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D IFFERENCE - IN - DIFFERENCES FOR M ATCHED D ATA

Paper 2 Long-term Effects Evaluations of Governmental Industrial Policies 185

7. PREPROCESSING

7.3 D IFFERENCE - IN - DIFFERENCES FOR M ATCHED D ATA

O PIB rondoniano, se comparado ao do Brasil, mostra atualmente um aumento progressivo, ainda que não supere os 0,06% do total nacional (ver tabela 7). Porém, se comparado ao PIB do Norte do país, existe uma perda de importância relativa de Rondônia na economia da região. Em 1985, o PIB era de 12,37% e em 2007 chegou a 11,23%. Mas esse indicador já foi pior, visto que em 1995 era de 9,88%. (IBGE, 2009)35

Tabela 7 - Participação do Estado no PIB Regional e Participação Regional e do

Estado no PIB Nacional (%) Rondônia - 1985, 1990, 1995, 2000 e 2007

1985 1990 1995 2000 2007

Rondônia/Norte 12,37 9,92 9,88 11,11 11,23

Norte/Brasil 3,84 4,94 4,64 4,60 5,02

Rondônia/Brasil 0,48 0,49 0,46 0,51 0,57

Fonte: Fundação IBGE. Contas Regionais do Brasil 1985-2007 [CD-ROM], 2009

Em 2007, 65,05% do PIB rondoniano provêm do setor de serviços, semelhante ao que ocorre em todo o Brasil. Apenas 20,30% provêm da agropecuária, e o setor menos representativo é o industrial, que detém 14,65%. A atividade agropecuária, embora com participação oscilante, ainda é significativa na formação da economia estadual (20,3% do total), principalmente porque o Estado se constituiu, ao longo das duas ultimas décadas, em fronteira nacional de expansão do agronegócio. (ver quadro 4)

 35

As atividades do PIB são: agrícola (agricultura, silvicultura e exploração florestal); pecuária e pesca; industrial (indústria extrativa mineral, indústria de transformação e a construção) e de serviços: produção e distribuição de eletricidade e gás; água, esgoto e limpeza urbana; comércio e serviços de manutenção e reparação; serviços de alojamento e alimentação; transportes, armazenagem e correio; serviços de informação; intermediação financeira, seguros e previdência complementar; serviços prestados às famílias e associativos; serviços prestados às empresas; atividades imobiliárias e aluguel; administração, saúde e educação públicas; saúde e educação mercantis; serviços domésticos, entre outros. A parte relativa à administração pública é equivalente a reservas e fundos financeiros. (IBGE, 2009)

1985 1990 1995 2002 2007

Agropecuária 18,55 13,07 14,44 19,71 20,30

Indústria 41,16 18,23 22,02 13,89 14,65

Serviços 40,29 68,70 63,54 66,40 65,05

Quadro 4 – Participação das Atividades Econômicas no Valor Adicionado Bruto, a Preço

Básico (%), em Rondônia

Fonte: IBGE, 2009.

Como reflexo desse movimento, o setor de serviços tendeu a apresentar uma expansão significativa, expressa na sua crescente participação na economia estadual. Em 32 anos, o setor cresceu 61,46%, apesar de algumas oscilações. Já a indústria, no ano de 2002, atingiu o seu menor nível em vinte e dois anos, 13,89%.

Os 52 municípios de Rondônia estão agrupados em dez regiões (I-Porto Velho, II-Ariquemes, III-Jaru, IV-Ouro Preto do Oeste, V-Ji-Paraná, VI-Cacoal, VII- Vilhena, VIII-Rolim de Moura, IX-São Francisco do Guaporé e X-Guajará-Mirim). Dentre essas, merece destaque a Região I (ver tabela 8), área onde se situa a capital, Porto Velho (maior extensão territorial do Estado), que detinha, em 2007, mais de um terço do PIB referente ao setor de serviços (36,13%) e quase um quarto no setor industrial (24,11%), apesar de ocupar a quarta posição no setor agropecuário, liderado pela região de Ariquemes, que fica a cerca de 200 km de Porto Velho. Enquanto isso, Guajará-Mirim, localizada a mais de 330 km de Porto Velho, na divisa do Brasil com a Bolívia, é a região menos representativa.

Tabela 8 – Participação (%) dos Setores da Agropecuária, Indústria e Serviços no

Valor Adicionado Bruto por Região Rondoniense

Regiões

Setor Agropecuário Setor Industrial Setor Serviços

2006 2007 2006 2007 2006 2007

Região I – Porto Velho 7,13 7,32 28,70 24,11 35,54 36,13 Região II – Ariquemes 13,94 14,64 11,22 13,59 10,21 10,11

Região III – Jaru 12,18 12,08 8,73 9,57 6,19 5,88

Região IV – Ouro Preto do Oeste 7,48 7,26 2,63 2,39 3,67 3,47 Região V – Ji-Paraná 10,16 9,50 11,79 11,97 10,87 10,67 Região VI – Cacoal 11,86 12,15 13,74 13,23 10,27 10,24 Região VII – Vilhena 15,08 13,11 12,20 12,55 8,97 9,43 Região VIII – Rolim de Moura 12,52 13,59 7,23 9,15 6,98 6,85 Região IX – São Francisco do Guaporé 6,74 7,31 1,84 1,67 3,13 2,96 Região X – Guajará-Mirim 2,91 3,04 1,92 1,77 4,17 4,26

Fonte: IBGE, 2007.

Outra característica econômica peculiar de Rondônia diz respeito às faixas salariais dos trabalhadores. Em 2009, os homens recebiam, em média, R$ 911, o que representa 5% a menos que a média salarial de todo o Brasil (R$ 962), e 29,5% a mais que o piso salarial da Região Norte (R$ 703). (ver tabela 9)

Tabela 9 – Valor do Rendimento Médio Mensal, por Sexo, Situação e Classes

de Rendimento Mensal Ano

Brasil, Região Geográfica e Unidade da Federação X Sexo

Brasil Norte Rondônia

Total Homem Mulher Total Homem Mulher Total Homem Mulher 2001 365 500 241 280 389 177 320 454 185 2002 400 540 270 305 410 206 369 489 252 2003 437 586 299 326 431 227 384 505 271 2004 473 630 327 346 465 228 408 565 249 2005 525 692 370 377 501 256 459 629 294 2006 585 761 421 415 538 293 501 685 334 2007 626 815 450 453 586 325 513 649 358 2008 701 906 509 504 654 357 558 732 382 2009 745 962 544 549 703 400 665 911 425 Fonte: IBGE, 2010.

Em 2009, o salário médio das mulheres rondonienses era de R$ 425, 6,25% superior à média da Região Norte (R$ 400), todavia, 22% menor, se comparado com a média do Brasil (R$ 544). No âmbito nacional, as mulheres ganhavam R$ 418 a menos que os homens, mas em Rondônia a diferença chega a R$ 486, o que representa 114,5% a menos.

Rondônia evidencia também um tímido progresso relativo no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), embora o Estado de Rondônia continue exibindo níveis inferiores aos verificados no país como um todo (ver tabela 10).

Tabela 10 - Indicadores Sociais Selecionados Rondônia/Brasil - 1970, 1980,

1991, 2000 e 2010

Indice de Desenvolvimento Humano* Rondônia Brasil

1975 0,574 0,644

1980 0,611 0,679

1991 0,660 0,713

2000 0,735 0,757

2010 0,677 0,699

Taxa de Alfabetização de Adultos** Rondônia Brasil

1970 64,7 67,0

1980 68,5 74,7

1991 80,4 80,6

2000 86,2 84,9

2009 90,3 89,2

Fonte: *PNUD/IPEA/FJP/IBGE. Desenvolvimento Humano no Brasil, 1970-2010.

**Fundação IBGE, Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.

Podemos ver na tabela 10 informações comparativas, indicando que, enquanto, em 1975, o IDH brasileiro era cerca de 12,2% maior que o do Estado, hoje, o índice nacional e estadual diferem em pouco mais de 3,2%. Entre os números do IDH, de acordo com a tabela 10, chama a atenção a Taxa de Alfabetização de Adultos, que desde 2000 tem se apresentado maior que a média nacional. Em 2009, Rondônia atingiu a margem de 90,3% da população adulta alfabetizada, enquanto no Brasil a porcentagem é de 89,2% (PNUD/IPEA/FJP/IBGE, 2010).

Tais indicadores não refletem toda a heterogeneidade interna do Estado, que apresenta grandes diferenças regionais. Apesar da melhoria generalizada dos indicadores dos municípios de Rondônia, aqueles localizados predominantemente na sua porção central e centro-sul permanecem com resultados abaixo do nível médio de desenvolvimento humano.

Em diversos números, constata-se a carência de Rondônia quanto aos serviços básicos de saneamento, coleta de lixo e distribuição de água potável. A rede de esgoto no Estado beneficia menos de ¼ da população, sendo que apenas 75,5% dos domicílios dispõem de fossas sépticas36. Já a coleta de lixo está disponível para 72% da população do Estado (estando abaixo da média nacional, que é de 85%). Apenas 57,1% da população rondoniense goza com plenitude de água potável encanada, 23% abaixo do índice geral do Brasil (IBGE, 2009). (ver tabela11)

Tabela 11 - Domicílios Particulares Permanentes Urbanos, Segundo Cobertura de

Infraestrutura de Saneamento Básico (%) Rondônia e Brasil, de 1999 e 2008

Dados de 1999 Rondônia Brasil

Rede geral de água 55,1 89,2

Rede geral de esgoto 4,4 52,5

Fossa séptica 75,5 23,1

Coleta de lixo 72,1 85,0

Dados de 2008 Rondônia Brasil

Rede geral de água 57,1 80,6

Rede geral de esgoto 4,0 50,1

Fossa séptica 73,6 24,2

Coleta de lixo 79,4 85,0

Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1999 e 2008: microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2009 [CD-ROM].

É importante frisar que a deficiência de cobertura dos serviços de saneamento básico em Rondônia tem implicações em seu perfil epidemiológico, caracterizado por prevalência, ainda significativa, de doenças infecciosas e parasitárias, que acometem, principalmente, crianças e idosos. A expectativa de vida ao nascer ficou 1,81% abaixo da média nacional, e a mortalidade de crianças de até um ano em 2009 ficou 0,45% abaixo da média nacional (IBGE, 2009). (ver tabela 12).



36 As fossas sépticas são unidades de tratamento primário de esgoto doméstico , nas quais são feitas a separação e a transformação físico-química da matéria sólida contida no esgoto. É uma maneira simples e barata de disposição dos esgotos, indicada, sobretudo, para a zona rural ou residências isoladas. Todavia, o tratamento não é completo como em uma Estação de Tratamento de Esgotos. (ver FOSSA SÉPTICAS, Disponível em: http://bioproject.com.br/Edital/BioProject%20- %20Edital%20N%2028.pdf, acesso em 21 de setembro de 2010)

Tabela 12 - Indicadores Epidemiológicos Selecionados - Rondônia e Brasil

Rondônia Brasil

Esperança de vida ao nascer

1970 54,20 52,67

1980 60,34 61,76

1991 65,34 66,13

1999 68,90 70,00

2009 71,80 73,10

Mortalidade infantil, por mil nascidos vivos

1992 38,5 43,0

1999 31,6 34,6

2009 22,4 22,5

Fonte: IBGE, 2009 [CD-ROM].

Este tópico procurou apresentar e analisar dados históricos sobre a formação de Rondônia e como o Estado se insere no contexto brasileiro sob os mais variados aspectos. No próximo tópico, procuraremos fazer o mesmo, mas dessa vez tratando especificamente da cidade de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia.

2.1.2 Caracterização da capital Porto Velho, locus do curso de Administração,