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Ideology of Norwegian consenters – the youth school reform

5.2 I DEOLOGIES REGARDING SCHOOL TYPES , DIFFERENTIATION AND GRADES IN N ORWAY . 151

5.2.3 Ideology of Norwegian consenters – the youth school reform

Qualquer trabalho que envolva análises baseadas em estudo de caso, as áreas estudadas devem ser bem descritas. Desta forma serão apresentadas neste capítulo a localização espacial das áreas selecionadas para o estudo proposto, que vão se suceder no desenvolvimento deste trabalho. As áreas selecionadas para essa dissertação serão inicialmente divididas em áreas onde foram utilizados cabos simples como sistema de reforço do maciço e outras áreas onde houve utilização de cabos duplos.

Historicamente, na mina Pequizão foram utilizados cabos simples em uma quantidade maior de áreas do que se utilizou cabos duplos, onde estes últimos tiveram sua aplicação iniciada a partir da motivação deste trabalho. Como o padrão de cabos simples sofreu alterações ao longo da vida da mina, com mudanças no traço da grout, do comprimento dos cabos e até mesmo da malha, as áreas foram selecionadas de acordo com um critério onde se conhecia a posição de emboque, a inclinação dos cabos e o elemento ligante aplicado, de forma que desta forma as áreas selecionadas foram congruentes as áreas com lavra mais recente na Mina Pequizão. Tal metodologia permite comparar condições semelhantes, onde se havia controle da aplicação de cabos de aço como reforço do maciço, reduzindo assim a possibilidade de erros.

As áreas apresentadas neste trabalho, onde foi utilizado o sistema com cabos duplos, variam entre o nível 270 ao nível 280 da mina, onde as nomenclaturas dos níveis são congruentes a profundidade dos mesmos em metros, relativos à superfície topográfica (que tem aspecto basicamente plano) sobre a mina Pequizão, logo as profundidades das áreas em relação a superfície são similares a nomenclatura das áreas descritas abaixo:

1. INT 278 C Norte – Bloco 1 2. INT 278 C Norte – Bloco 3 3. INT 278 G Sul – Bloco 1 4. INT 278 G Sul – Bloco 3 5. INT 278 G Sul – Bloco 4 6. INT 288 C Sul – Bloco 1 7. INT 288 C Sul – Bloco 2 8. INT 288 C Sul – Bloco 3

67 9. INT 288 C Sul Extensão – Bloco 01 10. INT 288 C Norte – Bloco 4

Desta forma teremos 10 áreas para se realizar o comparativo com outras áreas onde foram utilizados cabos simples como reforço do maciço.

A fim de definir áreas semelhantes às áreas onde foram utilizados cabos duplos, as áreas onde foram utilizados cabos simples como sistema de suporte foram também selecionadas em regiões onde a profundidade da escavação em relação à superfície fosse similar à condição apresentada para a utilização de cabos duplos. As áreas onde foram utilizados cabos simples e serão objeto de estudo comparativo neste trabalho são descritas abaixo:

1. INT 258 E 2 Norte 2. INT 258 C Sul – Bloco 6 3. INT 258 G Norte – Bloco 1 4. INT 278 C Sul – Bloco 1 5. INT 278 C Sul – Bloco 2 6. INT 278 C Sul – Bloco 3 7. INT 278 C Sul – Bloco 4 8. INT 278 C Sul – Bloco 5 9. INT 278 C Sul – Bloco 7 10. INT 278 C Norte – Bloco 4

As áreas selecionadas para avaliação, onde fora aplicado sistema de cabeamento simples contemplam a região entre o nível 250 e o nível 270 da mina. Também foram definidas 10 áreas distintas, atendendo as premissas iniciais citadas.

É importante ressaltar que todas lavras realizadas nas áreas selecionadas foram feitas através da metodologia Sublevel Stopping.

Na Figura 3.1 a seguir podemos observar a localização espacial dos blocos de lavra selecionados, onde fora aplicado o sistema com cabos duplos. A imagem não representa os outros níveis da mina, com intuito de não causar uma poluição visual com sobreposição de escavações na vista selecionada.

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Figura 3.1: Localização das áreas com utilização de cabos duplos para a lavra.

Assim como descrito para as áreas onde foi aplicado o sistema de contenção com cabos duplos, a Figura 3.2 ilustras as regiões selecionadas para comparação de resultados com as regiões descritas na Figura 3.1 e em tais regiões o sistema de contenção utilizado foi estabelecido com cabos simples.

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Figura 3.2: Vista em perspectiva da localização das áreas com utilização de cabos simples para a lavra.

Vista a localização isolada das áreas em estudo é interessante analisar a Figura 3.3, onde podemos ver a posição de ambas as áreas, onde foram aplicados cabos simples e duplos em uma mesma imagem.

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Figura 3.3: Vista em perspectiva da localização das áreas com aplicação de cabos duplos e simples como reforço de lavra.

Como ilustrado, as áreas a serem avaliadas encontram-se em posições semelhantes. Entretanto as áreas onde foram utilizados cabos simples como reforço do maciço estão na porção superior da mina, onde tais áreas foram lavradas primeiramente na linha cronológica da mina e as áreas com aplicação de cabos duplos foram definidas com o propósito de avaliação do sistema, apresentado em tal dissertação.

Por fim na Figura 3.4 é apresentado a localização de todas as escavações realizadas na mina Pequizão até meados de 2014. Observa-se que a mina não apresenta profundidade elevada e na imagem conseguimos observar a localização da Mina Pequizão em relação à Mina Nova, que como já descrito anteriormente neste trabalho, é a mina a qual permite acesso às áreas lavradas no corpo Pequizão.

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Figura 3.4: Vista em planta de todas escavações da Mina Pequizão e sua localização em relação a Mina Nova.

3.2 – DESCRIÇÃO GEOTÉCNICA DOS TESTEMUNHOS DE SONDAGEM

Como já apresentado nesta dissertação, todo trabalho de avaliação empírica em mineração, com envolvimento de ábacos e gráficos é embasado em técnicas de descrição, classificação e/ou caracterização geomecânica. De qualquer forma é necessário ter conhecimento pontual ou linear de determinada porção da área estudada e através de interpretações geológicas e geotécnicas elevar tal característica restrita a um universo mais amplo. Desta forma são criados modelos geotécnicos abrangentes para uma parcela maior do universo amostrado (ou descrito).

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A partir de tal princípio, neste trabalho foram utilizadas as informações obtidas na descrição geotécnica dos testemunhos de sondagem, onde são descritos parâmetros pertinentes para posterior classificação e caracterização do maciço rochoso.

Na Mina Pequizão os parâmetros são descritos com intuito de obter a classificação do maciço baseada no modelo descrito por Bieniawski (1989), definido pelo sistema RMR (Rock Mass

Rating) e também para correlação com o Sistema Q proposto por Barton et al. (1974) (Rock Quality Index). Como parte deste trabalho, os resultados de descrição geotécnica foram

trabalhados e incluídos os valores de Q’ no banco de dados de descrição geotécnica. Tal parâmetro é de fundamental importância para definição do número de estabilidade modificado (N’), proposto por Potvin (1988), que será utilizado neste trabalho.

Para obtenção de tais parâmetros foram selecionados 51 furos de sonda que foram descritos seguindo o padrão recomendado pelos autores citados na apresentação bibliográfica. Além da descrição de tais furos foram acrescentadas 26 áreas de mapeamento geomecânico, onde as informações foram também utilizadas posteriormente para elaboração do modelo geotécnico. É apresentado na Figura 3.5 a disposição espacial de cada furo de sonda descrito para classificação geomecânica da Mina Pequizão. Na imagem podemos observar que a maior parte dos furos selecionados está dentro da área de interesse deste trabalho, sendo os mesmos compreendidos em sua maior parte na porção central da mineralização e abrangendo a região entre os níveis 200 a 300, adequados à proposta de estudo que se enquadra na região entre os níveis 250 e 300 da mina.

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Figura 3.5: Localização dos furos descritos geotecnicamente para classificação do maciço na Mina Pequizão.

Para a realização das classificações geomecânicas, a maior parte dos parâmetros são funções de análises observacionais, exceto a definição de resistência do material de rocha, utilizado na classificação de RMR de Bieniawski. Para tal, foram utilizados os dados obtidos através de ensaios de resistência à compressão uniaxial de amostras, realizados em laboratórios. Assim foi definido a nota relativa à resistência para definição do RMR baseado na litologia do intervalo descrito. A Tabela 3-1 a seguir ilustra os valores de resistência relativos a cada uma das litologias descritas nos testemunhos, bem como seu respectivo peso definido na classificação geomecânica.

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Tabela 3.1: Tabela guia para determinação dos pesos em função da resistência por litotipo.

Litologia Resistência a Compressão Uniaxial (MPa) Descrição Nota CBCX 160 100 - 250 MPa 12 GXN 99 50 - 100 MPa 7 MG 151 100 - 250 MPa 12 DOL 152 100 - 250 MPa 12 MBA 208 100 - 250 MPa 12 CXV 65 50 - 100 MPa 7 GNCX 49 25 - 50 MPa 4 MVA 120 100 - 250 MPa 12 VQZ 212 100 - 250 MPa 12

3.3 – CARACTERIZAÇÃO DO MACIÇO ROCHOSO NAS ÁREAS DE ESTUDO

De posse do banco de dados de descrição geotécnica, foi iniciado o trabalho de confecção de um modelo geomecânico para caracterização das áreas lavradas. Para tal foram criados volumes modelados baseados em padrões de valores de RMR e Q’. Para criação de tais volumes de informações semelhantes dentro de um padrão específico, foi utilizado o software LeapFrog. Com a utilização de tal programa computacional foi possível definir as classes geomecânicas desejadas e posteriormente incluir os valores de furos de sonda com a criação de um modelo de blocos que permitirá definir a condição específica para cada uma das 20 áreas selecionadas no item 3.1.

De posse de um modelo de blocos com informações geotécnicas foi possível estabelecer a condição geomecânica predominante em cada uma das 20 áreas selecionadas para este trabalho, desta forma será apresentado a seguir seções representativas das áreas de lavra a serem avaliadas, com a devida informação geotécnica para cada uma.

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