4 Hydrogen cases
4.2 Unselected Scenarios
4.2.1 Hydrogen Scaling-up
Entrevista concedida em 14 de maio de 2011.
Em que ano você participou dos CCE?
Mais ou menos em 1982 a 1984, não lembro direito, eu tinha uns 13, 14 anos. Acho que foi por aí.
Então não foi um ano somente? Não, não foi, foi uns dois ou três.
Como você veio a se interessar pelas atividades desses centros e o que te levou a participar?
Eu sempre gostei de participar das coisas, hoje eu também sou assim, onde tinha alguma coisa diferente eu tava indo. Por isso eu me interessei.
Como foram realizadas as eleições? Quantas chapas concorreram?
Eu não me lembro se tinha muitas chapas, não. Essa parte era muito legal, nós montamos uma chapa para concorrer, fizemos propaganda, fomos nas salas de aula em todos os períodos, porque nós tínhamos alunos de todos os períodos na nossa chapa, fizemos propaganda, falamos do nosso plano para o ano (risos), foi uma época muito legal, a gente era ativo, sabe, gostava mesmo de participar dessas coisas.
Como foi realizada a posse?
Olha, eu lembro que na posse a gente tinha que fazer um discurso, se apresentar pra escola e falar as coisas que a gente ia fazer. O Cleodon que fez o discurso. Porque ele era o presidente, né? Então o discurso ficou pra ele.
Quais eram as atividades constantes desse centro?
A gente respeitava a Pátria, né? Toda reunião nossa do centro cívico a gente cantava o hino nacional e... Até mesmo a bandeira, nos tínhamos ali a bandeira O diretor da escola ou o orientador de Educação Moral e Cívica influenciavam nas atividades do centro? Nas reuniões eles estavam presentes?
O Diretor da escola, às vezes, nas eleições ele estava, mas nas reuniões, nem todas as reuniões ele podia ir, mas a Dona Daisy estava presente em todas as reuniões, ela tava em todas mesmo.
Qual era o papel do coordenador de EMC nos centros?
Olha, a dona Daisy tinha o papel de incentivar a gente, ela começou a incentivar a gente, e depois nós pegamos gosto por aquilo. Então na época o Creldon, hoje ele
é padre, ele na época era ativo, ele chegava e dizia: vai ter reunião disso, porque vai acontecer algo na escola aqui, a gente vai se apresentar. Era assim.
Qual importância você atribuía às atividades ali desenvolvidas?
Na realidade sempre foi muito importante, porque o que que acontece, uma secretaria, né? As pessoas olham, mas porque que ela ganha pra isso, mas na realidade ela tem uma importância naquilo que ela está fazendo, quando você lembra a data de alguém, uma comemoração, seja a mínima que for, aquela pessoa se sente importante. Pra você ter uma ideia, a gente tinha até um programa semanal de rádio. Verdade, a gente tinha um horário na rádio, aí tinha um livro que trazia as histórias das datas. Eu lembro que quando eu fui era o dia da secretária e fomos na rádio, falamos da secretária e várias pessoas ligaram e fomos elogiados por isso na escola.
Qual visão você acredita que os alunos tinham dos centros cívicos?
Toda mundo gostava da gente, tinha muita consideração pelos alunos do centro cívico, também, a gente era muito ativo, e a maioria tinha notas altas, se destacavam, mas tinham aqueles que tinham notas baixas, eu era um deles (risos), faltava muito, mas quando entrei no centro cívico comecei a me interessar pela escola, passei a amar aquilo, ver a escola com um olhar diferente. Por isso acho que eles gostavam de nós, viam a gente como exemplo.
Você acredita que as atividades desenvolvidas nos centros cívicos influenciassem vocês e a comunidade?
Como eu te falei, essa coisa do rádio influenciava, como eu disse as pessoas ouviam o que a gente falava na rádio, e respeitava os profissionais, as profissões, e tinha os desfiles também, né? Eles gostavam de ir assistir, né? Era uma festa. Na sua visão, qual a importância das atividades desenvolvidas nesse centro?
Na nossa época, quando nós trabalhávamos ali, né, acho que há trinta e poucos anos (risos), pra lembrar tudo isso, nós procurávamos envolver a escola, nunca deixava ninguém de fora. Então nós envolvíamos desde o período da manhã até o período da noite, então isso era importante, envolver todos os alunos da escola nas atividades que a gente fazia. Tinha teatro, gincanas, música. Era muito legal. Você se recorda do Estatuto do Centro cívico?
Não lembro, não.
E do código de honra dos alunos? Você participou da elaboração?
Olha, do código de honra eu lembro sim. Lembro que nós tínhamos um código de honra, mas lembrar dele é que é difícil. Toda reunião a gente tinha que jurar aquele código. Que era ser fiel ao colégio, né? Fiel ao patriotismo e tal, agora lembrar assim totalmente é difícil. Não lembro de ter participação da elaboração, não.
Fale de uma experiência importante que marcou você enquanto era membro do centro cívico.
Eu era muito vergonhoso, sabe, quando começava a falar avermelhava, eu tinha vergonha das coisas e a dona Daisy falou: ‘não, vai lá, você tem potencial, vamos, vamos’. E eu fui. A primeira vez tremi igual uma vara verde, falava aqui, falava ali e fui ser o orador. Essa experiência foi importante para mim, hoje sou pastor e comecei a falar em público naquela época. Essa experiência de ficar falando em público acho que foi o que mais me marcou. Acho que foi isso, sim.
Outra experiência foi a dedicação, dessa professora principalmente, ela ama mesmo de coração, foi uma professora assim que marcou, que lembra, sabe? Que ela dedicava mesmo ao trabalho, que ela fazia, ela foi uma professora minha desde o primário e deu aula de português pra mim, tudo, e depois no ginásio passou a dar aula pra mim novamente, e ela começou a incentivar. Ela sempre dava aquela injeção de ânimo e levantava, então o que marcou, foi nessa, porque foi ela que deu o pontapé inicial, até mesmo pra mim, hoje eu sou um pastor, tenho um diálogo com as pessoas e eu sempre gostei de fazer isso.