5.3 Determine Subscriber’s Location Using Trilateration
6.1.3 Implementation of Improvement Proposals
Pode-se aprender e transmitir a cultura de várias maneiras, e as pessoas aprendem por meio da socialização (SCHIFFMAN; KANUK, 2000). Nesse contexto, buscou-se verificar se a variável anos de experiência dos operadores da contabilidade pode influenciar na cultura e na aprendizagem.
A relação entre anos de experiência e valores culturais é apresentada na Tabela 37, por meio da estatística descritiva (média e desvio padrão) e do teste de Kruskal-Wallis, que verifica se há diferença significativa entre os valores culturais e anos de experiência dos operadores com contabilidade do setor público.
Tabela 37 – Comparação das dimensões da cultura por anos de experiência com contabilidade do setor público
Valores culturais Experiência (anos) Teste KW* 0 a 2 3 a 5 6 a 10 11 a 15 Mais de 15
Média DP Média DP Média DP Média DP Média DP
PDI 47,69 13,92 52,30 17,28 51,99 17,12 54,29 18,27 50,40 22,02 0,214
UAI 36,53 15,57 40,41 18,32 38,54 16,13 39,69 13,47 39,47 16,91 0,701
IDV 40,83 13,74 37,53 14,20 41,10 15,49 37,78 15,09 42,12 16,26 0,206
MAS 44,09 19,49 46,30 17,47 47,62 18,68 43,42 17,87 47,81 18,38 0,529
LTO 60,97 18,26 59,15 17,38 56,24 19,11 58,18 15,95 61,62 15,56 0,359
* Valor-p do teste de Kruskal-Wallis. Fonte: Dados da pesquisa.
Os resultados da Tabela 37 mostram que não há diferença significativa nos valores culturais por anos de experiência com contabilidade do setor público. Logo, o tempo de experiência dos operadores com contabilidade do setor público não influencia nos valores culturais. Os resultados corroboram com Hamann (2011) no estudo realizado para estudantes de ciências contábeis.
Buscou-se, também, conforme a Tabela 38, verificar por meio da estatística descritiva e o do teste de Kruskal-Wallis a relação entre anos de experiência e aspectos estruturais da aprendizagem, no intuito de verifica se há diferença significativa entre essas variáveis.
Tabela 38 – Comparação dos aspectos estruturais da aprendizagem por anos de experiência com contabilidade do setor público
Aspectos estruturais da aprendizagem
Experiência (anos) Teste
KW* 0 a 2 3 a 5 6 a 10 11 a 15 Mais de 15
Média DP Média DP Média DP Média DP Média DP
EC 22,40 4,79 24,82 5,80 23,15 4,61 24,05 5,35 24,94 4,94 0,008 OR 31,10 5,05 31,25 6,11 30,85 5,79 30,25 5,57 29,98 5,78 0,501 CA 31,34 5,38 31,17 5,70 32,10 5,95 32,69 5,15 31,32 4,92 0,309 EA 35,16 4,92 32,76 5,55 33,90 6,21 33,01 5,67 33,76 5,04 0,158 * Valor-p do teste de Kruskal-Wallis.
Fonte: Dados da pesquisa.
No quesito anos de experiência e aprendizagem, o teste de Kruskal-Wallis calculado para o aspecto estrutural experiência concreta (EC = 0,008) demonstrou diferença significativa. Em vista disso, anos de experiência influencia no aspecto estrutural da aprendizagem experiência concreta. Kolb (1976), Kolb e Kolb (2005) e Hamann (2011) também apresentaram resultados semelhantes. Assim, é possível inferir, a partir da relação entre anos de experiência e estilos de aprendizagem, que existe um solidificação dos aspectos estruturais da aprendizagem a medida que os anos de experiência dos operadores vão aumentando.
Com a intenção de ratificar a estatística univariada, realizaram-se os testes da MANOVA para a relação entre anos de experiência, cultura e aprendizagem, conforme as Tabelas 39 e 40.
Tabela 39 – Testes multivariados MANOVA para avaliar diferenças significativas nos valores culturais por anos de experiência dos operadores da contabilidade
Teste multivariado Valor F Valor-p
Traço de Pillai 0,053 1,131 0,310
Lambdá(λ)́déWilks 0,948 1,129 0,312
Traço de Hotelling 0,054 1,126 0,314
Maior autovalor de Roy 0,029 2,406 0,036
Fonte: Dados da pesquisa.
Nos testes multivariados da MANOVA, apenas o teste de Roy (Tabela 39) detectou diferença significativa no vetor de médias das dimensões da cultura (Y’).́Poŕoutrólado,́á análise univariada, por meio do teste Kruskal-Wallis da Tabela 37 e mais três testes da MANOVA (traço de Pillai, lambdá (λ)́ dé Wilks,́ traço de Hotelling) não identificaram diferenças significativa das componentes da cultura e anos de experiência. Portanto, decide-se que as dimensões da cultura não são influenciadas pela experiência.
Também se realizaram os testes multivariados da MANOVA para verificar a influência de anos de experiência com contabilidade do setor público no processo reflexivo dos estilos de aprendizagem. A Tabela 40 apresenta os resultados do cruzamento dessas duas variáveis. Tabela 40 – Testes multivariados da MANOVA para avaliar diferenças significativas no
processo reflexivo da aprendizagem por anos de experiência
Teste multivariado Valor F Valor-p
Traço de Pillai 0,028 1,486 0,158
Lambdá(λ)́déWilks 0,972 1,486 0,158
Traço de Hotelling 0,028 1,486 0,158
Maior autovalor de Roy 0,022 2,329 0,055
Fonte: Dados da pesquisa.
Realizados os testes multivariados da MANOVA, observa-se que o teste de maior autovalor de Roy detecta diferença estatística no vetor de médias de Y’ = (CA-EC, EA-OR). Ademais, resgata-se o resultado do teste de Kruskal-Wallis (Tabela 38), que ratifica o teste de Roy para a influência da experiência nos estilos de aprendizagem.
Buscou-se, ainda, verificar, por meio do testes qui-quadrado, a distribuição do estilo de aprendizagem por anos de experiência dos operadores da contabilidade.
Tabela 41 – Distribuição do estilos de aprendizagem por anos de experiência Estilo de
aprendizagem
Experiência (anos) Qui-
quadrado (valor-p) 0 a 2 3 a 5 6 a 10 11 a 15 Mais de 15 N % N % N % N % N % Divergente 7 1,6 13 3,1 11 2,6 14 3,3 19 4,5 0,568 Assimilador 26 6,1 32 7,5 55 12,9 28 6,6 39 9,2 Convergente 20 4,7 14 3,3 34 8,0 26 6,1 27 6,3 Acomodador 9 2,1 12 2,8 17 4,0 9 2,1 14 3,3 Total 62 14,6 71 16,7 117 27,5 77 18,1 99 23,2 Fonte: Dados da pesquisa.
Conforme se observa na Tabela 41, o teste qui-quadrado vai de encontro aos testes de Kruskal-Wallis e maior autovalor de Roy, ou seja, a experiência não interfere na escolha do tipo de aprendizagem.
Verificada a falta de harmonia entre os testes Kruskal-Wallis, Roy e qui-quadrado, buscou-se auxílio da análise de correspondência, pois, por meio dessa análise, pode-se perceber a associação entre as categorias da tabela, cujo resultado é apresentado na Tabela 42.
Tabela 42 – Resultado da análise de correspondência aplicada ao cruzamento estilos de aprendizagem por anos de experiência
Eixos ou dimensões Valor singular Inércia Qui-quadrado Valor-p % inércia
1 0,121 0,015
10,550 0,568 59,3
2 0,990 0,001 40,0
3 0,013 0,001 0,7
Total 0,026 100,0
Fonte: Dados da pesquisa.
A Tabela 42 apresenta uma solução da aplicação da análise de correspondência com número de dimensões igual a 3 (= min{4-1, 5-1} = 3), em que a terceira dimensão explica apenas 0,7% da inércia total, sendo, portanto preferível a solução com duas dimensões, em que o eixo 1 tem 59,3% da inércia total e o eixo 2 possui 40,0%.
Figura 10 – Mapa de associação da análise de correspondência para o cruzamento das variáveis estilos de aprendizagem e anos de experiência
Pode-se realizar a análise da Figura 10 por meio das duas dimensões (eixos 1 e 2). Na primeira análise, focando o eixo 1, observam-se três associações. Uma das associações ocorre entre os estilo de aprendizagem assimilador e 6 a 10 anos de experiência; outra entre o estilo convergente e até 2 anos de experiência; e a última entre divergente e mais de 15 anos de experiência. Os anos de experiência 3 a 5 e 11 a 15 não apresentam associações.
A análise focada no eixo 2 demonstra, além das três associações apresentadas pelo eixo 1, associações entre o estilo acomodador e 3 a 5 anos de experiência, e o estilo convergente associando-se com 11 a 15 anos de experiência. Portanto, com base nas dimensões 1 e 2, é possível afirmar três associações bem definidas, respectivamente, entre o comportamento de aprendizagem assimilador, convergente e divergente e 6 a 10, 0 a 2 e mais de 15 anos de experiência.