, e são impressos também os rótulos, contendo também as informações anteriores e nos quais a designação "citotóxico" deve vir destacada [3]. De forma a facilitar a preparação dos citotóxicos encontram-se na sala diversos quadros contendo informação sobre os solventes a utilizar, as concentrações adequadas e a estabilidade após reconstituição ou diluição, para os diversos fármacos [19]. Após preparação, todos os citotóxicos ou produtos biológicos contidos em soros são embrulhados em papel de alumínio, de forma a facilitar o reconhecimento do tipo de produto em causa, são colocados os rótulos tendo em atenção para não cobrir nenhuma escala, e a medicação é então enviada para os serviços, acompanhada pela medicação de suporte e a ficha do preparado [4]. Este envio para os serviços é feito recorrendo a uma arca térmica devidamente identificada, de forma a evitar possíveis derrames ou perdas de estabilidade [4].

São muitas as medidas tomadas de forma a minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes com citotóxicos, como: as já referidas anteriormente; realizarem-se todas as

movimentações destes produtos mediante a utilização de um recipiente de plástico resistente devidamente identificado; todos estes se encontrarem prontamente disponíveis dentro da sala onde se encontra a sala limpa, minimizando a necessidade de transporte destes; e muitos dos frascos contento citotóxicos possuírem reforços de plástico na sua base e serem envolvidos em plástico, reduzindo o derrame causado [2, 20]. Apesar destas múltiplas medidas, os acidentes podem mesmo assim ocorrer, tornando-se importante a criação de um protocolo que defina o procedimento a realizar no caso de ocorrerem derrames ou contaminações com citotóxicos [4]. Desta forma, existem "kits" de SOS em várias zonas do SFH para o caso de ocorrerem derrames, sendo este constituído por vestuário descartável e impermeável, utensílios para a manipulação dos resíduos existentes e conter o derrame e a presença de material de demarcação para sinalizar que a zona se encontra vedada. Independentemente da ocorrência de acidentes ou não, todo o pessoal que contata com este tipo de fármacos realiza periodicamente consultas médicas para despiste de patologias provocadas por contato com citotóxicos.

Efetua-se, de forma igual como na câmara de preparação de NP, o registo diário da temperatura e da pressão da câmara e o controlo microbiológico semanal e trimestral, garantindo assim também a qualidade e a estabilidade física, química e microbiológica das preparações aqui produzidas [4]. No final de cada dia é também gerado um mapa resumindo todas as preparações realizadas, com informações de quantidades de solvente e fármacos usados e respetivos lotes e validades, sendo validado pelo farmacêutico se tudo se encontra conforme. Nesta área constitui também como indicador de qualidade o tempo de espera pelos citotóxicos, nomeadamente o tempo decorrido entre a saída destes da sala até à sua receção no SC, não devendo este tempo ser superior a 2 horas sob consequência de auditorias para averiguação do sucedido [4]. Durante o meu estágio nesta área acompanhei e participei sob supervisão na reconstituição de medicamentos citotóxicos, organizei a pré-medicação, preenchimento das fichas de produtos e impressão de rótulos, investiguei as medidas de controlo e qualidade aplicadas, tanto no armazenamento como em todos os circuitos destes, e participei ativamente no contato entre o SFH e os SC.

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