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Frivillighet og frivillige

Del II Fellesskap og tilhørighet

11.2 Frivillighet og frivillige

A DIDDU é um tipo de distribuição específica e de relevância acentuada ao nível hospitalar. Neste caso a medicação é preparada e distribuída diariamente para um período de tempo de 24 horas, excetuando-se a sexta-feira, em que é preparada a medicação para este dia e também para o fim de semana (sábado e domingo).

No HSMG a DIDDU inicia-se com a interpretação do duplicado da prescrição médica manual (ticket) trazida aos SFH por parte do AO, consistindo em folhas amarelas subdivididas em quatro secções picotadas e identificadas de A a D, sendo que a secção A se encontra na parte mais inferior da folha e à qual corresponde a prescrição de medicação mais antiga, e a secção D encontra-se na parte superior da folha correspondendo à medicação mais recente (Anexo 2.6).

Aquando da interpretação da prescrição, deparei-me com algumas dificuldades relacionadas com o facto de a mesma se encontrar em formato manual, salientando os problemas relacionados com a ilegibilidade da prescrição, a falta de preenchimento de campos essenciais para a identificação do doente (tais como o número da cama ou o próprio nome) ou o facto de poder aparecer a designação do medicamento segundo a sua DCI ou segundo o seu nome comercial. Desta forma, há que salientar a maior probabilidade de erros aquando da transcrição da informação para o formato digital e a necessidade de maior contacto com o médico para esclarecimento de eventuais dúvidas. Para além disso, muitas são as situações que podem aparecer aquando da verificação do duplicado relativo à prescrição médica de um doente. No caso de algum princípio ativo referido nos tickets não se encontrar disponível na farmácia do hospital, os SFH podem recorrer a tabelas que expressam os equivalentes entre fármacos com o mesmo fim terapêutico, informando primeiramente o médico da alteração em causa. A título exemplificativo destaco as estatinas, cujas equivalências se encontram referidas no Anexo 2.7.

Excecionalmente, o único setor cuja prescrição se apresenta em formato digital é a Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes (UCIP), onde ocorre o envio direto das mesmas para os SFH via fax. Para além disso, contrariamente ao que acontece na DIDDU para outros serviços, em que a medicação para o fim de semana é preparada à sexta-feira e distribuída nesse mesmo dia, para a UCIP existe sempre um farmacêutico de serviço que se encarrega de a verificar ao sábado e ao domingo.

mediante os SC presentes no hospital, sendo que cada farmacêutico tem em si a responsabilidade de gerir determinado serviço. Aquando da inserção dos dados no programa são preenchidos os campos identificativos do número da cama do doente, o seu nome completo, data de entrada, médico e existe uma secção para observações, destinada a eventuais dúvidas ou chamadas de atenção por parte do farmacêutico. Para cada medicamento identifica-se a data de início e de fim da terapêutica, fármaco (segundo DCI), código (automaticamente), dose prescrita, frequência e número de unidades. As datas de fim são geralmente de caráter orientativo e destinam-se a auxiliar o médico no cumprimento do tempo da antibioterapia, evitando-se desta forma que os doentes sejam medicados para além do período definido e prevenindo-se eventuais resistências aos antibióticos (AB). Além disso, mesmo que o doente já tenha cessado a toma do AB, o mesmo consta do seu perfil farmacológico, havendo a indicação de que aquele medicamento já foi descontinuado, enquanto que a restante terapêutica nesta situação acaba por ser eliminada do perfil. Saliento ainda que nos perfis farmacoterapêuticos gerados não constam certas categorias de medicamentos, das quais são exemplo os MEP e hemoderivados, uma vez que seguem um circuito de distribuição específico. Os tickets de medicação são armazenados em arquivo próprio consoante o serviço a que se encontram associados, sendo apenas eliminados aquando da alta ou morte do doente.

Nos casos em que o farmacêutico suspeite de um erro na prescrição médica, dirige-se ao serviço respetivo e tenta esclarecer as dúvidas com o médico ou com outro profissional de saúde. Além do mais, o FH tem acesso ao processo clínico de cada doente, bem como à folha de cardex (folha em que a equipa de enfermagem regista toda a medicação e administrações que são efetuadas individualmente por doente). Após conferência entre os profissionais e, no caso de haver alterações, os SFH dispõem de uma ficha que tem como objetivo agilizar a comunicação entre os diversos serviços de modo a que todos estejam devidamente informados de qualquer modificação (Anexo 2.8). Seguidamente, o FH faz as alterações que achar pertinentes no Perfil Farmacoterapêutico do doente e imprime o mesmo, entregando um exemplar ao TF, que se encarregará de preparar a medicação, e um exemplar a outro FH, que será responsável por verificá-la. A dupla conferência da medicação é um procedimento constituído por duas fases: comparação entre a prescrição médica e o perfil farmacoterapêutico elaborado pelo farmacêutico, e averiguação com o TF se a terapêutica que se encontra nas gavetas de transporte de medicação ao utente é a indicada. Importa ainda sublinhar que este processo é posto em prática por um FH que não aquele que elaborou o perfil e por um TF que não aquele que preparou a medicação, de forma a que a identificação de eventuais erros seja mais provável de ocorrer.

As maletas da DIDDU são constituídas por gavetas individualizadas por doente e encontram-se divididas em três partes, consoante o horário em que a medicação deve ser tomada (de manhã, à tarde ou à noite). Cada gaveta tem uma etiqueta identificativa com o nome do serviço, número da cama e nome completo do doente. Se durante a dupla conferência for identificada alguma inconformidade, o farmacêutico encarregue de elaborar o perfil é informado e há alteração da medicação que se encontre nas gavetas da DIDDU. A título de

exemplo, deparei-me com uma situação em que a forma farmacêutica destinada a ser distribuída era em comprimido e na gaveta encontrava-se na forma de pó. Posto isto, é preenchida pelo FH uma folha designada para estas situações, onde se identifica o tipo e a quantidade de erros identificados no perfil farmacoterapêutico (Anexo 2.9), havendo para isso uma ficha que especifica o tipo de erro passível de ocorrer (Anexo 2.10). De salientar que a verificação das gavetas entre o farmacêutico e o TF nem sempre é possível. Nesses casos, e para salvaguardar os profissionais pertencentes aos SFH, é preenchido um documento onde se justifica o motivo pelo qual a verificação não ocorreu (Anexo 2.11). Das vezes que me foi possível participar no preenchimento desta folha o motivo indicado era a indisponibilidade temporal para o fazer.