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Del II Fellesskap og tilhørighet

11.1 Innflytelse

A área que se destina à receção de encomendas é o local onde ocorre o primeiro contacto entre o medicamento e os SFH. Trata-se de uma etapa relevante no circuito da terapêutica medicamentosa, uma vez que é necessário verificar se os produtos farmacêuticos recebidos correspondem a tudo aquilo que foi efetivamente solicitado, e se as condições de transporte e armazenamento foram devidamente cumpridas.

Estabelecido o pedido de encomenda, o próximo passo centra-se na entrega da medicação nos SFH. Nesse momento, o TF, AO ou o FH rubrica e carimba a Guia de Remessa (Anexo 2.4) por forma a que a transportadora detenha um documento comprovativo em como sucedeu a receção da encomenda pelos SFH, ficando os referidos serviços com uma cópia do documento.

Imediatamente a seguir, a Guia de Remessa é enviada aos AT de forma a que seja anexada a Nota de Encomenda inicialmente gerada (Anexo 2.5), voltando novamente à área de receção de encomendas para que se possa proceder à introdução das informações respeitantes à medicação no sistema informático Alert®. Aquando deste passo, o TF procede à comparação entre os produtos farmacêuticos recebidos e aqueles que se encontram na Nota de Encomenda gerada, verificando parâmetros como a data de validade (que não deve ser inferior a seis meses, salvo se houver certezas do seu total consumo durante aquele período de tempo), nome do medicamento, dosagem, forma farmacêutica e quantidade rececionada.

No referido programa informático é pesquisado o número associado à Nota de Encomenda em questão, e são aí introduzidos o lote e a validade que constam no medicamento a ser rececionado. Além disso, são indicadas algumas informações sobre o estado das embalagens (bom, molhado, quantidade errada, danificado, partido, temperatura inadequada) e a conformidade com o que foi pedido (tipo e quantidade de embalagens, marca e referência). Findo este passo considera-se a receção da medicação nos SFH oficialmente efetuada e, após se rubricar e datar a nota de encomenda inicial, a documentação retoma aos AT.

Nesta etapa do meu estágio tive a oportunidade de rececionar física e informaticamente um citotóxico (Oxaliplatina), efetuando todos os passos acima supracitados com a maior prudência, tendo sido supervisionada pelo TF responsável por este setor.

2.6. Armazenamento

Terminado o processo de receção sucede-se o armazenamento dos produtos farmacêuticos. Sendo estes dotados de particulares propriedades de índole química e física é importante que as condições onde se encontram sejam meticulosamente controladas.

O armazém dos serviços farmacêuticos é composto por duas secções: um armazém principal onde consta a maior parte da medicação utilizada pelos serviços,e uma segunda área, que abrange o local de receção das encomendas bem como duas salas: uma destinada a armazenar produtos inflamáveis e desinfetantes e outra contendo as soluções de grande volume.

O armazém principal é composto por prateleiras onde os medicamentos são dispostos da esquerda para a direita, alfabeticamente, segundo a sua Denominação Comum Internacional (DCI). Existe ainda um armário destinado exclusivamente a antídotos, também ele organizado da mesma forma. Para além disso, destaca-se a existência de uma secção para leites, medicação oftálmica, pílulas e dispositivos médicos, pensos medicamentosos, alimentação entérica e bolsas de alimentação parentérica. MEP encontram-se armazenados em cofre fechado à chave, onde apenas o FH pode aceder.

Cada medicamento é único e, como tal, caraterísticas como temperatura, humidade ou fotossensibilidade devem ser tidas em conta de modo a que a sua estabilidade não seja comprometida, assim como a sua função terapêutica. Os SFH do HSMG encontram-se consciencializados da importância destes fatores e efetuam o armazenamento da medicação tendo-os em conta. A título de exemplo, dentro da categoria dos hemoderivados saliento o

plasma humano, que se encontrava a -42,4ºC, em frigorífico designado para o efeito. As vacinas, insulinas, imunoglobulinas, proteínas coagulantes e algumas soluções injetáveis também se encontravam em frigoríficos cuja temperatura oscilava entre os 3ºC e os 7ºC.

De maneira a que houvesse uma adaptação inicial aos SFH do HSMG, efetuei, durante a “semana zero” do meu estágio, uma recolha escrita de todos os medicamentos pertencentes ao armazém principal da farmácia. Foram reunidas e compiladas informações como a DCI de cada medicamento, a sua dosagem, via de administração, forma farmacêutica, nome comercial, classificação farmacoterapêutica e indicação a que de destinavam. Da análise das cartonagens dos medicamentos pude também observar muitas informações, como o processo de esterilização a que foram sujeitos, pictogramas que permitem elucidar o doente da hora da toma ou designações que o alertam do modo de aplicação do produto. Com esta atividade pretendia-se uma familiarização com a medicação existente no hospital, bem como uma associação entre princípios ativos e finalidade terapêutica.

Para mim esta experiência foi sem dúvida da maior importância e seria imprescindível a sua implementação como o passo base inicial de um estágio, uma vez que o conhecimento da medicação usada por determinado hospital permite-nos inferir quais as principais patologias aí existentes, agilizar o processo de dispensa de determinada medicação e é uma forma de relembrar e memorizar a terapêutica farmacológica.

2.6.1. Medicamentos LASA e MAR

A importância do conhecimento acerca dos medicamentos é um tópico fulcral, assim como a identificação e distribuição da terapêutica certa ao doente. Na passagem pelas diversas secções dos SFH, deparei-me com medicamentos que, por terem a mesma fonética ou aspeto semelhante, podem facilmente ser confundidos e originar erros que colocam em causa a saúde dos doentes, denominados medicamentos Look-Alike, Sound-Alike (LASA) (5), como é o exemplo da Benzilpenicilina Sódica e Benzilpenicilina Potássica (Figura 1).

Outra importante categoria de medicamentos são os Medicamentos de Alto Risco (MAR). Esta categoria de medicamentos tem esta designação devido ao potencial elevado de provocar dano nos doentes em consequência de erros aquando da sua utilização, quer pela sua margem terapêutica estreita, quer pela gravidade associada aos efeitos adversos relacionados com o fármaco (6).

Por forma a haver uma distinção deste tipo de terapêutica, os SFH implementaram um sistema de pequenos símbolos identificadores que foram colocados nas prateleiras do armazém principal e nas gavetas de armazenamento de medicação. Pretendia-se, com isto, alertar o profissional de saúde para a necessidade de atenção redobrada perante este tipo de situações, por forma a minimizar eventuais erros de caráter humano. A lista de MAR que se encontra nos SFH é uma adaptação da lista oficial emitida pela Direção Geral de Saúde (DGS), sendo anualmente revista e havendo sempre o cuidado de centralizar este tipo de medicação aos serviços por forma a perceber, em tempo útil, a quem se destina e com que finalidade.