III. MARCO METODOLÓGICO
4.5 ACTITUDES ACERCA DE LA CORRECCIÓN LINGÜÍSTICA
4.5.1 QUÉ ENTIENDEN LOS INFORMANTES POR HABLAR CORRECTAMENTE Respecto a la pregunta acerca de lo que entienden los informantes por hablar correctamente Respecto a la pregunta acerca de lo que entienden los informantes por hablar correctamente
4.5.1.3 Importancia que tiene para los informantes hablar correctamente
Há questões que se levantam relacionadas com o crescimento e afirmação chinesa na Ásia. A principal parece ser: como irão reagir os outros países asiáticos à afirmação da China como potencial regional e mundial na área espacial? Irão responder de uma forma agressiva ou ficarão calmos na sombra? Para nações mais pobres e com pouca ou nenhuma tecnologia desenvolvida, parece mais vantajoso cooperar com a China naquilo que serão os seus objetivos espaciais. Ou seja, as limitações financeiras terão um papel preponderante naquilo que será a cooperação espacial asiática.212
Contudo, apesar da promissora cooperação espacial asiática, a Índia surge cada vez mais no panorama e, tendo em conta os avanços mais recentes no seu programa espacial, como um rival de peso à liderança chinesa. Surpreendentemente, e apesar de a Índia ter armamento nuclear desde 1974, o seu programa espacial sempre teve orientações pacíficas. Ao contrário da China, dos EUA e até da Rússia, os veículos de lançamento indianos só tiveram origem em sistemas de propulsão civis e não em mísseis balísticos convertidos em lançadores. Até muito recentemente, a Índia não tinha qualquer tipo de programa espacial militar tendo durante décadas dedicado o seu programa espacial a satélites de observação remota, comunicações e meteorologia para servir a economia indiana, e a vasta e dispersa população.
Porém, o crescimento da China e a aproximação e cooperação com os EUA, e o esforço indiano de colocar alguma ênfase das suas capacidades militares, colocaram os holofotes sob o programa espacial indiano. Assim, já em pleno século XXI, a Índia
211 CHAMBERS, Rob, “China’s Space Program: a new tool for PRC - Soft power in international
relations, pp. 62-63, ibid
212 CHAMBERS, Rob, “China’s Space Program: a new tool for PRC - Soft power in international
72 lançou um avançado sistema de navegação, abriu um comando militar espacial, e falou abertamente sobre capacidades cinéticas antissatélite e possíveis armas a laser.
Os esforços espaciais da China, nomeadamente a tentativa de chegar ao objetivo primeiro que todos os outros, colocou pressão na Índia para que evolua rapidamente nas suas capacidades espaciais. De facto, a Índia tem colocado bastantes esforços na exploração lunar, onde tem recolhido prestígio e admiração pela sua pesquisa. Contudo, começa a existir alguma discussão interna sobre se a Índia deverá focar-se e de quais serão os parâmetros para a exploração humana do espaço. Isto revela que o tradicional foco da Índia no espaço poderá mudar nos próximos anos, principalmente se quer competir com os seus rivais regionais, promover a sua segurança nacional, e estabelecer uma reputação internacional assente nos seus progressos espaciais.213
Algumas organizações internacionais relacionadas com a área científica, tecnológica e espacial, como a UNESCAP e a CSSTEAP, estão localizadas na Índia, o que faz com que beneficie dos privilégios de acolher estas instituições internacionais. A Índia tem também sido procurada cada vez mais na área de lançamentos comerciais. Além disso, o sucesso do programa espacial indiano demonstra os avanços tecnológicos de todo o programa espacial indiano.214
Apesar de a Índia ter ratificado a maioria dos tratados internacionais na área do Espaço, há questões que começam a surgir que colocam em causa a continuidade de exploração espacial apenas com fins pacíficos. Na verdade, os analistas indianos identificam a China como sendo a maior ameaça nesta área. Quando a Índia considera que os avanços da China no campo militar assentes em tecnologia espacial e o seu impacto na Ásia e que tendo em conta numa situação volátil o desequilíbrio regional servirá apenas para aumentar as tensões regionais, poderá despoletar uma corrida à militarização do espaço.215
213 MOLTZ, James Clay (2011), ibid pp. 109-111
214 CHAMBERS, Rob, “China’s Space Program: a new tool for PRC - Soft power in international
relations, pp. 63-64, ibid
73 Também o Japão é uma outra nação claramente com preocupações em relação ao poderio espacial chinês. O Japão tem o necessário para competir tecnologicamente no espaço mas tem que definir a sua estrutura organizacional para gestão das atividades espaciais e tem um orçamento que é cerca de 25% do orçamento da China ou dos EUA. O Japão tem potencial para um programa espacial que abarque desde a exploração humana do espaço, à implementação de uma vasta gama de serviços comerciais e ainda ativos espaciais militares. Mas terá também que enfrentar uma luta política interna para que o programa espacial seja uma prioridade dentro das prioridades nacionais nipónicas. Isto inclui constrangimentos orçamentais, constituição pacifista que poderá levantar questões legais, e questões relacionadas com os benefícios que a estreita cooperação com os EUA poderá trazer. Contudo, os avanços chineses em matéria militar e crescentes capacidades espaciais levantam sérias preocupações e desafia os dirigentes japoneses a tomarem decisões que inicialmente pareceriam improváveis. Também o sector espacial privado do Japão tem feito pressão na promoção dos interesses espaciais.216
As motivações espaciais japonesas incluem aplicações tanto civis como aplicações relacionadas com segurança. Na verdade, a autonomia e a cooperação internacional sempre foram os pilares centrais da política espacial japonesa, apesar destes objetivos historicamente por vezes se contradizerem. A cooperação próxima com os EUA tem trazido a ambos benefícios incalculáveis. O Japão sempre pretendeu ser pelo menos uma potência regional na exploração espacial, evidenciada pelo sue apoio à Agência Regional Espacial Ásia-Pacifico. Mas o crescimento da China e os anos seguintes a 1945 trouxeram alguns dissabores ao Japão, nomeadamente nos esforços chineses em convencer os seus vizinhos das suas intenções pacíficas, trouxe o desafio acrescido ao Japão em ter uma presença mais assertiva no espaço.217
As atividades já desenvolvidas pelo Japão na área espacial dão nota claramente da utilização do espaço como soft power, numa região dominada por conflitos regionais
216 MOLTZ, James Clay (2011), ibid pp. 43-44 217 MOLTZ, James Clay (2011), ibid pp. 45
74 (caso por exemplo da disputa pelas Ilhas Senkaku pela China e Japão218), que espera utilizar os seus feitos únicos e competências técnicas adquiridas como forma de aumentar a sua influência política na região e no mundo. Este esforço nota-se na preocupação em ter alcançado feitos que promovam o prestígio tecnológico japonês, por exemplo, as sondas lunares Kaguya.219 É claro também a estratégia de aumentar o seu
soft power e influência na região asiática através de protocolos de cooperação cada vez mais significativos, não só com os EUA, mas também com a Índia e com a Coreia do Sul, e até usar estes como forma de contrabalançar o poder chinês na região.220
218“Dois navios-patrulha chineses entram em águas japonesas“, Diário de Notícias, disponível em:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2787151&seccao=%C1sia última vez acedido em 30/10/2012
219 MOLTZ, James Clay (2011), ibid pp. 65-67 220 MOLTZ, James Clay (2011), ibid p. 68
75 Conclusão
Este ensaio debruçou-se sobre o tema ”Influência da exploração espacial na política internacional”. No desenvolvimento do seu estudo utilizou-se o método de investigação em Ciências Sociais proposto por Luc Van Champenhoudt e Raymond Quivy. Para a sua aplicação foi necessário conceber, inicialmente, uma pergunta de partida que se ambiciona ter sido respondida ao longo do corpo deste ensaio: de que forma a exploração espacial influencia e é usada na política internacional?
Das leituras e análise efetuadas, depreende-se que as Relações Internacionais enfrentaram, enfrentam e enfrentarão um desafio colocado pelos avanços tecnológicos adjacentes da exploração espacial, a vários níveis: politico, comercial, económico, militar e científico.
Iniciou-se este estudo com uma abordagem aos avanços iniciais da era espacial na era moderna. Os avanços tecnológicos introduzidos pelo lançamento do Sputnik mudaram a forma de ver o mundo. A Guerra Fria e os eventos relatados na primeira parte deste estudo, demonstram claramente como o uso da exploração espacial como ferramenta de fazer política. É o caso da Crise dos Mísseis de Cuba e dos Tratados SALT em que a tecnologia espacial teve um papel vital nas negociações.
A chegada do Homem à Lua e a construção de estações espaciais que garantissem a presença humana no espaço em permanência mostrou de uma forma clara e bastante representativa do uso da exploração espacial enquanto fonte de prestígio perante os outros Estados. De facto, sendo o Espaço acessível apenas a uma elite, cumpre-se um requisito essencial em qualquer campanha de marketing para projecção de uma imagem e obtenção da admiração por terceiros: a exclusividade!
Com o fim da Guerra Fria, o investimento na exploração espacial sofre um revés. A Rússia não consegue acompanhar financeiramente o investimento americano e os EUA começam a ter mais dificuldade em justificar as somas avultadas de investimento nesta área, sobretudo quando com os acidentes com os vai-e-vem começam a implicar perdas de vidas humanas.
Com a mudança no paradigma vigente nas Relações Internacionais e com a entrada de novos atores no cenário da exploração espacial, verifica-se que até a exploração espacial deixa de ser bipolar para ser multipolar. Deixa de ser apenas uma
76 corrida para serem várias: a nível mundial e a nível regional. A entrada de privados na exploração espacial traz também novos contornos. Contudo, há algo que continua a ser comum: a visão de que o Espaço é uma fronteira a conquistar e quem conseguir fazer mais e chegar mais longe dominará a tecnologia e reunirá a admiração dos restantes intervenientes.
Como demonstrado ao longo do estudo, a ocupação do Espaço, ou o seu domínio, é de vital importância para as super-potências ou para quem aspira a ser considerado uma super-potência, sendo certo e demonstrado, que todo o projeto espacial tem uma dimensão geopolítica subjacente. Nos dias que correm, possuir tecnologia espacial, saber tratar a informação recolhida e aplicá-la, quer seja em cooperação ou não, representa uma nova fonte de poder, vital quando se aposta em meios pacíficos de influência dos outros atores internacionais.
77 Bibliografia
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