6. Diskusjon og konklusjon
6.1 FN Sikkerhetsråds resolusjon 1325 og føringer til politiet
6.1.4 Inkludering i politiske prosesser Norsk perspektiv
Uma das ações realizadas pela UFU que visava refletir e contribuir para a formação continuada dos professores e do desenvolvimento profissional destes, ocorreu com a criação, em 2007, pela Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD), do Núcleo de Apoio Pedagógico ao Professor (NAPP), que teve como coordenadora a professora doutora Geovana Ferreira Melo Teixeira, docente da Faculdade de Educação da UFU. Esse núcleo tinha como objetivo promover a formação continuada dos professores dessa instituição através da criação de “espaços para aprendizagens em diálogo com a experiência e a história de vida de cada professor”, além de
produzir reflexões sobre a docência universitária, explicitar descobertas e experiências significativas, estimular um processo permanente de exercício crítico da prática docente no ensino superior, e reavivar a prática pedagógica. (TEIXEIRA, 2007, p. 01).
Dentre as atividades realizadas pelo núcleo nos anos de 2007 a 2008 estão: cursos de formação continuada de professores; minicursos sobre planejamento, avaliação da aprendizagem e avaliação docente; reuniões pedagógicas com professores de diferentes faculdades da UFU; mesa redonda sobre a docência universitária; e curso de metodologia de pesquisa científica.
O primeiro curso desenvolvido pelo núcleo foi realizado para dois públicos diferenciados: no módulo I, os participantes foram professores que estavam ingressando na instituição e teve duração de 44 horas, sendo distribuídas em 8 horas/aula semanais; o módulo II, com a mesma carga horária e número de horas/aula semanais, foi direcionado aos professores veteranos da instituição.
Esses módulos tiveram como metodologia: “aulas dialogadas; pesquisa bibliográfica; leitura e discussão de textos; seminários, trabalhos individuais e em grupo, além da utilização de diferentes técnicas de ensino” e tiveram como unidades temáticas:
7 Foram apresentadas propostas desenvolvidas somente após o ano de 2007, visto que não foram encontradas, em forma de documento ou de depoimento, outras iniciativas institucionais formalizadas de formação continuada de professores, o que não quer dizer que elas não tenham ocorrido. A pesquisadora procurou informações na Pró- Reitoria de Recursos Humanos e também na Pró-Reitoria de Graduação (Diretoria de Ensino), nos anos de 2010 e 2011.
A Universidade no Brasil e a UFU; Teorias de Educação; Formação e Profissionalização do docente universitário; Organização dos espaços de ensino-aprendizagem (planejamento educacional, diferentes concepções e instrumentos de avaliação da aprendizagem e aspectos referentes à relação professor-aluno); Pressupostos, desafios e limites da Educação a Distância e as novas tecnologias. (TEIXEIRA, 2009, p. 36).
Para a organização desse primeiro encontro com os professores, foram utilizadas algumas estratégias (envio de correspondências para todas as unidades acadêmicas da UFU; agendamento de visitas às reuniões de conselho das unidades e nas reuniões dos conselhos superiores e divulgação por meio da página do NAPP na internet) com propósito de apresentar o projeto e convidá-los para participar das ações a serem desenvolvidas no decorrer deste.
As temáticas trabalhadas durante os cursos foram definidas pelos próprios professores por meio de um levantamento realizado com o grupo no primeiro encontro, momento em que os docentes apresentaram quais eram as principais dificuldades vivenciadas por eles no exercício da docência.
Não havia um grupo fixo de professores participando dos encontros, sendo em média dezoito docentes frequentes. A justificativa para as ausências se referia aos horários e compromissos assumidos pelos docentes, o que inviabilizava a participação deles em todas as propostas realizadas pelo NAPP.
Segundo a coordenadora, em avaliação realizada ao término do curso, os participantes apontaram que apesar das dificuldades de manterem-se frequentes (em razão das demandas de trabalho com ensino, pesquisa e extensão), muitos foram os aspectos positivos da experiência: ‘a riqueza dos encontros com colegas de outras áreas’, ‘a possibilidade de refletirem juntos os problemas comuns entre os pares’, ‘a troca de experiências e o efeito positivo já sentido na organização e no desenvolvimento de suas aulas’. Um dos professores chamou a atenção para o fato de terem desenvolvido ainda mais a capacidade reflexiva de suas práticas, além do desejo de melhorar suas aulas, de planejar melhor e romper com a concepção tradicional de avaliação da aprendizagem, buscando novos instrumentos e a explicitação dos critérios avaliativos. (TEIXEIRA, 2009, p. 36-37).
A partir desses depoimentos, a coordenadora considerou que os objetivos do NAPP foram alcançados e que “algumas sementes lançadas pelo curso germinaram...”. (TEIXEIRA, 2009, p. 36). Para ela, os professores participantes “têm consciência de suas limitações formativas, mas, ao mesmo tempo, demonstram interesse em desenvolver a dimensão didático-pedagógica para melhorar sua prática docente.” (idem).
Em um segundo momento, em janeiro e fevereiro de 2009, a Pró-Reitoria de Recursos Humanos (PROREH) organizou um curso de 40 horas para 180 professores ingressantes8, que foi ministrado por dois docentes da Faculdade de Educação, sendo discutidas as seguintes temáticas: docência universitária (a aula como momento de produção de conhecimentos); técnicas de ensino; políticas e gestão da educação superior: a UFU e o cenário nacional; organização dos espaços de ensino-aprendizagem; planejamento educacional (projetos pedagógicos, planos de curso, planos de aula); avaliação da aprendizagem (concepções e instrumentos de avaliação) e, por fim, aprendendo a trabalhar com a plataforma Moodle.
Após esse curso, as atividades do NAPP foram encerradas e no ano de 2010, a Diretoria de Ensino de Graduação da UFU (DIREN), em sua nova configuração, dividiu sua área de atuação em quatro coordenações, a saber: Coordenação de Educação Básica, Coordenação de Formação Discente, Coordenação de Formação Docente e Coordenação de Projetos Pedagógicos.
Assim, a Coordenação de Formação Docente, supervisionada pela professora doutora Simone Tiemi Hashiguti, foi criada com o propósito de:
realizar diagnóstico dos professores da UFU, e criar alternativas, recursos e metas para responder as necessidades advindas dos diagnósticos; propor ações de formação continuada; revitalizar o Fórum de Licenciaturas; elaborar projetos e ações continuadas para a ação docente; prestar assessoria às coordenações quanto à implementação das Normas Acadêmicas no que diz respeito ao funcionamento dos cursos; prestar assessoria às coordenações quanto ao projeto INCLUSÃO NA UFU, por meio de divulgação, acompanhamento e participação de editais da Secretaria de Educação Especial do MEC e do Estado de Minas Gerais bem como outras ações propostas pelas unidades acadêmicas da UFU; e acompanhar os editais da PRODOCENCIA/MEC e implementar no âmbito da UFU. (Disponível em:<http://www.ufu.br>. Acesso em: 10 mai. 2011).
Ainda em fase de implantação e reestruturação, a Coordenação de Formação docente já propôs cursos para os professores da universidade em parceria com o Centro de Ensino, Pesquisa, Extensão e Atendimento em Educação Especial (CEPAE) voltados para o atendimento às pessoas com necessidades educacionais especiais e norteia suas ações na concepção de que a formação continuada do docente universitário é um aspecto intrínseco da profissão.
Ressaltamos a importância de propostas institucionais como essas que são vistas por nós como uma possibilidade real de contribuição para que os docentes tenham um espaço de
8 A pesquisadora fez parte desse curso como professora, visto que ela ingressou na UFU em janeiro de 2009. Chamou-nos a atenção a angústia apresentada por colegas ingressantes diante das questões discutidas relacionadas à didática, às metodologias de ensino, à avaliação, ao relacionamento professor-aluno etc.
reflexão formalizado sobre sua prática e ação formativa junto aos seus alunos. Esta poderia ser considerada uma proposta de formação continuada em serviço que mesmo não tendo ainda conseguido trabalhar a partir das experiências individuais e coletivas de seus participantes, atua como uma possibilidade de transformação também da instituição.
1.4 Os aportes teóricos da Psicologia Histórico-Cultural: subsídios para a compreensão