Del II Fellesskap og tilhørighet
8.1 Tillit og tilhørighet
Couteau e colaboradores (73), num estudo de fotoestabilidade de filtros solares, verificaram que os filtros BMDBM, DHHB e MBBT apresentavam discrepâncias entre o FP-UV-At0h
(2,76 ± 0,31; 9,80 ± 0,94; 5,34 ± 0,68, respetivamente) e o FP-UV-At2h (1,63 ± 0,19; 4,60 ± 0,88;
4,85 ± 0,51, respetivamente), tendo classificado os filtros como fotolábeis uma vez que FP-UV- At2h<90% FP-UV-At0h.
Chatelain e colaboradores (74) estudaram o efeito do BEMT sobre a estabilidade do EMC e BMDBM tendo verificando que a sua adição estabilizou as formulações que continham os dois filtros em combinação ou sozinhos, evitando ainda alterações ao nível da proteção UV-A e UV- B.
Kawakami e colaboradores (75) verificaram que o filtro DHHB não apresentava qualquer efeito estabilizador sobre o filtro BMDBM. Na mesma investigação, os autores notaram que as análises efetuadas ao filtro DHHB individualmente ou em associação ao BMDBM, revelaram a inexistência de potencial fototóxico sobre as células em estudo.
A verificação da formação de aductos entre os filtros UV comumente usados em protetores solares e uma técnica englobando a utilização de grupos amina para mimetizar os péptidos presentes na pele, foi o objetivo proposto por Stiefel e colaboradores (76). Nessa investigação, onde os filtros foram sujeitos a várias condições de estudo, verificou-se que em presença de luz solar os filtros OC, EHS, EHT, EHC e DHBT mostraram reatividade perante a placa contendo grupos amina, cujo valor mais elevado foi apresentado pelo EHS (76), tendo os autores estabelecido um paralelismo entre a formação de aductos pelos elementos em estudo e o aparecimento de dermatites de contacto ou fotoalergias, referidas na literatura científica.
Sharifan e colaboradores (77) levantaram a possibilidade de formação de produtos tóxicos para crianças através da interação entre filtros UV orgânicos aplicados sobre a pele e o cloro, comumente usado na desinfeção de piscinas.
Stiefel e colaboradores (78) mostraram que o grau de reatividade de filtros orgânicos em condições de exposição à radiação UV é de caráter variável, tendo para isso usado amostras de pele de porco (que pretendiam mimetizar a pele humana) e amostras de vidro (que pretendiam mimetizar a ausência de proteínas na pele), tendo verificado uma reatividade decrescente para os filtros EHS> BMDBM >OC>EMC>EHT.
Numa investigação in vivo envolvendo voluntários humanos, Moyal estudou a Dose de Pigmentação Mínima na pele Protegida (DPMP) e Dose de Pigmentação Mínima na pele Desprotegida (DPMD), tendo verificado que a combinação dos filtros DRT (DPMP/DPMD=4,3) e TDSA (DPMP/DPMD=6,4) oferecia um nível de proteção contra a pigmentação superior (DPMP/DPMD=7,4) ao seu uso de forma isolada, realçando a importância do Fator de Proteção UV-A na prevenção da pigmentação da pele (79).
Beasley e colaboradores (80), num estudo de caraterização da proteção UV-A por filtros físicos e químicos, verificaram que as formulações contendo 5% de OZ ou 3% de BMDBM apresentavam fatores de proteção UV-A superiores (FP-UV-A=16 e FP-UV-A=18,2, respetivamente) às que continham TiO2 nas concentrações 2,4%, 5,9% ou 9,1% (FP-UV-A=10,5;
9,5; e 8 respetivamente). Verificou-se ainda que o OC atuava como estabilizador do filtro BMDBM. Além disso, a adição de EMC diminuiu a capacidade de absorção da radiação UV por parte do BMDBM, fator este relatado também por outros autores (81).
Outro estudo mostrou diferenças na razão de absorção da radiação UV-A/UV-B em várias formulações com filtros solares orgânicos após irradiação, tendo-se verificado que a formulação constituída por EMC+BMDBM+OC apresentava uma razão de absorção da radiação UV-A/UV-B elevada comparativamente a outras formulações, mesmo após um período de irradiação de 120 minutos (82).
Armeni e colaboradores, num estudo in vitro, mostraram que o filtro BMDBM não ofereceu proteção celular contra os efeitos da radiação UV-A, uma vez que a sua aplicação não provocou uma diminuição na mortalidade celular, comparativamente ao grupo de células de controlo (83).
Outros autores evidenciaram ainda a formação de espécies reativas de oxigénio pelo TiO2 ao nível das células da epiderme (84) sob influência de radiação UV (85-86).
Uma investigação envolvendo uma linha de células de fibroblastos humanos permitiu verificar uma perda de viabilidade celular de 25% quando os mesmos eram tratados com 500 µg/mL de TiO2, embora o seu efeito genotóxico através do recurso a imunofluorescência tenha
sido verificado para concentrações de 10µg/mL (87). Outro estudo, usando um modelo equivalente a pele humana, mostrou que as partículas de TiO2 não apresentaram qualquer
efeito ao nível da viabilidade celular nem fototoxicidade perante a exposição a radiação UV (88). Kocbek e colaboradores (89) através da comparação de partículas de TiO2 e OZ, apuraram
desde logo para concentrações de 15µg/mL para o OZ, enquanto que o TiO2 só apresentava
efeitos a acima dos 100µg/mL. A formação de espécies reativas de oxigénio intracelulares foi também verificada para concentrações de 15µg/mL para o OZ, sendo que nenhum efeito foi verificado para o TiO2 nesta mesma concentração (89).
Relativamente ao OZ, Pal e colaboradores verificaram que a incidência de radiação UV em nanopartículas de zinco em contacto com queratinócitos de rato levava à sua translocação até ao núcleo celular, geração de espécies reativas de oxigénio (essencialmente na presença de radiação UV-B), bem como alterações ao nível do ADN (90).
Meyer e colaboradores (91) verificaram que as nanopartículas de OZ em concentração de 50µg/mL induziam a apoptose celular em fibroblastos dérmicos humanos pelo recurso à técnica de coloração de anexina V, tendo-se ainda verificado uma redução significativa na viabilidade celular (85%) para concentrações acima dos 25µg/mL, através do ensaio MTT.
Um outro estudo in vitro pretendia observar o efeito da radiação UV-B nas partículas de OZ presentes em duas formulações de protetores solares, tendo verificado a sua dissociação em Zn2+, sendo que o seu contacto com as células de queratinócitos humanos originou a
formação de espécies reativas de oxigénio. Além disso, através do ensaio MTT, obteve-se uma percentagem de morte celular de 30% e 80% para concentrações de OZ relativamente baixas (de 0,81mg/L e 4,05mg/L, respetivamente) (92).