6 Forklaringsmodeller
6.1 Individuell forklaringsmodell: om å bli sett
Na Declaração de Alma Ata - 1978, condensaram-se os pressupostos da atenção primária à saúde, definida como
Atenção essencial à saúde baseada em tecnologia e métodos práticos, cientificamente comprovados e socialmente aceitáveis, tornados universalmente acessíveis a indivíduos e famílias na comunidade por meios aceitáveis para eles e a um custo que tanto a comunidade como o país possa arcar em cada estágio de seu desenvolvimento, um espírito de autoconfiança e autodeterminação. É parte integral do sistema de saúde o país, do qual é função central, sendo o enfoque principal do desenvolvimento social e econômico global da comunidade. É o primeiro nível de contato dos indivíduos e da comunidade com o sistema nacional de saúde, levando a atenção à saúde o mais próximo do local onde as pessoas vivem e trabalham, constituindo o primeiro elemento de um processo de atenção primária à saúde. (Organização Mundial da Saúde, 1978)
Fica claro que a conquista do mais alto grau de saúde exige a intervenção de muitos outros setores sociais e econômicos, além do setor saúde.
De outra forma, a promoção e proteção da saúde da população é fator indispensável para o desenvolvimento econômico e social sustentado, e contribui para melhorar a qualidade de vida e alcançar a paz mundial.
A atenção primária à saúde compreende, pelo menos, as seguintes áreas: • A educação sobre os principais problemas de saúde e sobre os métodos de
prevenção e de luta correspondentes;
• A promoção do aporte de alimentos e de uma nutrição apropriada; • Um abastecimento adequado de água potável e saneamento básico; • A assistência materno-infantil, com inclusão da planificação familiar; • A imunização contra as principais enfermidades infecciosas;
• A prevenção e luta contra enfermidades endêmicas locais;
• O tratamento apropriado das enfermidades e traumatismos comuns; • E a disponibilidade de medicamentos essenciais.
Inclui a participação dos demais setores da saúde, de todos os setores e campos de atividades conexas ao desenvolvimento nacional e comunitário, em particular o agropecuário, a alimentação, a indústria, a educação, a habitação, as obras públicas, as comunicações e outros, exigindo os esforços coordenados de todos estes setores.
Exige e fomenta, em grau máximo, a auto-responsabilidade e a participação da comunidade e do indivíduo na planificação, organização, funcionamento e controle da atenção primária de saúde. Muitos dos princípios de Alma Ata já foram alcançados em países industrializados (VUORI, 1984, apud STARFIELD, 2002), e feitas as mudanças necessárias para a transformação da atenção médica primária convencional nos países industrializados, em uma atenção primária à saúde mais ampla, conforme a definição que foi consenso em Alma Ata .
Desde quando surgiu o conceito de Atenção Primária em Saúde (APS), na Declaração de Alma-Ata (1978), ele tem sofrido diversas interpretações. No Brasil, o Ministério da Saúde tem denominado Atenção Primária como Atenção Básica,
definindo-a como um conjunto de ações, de caráter individual ou coletivo, situadas no primeiro nível de atenção dos sistemas de saúde, voltadas para a promoção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde.
O correto entendimento do conceito da Atenção Primária pode ser possível a partir do conhecimento de seus princípios ordenados, o primeiro contato, a longitudinalidade, a integralidade ou abrangência, e a coordenação. (STARFIELD, 2002)
O primeiro contato, segundo Starfield, implica a acessibilidade e o uso de serviços para cada novo problema para os quais se procura atenção à saúde. A proximidade dos serviços da residência dos usuários, preconizada pela Estratégia Saúde da Família é uma tentativa de facilitar esse primeiro contato.
A longitudinalidade é o aporte regular de cuidados pela equipe de saúde. Consiste num ambiente de relação mútua e humanizada, entre a equipe de saúde, indivíduos e família, desenvolvida ao longo do tempo. Consiste nas ações programadas para aquele serviço e a sua adequação às necessidades da população e a abrangência.
Nesse sentido, deve ficar claro que as equipes de saúde devem encontrar o equilíbrio entre a resolutividade clínica individual e as ações coletivas de caráter preventivo e promocional. Relaciona-se à coordenação, a capacidade do serviço em garantir a continuidade da atenção, o segmento do usuário no sistema ou a garantia da referência a outros níveis de atenção quanto necessário.
A centralidade na família remete ao conhecimento de seus membros e dos problemas de saúde dessas pessoas, bem como do reconhecimento da família como espaço singular.
A orientação comunitária abrange o entendimento de que as necessidades se relacionam ao contexto social, e que o reconhecimento dessas necessidades pressupõe o conhecimento do contexto físico, econômico e cultural.
Essas características, primeiro contato, longitudinalidade, abrangência e coordenação derivam desses aspectos adicionais: a centralidade na família, a competência cultural e a orientação comunitária.
A Atenção Primária considera o sujeito em sua singularidade, na complexidade, na integralidade e na inserção sócio-cultural e busca a promoção de sua saúde, a prevenção e tratamento de doenças e a redução de danos ou de sofrimentos que possam comprometer suas possibilidades de viver de modo saudável.
Atenção Primária tem como fundamentos:
I. Possibilidade do acesso universal e contínuo a serviços de saúde de qualidade e resolutivos, caracterizados como a porta de entrada preferencial do sistema de saúde, com território adstrito de forma a permitir o planejamento e a programação descentralizada, em consonância com o princípio da eqüidade;
II. Efetivar a integralidade em seus vários aspectos, a saber: integração de ações programáticas e demanda espontânea; articulação das ações de promoção à saúde, prevenção de agravos, vigilância à saúde, tratamento e reabilitação, trabalho de forma interdisciplinar e em equipe, e coordenação do cuidado na rede de serviços.
III. Desenvolver relações de vínculo e responsabilização entre as equipes e a população adstrita garantindo a continuidade das ações de saúde e a longitudinalidade do cuidado;
IV. Valorizar os profissionais de saúde por meio do estímulo e do acompanhamento constante de sua formação e capacitação;
V. Realizar avaliação e acompanhamento sistemático dos resultados alcançados, como parte do processo de planejamento e programação;