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I NITIAL ESTIMATES AND THE ADJUSTMENTS OF MATCHED PAIRS

Paper 2 Long-term Effects Evaluations of Governmental Industrial Policies 185

7. PREPROCESSING

7.4 I NITIAL ESTIMATES AND THE ADJUSTMENTS OF MATCHED PAIRS

Fundada em 1909, a cidade de Porto Velho, que era no início um conjunto desordenado de barracos, cresceu em torno das instalações da Madeira-Mamoré Railway Company, companhia ferroviária de capital inglês, arrendatária da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, cujo grande mérito foi ter levado para a região, por meio da ferrovia que se tornou célebre pelas espantosas dificuldades encontradas durante a sua construção, um grande desenvolvimento industrial.

O nome da capital do Estado de Rondônia, situada à margem do rio Madeira, a qual os antigos moradores de Santo Antônio chamavam de Porto Velho de Caça, por ser este o local onde costumavam se reunir aos companheiros de caçadas e pescarias antes de se lançar a tais atividades. Assim, ao se instalarem ali, os administradores da Madeira-Mamoré decidiram manter o nome do local. (BORZACOV, 1993)

Por ter sido basicamente de responsabilidade de uma companhia ferroviária, a formação de Porto Velho já é de certa forma singular. E como, ao chegar lá, a Madeira-Mamoré Railway Company encontrou apenas uma floresta, a

companhia se viu obrigada a construir edifícios para uso estritamente industrial, alojamentos e uma usina de geração de eletricidade para se fixar no local. Em seguida, como consequência da necessidade de oferecer infraestrutura para seus empregados, construíram-se residências, um hospital, um porto fluvial; implementaram-se os sistemas de telefonia e captação de água. Porto Velho passou a ser município em 24 de janeiro de 1915, por meio da Lei nº. 757/1914, tornando-se capital do Território do Guaporé, pelo Decreto-Lei nº. 5812/1943, e, finalmente, capital do Estado de Rondônia, pela Lei Complementar nº. 41/1981. (TEIXEIRA; FONSECA, 2003).

A ocupação de Porto Velho está intimamente ligada aos ciclos de exploração econômica da região, desde o sertanismo de contrato, no século XVII, passando pela mineração de ouro, no XVIII, até chegar à exploração da borracha, no final do XIX, que é quando se observa um primeiro movimento de ocupação efetiva do local. Tão logo a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré começa a ser construída, diversos núcleos populacionais se formam, um deles situado bem ao lado dos galpões da ferrovia. Na década de 1950, quando a exploração da borracha começa a declinar, Porto Velho acaba sofrendo com a decadência econômica. No final da mesma década, porém, a economia local recebe um novo e forte impulso com a descoberta de jazidas de cassiterita e ouro. (BORZACOV, 1993)

Na década 1970, a construção da Rodovia BR-364 e projetos de assentamentos em núcleos próximos a Porto Velho estimularam um fluxo migratório contínuo de pequenos agricultores e trabalhadores rurais. Nesse processo de ocupação, destacou-se a febre do ouro ocorrida na década de 1980, que proporcionou a Porto Velho um dos maiores crescimentos populacionais no país naquele período. Atualmente, existem mais de 100 bairros e 18 distritos às margens do Rio Madeira e da BR 364. Com a pavimentação da BR-364, o desenvolvimento dos setores secundário e terciário teve significativo impulso, embora a indústria ainda se encontre em estado incipiente (CAMATA JÚNIOR, 2008).

Na cidade de Porto Velho, a economia depende muito do setor primário. Desse modo, atividades como a pesca, a agricultura e a indústria extrativista de minério (cassiterita e ouro) são fundamentais na geração de emprego e renda. Especialmente no que diz respeito à mineração, a cassiterita é produzida em apenas dois municípios rondonienses: Porto Velho e Ariquemes. No entanto, essas duas

cidades sozinhas são responsáveis pela produção de 40% da cassiterita do Brasil. (TEIXEIRA; FONSECA, 2003).

No que concerne à agricultura, os seus principais produtos são: arroz, feijão, café, algodão, cacau, banana, milho, mandioca, abacate, abacaxi e cupuaçu. A pecuária vem recebendo incrementos financeiros e melhoramento genético. O parque industrial de Porto Velho é constituído de indústrias do setor madeireiro, de plástico e de beneficiamento de cereais. O PIB de Porto Velho em 2007 foi de R$ 4,3 bi, sendo o maior do Estado. Desses valores do PIB de Porto Velho, cerca de 70% dizem respeito ao setor de serviços. Já a renda per capita de Porto Velho foi de R$ 11,6 mil. (IBGE, 2008)

Em 2008, nas lavouras temporárias, cultivava-se predominantemente a mandioca, cultura que abrange 7.240 hectares de terra, produzindo 108 toneladas/ano. A produção de mandioca proporciona um rendimento médio de 15 mil kg por hectare, a terceira maior produtividade por hectare, seguida de perto pelo tomate e melancia, ambos rendendo 14,8 mil kg por hectare. O produto com maior produtividade por hectare na região é a cana-de-açúcar, que chega a render 60 mil kg por hectare/ano. Logo em seguida, o abacaxi rende 24,6 mil kg por hectare. Já no extrativismo vegetal direto da floresta, estima-se que são comercializadas de Porto Velho 33,3 toneladas de madeira em tora para ser usada na indústria. (IBGE, 2008)

Sobre a agricultura animal, em 2008, as duas culturas constantes são, em primeiro lugar, a de rebanho bovino, com 608 mil cabeças, e, em segundo lugar, a de aves, representada por 235 mil. Quanto aos produtos de origem animal, o mel é o mais significativo, com 4.803 kg, superando a produção de leite da cidade. (IBGE, 2008)

Além desses fatores, Porto Velho possui o quinto maior porto do Brasil em termos de exportação de produtos do agronegócio, chegando a exportar 3,33 milhões de toneladas de produtos (DECEX, MDIC, 2010). A maioria dos itens exportados é de origem agrícola e mineral. A posição privilegiada da cidade (como já foi lembrado, localizada no centro da América do Sul) é um dos fatores mais relevantes para o seu sucesso (ver tabela 13).

Tabela 13 – Exportações Brasileiras por Portos em 2009

Fonte: DECEX, MDIC, 2010.

Neste tópico, procuramos apresentar Porto Velho sob os mais diferentes aspectos: de seu processo de formação a dados econômicos sobre a capital rondoniense, que revelam um crescimento constante da cidade nas últimas décadas. A seguir, com base em alguns autores, analisaremos o outro lado desse desenvolvimento: os problemas decorrentes do crescimento desordenado.