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Implementation Phase

In document The Sound of Folk (sider 88-93)

5 Findings

5.2 Future Workshop

5.2.3 Implementation Phase

a) Termos freqüentes: i) Pais sem tempo e envolvimento com a escola, ii) apoio da

igreja católica e evangélica –Por exemplo, pode contar com palestras, com

igrejas, Houve uma parceria com algumas igrejas que estavam vindo aqui à noite, fazendo algumas orações. iii) crença em soluções através de palestras

educativas - A polícia civil também tem um projeto (PROJETO ESCOLA SEM

DROGAS). Sempre eles estão dando palestras, e é também um bom auxílio. Também tivemos aqui o trabalho do SEJA (Organização que trabalha a

prevenção do uso de drogas em Goiânia). Não sei se consegue ajudar a todas as

escolas, mas sempre que possível ajudam socialmente, sem falar em drogas em si, trabalhando a parte social, falando de amizade; iv) omissão do governo - O governo vira as costas né; v) necessidade de um investimento maior da

Secretaria de Educação na escola; vi) presença e apoio da policia militar; vii) contribuição do PROERD – A gente fez um curso do PROERD e ajudou

não pode contar com o apoio da família, porque a família está distante da escola; ix) as pessoas enxergam os problemas da escola; x) alunos não gostam

muito de ler –Assim eu fico na biblioteca e é a coisa mais engraçada, eu quero

relatar uma experiência minha. Muitas vezes as meninas senta lá. Entram e saem, mas na realidade os alunos não gostam muito de ler não... então eles gostam de ir lá, assim, olham os livros e saem; xi) alunos taxam como

repetitivos algumas aulas e palestras voltadas para a prevenção do uso de drogas e para a saúde do corpo - ‘Ah mais vem de novo falar sobre AIDS’, aluno tem

muito isso, a gente conhece, a gente que é professora sabe, tudo pra ele, ele já sabe, mas é que muitas vezes vem de uma forma que eles já estão cansados. Por exemplo, se for falar sobre gravidez porque que não traz algo diferente; xii)

Atuação do grêmio estudantil – Segundo a presidente da associação estudantil o

grêmio ... representa o colégio todo.

b) Códigos da fala: i) apoio existente reconhecido, mas tratado com ceticismo- A Secretaria tem muitos projetos, mas que não se realizam né? Pode contar com o apoio de muitos departamentos, mas resta saber se vai ter o apoio. (...) mas será que vai ter apoio?; ii) esperança no envolvimento da família para a solução dos

problemas – Se a família estivesse presente na escola; iii) o capitalismo contribui para a distância das famílias da escola; iv) dificuldade dos pais em conciliar trabalho e assistência aos filhos – Mas como hoje é muito difícil. O

mundo é capitalista, tem a necessidade de trabalhar. A ausência dos pais é de 99%; v) Pais não estão conseguindo dar conta da educação dos filhos, se

mostram impotentes – uma das peças principais para que vá bem... esta

situação do aluno, tem que ser os pais, eles acabam deixando a educação dos filhos, tudo por conta da escola. Na realidade, a situação ta tão difícil, que ele manda os filhos para a escola, né... assim, ‘nossa tô livre desse menino’ ;vi)

policiais bandidos- A gente não pode contar com a polícia, porque a maioria

dos policiais são bandidos; vii)A atuação do conselho tutelar - Ao imaginarem

a vinda de representantes do conselho na instituição esboçam resistência – O

conselho tutelar, assim, os alunos já ficam com medo, ‘ oh amanhã eu já não apareço aqui’ .

c) Quanto às estruturas profundas de posicionamento – i)Incoerência entre o desejo

manifesto por parcerias e a prática onde se observa um estado de passividade –

sozinha... eu acho que se o pessoal se unisse, trabalhar juntos, em grupo... faz a força, né? Se pensasse dessa forma (...) um ajudando o outro; ii)

Reconhecimento da passividade e da necessidade dos integrantes da comunidade escolar atuarem como agentes de transformação – Foi que nem eu falei pra você,

pra chegar ai falta muita coisa (...) falta muita humildade, muito reconhecimento, muito querer mesmo, não só querer que te ajudem, mas ajudar também é importante (...) Falta mais bom senso né? Correr atrás das coisas (...) Eu acho que não cabe a gente só ficar falando o que tal pessoa tem que fazer. Então tem diretor, tem professor, tem funcionário, tem aluno também. Eu acho que o aluno faz grande parte pra poder isso acontecer. iii) sentimentos de

impotência e de isolamento para a resolução dos problemas – Nós professores

atuantes, só podemos contar com o nosso próprio trabalho; iv) O papel da

polícia - a presença e apoio da polícia são reconhecidos mas considerado restrito – A polícia está próxima, mas este próximo é entre aspas. Nós que estamos aqui

no dia a dia, na realidade, a gente vê que este próximo (...) estão vindo aqui, mas quando a gente precisa deles, não tem. A. polícia é reconhecida e

percebida como um agente de segurança ao mesmo tempo em que é encarada como uma ameaça - A polícia vindo à escola, é pior, eles falam assim ‘ a

polícia ta atrás de mim, nem na escola no outro dia eu volto’ então é difícil; v)

Iniciativa na busca de parcerias encarada como negativa – Mas a questão é que a

escola tem que ir atrás. Infelizmente é assim, ela (a escola) tem que dar o primeiro passo; vi) Medo dos pais, em relação à segurança dos filhos; vii)

Comparação depreciativa entre a estrutura da rede estadual e a rede municipal de educação de Goiânia.

d) Quanto a estilos de argumentação - i) Negação da diretora quanto ao uso de

drogas por parte dos alunos nas dependências da escola- Pelo menos na

dependência da escola não. Se usam, é lá fora, aqui dentro não!; ii) A

aproximação das famílias junto à unidade escolar depende hoje exclusivamente das mesmas, uma vez que a escola já tem feito a sua parte; iii) Crença de que uma maior divulgação e sensibilização via meios de comunicação sensibilizaria novos parceiros; iv) A escola está mais presente na vida do aluno do que a família- Então quem está mais presente na vida do aluno? A escola. Nós

professores atuantes, só podemos contar com o nosso próprio trabalho; v)

representada pela aluna que é presidente do grêmio e que alimenta vínculos tanto com a Secretaria de Educação e com um vereador local para a viabilização de seus planos e projetos junto à associação estudantil que preside - Assim nós

temos um vereador que apóia muito o colégio, que é o Vereador. Ele está sempre presente quando o colégio precisa, de algum apoio cultural, de alguma idéia, algum evento, ele está sempre presente. Tem também a Secretária da Educação. Ela já esteve presente aqui no colégio que dá (...) dá não (...) a gente tá tentando puxar a atenção dela aqui pro colégio e pra região também, pros colégios; vi) O grêmio estudantil é defendido como uma organização atuante na

escola, mas não é reconhecido pelo grupo – Mas espera aí, vamos pensar,

funciona desde quando? Pra você ver foi feita uma entrevista como ele disse (...) e em nenhum momento o grêmio foi mencionado.

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