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P aís en donde los informantes consideran que se habla más correctamente el español Los informantes consideran que los tres países en los que se habla más correctamente el Los informantes consideran que los tres países en los que se habla más correctamente el

III. MARCO METODOLÓGICO

4.5 ACTITUDES ACERCA DE LA CORRECCIÓN LINGÜÍSTICA

4.5.1 QUÉ ENTIENDEN LOS INFORMANTES POR HABLAR CORRECTAMENTE Respecto a la pregunta acerca de lo que entienden los informantes por hablar correctamente Respecto a la pregunta acerca de lo que entienden los informantes por hablar correctamente

4.5.1.1 P aís en donde los informantes consideran que se habla más correctamente el español Los informantes consideran que los tres países en los que se habla más correctamente el Los informantes consideran que los tres países en los que se habla más correctamente el

Após as sanções com os incidentes em 1989 na Praça Tiananmen, a China procurou novos parceiros para ajudar a sua recém-nascida indústria aeroespacial. Procurou assim parceiros na América do Sul e iniciou uma parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no Brasil.

O Brasil iniciou o seu programa espacial na década de 60 e lançou o seu primeiro satélite em 1993. Quando os EUA mudaram a gestão dos dados de deteção remota e começaram a surgir problemas financeiros nos países emergentes, o Brasil

200 JOHNSON FREESE, Joan (2007-2), ibid , p. 25

201JOHNSON-FREESE, Joan (2012), “Will China overtake America in Space”, disponível em:

http://edition.cnn.com/2012/06/20/opinion/freese-china-space/index.html, acedido última vez em 29/10/2012

68 iniciou uma procura para acesso a dados de confiança noutras fontes. De facto, a dependência em satélites estrangeiros, faz com que o Brasil esteja dependente da boa vontade dos outros Estados para ter acesso à informação. 202

Com ênfase na cooperação e no desenvolvimento conjunto, o Brasil e China aliaram-se e começaram a trabalhar no Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), em Julho 1988, após a visita do Presidente brasileiro José Sarney à China. Esta parceria ficou marcada como sendo a primeira venture de tecnologia espacial com países emergentes que a China realizou e que conduziu ao lançamento de dois satélites: um em 1999 e outro em 2000.

Segundo o site oficial do programa CBERS, “a união entre os dois países é um esforço bilateral para derrubar as barreiras que impedem o desenvolvimento e a transferência de tecnologias sensíveis impostas pelos países desenvolvidos. A parceria conjunta rompeu os padrões que restringiam os acordos internacionais à transferência de tecnologia e o intercâmbio entre pesquisadores de nacionalidades diferentes.”203

O projeto CBERS pretende assim ser um projeto de deteção remota, de recolha de imagens e dados por satélite, de monitorização de terrenos agrícolas e recursos naturais.

O Brasil viu vantagens neste tipo de parceria: primeiro conseguiria ter uma alternativa mais barata para construir e lançar os seus próprios satélites. A China também beneficiou deste projeto pelas mesmas razões: ou seja, a possibilidade de fazer mais com o mesmo dinheiro. Note-se que a repartição para retorno do investimento, e segundo o website do CBERS é de 30% para o Brasil, 70% para a China.

Atualmente, o projeto CBERS tem no total três satélites operacionais, com acordo para lançamento de mais dois satélites durante 2013. O CBERS é considerado como sendo uma parte importante da constelação de satélites para observação terrestre,

202 Câmara dos Deputados, “A política espacial brasileira”, disponível em: http://www2.camara.leg.br/a-

camara/altosestudos/arquivos/politica-espacial/a-politica-espacial-brasileira, última vez acedido em 29/10/2012, p24

69 comparável com o LANDSAT dos EUA, o SPOT da França ou o ResourceSat da Índia.204

Mais recentemente, a China deu início a relações bilaterais nesta área também com a Venezuela, com quem quis estabelecer relações privilegiadas quer a nível de assuntos de segurança nacional mas também sobre as importações de petróleo. Na verdade a Venezuela é um país de esquerda e antiamericano na região. O Presidente Hugo Chávez afirmou que a Venezuela tem cerca de 100 técnicos espaciais a receberem formação completa na China205, demonstrando assim a troca de know-how consistente com o que será algo muito para além de uma mera parceria comercial. Em Outubro 2008, a China lançou o primeiro satélite venezuelano e, em Setembro 2012, o segundo satélite.206

Hugo Chávez não quer ficar só por aqui. Pretende investir mais ainda num conjunto de tecnologias espaciais, incluindo: acesso à telemedicina e teleducação a áreas remotas do país; acesso a telecomunicações móveis a zonas na Venezuela onde apenas há comunicações por linhas terrestres e cujo custo é elevado. Após as negociações falhadas com o programa de recolha de imagens israelita, a Venezuela procurou novamente a China para que possa também ter acesso à capacidade de recolha de imagens. Apesar de não ser ainda bem conhecido esta negociação, rumores indicam que a China irá lançar em 2013 um satélite de observação terrestre para a Venezuela.207

A China também deslocou técnicos para ministrar formação a países como a Bolívia e Equador por causa da aquisição de equipamento militar e espacial por esses

204 CHAMBERS, Rob, “China’s Space Program: a new tool for PRC - Soft power in international

relations, pp. 57-58, ibid

205 CHAMBERS, Rob, “China’s Space Program: a new tool for PRC - Soft power in international

relations, pp. 58-59, ibid

206 “Segundo satélite venezuelano é lançado com sucesso da China”, disponível em:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6189306-EI301,00-

Segundo+satelite+venezuelano+e+lancado+com+sucesso+da+China.html acedido última vez em 29/10/2012

207CHAMBERS, Rob, “China’s Space Program: a new tool for PRC - Soft power in international

70 países. No caso da Bolívia, a deslocação dos técnicos chineses deve-se ao satélite Tupac

Katari que a China ajudará a lançar em 2014.208

A presença chinesa na América do Sul tem-se revestido de diversas formas: onda de aquisições de empresas nos sectores de extração de recursos naturais para garantir o controlo em áreas chave, a banca chinesa dá a alavancagem a pequenas empresas provincianas a projetarem-se no mercado internacional e até o turismo chinês está a beneficiar desta nova onda de prosperidade. O que está a acontecer é que a China com base nas trocas politicas, culturais e industriais com estes países está a aumentar significativamente a sua presença na região. Estas interações mudam radicalmente a forma como a China é vista e como se relaciona com esta região.209