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Verbalspråket: Fisker, argumentasjonsmodeller og andre virkemidler

4. Fashion på alvor – fire tekster fra Oslo Fashion Week

4.5 Dagbladet.no: Keiserens nye klær – kommentar på moten

4.5.6 Verbalspråket: Fisker, argumentasjonsmodeller og andre virkemidler

Segundo Costa (2010, p.1) a Eduação a Distância (EaD) possui longa tradição de atuação no processo de ensino-aprendizagem, sendo a sua origem apontada por alguns autores como tendo sido na antiguidade, como narra Saraiva:

Inicialmente na Grécia e, depois, em Roma, existia uma rede de comunicação que permitia o desenvolvimento significativo da correspondência. Às cartas comunicando informações sobre o cotidiano pessoal e coletivo juntam-se as que transmitiam informações científicas e aquelas que, intencional e deliberadamente, destinavam-se à instrução (SARAIVA, 1996, apud COSTA, 2010 p. 2). Com o tempo a EaD expandiu-se pelo mundo, principalmente, na Europa (Alemanha, Suécia, Reino Unido, França), na América do Norte (Canadá, Estados Unidos, México), Oceania (Austrália), América Latina e África, a qual, teve o uso da EaD em larga escala em diversos países, tendo criado em 1873 a primeira universidade a distância autônoma do mundo, University of South África (COSTA, 2010, p.3).

A expansão da EaD no Brasil esteve atrelada aos avanços ocorridos nos meios de comunicação, assim como ocorreu em outros países, tendo como marco inicial a década de 1920, com a radiodifusão (COSTA, 2010, p.10). Com o surgimento das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTICs) na década de 1970 e o seu desenvolvimento até os anos de 1990, somados ao crescimento do ciberespaço, fortaleceu-se o uso da Educação a Distância (EaD) nos contextos acadêmicos e corporativo no Brasil. Com a criação da World Wide Web, passou-se a ver a Internet como uma ―possibilidade para mediar o processo de ensino-aprendizagem a distância, inaugurando a chegada das ―universidades virtuais‖ no Brasil‖ (COSTA, 2010, p.12). Com a assinatura da Portaria nº 2.253, de 18/10/2001, foi autorizado às instituições de ensino superior do Brasil oferecer até 20% da carga horária total dos seus cursos de graduação presenciais na modalidade a distância, provocando assim, uma maior integração entre as modalidades de ensino presencial e a distância (COSTA, 2010, p.12).

canto cocama, documentário

2007, 02:03 min) produzidos nos últimos anos. Toda a tradição que diz respeito à música popular ou a forma de vida na bacia amazônica. Publicado em: 2012

Para Costa (2010, p.14) os tipos de recursos tecnológicos utilizados ao longo do tempo caracterizam as fases ou gerações pelas quais a Educação a Distância passou. Costa aponta as seguintes gerações encontradas na literatura: 1ª geração: Modelo de Tecnologia Impressa, 2ª geração: Modelo de Multimídia, 3ª geração: Modelo de Multimídia Interativa, 4ª geração: Modelo de Aprendizagem Flexível, 5ª geração: Modelo Inteligente de Aprendizagem Flexível. Entretanto, ressalta que nem todos os países estão na quinta geração da Educação a Distância. A América Latina para Mena (2002, apud COSTA 2010, p. 15), pratica as três primeiras gerações, enquanto sonha com a quinta.

Foi criada, em 1996, na estrutura do Ministério da Educação, a Secretaria de Educação a Distância (SEED), o que indica, conforme Costa (2010, p.12) uma preocupação do governo brasileiro em investir no uso da Educação a Distância e das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação como para melhorar a educação brasileira.

Ramble (2001, apud COSTA 2010, p.15) ao avaliar as transformações pelas quais a EaD passou no período 1971-2001 identificou as cinco principais delas. As duas mais importantes aqui são a segunda e a quinta:

2ª) Essa mudança tecnológica levou a uma mudança pedagógica – a passagem de um modelo de transmissão de conhecimento para um modelo mais construtivista que explora a comunicação mediada por computador; 5ª) A Educação a Distância evoluiu de uma forma de educação burocrática ou fordista para um modelo de alcance global, porém mais flexível, em que o aluno é o elemento principal (RAMBLE, 2001, apud COSTA 2010, p.15).

A Educação a Distância se caracteriza por proporcionar a separação física entre o professor e o aluno, utilizando-se de meios de comunicação para realizar a comunicação entre eles. Com o desenvolvimento do ciberespaço a EaD passou a ter a seu dispor recursos valiosos como, por exemplo, a interatividade no sentido dado por Primo (2007) e Lévy (1999).

Entretanto, alguns professores não acompanham as atualizações disponíveis das mídias tecnológicas e dos ambientes virtuais, continuando também com padrões pedagógicos caracterizados pela transmissão de conhecimento não voltada para a reflexão e autonomia do aluno.

Para Luciene275 não devemos, portanto, migrar somente os conteúdos do ambiente ―real‖ para o ―virtual‖. Assim, em um curso de Educação a Distância, não é indicado que, simplesmente, se digitalize os livros didáticos e os disponibilize em PDF (Portable Document Format) 276 para os estudantes, ou ainda que se grave as aulas expositivas e as disponibilize no formato de videoaula. Logo, Luciene ressalta que:

Muitas vezes o professor pensa estar inovando, entretanto continua como detentor absoluto do saber e o aluno passivo, recebendo todo conteúdo. Nesse sentido, João Mattar afirma que o problema dos projetos de curso propostos, sejam presenciais, sejam a distância, é que o foco continua sendo o mesmo, isto é, cria-se, desenvolve-se e valoriza-se uma hierarquia entre professores e alunos (Comentário de Luciene. Terça, 10 julho 2012, 20:22, Fórum do cafezinho, assunto: Aplicação de conteúdos, Curso de Capacitação de tutores em EaD)277.

Picanço et al278 [2---] discutem as abordagens da interatividade feitas por Marco Silva, Pierre Lévy, Alex Primo, Márcio Cassol e Edgar Morin. Picanço et al aponta questões importantes quanto ao papel do professor na educação, as quais merecem reflexão. Se o professor era visto, na educação ―tradicional‖, com o papel de transmissor, e na maioria dos projetos envolvendo NTICs é visto de forma equivocada com o papel de facilitador, esse papel deve ser revisto como propõe Picanço et al:

O papel do professor não é facilitar, como se este fosse um papel secundário ou como se o conhecimento fosse algo difícil para o aluno, que necessitasse de um especialista - o professor - para simplificá-lo, tornando-o então acessível ao aluno. Esse conhecimento é apresentado apenas pelo viés do professor, não passando por um processo de significação coletiva. O papel do professor passa a ser ainda mais importante do que o papel do facilitador ou do transmissor, seja ele crítico ou não (PICANÇO et al [2---]).

Para Picanço et al [2---] a atuação do professor torna-se mais complexa e interativa, envolvendo a plataforma de trabalho e a escola:

[...] o professor necessita trabalhar num contexto criativo, aberto, dinâmico, complexo. Isso implica trabalhar com incertezas, com complexidades. Na relação professor-aluno-conhecimento deve estar presente a interatividade,

275 Luciene foi uma colega do primeiro curso de Tutoria que me matriculei. Curso de Capacitação de tutores em EaD. 2012.

276 A Tradução para o português é ―formato de documento portátil‖.

277 Para ler mais sobre o tema veja o artigo Interatividade e Aprendizagem de João Mattar. Disponível em: < http://educacaosustentabilidadepedagogiaavm.wikispaces.com/file/view/disciplina08_cap16_livro_ead.pdf> Acesso em 23 de jun. 2014.

278Picanço et al [2---]. Conversando sobre interatividade. Disponível em: <http://www.faced.ufba.br/~dept02/sala_interativa/texto_grupo.html > Acesso em: 20 abr. 2012

não como consequência da presença das novas tecnologias, mas como foco, como uma característica, um requisito, para a construção do conhecimento. Nesse contexto, institui-se uma nova dinâmica: o trabalho do professor intensifica-se, estrutura-se uma nova relação pedagógica e exige-se uma nova plataforma de trabalho, uma nova organização da escola, uma nova competência técnica e política dos professores‖ (PICANÇO et al [2--- ]).

Desse modo, João Mattar (2013)279, referência em estudos de EaD no Brasil, organiza as gerações de pedagogia da EaD e suas relações com as tecnologias, aprendizagens, ações dos aprendizes e professores, tipos de conteúdo e avaliações (Fig. 26).

Figura 26- Pedagogias de EaD (MATTAR, 2013)

Fonte: Reproduzida de Mattar (2013, p. 25)

4.8 Algumas considerações

As tecnologias indígenas e não indígenas associadas contribuem para diversos passos do planejamento linguístico, tais como o registro, a organização dos dados, o compartilhamento dos materiais, as estratégias de ―transmissão‖ do conhecimento, etc. Essas tecnologias são muitas vezes, comuns ao cotidiano, estando intrínsecas às pessoas.

Considerando os estudos apresentados nesse capítulo, concluímos que o ciberespaço e a EaD possuem recursos que podem auxiliar na interatividade, mas que cabe aos professores, tutores e equipe estarem abertos à interação ao construir, oferecer e ministrar cursos a distância. Pesquisas desenvolvidas sobre o uso da EaD nos cursos de Licenciatura intercultural podem contribuir para estimular a criatividade dos professores e tutores.

O mapeamento da presença Kokama no ciberespaço mostrou, mesmo que em partes, o quanto os Kokama vem atuando para fortalecer a sua língua e a sua cultura. Há muitos outros

projetos de fortalecimento da língua Kokama que ainda não estão na internet, mas que provavelmente logo estarão. As questões referentes à presença da língua Kokama no ciberespaço serão discutidas no capítulo 6.

Com a cibercultura a diversidade linguística e cultural apareceu também na internet, onde interações influenciam a interculturalidade e a globalização, no sentido de ubiquidade. No ciberespaço, as pessoas querem ―mostrar a sua cara‖, a sua identidade. E assim o fazem, seja de sua residência, da escola, do trabalho e de qualquer outro ambiente em que possam estar on-line. A criatividade é bastante praticada no meio virtual, em que as pessoas vão navegando, criando os seus links, laços afetivos e laços de informação o que propicia a ―aprendizagem em rede‖. Cada vez mais as pessoas vão descobrindo a arte de ―programar‖, ou seja, aspectos da ciência da computação e da informação, que antes eram restritos às empresas e cientistas, vão sendo apropriados como um conhecimento ―comum‖. E muitos indígenas vêm participando ativamente de todo esse processo.

Com base no mapeamento, os Kokama apresentam grande presença na internet, com uma multiplicidade de modos, formas, meios, etc., como se pode ver nas descrições das notícias, dos vídeos e dos áudios. Cabe ressaltar que essa presença vem se tornando cada vez mais ativa e autônoma e com parcerias mais diversificadas.