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What influence does increased formalisation have on how the users interpret the Management

6 Analysis

6.2 What influence does increased formalisation have on how the users interpret the Management

A

Os participantes da CNIJMA devem se reunir, organizar-se e convidar outras pessoas que se interessem pelo assunto (inclusive organizações já existentes na escola43) para uma

reunião onde será estabelecida a COM-VIDA. Os participantes estabelecerão juntos, a partir da construção do “Acordo de Convivência” como a COM-VIDA será organizada.

A direção da escola deve instituir a Comissão da Agenda Ambiental na Escola, que deve contar com a participação de um representante de todos os setores da escola. Se possível, um representante da direção deve coordenartal Comissão.

B

A apresentação da COM-VIDA está integrada a sua própria formação já que toda a comunidade escolar é convidada a participar. Ao divulgar a reunião para a formação da COM- VIDA, de certo modo, já estar-se-á divulgando-a.

A direção deve comunicar sua decisão de construir a Agenda Ambiental Escolar, dar posse aos integrantes da Comissão e apresentá-los à comunidade escolar.

C

Em suas reuniões, os integrantes da COM-VIDA devem, através da “Oficina de futuro” com as etapas “Árvore dos sonhos”, “As Pedras no Caminho” e “Jornal Mural: viagem ao passado e ao presente” realizar um diagnóstico da situação do ambiente escolar.

A Comissão deve aplicar um questionário para identificar como a comunidade escolar vê a escola, o que elas entendem como negativo e quais as suas sugestões para melhorar o ambiente.

D

Ao realizar a etapa “Árvore dos sonhos” da “Oficina de futuro”, os integrantes da COM-VIDA, divididos em grupos, apontam seus sonhos. Depois, a partir de uma negociação coletiva dos sonhos, estabelecer-se-ão quais são os objetivos da Agenda 21 Escolar.

Depois de aplicar o questionário a Comissão deverá classificar, quantificar e qualificar os dados coletados. A partir dessas informações definirá as prioridades ou os objetivos dos trabalhos.

E

Definidos os objetivos, a COM-VIDA deve organizar as ações e preparar um plano para agir (qual, quando, quem, como).

Terminado o diagnóstico, a Comissão deve organizar um cronograma de ações (como, quem, quando e onde).

F

Realizado o plano de ação, a COM- VIDA deve buscar parcerias dentro e fora da escola visando à realização da Agenda 21 na escola (outras escolas, entidades da sociedade civil, poder público, estabelecimentos comerciais, indústrias, entre outros).

Ao definir suas ações, a Comissão já deve pensar e buscar os parceiros para essas ações.

PASSOS DOCUMENTOFEDERAL DOCUMENTOESTADUAL

G

Divulgar as ações da COM-VIDA, utilizando todos os meios disponíveis (murais, alto-falantes, programas de rádio, reuniões, etc.).

As ações e resultados devem ser amplamente divulgados (informativos, panfletos, murais, palestras, encontros, etc.).

H

O plano de ações precisa ser acompanhado e avaliado a cada passo para verificar se os objetivos (os sonhos) estão sendo alcançados.

A Comissão deve adotar um sistema de avaliação e acompanhamento coletivos, para haver uma confrontação das metas desejadas com os resultados atingidos.

QUADRO 9 – Sugestões para realização dos passos apresentados pelo documento federal “Formando COM-VIDA: Construindo Agenda 21 na Escola” e o estadual “Água Hoje e Sempre: Consumo Sustentável” para a construção da Agenda 21 Escolar

Como podemos notar, apesar de apresentar quase os mesmos passos que o documento federal, o estadual tem caráter menos democrático: é a direção da escola que institui a Comissão da Agenda Ambiental Escolar, comunica à comunidade escolar sua decisão de construir a Agenda Ambiental Escolar,dá posse aos integrantes da Comissão e, se possível, coordenaa mesma. A própria maneira de apresentar as orientações no documento é impositiva:“A Direção da Escola deve tomar a iniciativa de instituir [...]” (SÃO PAULO, 2004 p. 246 – grifo nosso), “A Comissão tem a atribuição de coordenar e acompanhar a implementação da Agenda Ambiental. [...]” (SÃO PAULO, 2004 p. 246 – grifo nosso), “[...] deverá haver uma confrontação das metas desejadas com os resultados atingidos e propostas de ajustes que se fizerem necessários”(SÃO PAULO, 2004 p. 250 – grifo nosso).

Entretanto, cabe destacar que o documento estadual enfatiza que as orientações apresentadas são apenas sugestões: “O extrato que segue [...] se destina a apresentar uma sugestão de planejamento escolar para a elaboração de uma Agenda Ambiental. [...]” (SÃO PAULO, 2004 p. 245 – grifo nosso) e ainda mais à frente “Não há uma fórmula pronta e acabada para construirmos a Agenda Ambiental. [...]”(SÃO PAULO, 2004 p. 245 – grifo nosso).

Já odocumento federal, apesar de também ser bastante diretivo, tem caráter um pouco mais democrático: cabe à comunidade escolar definir a organização da COM-VIDA, não havendo referência alguma à necessidade do estabelecimento de uma coordenação. As sugestões de dinâmicas apresentadas (Oficina do Futuro)

também são mais democráticas, já que incentivam a participação de todos os integrantes da COM-VIDA e tomadas de decisões coletivas. A maneira de apresentar as orientações no documento figura como sugestões: “Para criar a Agenda 21 na Escola, podemos realizar a Árvore dos Sonhos. [...]”(BRASIL, 2004 p. 16 – grifo nosso), “Agora é preciso organizar as ações e preparar um plano. Esta parte da Agenda 21 vai ajudar o grupo a tomar uma atitude para [...]”(BRASIL, 2004 p. 19 – grifo nosso), “[...] os planos existem para serem executados. Portanto, é importante acompanhar e avaliar a realização de todos os passos, perguntando sempre se [...]”(BRASIL, 2004 p. 19 – grifo nosso).

Um outro ponto que julgamos importante destacar é com relação à configuração dos materiais. O documento federal é um material curto (42 páginas), atrativo (ilustrado, espaçado) e de linguagem muito acessível, estando direcionado a toda a comunidade escolar. Já o documento estadual é extenso (256 páginas), possui uma configuração menos atrativa (as ilustrações são técnicas – esquemas, é pouco espaçado), com linguagem técnica, trata-se enfim, de um documento técnico voltado para os diretores, coordenadores e professores.

É importante salientar que um documento não faz menção ao outro – nem o estadual ao federal, nem o federal ao estadual (ambos foram publicados no mesmo ano, praticamente ao mesmo tempo). Todavia, o documento estadual menciona a existência de um terceiro documento relacionado à proposta da Agenda 21 Escolar: o material “Agenda Ambiental na Escola”44, que consiste em uma proposta do governo federal (MEC/MMA) para a implementação da Agenda 21 Escolar, publicada em 2001, durante a segunda gestão (1999-2002) do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (membro do Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB). O documento federal que analisamos, publicado na primeira gestão (2003- 2006) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (membro do Partido dos Trabalhadores – PT), não menciona ou referencia esse documento mais antigo. Ambos os documentos também não referenciam a Agenda 21 Global, nem a Agenda 21 Brasileira, como seria de esperar.

44 Foi baseada nesse terceiro documento que a SEE-SP/CENP desenvolveu a

Seção Agenda Ambiental na Escolado documento “Água Hoje e Sempre: Consumo Sustentável”, conforme consta no mesmo “O extrato que segue é parte do documento ‘Agenda Ambiental na Escola’ produzido pelo Ministério do Meio Ambiente e se destina [...]”(SÃO PAULO, 2004 p. 245) – apesar disso, não há referência desse terceiro material na bibliografia do documento estadual, como seria de se esperar.

Conforme apresentamos no início desse trabalho, optamos por investigar a proposta da Agenda 21 Escolar porque em nossos primeiros contatos com a mesma (documento federal e estadual), percebemos que esta propunha a inserção da EA na escola através de trabalhos “alternativos” ao cotidiano escolar. Num primeiro momento, pareceu-nos inclusive que a proposta da Agenda 21 Escolar contemplava positivamente as três dimensões que entendemos como fundamentais para a EA. Sendo assim, nossa impressão inicial era a de que tal proposta indicava contribuir para a construção da cidadania dos educandos.

Entretanto, após uma análise mais detalhada, pudemos constatar que essa nossa impressão inicial não foi, propriamente, confirmada. Como buscamos apresentar aqui, sob o nosso ponto de vista, nem o documento federal nem o estadual abrangem e desenvolvem a contento as três dimensões que consideramos fundamentais para uma EA voltada para a construção da cidadania, comprometendo, com isso, suas possibilidades de contribuir para a construção da cidadania dos educandos.

Contudo, tais documentos, como também buscamos evidenciar aqui, apresentam alguns aspectos positivos. A proposta federal pode contribuir, por exemplo, para a abertura de um espaço de participação democrática nas escolas. Já a proposta estadual incentiva, por exemplo, o trabalho com conteúdos mais significativos para os educandos, ao considerar a realidade deles e ao propor uma abordagem de cunho mais investigativo. Nesse sentido, entendemos que os documentos apresentam essas possibilidades como contribuição importante para a construção da cidadania dos educandos.

Considerando que qualquer proposta educativa até ser implementada sofre reinterpretações e adaptações (LOPES, 2004), tornou-se imprescindível, então conhecermos como tais propostas foram encaminhadas e desenvolvidas. Foi o que fizemos e que apresentaremos na seção que segue.