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iii. The Curse Recalled

In document Universitetet i Bergen (sider 50-59)

Moraes, EA; Marineli, RS; Lenquiste, SA; Perez, MR; Marostica, Jr.MR 1

UNICAMP - Faculdade de Engenharia de Alimentos, Departamento de Alimentos e Nutrição,

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Objetivos

Avaliar o efeito de dieta hiperlipídica em comparação a dieta hiperlipídica associada à frutose sobre o ganho de peso, perfil lipídico, peso de órgãos e lipídios hepáticos em ratos Wistar.

Métodos

Foram utilizados 18 ratos machos Wistar adultos, divididos em três grupos (n= 6). Após quatro semanas de crescimento em dieta comercial, os animais passaram a receber, durante 12 semanas, as seguintes dietas: AIN-93M = grupo controle magro(1); HL= Dieta hiperlipídica (35% de gordura de porco)(2); e HLF= Dieta hiperlipídica associada à frutose, 35% e 20% respectivamente. Ao final do experimento, os animais foram submetidos a 12 horas de jejum e sacrificados por decapitação. O sangue foi destinado à obtenção do soro para as determinações de colesterol total (Col-T), triacilglicerol (TG) e HDL-colesterol (HDL-c) por kits colorimétricos e LDL-colesterol (LDL-c) obtido pela Equação de Friedewald. O fígado dos animais assim como os tecidos adiposos mesentérico (TAM), retroperitoneal (TAR) e epididimal (TAE) foram pesados e apresentados relativos ao peso corpóreo. Os lipídios totais do fígado foram determinados por Bigh e Dyer (1959). Os resultados foram analisados por ANOVA (α=5%). Para valores de "F" significativo foi aplicado o teste de post hoc de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Resultados

Não houve diferença de ganho de peso e peso final entre os grupos (p>0,05). No entanto, o coeficiente de eficácia alimentar (CEA) foi maior nos grupos HL e HLF em relação ao AIN-93M (p<0,05). Os níveis de Col-T e TG não apresentaram diferenças entre os grupos (p>0,05) enquanto, os níveis de LDL-c foram aumentados e os de HDL-c foram reduzidos nos grupos HL e HLF (p<0,05).

Ambas as dietas, HL e HLF, causaram aumento no peso do fígado e em todos os tecidos adiposos (p<0,05). Entretanto, a presença de frutose na dieta resultou em aumento de 58% e 16% lipídeo hepático em relação aos grupos AIN-93M e HL, respectivamente.

Conclusão

O consumo de HL e HLF não apresentaram aumento de peso em relação aos animais que receberam a AIN-93M. No entanto, os animais alimentados com ambas as dietas apresentaram redução do nível HDL-c, aumento do nível de LDL-c e peso de fígado. Além disso, estas dietas favoreceram a deposição de gordura abdominal (TAE, TAM e TAR) quando comparados aos animais alimentados com dieta padrão. Entretanto, apenas o grupo que consumiu dieta hiperlipídica associada à frutose apresentou maior concentração de lipídios hepáticos. Este resultado pode demonstrar a associação entre o consumo deste açúcar e a esteatose hepática não alcoólica em ratos Wistar adultos.

Referências

1. Reeves PG, Nielsen FH, Fahey GC. AIN-93 purified diets for laboratory rodents: final report of the american institute of nutrition ad hoc writing committee on the reformulation of the AIN-76A rodent diet. The Journal of Nutrition. 1993 November 1,

1993;123(11):1939-51.

2. Cintra DEC. Integração entre vias metabólicas e inflamatórias durante a esteatose hepática induzida por dieta hiperlipídica. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 2008.

Palavras-chave: Frutose; Perfil lipídico; Tecido adiposo

ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE ESPECIARIAS SOBRE BACTÉRIAS PATOGÊNICAS

Binatti, TT; Geromel, MR; Hoffmann, FL; Fazio, MLS

1

IMES - Instituto Municipal de Ensino Superior, 2 UNESP - Universidade Estadual Paulista

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Objetivos

Especiarias são produtos naturais de uma única região limitada, que são desejados (e alçam altos preços) longe de seus locais de origem, por seu sabor e cheiro.1 As especiarias são conhecidas por exercerem uma estabilidade frente à ação de micro- organismos, estando inseridas no grupo dos alimentos estáveis. Esta propriedade conservante das especiarias está relacionada com a presença de compostos antibacterianos na sua composição.2 Considerando os aspectos mencionados, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a atividade antibacteriana de especiarias sobre bactérias patogênicas.

Métodos

Foram utilizados extratos aquosos de diferentes especiarias in natura. No laboratório cada amostra recebeu uma identificação: anis estrelado (Illicium verum Hook.), canela em pau (Cinnamomum zeylanicum), cardamono (Elettaria cardamomum L.), cravo-da-índia (Caryophyllus aromaticus L.), erva-doce (Pimpinella anisum L.), mostarda amarela (Brassica hirta Moench.), noz-moscada (Myristica fragrans Houtt), pimenta da Jamaica (Pimenta officinalis Lindl.) e pimenta rosa (Schinus terebinthifolius Raddi). A seguir, assepticamente 10 g das mesmas foram colocados em um frasco de Erlenmeyer contendo 90 mL de água destilada estéril sendo homogeneizados posteriormente e submetidos a banho em água fervente por 60 minutos. Em seguida a amostra foi filtrada em recipientes de vidro estéreis e a solução obtida resfriada à temperatura ambiente. Os discos, de papel filtro de 6 mm de diâmetro, próprios para antibiograma foram adicionados à solução, sendo a mesma mantida no agitador por 15 minutos. Os microrganismos, Bacillus cereus, Bacillus subtilis (ATCC 6633), Salmonella typhimurium (ATCC 14028), Salmonella enteritidis e Staphylococcus aureus (ATCC 22923), previamente semeados em Caldo Nutriente e incubados a 35°C por 24 horas, foram semeados na superfície de placas de Petri contendo Ágar Nutriente. As análises foram realizadas em duplicata. Na sequência, discos de antibiograma saturados com a solução foram colocados no centro de cada placa; sendo as mesmas incubadas a 35°C por 24 e 48 horas. Após este período foi possível observar e medir o halo de inibição. Halos iguais ou superiores a 10 mm foram considerados significativos de atividade antimicrobiana.3

Resultados

Nenhum extrato inibiu significativamente as bactérias B. cereus e B. subtilis. Os extratos de anis estrelado (halo de 10 mm), canela em pau (halo de 15 mm), cardamono (halo de 12 mm), cravo-da-índia (halo de 10 mm) e pimenta rosa (halo de 10 mm) apresentaram atividade significativa sobre S. enteritidis. Sobre S. typhimurium a inibição significativa ocorreu pela ação dos extratos de cardamono (halo de 10 mm), cravo-da-índia (halo de 15 mm) e erva-doce (halo de 10 mm). S. aureus foi inibido significativamente pelo extrato de cravo-da-índia (halo de 12 mm).

Conclusão

O extrato aquoso de cravo-da-índia forneceu o melhor resultado, uma vez que inibiu significativamente três das cinco bactérias testadas.

Referências

1-Dawby A. Sabores Perigosos – A História das Especiarias. São Paulo: Ed. SENAC; 2010. 27 p.

2-Trajano VN, Lima EO, Souza EL, Travassos AER. Propriedade antibacteriana de óleos essenciais de especiarias sobre bactérias contaminantes de alimentos. Ciênc. Tecnol. Aliment. 2009 jul-set; 29(3): 542-545.

3-Hoffmann FL, Souza SJF, Garcia-Cruz CH, Vinturim TM, Dutra AL. Determinação da atividade antimicrobiana “in vitro” de quatro óleos essenciais de condimentos e especiarias. Boletim CEPPA. 1999 jan-jun; 17(1): 11-20.

Palavras-chave: atividade antibacteriana; bactérias patogênicas; especiarias

AUMENTO DO TEOR DE SÓDIO, PROTEÍNA E GORDURA SATURADA EM ALIMENTOS LIGHT

In document Universitetet i Bergen (sider 50-59)