A gestão ambiental dos impactos associados com a proposta de fechamento de mina é baseada em uma estrutura de gestão de riscos. Os principais objetivos da gestão de riscos, quando se utiliza esse método, incluem:
A identificação das atividades (questões-chave) as quais podem resultar em um risco para empresa.
A qualificação do nível relativo de cada risco apontado
O desenvolvimento de processos para a redução do risco inerente a um nível aceitável (risco residual).
A documentação desses processos para que se torne parte dos relatórios anuais do programa ambiental da companhia, enquanto o projeto estiver em operação.
O monitoramento da eficácia desses processos.
A análise de risco foi idealizada como uma peça fundamental para o projeto Carina. A classificação prioritária de riscos do plano conceitual de fechamento da mina Carina mostra que quase todas as atividades do sítio têm um nível inerente de risco de médio ou baixo. A Polaris considera que os níveis de risco, geralmente baixos, são devidos à natureza e à escala do projeto, bem como:
As operações estão restritas à lavra e ao processamento físico do minério (britagem e peneiramento), não sendo necessária a concentração do minério e a sua consequente geração e contenção de rejeito de barramento.
O minério de ferro extraído é essencialmente atóxico, e como não há concentração do minério, não existem grandes preocupações com a saúde humana.
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Os impactos mais evidentes estão concentrados em áreas menores, normalmente confinados ao limite da mina e, nesse caso, eles poderão ser facilmente controlados ou remediados.
As espécies de vegetação afetadas pelo projeto são amplamente representadas na região.
Não existem espécies da flora ou fauna em extinção na área do projeto, o que elimina o risco de maiores consequências ou catástrofes a determinados fatores ambientais.
A área está localizada em uma região isolada – não há moradores vizinhos, num raio de 20 km da mina, e a cidade mais próxima da mina está a 100 km.
A mina está localizada em um ambiente árido (menos de 300 mm de chuva por ano), sem corpos de água superficial permanente nas proximidades. Isso resulta em baixo risco de contaminação de água e nenhum risco para áreas úmidas.
As águas subterrâneas no local, são profundas (aproximadamente 60 m abaixo da superfície), naturalmente com elevada salinidade (aproximando da água do mar). Isso resulta em baixo risco de contaminação para outros usos.
Os principais riscos identificados pela empresa Polaris durante o processo de planejamento conceitual de fechamento da Mina Carina são listados no quadro 8.1. Esse quadro apresenta, ainda, uma coluna indicando os impactos potenciais gerados pelos riscos identificados; uma coluna com as principais causas (fonte geradora dos riscos); os valores da probabilidade e das consequências dos riscos e uma coluna com o nível de riscos para cada subquestão envolvida. Esses valores são resultados da utilização da matriz de riscos (tabela 6.1) e das tabelas auxiliares (tabelas: 6.2, 6.3 e 6.4), propostas no Capítulo 6, como método para o processo de gestão de riscos no planejamento do fechamento de mina.
Quadro 8.1 – Processo de avaliação de riscos no planejamento do fechamento da Mina Carina (identificação e análise de riscos). Fonte: Polaris Metals (2011a), modificado.
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Nº Subquestões Risco Identificado (Atividade fator de
impacto)
Impactos Potenciais
(Consequências) P C Nível de Risco Causas Potenciais
GERAL
1 Biodiversidade, fauna, flora, ervas daninhas, patrimônio, água superficial
Supressão da vegetação (cava, depósito de estéril, estradas, infraestrutura)
• Perda de vegetação • Perda de habitat de animais
• Interferência em sítios do patrimônio aborígene
• Alteração das linhas de drenagem e desvio dos fluxos de água
superficiais
• Geração de poeira em áreas expostas/ movimentação de equipamentos
13 4 MÉDIO 52
• Desmatamento
• Perturbação de Máquinas/Veículos
• Trincheiras de drenagem causando perda de vegetação em áreas onde a vegetação é dependente de um escoamento superficial natural
• Deposição de poeira sobre a vegetação
2 Água superficial Carreamento de sedimentos
pelas águas de chuva • Erosão em áreas degradadas • Sedimentação em canais das águas
superficiais 5 4
20 BAIXO
• Contenção ineficiente de sedimentos • Drenagem ineficiente
3 Qualidade do ar (poeira) Emissão de poeira em áreas
degradadas • Deposição de poeira sobre vegetação 5 2 BAIXO 10 • Detonação, movimentação de veículos e máquinas, carga/descarga de caminhões, estoques
4 Solo, água superficial Derramamento menor de combustível e
hidrocarbonetos
• Contaminação localizada do solo e
das águas superficiais 8 2 16 BAIXO
• Derramamento no abastecimento/transferência • Falha/rompimento de mangueira de máquinas • Vazamento em oleodutos
5 Solo, água superficial Acidente de veículo • Derramamento de hidrocarboneto (combustível/óleo)
• Derramamento de produtos (minério, explosivos, combustível)
5 4 BAIXO 20
• Rompimento de tanque de combustível • Tombamento de caminhão
6 Vegetação, flora, solo Uso de água salina como supressor de poeira em áreas ativas
• Impacto para a vegetação adjacente e
para o solo com água salina 5 2 BAIXO 10 • Pulverização de água salina através de caminhão • Fluxo de água salina por meio de chuva em áreas degradadas
7 Vegetação, flora, solo Água salina em barragem,
canalização com água salina • Impacto na vegetação adjacente e no solo através de excesso de infiltração, transbordamento, derramamento.
• Fatalidades na fauna 8 2 16 BAIXO
• Transbordamento, infiltração a partir da lagoa • Vazamento/ruptura de tubulação
Quadro 8.1 – Processo de avaliação de riscos no planejamento do fechamento da Mina Carina (identificação e análise de riscos). Fonte: Polaris Metals (2011a), modificado.
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Nº Subquestões Risco Identificado (Atividade fator de
impacto)
Impactos Potenciais
(Consequências) P C Nível de Risco Causas Potenciais
8 Qualidade do ar (emissão
de gás efeito estufa) Produtos de combustão pelo escapamento de motores • Emissão de gases de efeito estufa 13 2 MÉDIO 26
• Motores necessários para fonte de alimentação e utilização de máquinas
EXPLORAÇÃO
9 Fauna terrestre Furos de sonda como
armadilhas para animais • Subsidência • Lesão/fatalidade para animais 5 2 10 BAIXO
• Solo macio/oxidado • Furos desobstruídos 10 Biodiversidade,
vegetação, flora, ervas daninhas fauna terrestre, patrimônio, água superficial
Degradação superficial por trincheiras e outras atividades de exploração
• Poeira
• Perda de vegetação
• Ervas daninha colonizando áreas desmatadas
• Desvio de fluxos naturais de águas de chuva
8 2 16
BAIXO
• Remoção da camada de vegetação
11 Água superficial, solo Detritos e restos de perfuração de sondagem e amostras de solo
• Contaminação do solo e das águas
superficiais 8 2 16
BAIXO
• Perfuração
• Uso de vários tipos de perfuratrizes com limpeza a água 12 Fauna terrestre, solo, água
superficial Poços de perfuração • Afogamento/lesão de animais • Contaminação do solo devido à baixa qualidade da água
• Transbordamento de poços 5 2 10 BAIXO
• Animais presos em poços • Água salina
• Volume do poço insuficiente
13 Amenidade visual Armazenamento de sacos de
amostragem no campo • Estética 13 2 26 MÉDIO
• Exigência para que o saco seja deixado próximo ao furo para análise posterior se necessário
14 Solo, água superficial Derramamento de hidrocarboneto durante a exploração
• Contaminação do solo e das águas superficiais
8 2 16
BAIXO
• Óleo e graxa de motores
• Utilização de graxa para lubrificar varas e hastes • Derramamento de óleo e graxa
15 Biodiversidade, vegetação, flora, fauna terrestre
Propagação de fogo por atividades de trabalho com alta temperatura
• Queimadas
5 16 80
ALTO
• Atividades de trabalho com alta temperatura
• Escapamento de veículos e equipamentos com alta temperatura ao alcance de arbusto e mato seco
Quadro 8.1 – Processo de avaliação de riscos no planejamento do fechamento da Mina Carina (identificação e análise de riscos). Fonte: Polaris Metals (2011a), modificado.
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Nº Subquestões (Atividade fator de Risco Identificado impacto)
Impactos Potenciais
(Consequências) P C Nível de Risco Causas Potenciais
LAVRA A CÉU ABERTO
16 Vegetação, flora, solo Desmatamento para a abertura da cava e
desenvolvimento da pilha de estéril
• Camada de solo disponível, insuficiente para reabilitação
5 2 10
BAIXO
• Falta de consciência da necessidade de estoque de solo • Solo superficial utilizado em outras aplicações • Camada superior de solo coberto por outro material 17 Biodiversidade,
vegetação, flora, fauna terrestre
Desmatamento para operações de lavra a céu aberto
• Perda de algumas espécies prioritárias na área do projeto e muitas outras no entorno da região • Perda de pequena quantidade de
espécies na área da cava
• Perda de uma população de centopeia SRE
13 2 26 MÉDIO
• Algumas plantas prioritárias estão em um local que não pode ser evitado (dentro do limite da cava)
18 Água subterrânea, fauna subterrânea
Operações de lavra a céu aberto, escavação, detonação
Impacto sobre retirada de água subterrânea local/regional
• Impacto direto no habitat subterrâneo devido à abertura da cava
• Diminuição do nível do lençol freático, que pode impactar a fauna subterrânea na área
• Mudança na qualidade das águas subterrâneas 5 4 20 BAIXO • Abertura da cava • Retirada de água 19 Água subterrânea, fauna subterrânea, fauna terrestre
Impacto ao longo do tempo
após o fechamento da cava • Alteração nos níveis e na qualidade das águas subterrâneas (principalmente salinidade e pH) • Atração de animais (nativos e
introduzidos) para fonte de água • Instabilidade das paredes da cava • Armadilhas para animais • Uso de terceiros
13 4 52
MÉDIO
• Concentração de salinidade por evaporação • Lagoa permanente da cava
• Instabilidade das paredes da cava • Talude da cava íngreme
• Acesso para cava
20 Vegetação, flora, solo Descarga de água salina • Impacto sobre a vegetação e solo
5 2 10
BAIXO
• Falha em tubulação, vazamentos, derramamentos 21 Águas subterrâneas,
fauna subterrânea, fauna terrestre
Geração de drenagem ácida
de mina nas paredes da cava • Aumento da acidez das águas subterrâneas por meio da cava 5 2 10 BAIXO
• Paredes da cava contendo altos níveis de exposição de sulfeto, provocando aumento no processo de intemperismo
Quadro 8.1 – Processo de avaliação de riscos no planejamento do fechamento da Mina Carina (identificação e análise de riscos). Fonte: Polaris Metals (2011a), modificado.
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Nº Subquestões (Atividade fator de Risco Identificado impacto)
Impactos Potenciais
(Consequências) P C Nível de Risco Causas Potenciais 22 Amenidade visual Impacto visual do depósito
de estéril sobre a paisagem • Estética 3 2
6 MUITO
BAIXO
• Observação desagradável do local de disposição da pilha de estéril
23 Biodiversidade, vegetação, flora, fauna terrestre
Geração de drenagem ácida de mina a partir do estéril da mina
• Drenagem ácida no depósito de estéril impactando: a vegetação circundante, o solo e a água superficial
5 2 10
BAIXO
• Estéril de mina sulfetado colocado de forma incorreta no depósito de estéril
24 Biodiversidade, vegetação, flora, fauna terrestre
Erosão das faces do banco
da pilha de estéril • Sedimentos em torno da vegetação e nos sistemas de água superficial
• Impacto visual 5 2 10 BAIXO
• Terraplenagem e compactação insuficiente para estabilizar as encostas • Vegetação insuficiente para ajudar a estabilizar as encostas
• Estéril da mina ruim para estabilidade do solo
ROM OF MINE – BRITAGEM, PENEIRAMENTO, PILHA DE ESTOCAGEM
25 Qualidade do ar (poeira), vegetação, flora
Poeira de britadores, pilha de estocagem, correias transportadoras e peneiras
• Poeira nos locais de trabalho e
revegetação adjacente 8 4 32 MÉDIO
• Áreas expostas, carregamento de caminhões, pilhas de estocagem, transferência de minério entre correias transportadoras, britagem e peneiramento
TRANSPORTE DE MINÉRIO
26 Fauna terrestre Transporte de minério por caminhões para ramal ferroviário
• Lesão/morte de animais atropelados
ao longo da estrada 8 2 16 BAIXO
• Colisão de animais com caminhões de transporte de minério
27 Uso da terra Uso de terras de terceiros
para estrada • Risco para terceiros 8 2 16 BAIXO
• Acesso de terceiros nas faixas laterais da estrada
RAMAL FERROVIÁRIO
28 Qualidade do ar (poeira), vegetação, flora
Poeira na área do ramal
ferroviário • Poeira para outros usuários da ferrovia • Poeira para trabalhadores e vegetação
adjacente
8 4 32
MÉDIO
• Poeira das pilhas de estocagem, do carregamento de vagões e áreas de trabalho.
USINA DE ENERGIA
29 Solo, água superficial Derramamento de hidrocarbonetos durante a transferência de
combustível
• Contaminação do solo e das águas
superficiais 5 2 10
BAIXO
• Tubulações, flanges e válvulas com vazamento • Derramamento
Quadro 8.1 – Processo de avaliação de riscos no planejamento do fechamento da Mina Carina (identificação e análise de riscos). Fonte: Polaris Metals (2011a), modificado.
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Nº Subquestões Risco Identificado (Atividade fator de
impacto)
Impactos Potenciais (Consequências)
P C Nível de
Risco Causas Potenciais 30 Solo, água superficial Vazamento de
hidrocarbonetos a partir de tanques de armazenamento, tubulações (incluindo dutos subterrâneos)
• Contaminação do solo e das águas superficiais
5 2 10
BAIXO
• Tubulações, flanges e válvulas danificadas
• Falha da válvula de desligamento automático causando transbordamento do tanque
31 Solo, água superficial Contaminação PCB
(hidrocarboneto) • Contaminação do solo e das águas superficiais 5 2 BAIXO 10 • Transformadores
INSTALAÇÕES PARA OFICINA
32 Solo, água superficial Contaminação por armazenamento de hidrocarboneto
(combustível e óleo) nas áreas de trabalho
• Contaminação do solo e das águas superficiais
5 2 10
BAIXO
• Derramamento e vazamento em container rompido ou danificado
33 Solo, água superficial Contaminação por lavagem de máquinas e
equipamentos
• Contaminação de solo e das águas superficiais
5 2 10
BAIXO
• Transbordamento do sistema coletor
INSTALAÇÕES PARA EXPLOSIVOS
34 Solo, água superficial Derramamento de ANFO • Contaminação do solo e das águas superficiais
• Combustão 3 2
6 MUITO BAIXO
• Transferir o produto para armazenagem e do depósito para o caminhão
GESTÃO DE ESTÉRIL
35 Disposição/deposição de estéril e lixo
Local do depósito de estéril • Estéril/lixo soprado pelo vento • Odor
• Atração de animais
8 2 16
BAIXO
• Afastamento inadequado do depósito e operações de aterro • Deposição de estéril inadequado no depósito
• Não cobertura do lixo depositado 36 Deposição de estéril Descarte de pneus • Perigo em situação de incêndio
• Fonte de poluição se descartado incorretamente
3 2 6
MUITO BAIXO
• Grande estoque de pneus usados • Eliminação inadequada
Quadro 8.1 – Processo de avaliação de riscos no planejamento do fechamento da Mina Carina (identificação e análise de riscos). Fonte: Polaris Metals (2011a), modificado.
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Nº Subquestões Risco Identificado (Atividade fator de
impacto)
Impactos Potenciais (Consequências)
P C Nível de
Risco Causas Potenciais
37 Depósito de estéril Deposição de solo
contaminado • Contaminação do solo e das águas superficiais
5 2 10
BAIXO
• Deposição em área inapropriada
REABILITAÇÃO
38 Paisagem, vegetação, flora, fauna terrestre
Reabilitação ineficaz • Revegetação pobre
• Taxa de crescimento lenta 5 4 BAIXO 20
• Falta de chuva
• Demora para reabilitação • Ciclone
• Uso de espécies inadequadas 39 Paisagem, vegetação,
flora, fauna terrestre
Erosão no depósito de
estéril • Sedimentos na água superficial • Incapacidade de estabilizar estéril do depósito
8 2 16
BAIXO
• Falta de sistema de controle das águas de chuva • Falta de vegetação nas encostas
40 Paisagem, vegetação, flora, fauna terrestre
Pastagem de animais nas
áreas de reabilitação • Animais nativos e selvagens pastando em áreas recém-reabilitadas e pisoteio das encostas
8 4 32
MÉDIO
• Incapacidade da planta de se estabelecer • Erosão de encostas
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